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EQUIPE DE TAQUIGRAFIA E REVISÃO - SGP.41
NOTAS TAQUIGRÁFICAS
CÂMARA NA RUA DATA: 25/04/2026
 
2026-04-25 21740 Outros

MESTRE DE CERIMÔNIAS – Senhoras e senhores, um bom dia a todas e todos. Sejam muito bem-vindos e bem-vindas à 2ª edição do projeto Câmara na Rua de 2026. Hoje, estamos na zona Leste da cidade de São Paulo, no CEU Rei Pelé.

Em uma iniciativa inédita, instituída pelo Ato 1.701/2026, a Câmara Municipal de São Paulo, que representa o Poder Legislativo municipal, traz o projeto Câmara na Rua para mais próximo da população, promovendo o diálogo aberto sobre todas as demandas locais.

Informamos que esta sessão está sendo transmitida ao vivo pelo canal 8.3 da TV aberta digital, pelo canal 2.4 da multiprogramação da TV Cultura e pelo canal Câmara Municipal de São Paulo no YouTube, com cobertura pelas redes sociais e oficiais do legislativo paulistano.

Compõem a Mesa as seguintes autoridades: Vereadora Dra. Santa Tadeu, Vice-Presidente da Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher e Procuradora da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal de São Paulo; e o Sr. Rafael Limonta, Subprefeito de Itaquera. (Palmas)

Destacamos e agradecemos a presença das seguintes autoridades e personalidades que se apresentaram na recepção deste cerimonial: o sempre Vereador Vavá dos Transportes; o Sr. José Cláudio Pereira Martins e a Sra. Maria Edinalda de Moraes, representantes do SME Rei Pelé; Dr. Raimundo Batista, Secretário-Geral da Câmara Municipal de São Paulo; Sr. Pérsio Tadao Soli, Secretário-Geral Administrativo da Câmara Municipal de São Paulo; a Inspetora de Divisão Daniela Aparecida do Carmo Dias Melo, Comandante da Inspetoria da Guarda Civil Metropolitana da Câmara Municipal de São Paulo; e as Sras. Camila Alves e Maria Aparecida Silveira da Silva, intérpretes de libras, que nos acompanharão.

Neste momento, ouviremos as palavras da Vereadora Dra. Sandra Tadeu, Presidente desta cerimônia, Vice-Presidente da Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher e Procuradora da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal de São Paulo.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Bom dia a todos e a todas. É com muita alegria que hoje estamos representando a zona Leste com a Câmara na Rua. Quero agradecer a presença de todos.

Também não poderia deixar de falar do nosso Presidente da Câmara Municipal, Vereador Ricardo Teixeira, que, desde que iniciou seu mandato como Presidente, instituiu a Câmara na Rua.

Às vezes, as pessoas podem achar o projeto muito chato, mas é muito importante, porque há a oportunidade de conversar ao vivo com as autoridades presentes sobre as suas reivindicações. Isso, repito, é muito importante.

Vindo para cá, eu estava gravando conteúdos – como dizem o pessoal – e dizia que hoje é um pouco diferente. Hoje não é o Vereador que vai até o seu bairro; é a Câmara inteira que está dentro do seu bairro. Com isso, é diferente? É diferente.

Então, agradeço muito a vinda de vocês e – digo mais – vocês vão ver que é diferente e vão gostar de estar presentes. Nas próximas, também gostaria que vocês estivessem na Câmara Municipal. É importante as pessoas participarem das sessões. Sabemos que é difícil sair daqui e ir até o Centro da cidade de São Paulo, mas é extremamente importante.

Então, agradeço muitíssimo, de coração, a presença de cada um, porque sei que quem está aqui vai reivindicar alguma melhoria, benfeitoria para o seu local. É isso. Política, Câmara, Vereador é isto: conversar com as pessoas.

Muito obrigada pela presença de todos, e vamos dar início ao nosso trabalho.

Com a grande proteção do nosso Deus, declaro abertos os nossos trabalhos.

MESTRE DE CERIMÔNIAS – Destacamos e agradecemos a presença do sempre Deputado Jorge Tadeu Mudalen.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Obrigada. É o meu maridão. Haja marido, não? Estou casada há 42 anos com ele. Pensam que é só isso? Há mais 13 anos de namoro. (Palmas) Pensam que é só isso? Fui ser vizinha do meu marido aos sete anos, ele tinha oito. Quanto tempo, hein? Passou de um casal; já é uma cumplicidade. Não sei se vamos ver isso daqui a alguns anos, porque está tudo tão moderno; mas vamos lá, para os nossos pepinos.

Na qualidade de Vereadora da Câmara Municipal de São Paulo, declaro abertos os trabalhos da Tribuna Popular Local da 2ª Sessão Pública Especial do projeto Câmara na Rua 2026, convocada para hoje, 25 de abril de 2026. Esta sessão é regulamentada pelo Ato 1.701/2026 da Mesa Diretora.

Passo a explicar aos senhores, rapidamente, como funcionará esta parte da sessão. Ela ocorrerá no formato de Tribuna Popular Local e as pessoas que se inscreveram durante a feira poderão fazer uso da palavra por dois minutos.

Esses dois minutos serão a reivindicação ou o que você quer falar, porque há 60 pessoas inscritas. Se passar de dois minutos, vocês vão me desculpar, mas vou ter que interromper a palavra para que possamos dar continuidade aos trabalhos.

Comunico aos senhores que esta sessão será transcrita no Diário Oficial da Cidade e está sendo transmitida ao vivo pela Rede Câmara SP, pelo site e no canal do YouTube da Câmera Municipal de São Paulo.

Agradecemos ao CEU Rei Pelé, que gentilmente disponibilizou sua estrutura para a realização da 10ª sessão do projeto Câmara na Rua, a segunda deste ano de 2026.

Neste momento, vamos dar início à Tribuna Popular Local, com a participação dos munícipes inscritos, pelo período de dois minutos cada. A primeira inscrita é a Viviane Laverte.

A SRA. VIVIANE LAVERTE – Bom dia a todos e a todas. Bom dia aos Vereadores e às Vereadoras. Sou Viviane Laverte e faço parte do Fórum da Cidadania de Pessoa Idosa Neide Duque, Distrito da Mooca.

Vim solicitar salas do EJA, porque na cidade de São Paulo, de acordo com o IBGE 2022, há 1,7 milhão de pessoas idosas acima de 60 anos. Entre elas, há taxa de analfabetismo de 8%. Acima de 65 anos, a taxa é de 15%. Considerando a taxa de 8%, há, na capital São Paulo, 61 mil idosos analfabetos.

O levantamento do Vereador da Câmara Municipal de São Paulo, o Sr. Celso Giannazi, mostra que, nos últimos quatro anos, mais de 300 turmas foram fechadas. Além disso, as salas do EJA funcionavam no período vespertino e matutino, mas passaram o remanejamento para o período noturno.

Contudo, no período noturno, a maioria das escolas do EJA estão nas regiões periféricas, então são muito longes, e não há transporte. As aulas terminam às 23h e a noite deixa os alunos vulneráveis à violência. Não há segurança, apenas condições fiscais limitantes para as pessoas idosas.

Então, a demanda é abrir salas do EJA para idosos no período vespertino e matutino, porque é mentira que não há demanda. Há. Eu fui professora, dei aula de alfabetização do idoso e isso é muito importante para o idoso. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – O segundo inscrito é o Sr. Sebastião Gonçalves de Sousa.

Peço para que o senhor José Tadeu Alves Pereira, próximo orador, já vá se aproximando.

O SR. SEBASTIÃO GONÇALVES DE SOUSA – Bom dia, dona Vereadora e seu Vereador. É a primeira vez que eu falo, mas estamos aí. Meu nome é Sebastião Gonçalves de Sousa. Sou morador da região da Mooca e frequento o Fórum da Cidadania Neide Duque da Mooca.

A cidade mais rica do Brasil não consegue resolver falta de moradia para os idosos vulneráveis e de baixa renda. Entretanto, o aluguel social tem a continuidade como uma das principais políticas públicas para garantir moradia digna a estes idosos.

Na cidade de São Paulo, o número de unidades de localização social é limitado, temos somente 903 unidades em seis empreendimentos.

Minha demanda é a ampliação do Programa Aluguel Social, de unidades habitacionais com aluguel acessível na cidade de São Paulo, pois, para as pessoas idosas, o aluguel social não é apenas moradia, mas também proteção contra isolamento, insegurança, perda de dignidade e risco de ser morador de rua jogado na sarjeta.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu- PL ) – Tem a palavra o Sr. José Tadeu Alves Pereira e, posteriormente, Sra. Avelina Gomes da Costa.

O SR. JOSÉ TADEU ALVES PEREIRA - Bom dia, senhoras e senhores.

Corroborando com o que relatou o Sr. Sebastião, com relação a moradias, vivemos à véspera de uma calamidade pública. Por quê? O que tem de pessoas em situação de rua, sem moradia, em uma metrópole desta que conta com uma Câmara Municipal de Vereadores, com Prefeito, Governador, vivendo uma situação assim...

Deveríamos ter uma atitude para resolver esse problema, porque há gente sofrida na rua, praticamente abandonada. Temos que resolver isso o mais rápido possível. É isso que eu queria dizer.

Muito obrigado pela atenção. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu- PL ) – Obrigada, Sr. José.

Agora, a D. Avelina Gomes da Costa, e, a seguir, a D. Antônia Ferreira de Freitas.

A SRA. AVELINA GOMES DA COSTA - Sou Avelina Gomes da Costa e faço parte do Fórum Neide Duque...

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu- PL ) – Não é a senhora que esqueceu os óculos? Então, faça o favor.

A SRA. ANTÔNIA FERREIRA DE FREITAS - A D. Avelina faz parte do Fórum da Cidadania da Pessoa Idosa Neide Duque.

A demanda dela é de mobilidade. Ela fala das más condições da calçada da cidade de São Paulo, os riscos de quedas e de acidentes de pessoas idosas, de buracos, desníveis, piso solto, que aumenta muito o risco de queda, resultando em fatura grave, como de fêmur e perda de autonomia.

Muitos idosos deixam de sair de casa por medo, pois as calçadas sem conservação dificultam as atividades básicas, como ir ao mercado, à farmácia, ao médico, e levam ao isolamento social, piorando doenças crônicas, depressão e ansiedade.

Idosos com bengalas, com andadores e com cadeiras de roda não podem sair de casa e têm sua autonomia limitada.

Esta cidade é inimiga dos idosos. Política pública que padronize as calçadas. Tirem as espécies de árvores e raízes menos agressivas. Calçadas acessíveis. Implantar em todas as regiões da Zona Leste pontos de ônibus protegidos e acessíveis.

Sou Antônia Ferreira de Freitas, também faço parte do Fórum da Cidadania da Pessoa Idosa Neide Duque da Mooca.

O bairro da Mooca é o segundo maior distrito em número de pessoas idosas.

Demanda. Secretaria de Assistência Social. Distrito da Mooca, Brás, Mooca, Belenzinho, Água Rasa, Pari, Tatuapé. Instalar um CDI por distrito - Centro Dia da Pessoa Idosa.

Abrir uma unidade de ILPI - de longa permanência -, graus 1, 2 e 3.

Denúncia. Temos idosos abandonados em hospitais, de alta e não há ILPI para ser levado. Tempo. Urgência.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu- PL ) – Tem a palavra D. Carmen Rosa Cervantes Solorzano e D. Marlene Ribeiro da Silva, em seguida.

A SRA. CARMEN ROSA CERVANTES SOLORZANO - Bom dia, nobres Vereadores.

Estamos precisando do parque para idoso para fazer: corrida, ginástica, caminhada, esporte e lazer. Estou precisando de tudo isso.

Obrigada.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu- PL ) – Tem a palavra D. Marlene Ribeiro da Silva. e D. Ada Regina em seguida.

A SRA. MARLENE RIBEIRO DA SILVA - Bom dia a todas e a todos. Meu nome é Marlene Ribeiro. Sou moradora da Vila dos Idosos na região do Pari, São Paulo. Frequento o Fórum da Cidadania Neide Duque Mooca.

A Vila dos Idosos foi inaugurada em 2007, com o projeto exemplar, referência para a moradia social, da Prefeitura de São Paulo, com três salões de festas, três elevadores, biblioteca, horta comunitária, espaços adaptados às necessidades dos idosos. Hoje o projeto está abandonado pelo Poder Público.

Minha demanda é, primeiro, a manutenção e reparos em telhados, manutenção elétrica, conservação de áreas comuns, segurança interna, iluminação que está insuficiente, gerando medo nos idosos, moradores e insegurança.

Problemas do entorno: falta de segurança na região, lixo e abandono urbano. Convivemos com lixo descartado por moradores em situação de rua, com pessoas consumindo drogas, cheiro de fezes, urina, maconha e com brigas.

Estamos abandonados pelo Poder Público.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu- PL ) – Tem a palavra D. Ada Regina.

A SRA. ADA REGINA - Bom dia a todos e a todas, nobres Vereadores e Vereadoras. Eu me chamo Ada Regina, estou com 84 anos e faço parte do Fórum da Cidadania das Pessoas Idosas Neide Duque da Mooca.

A Mooca é o segundo bairro da cidade com mais idosos. Há demanda de saúde. Temos o Belenzinho, o Brás também.

Urgente: hospitais portas abertas, região da Mooca. Atual encaminhamento. A UPA, Hospital Tatuapé, Hospital 23, Vila Alpina e outros. As filas do sistema do CROSS, o tempo de espera de meses e de anos requer mutirão de saúde no distrito. Credenciar clínicas, hospitais privados para diminuir o tempo de espera. O tempo de espera agrava e provoca morte. Estamos em filas de espera do censo.

Há estatísticas da fila do CROSS em regulação. Pessoas idosas de alta tensão, pelo Estatuto da Lei 10.741, desde 2003.

Urgente: encaminhar à Secretaria da Saúde e à Comissão da Saúde da Câmara.

Esperamos que isso aconteça.

Agradeço a todos. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Tem a palavra a Sra. Rita Maria de Melo. É o número 9. Está na pulseirinha. (Pausa) Ausente.

Então, vou chamando a próxima. A número 10, Maria Aparecida Silvestre Moraes.

A SRA. MARIA APARECIDA SILVESTRE MORAES - Bom dia, nobres Vereadores e Vereadoras. Sou Maria Aparecida Silvestre Moraes, do Fórum da Cidadania da Pessoa Idosa Neide Duque da Mooca.

Aqui, na demanda saúde, nas UBSs da Mooca, principalmente na Água Rasa, falta profissional, e precisa melhorar a estrutura. As pessoas idosas ficam esperando de quatro a cinco horas para serem atendidas, inclusive eu. Demoramos para conseguir consulta com especialista. Falta de medicamento. Por isso, pedimos que contratem geriatria nas UBSs do distrito Mooca para ampliar o atendimento odontológico; que fiscalizem as supervisões técnicas da Secretaria da Saúde.

As pessoas idosas precisam de respeito, de atendimento e de prioridade. É o que nós queremos. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – Tem a palavra a D. Nazaré Luque.

A SRA. NAZARÉ LUQUE - Bom dia com alegria.

- Manifestação na plateia.

A SRA. NAZARÉ LUQUE - É uma honra estar na presença de vocês e ter esta oportunidade. Cumprimento todos os que nos honram com a sua vinda, os Srs. Vereadores e as Sras. Vereadoras.

Nossa demanda é sobre a segurança alimentar, com um Armazém Solidário no distrito. Sou a Nazaré e represento o Fórum de Cidadania da Pessoa Idosa Neide Duque, da Mooca.

Saibam, senhoras e senhores, que a Mooca é o segundo bairro da nossa querida cidade com muitas pessoas idosas e, dentre elas, muitas com vulnerabilidade. São pessoas que não têm condições de uma alimentação saudável e nutricionalmente adequada. E isso vai acarretar o quê? Vai acarretar, por exemplo, demências. Essas demências vão causar o quê? Dependência, ou seja, vão sobrecarregar o equipamento de saúde e da assistência social.

Gostaria de lembrar a todos sobre a emenda 64 do artigo 6º da nossa Constituição, a Carta Magna do nosso país, que dispõe e trata dos direitos sociais, dentre os quais destaco a alimentação, que é prioridade. Então, por favor, Sras. e Srs. Parlamentares, respeitem a nossa Constituição, porque quem tem idade tem pressa, afinal, não tem mais tempo hábil de esperar. Lembrem-se de que idoso vota. E também que idoso elege ou não. Obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL ) - Obrigada. Tem a palavra, neste momento, a Sra. Regina Divina Machado.

A SRA. REGINA DIVINA MACHADO - Bom dia a todos. Vou ler, escrevi meu pronunciamento para ficar mais rápido. Sou Regina Machado, integrante do Fórum de Cidadania da Pessoa Idosa Neide Duque, na Mooca.

A demanda que trago é a instalação de uma unidade Rede Cozinha-Escola no território Mooca. Somos 6 bairros: Brás, Pari, Belém, Água Rasa, Mooca e Tatuapé. O motivo desse pedido é que, além de ser um curso profissionalizante, fornece comida balanceada a custo zero para quem precisa, principalmente para os idosos que não têm condições de cozinhar ou comprar o alimento.

Até dezembro de 2025, eram 58 unidades funcionando, a maioria nas periferias. No território Mooca, porém, não há nenhuma. Sei que há uma unidade aguardando ser liberada para a instalação no Pari, próxima à Vila dos Idosos. Os senhores poderiam cobrar a instalação dessa unidade?

Apesar de sermos um território mais centralizado, é a entrada para a zona Leste, e temos bolsões de pobreza e vulnerabilidade, por isso necessitamos dessa rede Cozinha -Escola, que atenderá aquele sem condições de cozinhar, além de precisarmos também do Armazém Solidário para o idoso CadÚnico, pois ele acaba tendo de escolher entre pagar aluguel, comprar remédio ou comida. E, convenhamos, passar isso na reta final da vida significa, na realidade, que a cidade não é amiga dos idosos. Obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Obrigada. Tem a palavra D. Maria Ignês e, logo a seguir, a Sra. Camila Jesus Barros.

A SRA. MARIA IGNÊS - Meu nome é Maria Ignês, faço parte do NCI Raio de Luz Esperança e também do Fórum Lajeado. Bom dia a todos, às autoridades presentes, Vereadoras e Vereadores, aos representantes todos e demais participantes.

Venho, como moradora da região, trazendo uma preocupação que não é só minha, mas de toda a comunidade. A demanda refere-se a um terreno localizado na rua Cruz do Espírito Santo, esquina com a Ribeirão das Furnas, local que não possui identificação de número, mas se encontra completamente abandonado. Esse espaço está, hoje, imerso em mato alto, lixo acumulado e diversos resíduos.

A situação é visivelmente insalubre e vem agravando-se há bastante tempo, fato que favorece a proliferação de insetos e roedores. Porém, o problema ainda se torna mais grave por outros motivos. É um terreno que fica ao lado de um ponto de ônibus com grande circulação de pessoas e, na mesma rua, temos equipamentos essenciais para a comunidade, tais como um CRAS, uma creche, uma igreja e uma unidade dos correios, ou seja, estamos falando de um local com fluxo intenso e diário de crianças, famílias, idosos e trabalhadores. Então não é apenas uma questão estética, é uma pena também, mas é, principalmente, uma questão de saúde pública, de segurança e dignidade a todos.

Diante disso, solicitamos providências concretas: a notificação ao proprietário para limpeza e manutenção do terreno; a fiscalização efetiva por parte da Prefeitura; e, se necessário, a aplicação das sanções previstas na lei. Somos moradores e não podemos continuar convivendo com esse cenário de abandono, especialmente em uma área tão importante para a vida da comunidade. E, quando digo moradores, incluo também nossos vizinhos da zona Leste.

Esperamos que essa demanda seja acolhida com a seriedade que exige e que ações sejam tomadas com urgência. Muito obrigada. (Palmas).

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Obrigada, D. Maria Ignês. Tem a palavra a Sra. Camila e, depois, o Sr. Donato Pereira Duarte Filho.

A SRA. CAMILA JESUS BARROS - Bom dia a todos e a todas. Meu nome é Camila, sou Técnica Pedagoga do CDI, na Cidade Tiradentes. Representa o pessoal do Fórum da Cidade Tiradentes.

Como todos sabemos, há muitas demandas. Venho pedir a melhoria das calçadas, mas não só da Cidade Tiradentes e, sim, de todas as regiões.

Vimos que dizem ser São Paulo a cidade amiga do idoso, mas, na verdade, isso não ocorre, porque muito dos idosos estão caindo pelas ruas por conta dos buracos, de calçadas restritas e desniveladas. Sempre há acidentados, pessoas que sofrem quedas e até traumatismos cranianos; já vimos muitos casos assim justamente por conta dessas irregularidades nas calçadas.

Gostaríamos de pedir também melhorias no terminal velho da Cidade Tiradentes, que está abandonado. Há calçadas com vazamento de esgotos.

E também pedimos melhorias no transporte. Várias linhas precisam ser melhoradas. O transporte está em más condições e muitos sem higiene. Está colocado lá que o transporte deve ser higienizado, só que, ao embarcamos, sentimos o mau cheiro, com bancos inutilizados.

Então precisamos desse cuidado e atenção nessa estrutura do transporte, das calçadas e, acrescentando, a mobilidade para pessoas com deficiência. Atendemos idosos que não conseguem nem mesmo trafegar nas calçadas próximas do próprio serviço a eles prestado, pelo fato de não serem niveladas. Precisa melhorar urgentemente essas calçadas de toda a região Leste, mas também Norte, Sul e Leste. Está bom? Muito obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) Vou dizer uma coisa, gente. A calçada é de quem? Há um padrão de calçada. É, na verdade, se a Subprefeitura for verificar as calçadas, vai multar os moradores, porque as calçadas são da conta dos moradores.

- Manifestação na plateia.

A SRA. CAMILA JESUS BARROS - Mas aí deveria padronizar mesmo e passar…

- Falas simultâneas.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Há um padrão, mas a gente também tem de entender que ,e quem anda na periferia sabe disso, não é tanto o caso da Mooca, mas quem anda ali, na Cidade Tiradentes, Itaquera também, estou falando bem da nossa periferia, há casas construídas muitas vezes irregulares, e aí, você já deve ter reparado, algumas casas têm um andar e aí já cai para outra que não tem andar, então é difícil isso, mas vai ter de acontecer.

Temos de ter uma cidade melhor, com condição melhor, pois cada dia mais a cidade tem mais idosos. Graças a Deus, estamos conseguindo chegar numa idade mais avançada e precisamos dessas condições melhores, claro. E as pessoas têm de saber, muitas vezes, que uma hora ou outra a multa vai chegar, porque, realmente, não dá mais para nos locomovermos dessa maneira.

- Falas simultâneas.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Pode protocolar que vamos reivindicar tudo isso que foi discutido hoje.

- Manifestação fora do microfone.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Tem a palavra o Sr. Donato Pereira Duarte.

O SR. DONATO PEREIRA DUARTE – Bom dia. Meu nome é Donato Pereira Duarte, s ou parte do NCI Raio de Luz e Esperança, represento o Fórum Guaianases e Lajeado. Faço parte do Colegiado 2, Colegiado Leste. A demanda do Fórum Guaianases é um espaço próprio para a UBS do Jardim Bandeirantes. Lá não cabe nem metade da vila.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Eu sei, já estive lá na semana passada.

O SR. DONATO PEREIRA DUARTE FILHO – Não dá para realizar nada lá.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Não dá. Vamos ver o terreno ao lado da delegacia.

O SR. DONATO PEREIRA DUARTE FILHO – Certo. A rua Gaspar Dias de Ataíde, lá no Lajeado também, é uma tristeza. Creio que precisaria de mais policiamento lá para retirar os carros de cima da calçada, para que não precisemos andar na rua. Está faltando médicos nas Unidades Básicas de Saúde, UBS, de Guaianases. Há uma que é a unidade Jardim Robru Guaianases. Seria necessário construir mais uma, porque estão surgindo muitos condomínios lá em Guaianases, já que o bairro virou uma cidade só de condomínios, e as UBSs não suportam tanta gente.

A segurança, sinceramente, está uma tristeza. Você sai de manhã cedo para trabalhar e o indivíduo o rouba no portão de casa. Você vai pegar a perua e os criminosos o roubam dentro do transporte. Então, está difícil. Precisaríamos de um policiamento ostensivo para isso.

Também seria necessário colocar mais cobertura nos postos de saúde...

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Smart Sampa.

O SR. DONATO PEREIRA DUARTE FILHO – ...e cobertura nos pontos de ônibus. As faixas de pedestres estão uma tristeza. Seria preciso dar uma olhada naquilo. Nós já estamos idosos...

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Nem me fale, é duro ser idoso. Já estou para lá dos 70.

O SR. DONATO PEREIRA DUARTE FILHO – ... então, precisaria providenciar um recurso, não conseguimos atravessar com segurança. Há uma necessidade real disso, porque existem idosos que não conseguem ir até o ponto de ônibus. E outra: não temos dinheiro para ficar pagando Uber. Fica complicado. Então, por favor, deem uma olhada nisso por nós. Obrigado.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Vamos olhar, sim. O Brasil será o país dos idosos, graças a Deus. Glória a Deus e a Jesus. Agora, passamos a palavra para a Sra. Maria de Lourdes Gabriela de Santana.

A SRA. MARIA DE LOURDES GABRIELA DE SANTANA – Bom dia a todos e a todas.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Bom dia.

A SRA. MARIA DE LOURDES GABRIELA DE SANTANA – Todos estão reivindicando saúde, calçadas, tudo. Eu vou pedir para os Srs. Vereadores olharem pelo transporte, que está muito demorado. Chegamos a ficar mais de meia hora no ponto, 40 minutos. E, quando o ônibus passa, vem lotado, um atrás do outro.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Onde a senhora mora?

A SRA. MARIA DE LOURDES GABRIELA DE SANTANA – Sou do NCI Raio de Luz e Esperança, faço parte do Fórum Lajeado de Guaianases e moro em uma travessa da avenida Nordestina. Lá, na minha rua, passa o ônibus para Itaquera, linha 2703-10, Jd. Etelvina, que demora 40 minutos para passar. Antes passava de sete em sete minutos. Depois, não sei o que aconteceu, retiraram as peruas. É uma demora danada, aí passa um atrás do outro, lotados, a ponto de parar em um ponto e no outro não.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – A senhora está se referindo ao ônibus ou às peruas?

A SRA. MARIA DE LOURDES GABRIELA DE SANTANA – Estou me referindo às peruas e ao ônibus também. Pego o 2059-10, que vai para São Miguel, e a 2703-10, Jd. Etelvina. Utilizo as duas linhas. São muito demoradas. Sou aposentada, mas, às vezes, me chamam para trabalhar e eu vou. Tenho que sair com mais de uma hora de antecedência de casa para não chegar atrasada. Todas aquelas peruas e carros que passam na avenida Nordestina são muito demorados, principalmente no domingo, quando o transporte é gratuito. É de graça, mas não há ônibus.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Não há ônibus realmente.

A SRA. MARIA DE LOURDES GABRIELA DE SANTANA – No domingo, esperei 1h no ponto para poder trocar de turno como acompanhante no hospital. Cheguei atrasada e não queriam me deixar entrar. Falam que é de graça, mas assim não funciona. Que cobrem a passagem, se necessário, mas coloquem ônibus na linha, pois retiraram 40% da frota de todas as linhas.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Aos domingos?

A SRA. MARIA DE LOURDES GABRIELA DE SANTANA – De todos os dias. Durante a semana, depois do almoço, não há mais. Desculpe-me. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Imagine, quem pede desculpas somos nós. Isso ainda acontece. Há cerca de dois anos, fiz uma reunião na casa de uma senhora e ela disse que precisavam de mais linhas de ônibus. Vejam o absurdo em Guaianases: o ônibus ou a perua sai às 5h30 da manhã e leva o pessoal, mas não há linha para a volta. Outro dia, o Secretário da SPTrans me confirmou que esse problema persiste. Como é possível pegar um ônibus na porta de casa e, para retornar do trabalho, não ter a volta?

Vamos cobrar, podem ter certeza. Isso é o que eu mais faço ultimamente, mas está difícil. Passo a palavra para a Sra. Railda Ferreira Rocha.

A SRA. RAILDA FERREIRA ROCHA – Bom dia a todos. Primeiro, quero pedir providências sobre a condução. A SPTrans precisa colocar nos ônibus uma placa enorme indicando os assentos preferenciais. Ainda há pessoas que não sabem que os bancos da frente são preferenciais e que, lá atrás, há mais 10% reservados. Ontem eu estava no ônibus, sentei no banco azul e uma moça disse: "Isso não é preferencial". Eu respondi: "Meu amor, entre no Google para aprender".

- Manifestação do público.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Fez muito bem.

A SRA. RAILDA FERREIRA ROCHA – Perguntei se ela não tinha mãe.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Qual era a linha?

A SRA. RAILDA FERREIRA ROCHA – Este ônibus vinha da Cidade Tiradentes. Quero falar também sobre os NCIs da nossa região, Tiradentes e Iguatemi. Precisa melhorar muito: ter mais espaço para os Idosos, ter Centro Dia para o Idoso, CDI, e ter geriatras nos postos de saúde, pois não há. E faltam até remédios. Eles nos dão um cartãozinho e mandam procurar em outro posto. O pessoal da zona Norte vai para a zona Leste, e o da zona Leste vai para onde? Queremos melhorias. Vamos correr atrás com vocês para que nos ajudem. Muito obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Obrigada.

Tem a palavra a Sra. Maria Aparecida Cavalcante Rodrigues.

A SRA. MARIA APARECIDA CAVALCANTE RODRIGUES – Bom dia a todos e a todas. Represento minha mãe, Maria Salete, que faz parte da Associação Beneficente Comunitária e Cultura, ABECAM, do Jardim Iguatemi. Minha mãe tem Alzheimer. Quando ela entrou na ABECAM, melhorou bastante. Mas a demanda que mais me preocupa é o atendimento na UBS do Jd. Roseli.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Qual UBS?

A SRA. MARIA APARECIDA CAVALCANTE RODRIGUES – Do Jd. Roseli. Quando vamos lá para que ela realize um exame, o atendimento é intercalado: um preferencial e um normal.

Minha mãe tem Alzheimer avançado e 79 anos; completará 80 no próximo mês. Quando vamos lá, chegamos às 6h30 e só saímos às 9h. Dependendo do procedimento, ficamos o dia todo. Não temos o acompanhamento de que ela precisa, especialmente por sua condição. Até para uma vacina o atendimento é muito demorado. Precisamos de melhorias, principalmente para os idosos e para as pessoas com deficiência. Ela não compreende a situação, é como uma criança, e pergunta se vai demorar. Então, eu peço a paciência.

Se o atendimento é preferencial, por que não atendem primeiro todos os preferenciais para depois atender os demais?

Uma pessoa na idade dela não entende a espera. Se eu precisar, vou discutir e defender a minha mãe, seja como for. Se for preciso ser "barraqueira", eu serei. Obrigada.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Até eu, de vez em quando, sou "barraqueira", pode ficar tranquila.

Tem a palavra a Sra. Celina Alves dos Santos. (Pausa). Ela não está presente. Passo a palavra à Sra. Vera Lúcia Rodrigues de Almeida.

A SRA. VERA MARIANO Bom dia a todos. Falo em nome da região Leste, trazendo demandas de São Mateus, uma região periférica e sofrida, com muitos idosos em situação de vulnerabilidade social e fragilidade.

O que estamos pleiteando é uma Instituição de Longa Permanência para Idosos, ILPI, grau 2,em São Mateus, ou ao menos mais uma na região leste. Por quê? Os idosos que estão aqui hoje estão saudáveis. Como alguém que trabalha com a área da saúde, pergunto: vocês conhecem o sistema SEI? De dois anos para cá, 30 processos de abandono, de fragilidade, de famílias que vão trabalhar de manhã e só voltam à noite, enquanto o idoso fica sozinho.

Então, estamos pleiteando uma ILPI grau 2. Além disso, mais uma na região Leste, bem como um centro no DA São Rafael. Já temos um no DA São Mateus, mas precisamos de mais, para esses idosos que ficam sozinhos em casa.

Também temos a Unidade de Referência à Saúde do Idoso. Será protocolada a proposta de construção da URSI. Já foi cedido um terreno pela CMI . Ocorre que esse terreno depois foi apropriado novamente para o esporte. Mas nós queremos resgatar, porque a URSI é uma unidade de referência à saúde do idoso, onde há uma equipe multiprofissional − fisioterapeuta, nutricionista etc. − para trabalhar com a promoção da saúde e para recuperar aqueles idosos fragilizados. Portanto, precisamos também.

Além dessas atividades para os idosos mais fragilizados, isto é muito importante: temos na região de São Mateus o JAISM, isto é, jogos abertos dos idosos de São Mateus. Quem já participou lá?

- Manifestação do público.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Eita que os idosos vão em tudo.

A SRA. VERA MARIANO − Essa atividade é de promoção à saúde, para que o idoso não adoeça. Organizamos o JAISM desde 2014. Começamos com 400 idosos. Em 2025, tínhamos 1.200 idosos, sem verba nenhuma. Passamos o chapéu para comprarmos medalha, pedindo ajuda.

Então, precisamos que o JAISM se transforme numa política pública, porque são 1.200 idosos jogando vôlei, nadando, jogando xadrez.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Pela ordem. Só um instantinho.

A SRA. VERA MARIANO − Está bom.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Qual é o seu nome?

A SRA. VERA MARIANO − Meu nome é Vera Mariano.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Mas a senhora não é a Vera Lúcia Rodrigues.

A SRA. VERA MARIANO − Pus o nome agora com a menina, substituindo.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Agora, não. Temos uma lista aqui e todos têm que respeitar essa lista. Então, a senhora me desculpe.

A SRA. VERA MARIANO − É que uma senhora me chamou e pediu para eu falar no lugar dela. Mas tudo bem.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – A senhora termina − seu tempo já está esgotado −, para que eu possa chamar a próxima, que está esperando.

A SRA. VERA MARIANO − Vamos protocolar tudo o que foi falado. Muito obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Muito obrigada.

A SRA. VERA LÚCIA RODRIGUES DE ALMEIDA − Bom dia, meu nome é Vera Lúcia. Sou moradora do Jardim Bandeirantes, Itaquera. Vim pedir para que se normalize e se regularize a situação do NCI ABECAM, porque ele está lá instalado há três anos, e a Prefeitura ou Subprefeitura ainda não conseguiu normalizar.

Trata-se de um lugar, um espaço, em que há mais de 70 idosos, há uma fila de espera enorme, e ainda não foi normalizado. Então, são as pessoas que estão lá que mantêm o local e não podem contratar funcionários porque não têm verbas, de modo que vão voluntários até lá para trabalhar.

É um local bacana, onde que deveria haver mais pessoas. E não há, porque a Prefeitura − não sei por que causa − ainda não foi lá e não cadastrou a NCI ABECAM. Também há a questão da segurança. Queremos mais segurança nas ruas para nós. Temos medo de sair depois das 19h, porque é muito difícil.

E também há muito lixo espalhado nas ruas. Além disso, pedimos mais aparelhos para os idosos da região de Itaquera. É isso.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Está bom. Muito obrigada, D. Vera.

Tem a palavra Daniela Vilches.

A SRA. DANIELA N. VILCHES − Bom dia a todas e todos. Sou a Daniela Vilches, coordenadora voluntária do núcleo da ABECAM da melhor idade. E hoje vim falar o que não pode mais esperar: a necessidade básica dos idosos.

São mais de 60, 70, 85 anos de história. São pessoas que construíram aquela região, mas que hoje enfrentam preconceitos, solidão, depressão, não têm vontade de viver. Foi por causa dessas questões − dificuldade de acesso à saúde, abandono do Poder Público – que a ABECAM entrou há três anos para cuidar. Então, os idosos não querem favor; eles só querem respeito.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – A ABECAM é uma associação?

A SRA. DANIELA N. VILCHES − É uma associação que funciona com voluntários há três anos. Hoje estamos com 76 idosos cadastrados e temos uma lista de espera grande.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Vocês ficam onde?

A SRA. DANIELA N. VILCHES − No Jardim Iguatemi. É um local de fácil acesso por ônibus.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Vocês têm uma casa em que abrigam esses 70 idosos, é isso?

A SRA. DANIELA N. VILCHES − Temos uma casa que funciona há três anos, que é mantida por um organizador, pelo presidente. Então, lá eles cedem o aluguel, o café da manhã para os idosos, e o restante fica conosco. Eu sou voluntária e temos a professora de ioga, há uma terapeuta ocupacional que faz um trabalho incrível.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Então, na verdade, vocês são uma associação. E vocês já procuraram meios de ter toda a papelada arrumadinha? Porque é uma burocracia grande, para que vocês possam pedir.

A SRA. DANIELA N. VILCHES − Nós entramos, demos duas vezes entrada. Uma vez deu duplicidade e a outra foi negada. Tive uma reunião com a SMADS, e me foi passado que eu teria que ter uma assistente social cadastrada, registrada.

Com o dinheiro de uma assistente social, eu deixo de ter o trabalho com os voluntários, então eu não consigo regularizar por conta da situação financeira, de modo que tenho que optar: ou trabalho com eles ou a assistente social, o que não faz muito sentido

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Perfeito.

A SRA. DANIELA N. VILCHES − Então, temos toda documentação, já está tudo certinho. Falta realmente a assistente social. Portanto, o que peço é que todo esse dinheiro, que foi voltado para os idosos, realmente fique para eles, que não seja desviado, que façam valer a pena, porque temos vários registros de dinheiro que foi voltado para os idosos e foi destinado para outros fins. E não é isso que queremos − a nossa cidade, São Paulo, a zona Leste e todos.

Para concluir, peço a ajuda de todos vocês para que deem esse parecer, porque precisamos mais, não só a ABECAM, mas a região inteira precisa desse apoio.

Obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Tem a palavra o Sr. Luiz Antonio Rodrigues dos Santos. Em seguida, o Sr. Sérgio Luiz Teles.

O SR. LUIZ ANTONIO RODRIGUES DOS SANTOS − Sou Luiz, do Fórum de São Mateus, o Fórum da Pessoa Idosa de São Mateus, e também conselheiro eleito ao Conselho Municipal da Pessoa Idosa.

Uma das coisas que nos chegam é para que se verifique a questão do orçamento da pessoa idosa, que conseguimos a duras penas na Câmara Municipal, através do PPA, da LOA e da LDO. E essa conta, que é da pessoa idosa, está servindo de conta transitória, e parte desse orçamento está sendo realocado a outras finalidades.

Assim, exigimos de vocês, Vereadores e Vereadoras, que façam a recomposição desses valores do orçamento, pois somos mais de 2,3 milhões de pessoas idosas na cidade de São Paulo, segundo dados de 2022.

Sabemos que essa verba de 2 milhões foi alocada ao Lollapalooza de Interlagos. Então, solicitamos que essa verba retorne às contas da pessoa idosa. Solicitamos à Sra. Sandra Tadeu e também aos demais Vereadores, principalmente ao Senival, que é o Presidente da Comissão Extraordinária da Pessoa Idosa e Assistência Social da Câmara, que fiscalizem essas verbas.

Temos uma pequena verba para a pessoa idosa, em relação ao número de pessoas idosas na cidade de São Paulo. Então, não podemos permitir que essa verba seja realocada a outras atividades que não sejam voltadas à pessoa idosa.

Agradecemos a vocês, e que isso possa sempre acontecer a favor da pessoa idosa.

Muito obrigado. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Tem a palavra Sérgio Luiz Teles, o famoso Pedala.

O SR. SÉRGIO LUIZ TELES DE LIMA − Bom dia, pessoal. Bom dia, Dra. Sandra. Bom dia, Dr. Rafael, Prefeito regional.

Vereadora, primeiramente quero agradecer por sempre atender às nossas demandas com carinho e agradecer à equipe da senhora, que está sempre à disposição.

Vim falar sobre mobilidade sustentável, e os outros subprefeitos devem prestar um pouco de atenção, bem como para a limpeza, tanto da parte da Jacu Pêssego, saindo de Itaquera, indo para São Mateus e também indo para São Miguel. Ali está cheio de caco de vidro, há muitos ciclistas caindo e se machucando.

Quero pedir também para a senhora se poderia fazer esse favor de cobrar o Sr. Prefeito sobre a mobilidade sustentável da parte da ciclovia da Radial Leste, que é de superimportância, e faz quatro anos que essa obra não se move; ela vai do Tatuapé até o Centro de São Paulo.

Ela é de superimportância, já foi citada, já está no plano do orçamento, já foi aprovado, está tudo certinho. Precisa apenas disto: da cobrança. Do Tatuapé até o Centro. Isso vai impactar muito na nossa área da parte do ciclismo.

Obrigado, pessoal. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu- PL) – Tem a palavra o Sr. Jesus Tafinel.

O SR. JESUS TAFINEL – Bom dia a todos. Eu me chamo Jesus. Estou aqui representando o Fórum de São Miguel Paulista.

Dentre todas as reivindicações que ouvi aqui, a região de São Miguel e Itaim Paulista se encaixam em todas e mais algumas. Então, eu gostaria de expressar isso.

Quando foi falado da questão da mobilidade, realmente está muito difícil. Em relação aos assentos preferenciais, quando foi criada a lei no Brasil, em 2003, éramos 17 milhões de idosos; hoje já somos 34 milhões, e o número de assentos continua o mesmo desde então. Então, isso precisa ser mudado para que possamos ter mais facilidade de locomoção.

O transporte coletivo está igual ao de Lajeado em algumas linhas. A do Jardim Helena, que atende ao Pantanal, está quase igual à do Lajeado. Como dizem: leva e não traz.

- Manifestação na plateia.

O SR. JESUS TAFINEL – Outra coisa que eu gostaria de solicitar, que já foi mencionada, é a questão urgente de geriatras nas UBSs. Nós já somos mais de 2 milhões de idosos – como foi dito aqui por um companheiro —, mas não temos geriatra nas UBSs da região nem na região como um todo. Especialidades nos bairros periféricos não temos. Quando precisamos, temos que ir para o Centro. Apenas um Hospital Dia para a região de São Miguel Paulista é pouquíssimo. Nós precisamos de mais.

Gente, eu estou com uma relação que tem tudo que vocês já solicitaram e mais algumas coisas. Mas acho importante destacar a questão da saúde mental. As pessoas precisam sair para trabalhar, e há pessoas na família com problemas mentais, sem acompanhamento. Não é abandono. Mas como fica? Precisamos melhorar esses atendimentos.

Para encerrar, eu quero agradecer à Câmara esta oportunidade. Façam lá em São Miguel também, porque precisamos bastante.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu- PL) – Vamos passar por lá também.

O SR. JESUS TAFINEL – Parece utopia, mas eu acredito. Com 2 milhões de idosos na capital paulista, nós já merecíamos uma Secretaria do Idoso.

Obrigado. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu- PL) – Tem a palavra a Sra. Carmem Guilherme.

A SRA. CARMEM GUILHERME – Bom dia, senhores e senhoras. Cumprimento a Mesa.

Câmara na Rua, zona Leste: 12 subprefeituras, um Subprefeito; 55 Vereadores, um Vereador. Meu respeito aos senhores pela representatividade.

- Manifestações na plateia.

A SRA. CARMEM GUILHERME – Vamos falar de regularização fundiária, uma das maiores demandas da nossa querida zona Leste. Nossa população enfrenta problemas estruturais: mobilidade, saúde, educação, manutenção urbana – com destaque para a regularização fundiária.

É preciso ir além da simples entrega de títulos. É preciso caminhar com obras de infraestrutura.

Enquanto muitos aqui falam de calçadas, nós, da periferia, sequer temos calçadas, sequer temos pavimentação. Para falar de mobilidade urbana, é necessário ter pavimento adequado para que o transporte público chegue aos bairros mais longínquos. Pessoas que, em pleno século XXI, andam sobre o barro, em territórios que há 30, 40, 50 anos ainda aguardam regularização fundiária.

E aqui fica meu carinho ao Sr. Ademilson Baia. Jardim Elizabeth II, processo parado em CFT. Jardim Elizabeth I, ação civil pública, condenação. Sentença se cumpre, não se posterga.

Para falar de mobilidade é preciso agir. O que temos à frente não é só transporte, é todo o entorno.

A massa operária vem dos fundões, sai entre 4h e 5h, se desloca por três horas. Passamos mais tempo no transporte público do que com a família. Portanto, é preciso agir.

São Paulo não pode parar. A massa operária precisa dizer: queremos dignidade. Bem-estar é moradia digna.

Sobre as placas indicativas, as placas de obras: precisamos de mais transparência. Hoje temos números baseados em legislação de 1991.

Só para complementar, Vereadora, a numeração das placas precisa ter numeração SEI, que é de 2015, instituído por decreto. Cabe ao Legislativo atualizar essa lei arcaica de 1991, em prol da transparência e da cidadania.

Obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu- PL) – Tem a palavra a Sra. Ivaldina.

A SRA. IVALDINA ELVERCIA VELOSO FELIX – Bom dia a todos, a todas e a todes.

Meu nome é Ivaldina. Sou de Itaquera, Cidade Líder. Sou conselheira de saúde, sou conselheira do meio ambiente, sou conselheira de tudo.

Estou aqui pela UBS Cidade Líder, porque estamos pleiteando a sua reforma, de forma vertical, já que o terreno é da Prefeitura. Precisamos da sua ajuda, Dra. Sandra, da ajuda do Subprefeito, das demais autoridades e da sociedade civil.

Outra questão é o meio ambiente. O CADES não tem verba para fazer oficinas, campanhas, ir às ruas tratar do lixo. Não temos recursos. Precisamos de um projeto de lei que garanta verba para os Conselho do Meio Ambiente das 32 Subprefeituras da cidade de São Paulo. Lutamos com o lixo. Precisamos educar e conscientizar as pessoas.

E, por fim, peço atenção à questão do idoso – que todos já falaram, e eu assino embaixo – porque sou idosa.

Concluindo: sou usuária de ônibus. Uso meu cartão o dia todo e o motorista ainda diz: “bateu perna o dia todo, hein?”

- Manifestações na plateia.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu- PL) – E ainda tem que ouvir esse tipo de coisa? Isso é crime, hein?

A SRA. IVALDINA ELVERCIA VELOSO FELIX – Quando mostro o RG, ele diz que bato perna.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu- PL) – Mas tem que bater perna mesmo. E o que ele tem a ver com isso?

A SRA. IVALDINA ELVERCIA VELOSO FELIX – Gente, nós também precisamos falar da comunicação digital. Estou fazendo um abaixo-assinado para levar ao Presidente da Câmara, para que Vereadores e Vereadoras tomem conhecimento e nos ajudem.

A maioria dos idosos não sabe usar interne t. Precisa pagar alguém ou depender de familiares. Então, essa questão precisa ser tratada na mídia escrita e falada, na política, na Justiça, no Parlamento, nos níveis municipal e estadual. Porque é questão de respeito com as pessoas idosas.

Obrigada pela atenção. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu- PL) – Tem a palavra a Sra...

- Manifestação longe do microfone.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu- PL) – Não, o CROSS é o inimigo da população da cidade de São Paulo.

Isso precisa ser feito de outra maneira. Não é possível o paulistano sair da cidade para fazer quimioterapia ou qualquer outro tipo de tratamento em Mogi das Cruzes. Isso não pode existir.

Quem mora perto do Santa Marcelina – e a Irmã Rosana sempre reclama disso – não pode ser mandado para o Cachoeirinha. Quem está em Itaquera não pode ir para a Cidade Tiradentes. Isso não pode existir.

Já reclamei com o Secretário do Estado. O CROSS não pode ser empurrado para nós. Ele é responsabilidade do Estado, que precisa redimensioná-lo. As pessoas morrem nos hospitais públicos municipais esperando uma bendita vaga no CROSS.

Essa é uma luta de anos, mas vamos chegar lá.

Tem a palavra a Sra. Selma.

A SRA. SELMA COSTA DE OLIVEIRA FREITAS – Bom dia a todos. Meu nome é Selma. Sou da Sociedade São Francisco de Assis, de Ermelino Matarazzo, onde funciona o NCI Casa da Melhor Idade Dona Diva. Estou aqui para pleitear um aumento da nossa verba e uma autorização para que nosso NCI possa funcionar num segundo turno. Temos 70 idosos que frequentam nossa NCI e 30 idosos acamados. A demanda é muito intensa, então, preciso solicitar que vocês nos autorizem a funcionar nesse segundo turno.

Além disso, precisamos de aumento da verba da segurança para nossa região, que também está necessitada.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) - Sinto dizer, mas, sobre a segurança, do jeito que a coisa vai, acho que nem presos dentro de casa a gente vai ter segurança.

A SRA. SELMA COSTA DE OLIVEIRA FREITAS – Mas a gente tem que solicitar e insistir sempre, porque, senão, não dá certo. Tem que funcionar.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – Você tem toda a razão. É absurdo.

A SRA. SELMA COSTA DE OLIVEIRA FREITAS – Obrigada, gente. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – Obrigada.

Tem a palavra a Sra. Alessandra Sousa.

A SRA. ALESSANDRA SOUSA RODRIGUES PORTO – Bom dia a todos. Meu nome é Alessandra Porto, moradora do distrito de Jose Bonifácio. Moro na região do Colônia, que, para quem não conhece, faz divisa com São Mateus e Cidade Tiradentes.

Hoje trago uma demanda relacionada à regularização fundiária, que é um favor do Poder Público para os munícipes aqui residentes na região. O Colônia é uma região que está em desenvolvimento, com novas moradias e empreendimentos, e existem aproximadamente 20 loteamentos que estão em situação irregular. Venho pedir ajuda para poder fazer a regularização desses loteamentos para que a nossa região possa ter um crescimento relevante, com aumento do transporte, que hoje é insuficiente para os moradores, e também do número de escolas, porque as que existem são poucas para atender aos moradores novos, que estão chegando.

Precisamos que vocês deem atenção para a nossa região. Por gentileza, peço que prestem atenção à minha fala.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – Estava a gora perguntando se não era o CEU que já estava dentro da pauta para a Colônia, que houve o pedido para a Prefeitura. Era só isso que eu estava comentando.

A SRA. ALESSANDRA SOUSA RODRIGUES PORTO – A regularização fundiária é a base do transporte e da educação para a região do Colônia. Ela não pode continuar sendo esquecida, tem que constar como prioridade pelas autoridades públicas. Nós queremos o simples: respeito, investimento e ações concretas. Não queremos mais ficar esquecidos pelo Poder Público. Não queremos mais ficar à mercê da boa vontade para poder fazer as coisas na região. Queremos que seja feita a regularização fundiária no Colônia.

Muito obrigada a todos. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) - Outra coisa, Rafael, e isso vou falar para os outros subprefeitos também: são 20 loteamentos irregulares. Gostaria de saber quem são os responsáveis, porque, para se fazer um loteamento na cidade de São Paulo, tem que se fazer primeiro o asfalto. Quem está vendendo o terreno tem que fazer toda a infraestrutura. E o povo, pelo seu desespero – e a gente reconhece a situação -, vai se instalando.

Onde estão as pessoas que venderam os terrenos para essa população? Temos que ir atrás dessas pessoas. Porque não podem colocar as pessoas em condições péssimas e depois se cria essa demanda, que é obrigação do Poder Público. Mas, antes desses loteamentos, já há outras coisas na frente. E muitas vezes esse pessoal fica extremamente fragilizado, sem estrutura nenhuma. Então, temos que pôr na cadeia esses caras, esses grileiros, que dizem ser donos da terra, mas não são donos de coisa alguma. (Palmas)

A gente tem que atender o povo, mas os que põem as pessoas lá têm que ser responsabilizados. Porque vender e falar que vai ter o terreno é fácil; o depois, a gente sabe.

No próprio José Bonifácio, que existe há mais de 40 anos, estão sendo dadas as escrituras agora. Porque temos pedido isso há mais de 10 anos, 15 anos dentro da CDHU e da Cohab; e agora, graças ao Prefeito Ricardo Nunes e a um projeto que aprovamos na Câmara, houve a possibilidade de se dar a escritura de graça para as pessoas.

Agora, temos que ir atrás desses grileiros. Esses caras vão se ver comigo. Como é que vendem terra que não é deles? Obrigada.

Próximo inscrito, Sr. José Ivo. Eu me lembrei do nosso querido Ivo. Não sei se alguém aqui conhecia o Sr. Ivo. Com certeza, se ele estivesse entre nós, estaria aqui hoje.

O SR. JOSÉ IVO DE ARAÚJO SILVA – Bom dia a todos. Bom dia, Vereadora. Bom dia, Subprefeito Rafael.

Estamos numa luta aqui, no Jose Bonifácio. Demos entrada há 20 anos para criar nossa Subprefeitura. Hoje vim pedir à Vereadora Sandra Tadeu para nos ajudar nisso. Tivemos uma reunião, no ano passado, com Paulo Frangee com o Presidente Ricardo Teixeira, que ficou de conversar com a Vereadora Sandra Tadeu por ser de Itaquera, e os três conversariam com o Prefeito Ricardo Nunes.

Isso porque José Bonifácio hoje já não é mais a Cohab. Jose Bonifácio hoje abrange Pedra Branca, Pedra Azul, Jardim Jordão, Jardim Cibele, Cosmopolita, Fazenda do Carmo, Aquário. Então, hoje somos o Distrito José Bonifácio, e não mais Conjunto José Bonifácio.

Na realidade, hoje vim fazer esse pedido à Vereadora Sandra Tadeu. Acho que vai somar para a senhora, vai somar para nós. A senhora sabe que vai somar, principalmente porque Itaquera cresceu demais. Não estou querendo dividir Itaquera. Moro em Itaquera há 62 anos e na Cohab II há 46 anos. Por mais que venha orçamento para Itaquera – e o Subprefeito Rafael faz milagres -, esse orçamento é pouco.

O Google diz que Itaquera tem cerca de 600 mil pessoas. Mentira. Hoje estamos com quase um milhão de habitantes, e crescendo cada vez mais, com prédios saindo de tudo quanto é lado. Estamos vendo os prédios crescerem e não estamos vendo nada de tubulação de esgoto, de nada. É só prédio que sobe. E, aí, o que acontece? É claro que vai dar enchente.

Temos um monte de problemas. E, embora a Sandra esteja fazendo o piscinão - não só aqui como no Parque Guarani, que era onde morava, no Vila Taquari -, claro, o piscinão vai ajudar, sim, provisoriamente, mas sabemos que o povo também não colabora. É tanto lixo que se joga nos esgotos, que não tem como. Daqui a três anos, vai estar cheio de novo, como acontece no Aricanduva, que tem dois ou três piscinões, e continua a mesma coisa. A educação tem que partir da população.

O que eu venho pedir é que nos ajudem a fazer essa parte. Não se trata de dividir, mas de somar.

Um bom dia e muito obrigado a todos. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu PL) – A ideia de uma subprefeitura própria é boa, mas eu já estou “por aqui”. Ter uma subprefeitura seria ótimo se a gente tivesse tudo o que a gente precisa na subprefeitura. Precisamos de máquinas, de equipe de zeladoria, de equipe de logradouro, de funcionários. Agora, corremos o risco de ter mais uma sub para ficarmos como estamos aqui, brigando: “Olha, preciso disso, preciso daquilo”.

Porque cada prefeito que entra modifica a organização da Secretaria das Subprefeituras. Subprefeitura foi criada para que fosse autossuficiente, mas não são. As pessoas brigam conosco porque querem que tapem os buracos, mas nenhuma sub tem o poder de tapar o buraco. Quem tem que tapar o buraco é a Secretaria de Subprefeituras, que fica no Centro, que não vem todo dia para cá nem para todos os lugares da cidade de São Paulo.

Então acho ótima a ideia. Deveríamos ter não só a de José Bonifácio, mas muitas outras subprefeituras, conforme projeto já passou na Câmara Municipal. Mas é o que falo: tem que ser para funcionar, não só para gerar despesas e não melhorar o que precisamos.

Então, é isso. A ideia é boa. Acho que não só, e já falei, não só a de José Bonifácio, mas já tivemos muitas outras subprefeituras que foram, que tentaram passar na Câmara. Então, é isso.

Tem a palavra a Sra. Lúcia Giffoni.

A SRA. LÚCIA GIFFONI - Bom dia a todos. O meu nome é Lúcia.

Bom dia, Subprefeito, que tem me ajudado bastante, nos ajudado. Dra. Sandra Tadeu, o meu pedido é, primeiramente, o monumento. Eu amo José Bonifácio, estou lutando há muito tempo. Tive uma reunião com o Subprefeito, não estou pedindo para colocar, estou pedindo para devolver ali, na Praça Brasil, porque a gente vai cuidar. Vou me responsabilizar. Com certeza ele vai ficar lindo, por favor. Já tenho até processo SEI.

Outro pedido também, que é da época da Silvia, quando era Subprefeita. Fiz um abaixo-assinado, há mais de cinco anos, pedindo asfalto na Rua Augusto Cavalcanti. O Rafael já sabe disso, porque tive uma reunião com ele e falei a respeito. É uma rua comercial, de duas quadras, e a gente paga um imposto muito alto, Rafael. Tem um imóvel lá que é mais de 11 mil reais o IPTU, e a gente não tem asfalto. Asfaltaram a rua do lado, a outra rua, e deixaram a Rua Augusto Cavalcanti, que é do lado da Praça Brasil.

E outra coisa que eu vou pedir, Dra. Sandra, e para o Rafael novamente, estamos tendo uma invasão de moradores em situação de rua. Tive uma reunião com o Rafael, com o CONSEG, e a Zenaide me ajuda muito. Todo o tempo levo essas demandas com foto e tudo desses moradores. O Rafael mandou retirar, limpar o final da Rua Augusto Cavalcanti e Giácomo Perti. Pois já voltaram, viu? E já voltaram a vapor. Gostaria que você visse essa parte aí. E a Dra. Sandra Tadeu é médica pediatra, não é?

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Sim.

A SRA. LÚCIA GIFFONI- Gostaria que a senhora desse uma atenção melhor aos postos de saúde. Estou falando do Conjunto José Bonifácio, postos de saúde, o um, o dois, o três, a UBS 26 de Agosto, são superlotados. Eu gostaria que a senhora fizesse uma visita de surpresa, não avisasse, só para a senhora ver o estado desses postos de saúde.

Já estou finalizando, por favor. A UPA também, e a zeladoria, porque assim, Rafael, a gente pede, faz o protocolo, são quatro dias, é um mês, não fazem. A Av. Jacu-Pêssego, já pedi, e nada. Fui no ecoponto deixar um entulho, conversei com o Rafael, estava há 12 dias sem retirar o entulho.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Concluindo, Dona Lúcia.

A SRA. LÚCIA GIFFONI - É isso aí. Só gostaria que fossem atendidos os meus pedidos. Vou entregar todos esses pedidos para a Zenaide. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Olha, adoraria, em cada subdistrito, amo tal lugar. Eu amo tal lugar. Mas o povo tem o prazer de roubar o “I”, o “L”, o coração, os caras, não sei onde que enfiam isso aí, porque não é pequeno o negócio, não é pequeno.

Tem o Ama São Paulo, tão lindo estava lá no Parque do Carmo, a turma acha que é para tirar fotografia e coloca a criança enfiada no “O” do Paulo, do amo. Já está tudo arrebentado, gente. Olha, a gente colabora, eu acho que... Mas a gente também tem que colaborar um pouquinho.

Vamos lá no próximo, desculpa, mas aí o meu discurso depois é menor.

Tem a palavra o Sr. Luiz Carlos Maranhão.

O SR. LUIZ CARLOS MARANHÃO - Bom dia a todos. Bom dia, Vereadora Sandra Tadeu, Rafael Limonta.

É um prazer estar aqui hoje, e também fazer essas solicitações. E agradeço a Vereadora por estar atuando aqui na nossa região, tem feito muitas coisas. Em nome de toda a população, Vereadora, a gente agradece muito pelo empenho da senhora, tanto que só a senhora, como Vereadora, está aqui presente hoje. Também o Rafael Limonta vem fazendo um trabalho maravilhoso. Tudo que a gente pede para ele, está atendendo dentro do possível.

E a demanda hoje é sobre algumas ruas que a gente precisava fazer o asfalto e outras que precisam ser recapeadas. Muitas já foram feitas, e algumas estão bem deterioradas. Gostaria de destacar a Rua Astrogildo Pereira, que precisa do asfalto. Acho que já está até encaminhado para que essa rua seja asfaltada, mas é bom destacar. Um trecho da Av. Mar Vermelho também precisa de asfalto, uma rua que hoje a moradia está bastante lá e precisa ser recapeada, aliás, fazer o asfalto. A Rua João Marques Mendes, também.

As ruas que precisam recapear na nossa região: Luís Norberto Freire; Fortuna de Minas, que é aqui embaixo, uma rua que também precisa ter uma atenção no recapeamento; Palmeira Batuá, aqui em cima, no Jardim Eliane e a Rua Habenárias.

E queria destacar aqui, Vereadora, sobre a Av. Gualtar, que a gente precisa lutar urgente para abrir essa avenida, porque lá tem um impasse gigantesco. Enfim, a abertura dessa Av. Gualtar vai abrir novos caminhos, porque hoje o trânsito é todo na Av. dos Latinos, e não tem condições mais de ter só essa via para ligar os bairros. Precisamos de outras vias, como a Av. Gualtar, que vai ligar o Santa Teresinha ao Jardim Marília, no Jardim Eliane, no Jardim Fernandes e no Jardim Brasília. A rua que fica cortando atrás do CEU, do Shopping Aricanduva lá.

Obrigado a todos. Mais uma vez, obrigado Vereadora. Obrigado Rafael Limonta. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) - Obrigada.

Tem a palavra a Sra. Riselda Morais. Por favor, se aproxime também a Sra. Maria José Lima, e também a Dona Ivoneide Belo da Silva Germano, porque aí já vai ficando mais próximo.

A SRA. RISELDA MORAIS - Bom dia, Sandra. Bom dia Rafael. Bom dia a todas e a todos.

Sou Riselda Morais. Sou jornalista. Represento os jornais de bairro, Jornal do Momento News , J ornal Polo Paulistano e Gazeta de Vila Guilhermina . E logo, as demandas que recebo da população, faço as matérias, mas estando aqui reivindicando pessoalmente é bem melhor.

Doutora, há duas demandas que são bem na tua área. Uma é a UBS Vila Guilhermina - Dr. Americo Raspa Neto, que não tem infraestrutura. Faltam muitos médicos, muitos medicamentos e exames. Todos os exames que a população de lá precisa fazer tem que ir para outros bairros bem distantes. Muitas vezes marcam lá em Santo Amaro.

Outra demanda é referente ao Hospital Dr. Alexandre Zaio. Não é que o Hospital seja ruim, os médicos lá são muito bons. Eles são verdadeiros heróis, salvando vidas num lugar que não tem infraestrutura. Então, o que estou pedindo é mais estrutura, mais equipamento para exames, condições desses médicos trabalharem. E pedindo também mais especialistas na UBS, que lá só temos clínico geral e, às vezes, pediatra.

Outra questão. Moro no Bairro Vila Guilhermina. Então, outra demanda que nem cabe ao estado, nem cabe ao município, na verdade, mas eu vim pedir a ajuda de vocês, porque o estado não está presente. Finais de semana, sábados e domingos, vem pipeiros de Santos, vem pipeiros de Burgo Paulista, que se reúnem 100, 200, 300 pipeiros no bairro inteiro, com linha cortante. E já teve até gente que teve o carro cortado, poderia ser o pescoço de alguém. Temos 26 praças e as mães não podem ir com as crianças, as pessoas têm pet , não podem passear na rua devido às linhas cortantes. Vila Guilhermina, todo o bairro, Rua Novo Aripuanã, a Rua Ajarani, todas as ruas ali, Vila Guilherme e Patriarca.

É isso. Muito obrigada. Ah, Doutora, vou te fazer uma pergunta, você responde depois, se puder. A partir do momento que a população, que há essa escuta com a população, a partir deste momento, em quanto tempo temos uma solução, uma ação do Poder Público?

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) - É o seguinte, têm algumas coisas que vocês reivindicam, vou dar um exemplo, o CROSS. O CROSS não é competência da Prefeitura. Não é ela que gere, é o estado. As questões fundiárias também não dependem só da Prefeitura. Você precisa ter vários órgãos que estejam em conjunto para que as coisas aconteçam.

Algumas coisas, acho que a gente, eu, pelo menos, eu hoje aqui vou dar andamento, vou fazer os pedidos, porque são coisas... principalmente as questões das UBSs, e outros que acho que são de competência da Prefeitura: limpeza de um terreno que foi dito aqui, e uma série de outras reivindicações. E é isso.

Agora, sobre a linha cortante, uma vez chamei a atenção, estava com crianças aqui no bairro. Ainda o cara falou assim: “Manda me prender. Pelo menos lá eu como de graça, não tenho que trabalhar e não faço nada”. O cara falou isso para mim.

A SRA. RISELDA MORAIS – Então, fiz uma matéria denúncia nos jornais, está inclusive nos sites , e estou sendo muito ameaçada nas redes sociais. Eles são desrespeitosos, tentam me intimidar. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Vou te dizer uma coisa, para terminar, para chamar o próximo. Tenho quase 30 anos de mandato e o meu primeiro projeto em Guarulhos foi proibir a linha cortante naquela região. E não eram... esses homens desse tamanho, com aquelas carretilhas que parecem um pneu e os caras ficam domingo inteiro, sábado, sei lá, empinando esse negócio. É um absurdo.

Tem a palavra a Sra. Maria José Lima.

A SRA. MARIA JOSÉ LIMA – Bom dia, Vereadora; bom dia, Vereador. Muito prazer.

Sou da Cidade Tiradentes, pertenço à ONG Canto da Melhor Idade e eu vim falar da saúde no nosso território. Nós, na saúde, pedimos socorro, porque as UBSs estão lotadas, o Hospital Cidade Tiradentes também está lotado, e nós necessitamos de uma AMA e de uma URSI no território, porque somos a maioria de idosos.

Não se fala do idoso nas reuniões de supervisão. Somos esquecidos. Então gostaria que a senhora olhasse um pouco para o nosso território, onde há muitos idosos, muitos acamados, muitos impossibilitados e não há quem socorra esses idosos.

Obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Obrigada.

Tem a palavra a Sra. Ivoneide Belo da Silva Germano.

A SRA. IVONEIDE BELO DA SILVA GERMANO – Bom dia a todos e a todas.

Venho falar em nome do NCI, eu sou gerente do Núcleo de Convivência do Idoso na Cidade Tiradentes e estou representando o Fórum do Idoso. Já vou me antecipar para que não seja demorado, então vou falar das demandas que são necessárias: a ampliação de mais serviços de Núcleo de Convivência para Idosos; uma melhor estrutura e manutenção das unidades; equipes capacitadas, com mais atividades diversificadas; destinação de recursos para garantir a qualidade de atendimento; e também ampliar CRAS e CREAS, porque são muitas demandas e eles não dão conta dessa demanda na Cidade Tiradentes, onde só tem um CRAS e CREAS.

E vou deixar uma reflexão: cuidar dos idosos é valorizar a nossa história e a nossa comunidade.

Muito obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – Obrigada.

Tem a palavra a Sra. Geane Teixeira de Souza.

A SRA. GEANE TEIXEIRA DE SOUZA – Bom dia a todos.

Parabenizo a Vereadora que está aqui, o Subprefeito de Itaquera, e deixo a minha indignação. Sou assistente social, represento o público idoso da Cidade Tiradentes, represento o Fórum da Pessoa Idosa da Cidade Tiradentes. E quando nós tivemos oficinas preparatórias para estarmos aqui hoje, perguntaram: “Geane, quantos Vereadores estarão lá?” Queria muito dizer a eles que teríamos aqui uma bancada cheia de Vereadores e de Subprefeitos da região; mas, infelizmente, quando vi três cadeiras aqui, fiquei decepcionada enquanto cidadã. E quero deixar registrado, mas também parabenizar aqueles que aqui estão pelo trabalho.

Além do fórum, represento o Colegiado Leste, faço parte da Comissão do Colegiado Leste, onde reunimos os fóruns da região Leste, que são 10 Fóruns da Pessoa Idosa da região Leste que estão aqui hoje representados por esse público maravilhoso e organizado. Essa preparação foi graças à equipe do Colegiado Leste. Então, parabéns à equipe.

E trago demandas da nossa região, que é um dos maiores conjuntos habitacionais da América Latina. A situação de isolamento da pessoa idosa nesse território é enorme, porque temos pessoas vivendo em prédios de quatro andares, onde não há elevadores. São pessoas acamadas, pessoas que utilizam cadeira de rodas e que não podem descer desses prédios. Então, precisamos urgente de serviços que cuidem dessas pessoas que não têm mobilidade: Centro Dia para a pessoa idosa, Instituição de Longa Permanência, que nós não temos no território, e também ampliação do Programa PAI, de acompanhantes da pessoa idosa. São essas as demandas.

Quero protocolar também um documento que fizemos por meio do Fórum da Pessoa Idosa da Cidade Tiradentes.

Muito obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Tem a palavra o Sr. Jair Cardoso Neto.

O SR. JAIR CARDOSO NETO – Bom dia a todos e a todas. Bom dia, nobre Vereadora e Subprefeito de Itaquera.

Falarei um pouco sobre saúde. A respeito do CROSS, não adianta falar, mas a gente vai continuar batendo sobre isso. Sou idoso, tenho 73 anos e passo muitas dificuldades, às vezes, na fila de hospitais. Quero falar do Hospital Cidade Tiradentes. Sei que não é só o Tiradentes, mas a fila, as macas dos hospitais, o atendimento hospitalar está muito precário em São Paulo.

A realidade é que enfrentamos a superlotação, falta de leitos e a demora no atendimento. Pacientes aguardam por horas, muitas vezes, em macas nos corredores, enquanto os profissionais de saúde trabalham sobrecarregados. Essa situação compromete a dignidade da população e coloca vidas em risco.

Por isso, solicito a ampliação imediata do número de leitos clínicos e em UTI, contratação de mais profissionais de saúde, melhoria da infraestrutura médica nos equipamentos hospitalares, criação de um plano emergencial para reduzir o tempo de espera.

A saúde não pode esperar. É um direito básico. Queremos envelhecer com dignidade e qualidade de vida.

Obrigado. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Tem a palavra a Sra. Kátia Molina.

A SRA. KÁTIA MOLINA – Bom dia a todos. Bom dia, Vereadora. Bom dia, Sr. Rafael.

É uma honra representar a população do bairro do Parque Savoy City. Meu nome é Kátia Molina. Sou moradora da região e temos ali uma questão referente a um terreno na Av. Alziro Zarur, que a senhora tem conhecimento, o Sr. Rafael também. Precisamos que saia uma portaria da Secretaria do Verde e Meio Ambiente que autorize a divisão do terreno.

Isso está desde o ano passado parado na Secretaria do Verde e Meio Ambiente e preciso do apoio de vocês. Tenho o número do processo, que já passarei a todos. É um projeto importante, que traz uma UBS, a UBS do Parque Savoy, traz também o Centro Esportivo Ambiental Parque Savoy e 11 estações de transferência para os ônibus. Esses projetos vão trazer mobilidade para a região, vão trazer melhoria para a região.

Tivemos agora as linhas do Shopping Aricanduva que subiram para o bairro do Parque Savoy para atender a população, mas os trabalhadores não têm banheiro para usar. Então, precisamos desse apoio de vocês.

E agradeço todo o apoio de vocês no Parque do Carmo, que tem sido incrível. Com a ajuda de vocês, as obras estão saindo, estão avançando, e a população está muito feliz.

Muito obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Tem a palavra o Sr. Sérgio Santos da Silva.

O SR. SÉRGIO SANTOS DA SILVA – Bom dia a todos. Bom dia, Vereadora. Bom dia, Subprefeito.

Antes de trazer a minha reivindicação, agradeço à Vereadora Dra. Sandra Tadeu pelo Centro de Exame da Mulher. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Essa é a minha bandeira. Haverá mais.

O SR. SÉRGIO SANTOS DA SILVA – Vimos hoje aqui as pessoas reivindicarem a respeito do idoso, a respeito da saúde. Sou morador da Cidade Líder há 36 anos. Sou um dos representantes da comunidade. Faço parte de projetos sociais lá e, por muitos, anos a gente lutou pela saúde das mulheres do nosso bairro.

E, graças ao Prefeito, graças à Vereadora Sandra Tadeu, ao Subprefeito Rafael, hoje a gente tem o Centro de Exames da Mulher no centro de Itaquera, que tem socorrido e atendido muitas mulheres.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Inclusive as mulheres da Cidade Tiradentes.

O SR. SÉRGIO SANTOS DA SILVA – Sim.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Que já estão sendo atendidas no Centro de Exames da Mulher.

Alguém daqui da Cidade Tiradentes já foi no Centro?

- Manifestação fora do microfone.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Então está bom.

Vamos lá.

O SR. SÉRGIO SANTOS DA SILVA E também agradecer por tudo que está sendo feito no nosso bairro de Itaquera, porque temos muito cabelinho branco e sabemos como o bairro está sendo desenvolvido. E por muitos anos ficamos abandonados.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – E vai ficar melhor.

O SR. SÉRGIO SANTOS DA SILVA – Hoje, temos o Subprefeito Rafael, que tem desenvolvido um trabalho bastante proveitoso; a Vereadora, que tem atendido as nossas demandas em Itaquera.

E a minha reivindicação é a respeito da UBS da Cidade Líder.

O nosso bairro de Itaquera está crescendo demais, estão subindo muitas torres, muitos prédios, e a saúde não tem acompanhado, e educação também não. E peço essa atenção.

Obrigado. ( Palmas )

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Tem a palavra o Sr. Juca.

O SR. JUCA RODRIGUES – Bom dia.

Primeiro, quero saudar a presença da Vereadora e do Subprefeito. E vou dividir a minha fala em dois momentos; e, primeiro, com demandas locais.

Sou o Juca, coordenador pedagógico da Rede Municipal há 23 anos. Atuo no mandato do Vereador João Ananias. E queria trazer duas demandas, Rafael.

Uma delas é a poda de árvores na Rua Ararandeua – se você puder nos dar essa atenção –, porque o pessoal já tem solicitado, fez um 156, mandou ofício. É Ararandeua, 280, aqui no território, na Cidade Líder. E estamos acompanhando já há muito tempo, e o pessoal vem cobrando. Temos tentado ajudar, mas não estamos conseguindo. Se você puder dar um auxílio.

A outra questão, muito falada aqui, é sobre mobilidade. Inclusive, o rapaz que me antecedeu falou sobre a questão de muitas torres.

Essa é uma problemática de Itaquera – acho que da cidade toda. Eu não sei se tem a ver com o Plano Diretor, mas o que acontece: o cidadão constrói uma torre sem vaga de garagem. E, aí, a coisa vai ficando grave. O espaço que é público, porque a via é pública, as pessoas estão estacionando... Aí é a demanda, Rafael: a Rua Fontoura Xavier, hoje, é praticamente uma avenida em Itaquera, com uma circulação enorme de carros de comércio. E tem várias torres. As pessoas estacionam o carro no ponto de ônibus e o ônibus para no meio da via, o que cria um transtorno tremendo.

Essas são as demandas. Peço um apoio do Rafael em relação a isso.

E trago duas demandas... Na verdade, queria compartilhar com a população, porque, no ano passado... – acho que a Vereadora deve ter recebido o convite para o Portal Data SP, no Tribunal de Contas do Município, que está acessível a toda a população. Basta entrar no site do Tribunal de Contas. Lá tem exatamente para onde vai o gasto, para onde vai o orçamento, que é planejado – onde efetivamente é gasto. Porque falaram de hospital há pouco, de saúde, e vou trazer um dado que tem lá e que está acessível a todos: leitos por cem mil habitantes, por subprefeitura. Então lá estão localizadas todas as subprefeituras.

Por exemplo, Pinheiros é onde mais tem: 1.088 leitos para cada 100 mil habitantes. E como já esgotou o meu tempo, vou para Itaquera: 134 leitos para cada 100 mil habitantes. Então precisamos direcionar as políticas públicas para Itaquera, para as periferias, porque a disparidade é enorme. E esses são números do Tribunal de Contas.

Obrigado. ( Palmas )

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Tem a palavra o Sr. Dener de Morais.

O SR. DENER DE MORAIS – Bom dia, munícipes.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu PL ) – Já podem ir se aproximando os Srs. Lucas, Rogério Russo e Anderson Neneca, acho.

O SR. DENER DE MORAIS – Bom dia, munícipes. Bom dia, Rafael Limonta. Bom dia, Vereadora Sandra Tadeu.

Pessoal, trago uma questão sobre a segurança, hoje, no bairro Cidade de Carvalho.

Não sei o que está acontecendo, mas está acumulando muito usuário de droga, tanto próximo ao Shopping de Itaquera quanto na região da Caititu. É uma preocupação, porque após o baile, que não tem mais, hoje ficou essa questão. Pós-baile funk , o pessoal estava, querendo ou não, tendo uma paz, e, agora, está tendo uma locação muito grande de usuários de drogas lá na nossa região.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Acho que é vingança de quem fazia o funk .

O SR. DENER DE MORAIS – O funk ? ( Risos )

E, por outro lado, quero agradecer pelo piscinão no Guarani, o que já está dando uma transformação geral tanto na região da Caititu, na parte da Carangará.

E quero ressaltar também, Rafa, que a gente tem que ter um ecoponto na Cidade de Carvalho, porque mesmo com o Smart Sampa, que vocês estão colocando, com todo o acompanhamento, o pessoal não tem a noção de que existe um ecoponto na Vila Ramos. Quem sabe, trazendo mais próximo, vai gerar até emprego para a galera que faz carretos de entulho, guarda-roupa e tudo o mais, tá bom?

Na quarta-feira, tive a honra de conhecer uma galera que se chama Equipe Nuvens, da Cidade Tiradentes. ( Palmas)

Vereadora, vou fazer um pedido: uma agenda com a senhor para ir lá conhecer o trabalho dessa galera, que é um trabalho de coração. Eles perderam um ente querido da equipe, e hoje eles fazem um trabalho social. E vou apoiá-los – montar um estatuto, algo assim –, para fazer um trabalho excelente.

Podem contar comigo, tá bom? Estou com vocês. ( Palmas )

E o pessoal da Cidade Tiradentes, se quiser apoiar a galera também, é só ir lá participar, tá bom? Muito obrigado. ( Palmas )

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Tem a palavra o Sr. Lucas Leandro da Costa da Silva.

O SR. LUCAS LEANDRO DA COSTA DA SILVA – Bom dia, Vereadora. Bom dia, Subprefeito.

Antes de começar, vou deixar um papel com vocês, pode ser?

Estou aqui em nome da Vila Carmosina, em Itaquera. Sou morador da região. Sou estudante do EJA Rei Pelé. E estou aqui também em nome da nossa turma da manhã.

Estamos sem ônibus, porque tiraram as nossas linhas de ônibus, para chegar até...

- Manifestação fora do microfone.

O SR. LUCAS LEANDRO DA COSTA DA SILVA – Aqui do Rei Pelé.

E também não está tendo segurança. Na praça, próximo da escola, há muitos moradores de rua, muito pessoal mexendo com as mulheres. E já solicitamos ajuda da Subprefeitura, já solicitamos ajuda à Câmara Municipal, e até agora não tivemos repostas. Até fizemos um abaixo-assinado, que está nos elevadores da linha do ônibus – quando vocês quiserem passar lá.

- Manifestação fora do microfone.

O SR. LUCAS LEANDRO DA COSTA DA SILVA – Sou estudante.

E também sobre a UBS, estou fazendo um abaixo-assinado do Santo Estevão, que estou recolhendo. E acho que o Subprefeito já está ciente também da UBS.

Lá, Sr. Subprefeito, tirei umas fotos, está tendo muito negócio de dengue. Lá não está tendo separação: o pessoal idoso está pegando a mesma fila para pegar remédio, medicação. E estamos fazendo um abaixo-assinado para um novo prédio, porque a Vila Carmosina acabou subindo, a população acabou aumentando. Então reivindico esse pedido.

Muito obrigado. Que Deus abençoe cada um de vocês. ( Palmas )

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Tem a palavra o Sr. Rogério Russo.

Depois, Sr. Anderson e Sra. Karen.

O SR. ROGÉRIO RUSSO – Bom dia.

O meu nome é Rogério, sou morador do Jardim Santa Maria.

E quero agradecer à Vereadora por se fazer presente, através da Câmara Municipal de São Paulo, e ao Subprefeitura Rafael Limonta. Obrigado.

Trago algumas demandas dos moradores da região, que acho que são pertinentes.

Na questão de segurança, talvez a GCM possa nos dar um apoio nas rondas com aquelas motos, como foi feito lá na região da Vila Matilde, onde houve algumas ocorrências, e parece que deu uma melhorada na questão da segurança.

O Smart Sampa, Vereadora, acho que tem que se fazer presente também em vários pontos da cidade, não só aqui no bairro. E a parte da zeladoria, lógico, que depende muito de equipes vindo da Subprefeitura

Trago dois itens de demanda que são pertinentes para a região. No cruzamento da Av. Itaquera, com a chegada do BRT, fazer um viaduto, para acabar com aquele estrangulamento do trânsito. E, através de vocês, falar com o Prefeito, com o Governador, para ver se tem a possibilidade de fazer um novo anel viário do Alberto Badra, porque ele liga Guarulhos-São Mateus, São Mateus-Guarulhos, e ali é um estrangulamento nos dois horários de pico, que ninguém aguenta aquilo ali. E quando tem um acidente, às vezes, é até fatal, porque as colisões são frontais. E que possamos trazer um hospital para a região, não sei, porque só temos o Nhocuné, São Mateus, Tatuapé e o Planalto – que, no caso, a senhora contribuiu para fazer a reforma.

Agradeço à senhora por ter trazido esta Casa para o Jardim Santa Maria e região, que isso aqui vai atender sete mil pessoas, através da Forte, que está assumindo nos próximos meses. Meus parabéns, em nome dos moradores, ao Hospital de Referência da Mulher, que tem os exames; e por tudo que a senhora tem feito pela zona Leste. A senhora tem nos representado como ninguém.

Parabéns. ( Palma s )

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Tem a palavra a Sra. Karen Darling Martins.

A SRA. KAREN DARLING MARTINS – Bom, agora já é boa tarde, né?

Boa tarde, Vereadora, Subprefeito, a todas e a todos.

Parabenizo o maior número da plateia, que são os chamados idosos.

E saúdo a minha avó, que chegou, em 1954, em Itaquera. Faço parte da segunda geração. E vimos acompanhando o progresso da nossa região. E também nos preocupando com o futuro. E acompanhando esse progresso...

Acho que falaram sobre várias pautas, principalmente a saúde. E uma das pautas que venho falar é sobre a saúde preventiva integral e cultural. E também chamar a atenção para uma política pública que chamamos de racismo ambiental.

Saúde preventiva integral é cultura. É uma abordagem de 360 graus que cuida do indivíduo como um todo: físico, mental e social. A saúde preventiva é considerada cultural porque envolve a internalização de hábitos, comportamentos e valores, o bem-estar físico, mental e social de forma contínua indo além da simples ausência de doenças.

Então, chegamos a um momento no nosso meio ambiente, principalmente na nossa região periférica, em que a justiça climática e a identidade...

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – Karen, concluindo.

A SRA. KAREN DARLING MARTINS – A cultura da periferia não é apenas lazer, uma expressão de hábitos e saberes que impulsiona o debate sobre uma sustentabilidade. É o direito conectado à cidade, à identidade do território, à necessidade da proteção ambiental.

Vereadora, ficam aqui os meus agradecimentos à senhora que se preocupa com a saúde das mulheres, com a saúde preventiva, mas é importante a gente pensar no futuro da geração e, por esse motivo, devemos cuidar do nosso meio ambiente e da saúde mental, física de todos nós, sejam adolescentes, jovens, idosos, para dar garantia de um futuro melhor para as nossas crianças. A importância de cuidarmos do nosso meio ambiente. Está bom?

Muito obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – Obrigada, Karen.

Tem a palavra a Sra. Maria de Deus Gianatazzio e, em seguida, o Sr. Lucivaldo Pereira e a Sra. Rosângela de Souza.

A SRA. MARIA DE DEUS GIANATTAZZIO – Bom dia a todos, ainda não almoçamos. Bom dia a todos.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – Bom dia, pessoal. Não é para dormir: bom dia.

- Manifestação do público.

A SRA. MARIA DE DEUS GIANATAZZIO – Serei o mais breve possível, Vereadora. Muito obrigada pela sua presença.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – Obrigada.

A SRA. MARIA DE DEUS GIANATAZZIO – Moro na Mooca. Represento o Fórum Mooca, com os nossos queridos...

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – Acho que vou começar a andar na Mooca.

A SRA. MARIA DE DEUS GIANATAZZIO – Por favor.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – Quem é da Mooca que está aqui?

A SRA. MARIA DE DEUS GIANATAZZIO – O lha, todos os nossos idosos. Reitero, Sra. Vereadora, as solicitações da Mooca, principalmente nos nossos bairros mais carentes, mais vulneráveis, como o Pari, porque 45% da população do Pari está no CadÚnico. E a senhora sabe o que isso representa? Baixa renda, alta vulnerabilidade. E todas as nossas solicitações, dos frequentadores do nosso Fórum e moradores da Mooca, eu reitero.

Estou trazendo aqui também, Vereadora, a solicitação de um dos nossos idosos, do Sr. Carneiro. Ele queria muito estar aqui. Então, estou colocando as solicitações desse senhor. Primeiro, nas travessias das avenidas e ruas: temos apenas 20 segundos para atravessar. Sabia, Vereadora?

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – Não sabia.

A SRA. MARIA DE DEUS GIANATAZZIO – Vinte segundos. Esse senhor usa bengalinha. Ele não consegue, menos eu. Também não consigo e não uso bengala.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – Mas será que é só...

A SRA. MARIA DE DEUS GIANATAZZIO – É geral na capital, nos faróis, temos 20 segundos para atravessar.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – Tem que ser atleta, não?

A SRA. MARIA DE DEUS GIANATAZZIO – C laro, com a nossa idade. Estamos ótimos, mas não conseguimos. Então, precisa ampliar o tempo de passagem dos faróis na capital, de avenidas e ruas.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – Uma boa reivindicação.

A SRA. MARIA DE DEUS GIANATAZZIO – A segunda reivindicação do Sr. Carneiro é a questão de valorização dos idosos. No dia 1º de outubro, ele solicita que a CPTM, os ônibus e o metrô da cidade de São Paulo reconheçam os idosos que tanto trabalharam nesta cidade.

Estamos aqui, Vereadora, porque fomos jovens. Somos os jovens que deram certo, por isso nós estamos aqui. (Palmas) Então, Vereadora, ele pede que no dia 1º de outubro, que é o Dia dos Idosos, que se faça essa homenagem. Uma homenagem sonora, falando dos idosos e da sua contribuição para a cidade de São Paulo.

Obrigada, Vereadora. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – A senhora me deu uma boa sugestão. Já anotei aqui essa homenagem.

Tem a palavra o Sr. Lucivaldo, e já chamo as Sras. Rosângela e Valeska.

O SR. VALDO PEREIRA – Bom dia a todos e a todas. Bom dia, Vereadora.

Eu sou Valdo Pereira, está aí Lucivaldo, mas o meu nome social é Valdo Pereira. Sou do Conselho Municipal da Pessoa Idosa, Coordenador do Fórum Regional da Pessoa Idosa, daqui da Penha, e Conselheiro na Supervisão Técnica de Saúde da Penha.

Hoje, nesta tribuna, faço uma reclamação: a falta de compromisso dos nossos Vereadores da cidade de São Paulo. Temos 55 Vereadores, 10%, pelo menos cinco estariam aqui. Então, parabéns Vereadora por estar aqui com conosco. (Palmas) Não é admissível aceitarmos isso. A zona Leste, da forma que é, os nossos representantes tinham por obrigação estarem aqui ou mandarem, pelo menos, representante. Mas eu vi, aqui na tribuna, a fala de um assessor do Vereador João Ananias. Parabéns também ao Vereador João Ananias, que mandou o seu representante.

Então, é disso que a gente precisa, de pessoas que tenham compromisso com a nossa região. Acho que quando se fala do trato da pessoa idosa, é tratar as pessoas com dignidade e respeito. Tenho 65 anos, sou do Movimento Popular de Moradia, do Movimento de Moradia da Leste e falo para vocês, de forma clara: hoje, ouvi falar sobre a questão de habitação para pessoa idosa. Vereadora, por favor, veja se faz um projeto de lei que aumente dos 3%, que é de direito das pessoas idosas, na questão da habitação na cidade de São Paulo, porque nós vemos só construção, construção, construção. Onde está a parcela das pessoas idosas nesses empreendimentos?

E também chamou a atenção os empreendimentos sendo construídos sem estacionamento: as ruas viraram estacionamento. Logo, logo, com certeza, vai ter que pagar a Zona Azul. É isso. As pessoas idosas não têm mais nem onde andar, a não ser no meio da rua. As calçadas são estreitas. Vereadora, deveria ter um projeto de lei em que as calçadas fossem públicas; que o Poder Público faça as calçadas padronizadas e o dono do terreno pague a conta.

É isso. (Palmas) Porque não dá para um fazer da forma que bem se pensa. Faz escada, faz isso, faz aquilo. Acho que precisamos trazer, de fato, a questão das calçadas.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – Concluindo.

O SR. VALDO PEREIRA – Segundo, no Plano de Governo, são 500 quilômetros de calçada. Queremos fazer parte dessa parcela dos 500 quilômetros na zona Leste.

Quero aqui protocolar, em mãos, enquanto a senhora, da Comissão da Saúde, dois pedidos da nossa região, da Penha. Uma delas: já tem um SEI lá com o Prefeito, que é da construção de uma UPA no Distrito de Cangaíba. A outra demanda é a construção de uma URSI nos territórios, entre Penha e Ermelino Matarazzo, que também já está aqui protocolada na Secretaria de Saúde. Gostaria muito que a Comissão de Saúde recebesse este documento e desse encaminhamento. Aqui também tem encaminhado para o Secretário de Saúde, através do Presidente da Câmara, Ricardo Teixeira. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – Tem a palavra a Sra. Rosângela de Souza.

A SRA. ROSÂNGELA DE SOUZA – Bom dia a todos. Eu sou Conselheira Usuária da UBS Vila Santana, em Itaquera. O meu nome é Rosângela. A minha solicitação vem sendo, reiteradas vezes, feita com relação à saúde. A gente precisa de mais UBS sim, de mais hospitais municipais terceirizados, de equipamentos para NCI, muitos, é prioritário.

Então, eu só vou falar para vocês na área da saúde. Como muita gente aqui já me conhece, inclusive a Vereadora e o Subprefeito, vou reiterar, novamente: as quatro unidades, as quatro UBSs, urgente, para o nosso território: Cibele, Copa, Savoy e Vila Verde. Estas são as quatro que vão desafogar todo o sistema precário que a gente tem aqui na nossa região, com certeza. E dar andamento aos vários projetos que cada unidade tem.

Sobre o hospital municipal, a gente tem que rever dentro da Câmara, junto com a Secretaria, a questão da territorialização, que é uma coisa que é pregada pelo SUS e não é respeitada. Temos um hospital maravilhoso, que é o Hospital Planalto, temos um hospital maravilhoso, que é o Hospital Tiradentes, temos também outro hospital muito bom na região, que não está sendo citado e que foi agora motivo de bastante controvérsia, que é o Hospital São Mateus. Então, assim, essa regionalização acaba atrapalhando demais, porque o nosso município deixa de atender o nosso público para atender Ferraz, para atender outros municípios, como Mauá, e deixamos de fornecer o atendimento prioritário para nossa região.

A questão dos neurodivergentes, nós temos que estudar com muita calma, porque é na área de educação e as escolas estão precarizadas. A escola municipal da nossa região tem atendido muitos neurodivergentes, e não temos pessoal para atender, está havendo um desrespeito muito grande com essas crianças, porque muitas das escolas não têm estrutura física para acolher essas crianças. Gostaria então de uma atenção nesse sentido.

A moradia, de forma geral, sempre foi um problema, principalmente na nossa cidade porque parece que aqui o Brasil Colônia ainda existe

Obrigada. (Palmas)

A SRA PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Agora tem a palavra a Sra. Valeska Santana.

A SRA. VALESKA SANTANA - Bom dia a todos, ao Subprefeito Rafael Limonta, e à nossa maravilhosa Vereadora, que está atendendo a zona Leste.

A SRA PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Obrigada.

A SRA. VALESKA SANTANA - Meu nome é Valeska Santana, sou uma influente e ativista em defesa da mulher, principalmente às vítimas de violência doméstica. E hoje estou aqui como voz das muitas mulheres do CEU Jambeiro, em Guaianazes, muitas não puderam estar presentes, aqui temos apenas algumas mulheres.

A nossa piscina de hidroginástica está fechada desde outubro de 2023, já são três anos de espera, e quando se fala de uma piscina parece algo tão simples, mas ali é saúde, é acolhimento e dignidade para muitas mulheres. Lá eu faço hidroginástica desde 2016 por problemas de saúde, e muitas mulheres, principalmente da terceira idade, dependem desse espaço por orientação médica. Ali dentro nós construímos muito mais do que uma atividade física, nós construímos uma rede de apoio. Mulheres chegam fragilizadas, muitas vítimas de violência doméstica daquela região, outras enfrentando depressão e ansiedade, e ali encontram forças para prosseguirem. Há três anos, no dia oito de abril, a piscina foi fechada. Gostaria que ouvissem isso, porque em oito de abril do ano passado tivemos uma reportagem com Lorena, da Rede Globo, ela esteve presente lá com a Prefeitura, que nos falou, que prometeu que a nossa piscina estaria pronta em quatro meses. Já passou um ano, nós estamos de novo em abril, passaram os quatro meses e até hoje nós não tivemos resposta. Enquanto isso, nos outros CEUs da região ali por perto, São Pedro, Lageado, está funcionando normalmente. Por que o nosso CEU Jambeiro ficou para atrás, esquecido? Um dos primeiros CEUs de São Paulo foi o CEU Jambeiro, e nós não queremos privilégios, nós queremos igualdade, respeito, um retorno. E hoje, com todo o respeito, eu pergunto para os senhores se têm conhecimento disso, são três anos, acabando os materiais...

A SRA PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Eu não sei se eu vou deixar a senhora infeliz, triste, mas o CEU Formosa - e eu cobrando - ficou sem piscina mais de três anos.

A SRA. VALESKA SANTANA - Meu Deus.

A SRA PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Outra coisa também, não é só no Jambeiro, mas, por exemplo, nos centros esportivos, há alguns casos em que a piscina ficou parada por causa disso. Mas quando sou acionada, eu fico em cima. Mas do CEU Jambeiro, sinceramente, eu não sabia, mas vamos ficar em cima.

A SRA. VALESKA SANTANA – Está bom.

Só finalizando, tem mais um assunto que eu não ouvi ninguém falar, mas sobre assunto do CEU Jambeiro, deem uma atenção, por favor.

Já falando em defesa das mulheres, porque não ouvi ninguém falar, a Casa Viviane, localizada em Guaianazes, acolhe mulheres vítimas de violência doméstica, que lá recebem auxílio-aluguel da Prefeitura de R$400,00. Eu gostaria de saber qual mulher em situação vulnerável consegue alugar uma casa por R$400,00? Este ano estivemos na Câmara Municipal e passamos a situação desses valores, como uma mulher que está numa situação vulnerável não recebe um aluguel digno, um auxílio digno? Eu gostaria que os senhores dessem atenção sobre isso.

A SRA PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Eu vou te interromper de novo. Na verdade, eu trabalho, sou Procuradora da Câmara, já fiz várias CPIs. Na questão da violência contra a mulher, o aluguel é uma coisa bem rápida, e nunca vai resolver a situação da mulher vítima de violência. Nós temos um projeto na Casa, que já foi aprovado, e depois teve algum problema. E sobre o idoso falaram em 3%, também para os deficientes, mas a mulher para ficar livre do seu agressor, só vai ficar livre quando estiver na sua casa. Então, na Cohab, como é da Prefeitura, eu acho que a mulher vítima de violência tem de ser priorizada nesses planos de habitação. Primero, tem de ter a sua casa, esse negócio de Minha Casa Minha vida, não sei o quê, se não paga a casa, você fica três meses, está na rua, e perde o dinheiro. E a Cohab sempre tem um prazo maior para que as pessoas fiquem. E uma mulher vítima de violência precisa para sair de perto do agressor, precisa entrar no mercado de trabalho e fazer algo diferente, para que possa ter um trabalho adequado.

É isso, eu tenho um projeto, e a senhora tem toda a razão, uma mulher não vive com R$400,00, e se tiver um monte de filhos, pior ainda.

A SRA. VALESKA SANTANA – Não dá nem para o sustento básico.

Então, era isso, gostaria de pedir para os senhores darem atenção, por favor. (Palmas)

A SRA PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – No CEU Jambeiro, com certeza, vou ficar no pé. Está bom?

A SRA. VALESKA SANTANA – Muito obrigada.

A SRA PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Obrigada. Agora tem a palavra a Sra. Joice Oliveira. Depois, Maria Goretti e Deise, e já estamos acabando.

A SRA. JOICE CAROLINA DE OLIVEIRA - Excelente tarde a todos e todas. Gostaria de agradecer a Vereadora, ao Subprefeito e ao Sr. Ricardo Nunes, nosso Prefeito de São Paulo.

Pessoal, hoje estamos no Câmara na Rua. É muito triste, gente, estamos aqui representando a zona Leste; e os Vereadores que vêm aqui depois representar a zona Leste, onde estão? Gente, daqui a pouco os Parlamentares vêm pedir voto na zona Leste, também os deputados. Os senhores me desculpem, mas a zona Leste está sendo muito mal representada, precisamos ver quem está realmente conosco, e nós precisamos ser a voz, e a nossa voz está aqui hoje, nós somos a voz, somos nós que estamos representando a zona Leste.

Eu vim falar hoje em nome de São Mateus, quem aí conhece São Mateus? (Pausa) São Mateus está esquecida há muito tempo, é terra sem dono, infelizmente, viu, Vereadora? Precisamos de ajuda na segurança e na saúde. Os hospitais estão saturados, o Hospital São Mateus sabemos que é do Governo do Estado, mas nós sabemos que o que acontece lá é terrível, é terrível o que está acontecendo. A segurança em São Mateus, no Jardim Santa Bárbara, não dá mais para morar lá, é toda hora roubo, assalto e feminicídio acontecendo. Eu venho chamar atenção para São Mateus, São Mateus está gritando, precisamos de segurança pública. Gostaria muito que o Sr. Prefeito Ricardo Nunes, que os Vereadores que vão vir pedir votos, os deputados, olhassem mais para São Mateus. Eu tenho todo respeito pela Vereadora Sandra Tadeu que hoje, sim, representa a zona Leste.

Muito obrigada. (Palmas)

A SRA PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu – PL) – Agora tem a palavra a Sra. Dinaerci Marques, e me desculpe não ter chamado a senhora, eu não vi aqui, estava riscadinho do lado dos inscritos.

A SRA. DINAERCI MARQUES - Boa tarde a todas, boa tarde a todas. Ao Rafael Limonta, já falei lá em Itaquera mais ou menos sobre o assunto.

A minha colega já falou sobre o CEU Jambeiro, mas vou reforçar porque nós estamos precisando do CEU Jambeiro. Eu, principalmente, fiquei lá por oito anos, e agora eu tenho o nervo ciático inflamado, e têm duas ou três senhorinhas de 90, 88 anos, elas precisam dessa atividade. Então, eu estou cobrando para, o mais rápido possível, cobramos para ver as piscinas abertas, porque o material está ficando gasto e não é usado, e acham ruim quando vamos cobrar alguma coisa. Então a gente está precisando dessa atividade, entendeu?

E outra: por que o Hospital Planalto parou, fechou e não atende ninguém? Eu fui no supermercado que o Rafael conhece, porque eu moro perto da Subprefeitura, e eu passei mal. Eu caí naquela calçada ali, saindo do Extra, e eu desmaiei, apagou. Chamaram o resgate, vieram dois, me levaram para o Planalto porque eu estava gelada e eu estava desmaiada. Chega lá, me puseram numa maca, lá eu fiquei. Não me receitaram nada, nem sequer mediram a pressão. Fiquei lá por três horas porque não me deram alta para ir embora e eu poder ligar para alguém ir me buscar. Fui obrigada a ir para a UPA, porque eu fiquei muito mal, muito mal.

Se tivesse Hospital Planalto funcionando, seria uma boa para nós ali, que moramos. Eu moro ali perto da Subprefeitura, então era uma boa. Quando será que aquele hospital vai funcionar?

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) - Na verdade, é um outro sistema. O resgate, quando pegou a senhora, deveria ter levado diretamente à UPA.

A SRA. DINAERCI MARQUES - Levaram para o Planalto.

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) - Aí já está um erro no resgate, mas não justifica a senhora não ser atendida no Planalto. Se a senhora entrou no hospital como emergência, eles teriam obrigação de atendê-la. Porque a gente fala que fechou o pronto-socorro. Na verdade, não fechou o pronto-socorro. Ele só atende o que é encaminhado pela UPA. É o sistema que foi montado. A UPA leva para o Planalto ou para um outro hospital mais próximo, de acordo com o que é chamado. Mas não justifica a sua falta de atendimento. Eu vou reivindicar, vou falar com a diretora, Isso não pode acontecer.

A SRA. DINAERCI MARQUES - Não pode, porque, se for um caso, morre.

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) - Nós vamos falar com a diretora Ivone.

A SRA. DINAERCI MARQUES - E sobre o Jambeiro...

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) – Ah, esse nós vamos cobrar também.

A SRA. DINAERCI MARQUES - Então, Rafael e a senhora, muito obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) - Está bom, muito obrigada.

Agora é a Joice, dona Joice.

- Manifestação fora do microfone.

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) - Espera um pouquinho, é que eu voltei para trás. Não. A senhora é Maria Gorete?

A SRA. MARIA GORETE PEREIRA DA SILVA – Maria Gorete.

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) - Então está. A Deise, o Zildo e o Abenildo podem estar se aproximando.

A SRA. MARIA GORETE PEREIRA DA SILVA – Pode falar? Então eu gostaria de falar sobre o CEU Jambeiro também...

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) - Espera um pouquinho, vocês estão aí, não estão organizando, então. Espera só... A senhora fala o seu nome.

A SRA. MARIA GORETE PEREIRA DA SILVA – Maria Gorete Pereira da Silva.

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) - É ela.

A SRA. MARIA GORETE PEREIRA DA SILVA – Sou eu, sim.

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) - Por que você fala que não é?

A SRA. MARIA GORETE PEREIRA DA SILVA – É que eu estava atrás dela.

- Manifestações simultâneas.

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) - Pessoal.

A SRA. MARIA GORETE PEREIRA DA SILVA – Eu sou a 51.

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) - Bom, mas aqui só tem uma Maria Gorete. Aqui, Maria Gorete Pereira da Silva.

A SRA. MARIA GORETE PEREIRA DA SILVA – Isso, sou eu.

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) - É a senhora?

A SRA. MARIA GORETE PEREIRA DA SILVA – Sou eu.

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) - E a senhora também?

- Manifestações simultâneas.

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) – Bom, que seja ela, vamos falando lá. Ela já começou lá,

- Manifestações simultâneas.

A SRA. PRESIDENTE (Sandra Tadeu - PL) - Mas ela é depois, ela está aqui. Está bom, vai.

A SRA. MARIA GORETE PEREIRA DA SILVA – Pode falar?

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) - Vamos lá, dona Maria, por favor.

A SRA. MARIA GORETE PEREIRA DA SILVA – Eu me chamo Maria Gorete Pereira da Silva. É sobre o problema da piscina Jambeiro também, do CEU Jambeiro, viu, que está fazendo muita falta para a gente que tem problema, está fazendo muita falta.

E queria falar também sobre os postos de saúde. Eu frequento o São Carlos e a gente passa no médico, tem que ficar na fila. Tem gente que está até com três anos que está na fila de espera para passar no ortopedista. Eu mesmo tenho três exames do coração que eu tenho que fazer. Já está com mais de três meses que eu estou na fila de espera.

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) - A senhora passa... Eu queria saber o seguinte, tudo está sendo gravado, pessoal da Câmara? Essas reivindicações todas estão sendo gravadas, vocês estão anotando e a gente vai receber?

- Manifestação fora do microfone.

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) - Eu gostaria que essa de hoje aqui passasse para mim também, se é possível, está bom? Porque eu tenho algumas coisas que eu estou anotando, já tem quatro folhinhas aqui.

A SRA. MARIA GORETE PEREIRA DA SILVA – Ah, está bom. Obrigada, viu? (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) – De nada. Está bom. Tem a palavra a Sra. Deise. Oi, Deise. Nossa, até você aqui hoje?

A SRA. DEISE ACHILLES - Pois é. Bom dia, Vereadora. Bom dia, Rafael. Bom dia a todos. Ainda não almoçamos.

Eu sou moradora do Jardim da Conquista, em São Mateus. Eu vim aqui para falar um pouco sobre a Vila do Idoso na zona Leste, que a gente não tem. Mas até então eu já tinha um compromisso quando, em 2018, eu saí de São Mateus, a idosa mais bem votada do município, e compus a executiva do Grande Conselho Municipal, de carregar essa bandeira. Mas hoje eu me deparei com muita gente reivindicando a moradia do idoso, que nós estamos, assim, bem defasados.

Mas eu vou levantar uma outra bandeira, porque eu sou representante do Conquista III, reeleita com a maior quantidade de votos, reeleita no CAPS Infantil também com a maior quantidade de votos, e reeleita por unanimidade no CEU São Mateus. Então pela minha ONG e com o apoio da 49 e de todas as nossas autoridades, inclusive do Rotary etc., a gente está levantando a bandeira sobre o feminicídio, que está um absurdo a violência contra a mulher. São quatro a cinco mulheres por dia sendo assassinadas, sendo agredidas.

Então, Vereadora, eu gostaria de pedir para que a gente fizesse algum planejamento nos três órgãos federais, na Prefeitura, no Estado e na Câmara Federal, que a gente renovasse algumas leis para poder acabar com esse feminicídio. A coisa está feia, viu? Muito feia. E aí eu peço também a colaboração de todos vocês.

E desejar a todos que tenham um final de semana bem feliz. E a gente vai para luta. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) - Obrigada. O feminicídio só vai acabar quando mudar a lei. O Judiciário tem que ter um novo estudo, uma nova mudança. Não dá. A gente está falando dos assaltos. Tem uma tal de audiência de custódia, a polícia prende, os caras vão lá, os caras são soltos. Então é complicado. Isso não é competência nossa aqui da Câmara Municipal. Uma lei mais firme, mais dura, porque não dá. Acontece o seguinte, que nem o cara que escutei na rua: “Ah, pode me prender mesmo, eu vou ficar lá, não vou fazer nada”, então é difícil.

Vamos aqui, o próximo, Abenildo. Não, espera. Tem a palavra o Sr. Zildo. Desculpa.

O SR. ZILDO A. DA SILVA - Bom, vou direto ao ponto, já vou focar na...

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) – Não é a piscina do Jambeiro, não é? (Risos)

O SR. ZILDO A. DA SILVA - Também, mas eu vou direto ao ponto, vou falar sobre drenagem.

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) - Está certo.

O SR. ZILDO A. DA SILVA - Itaquera e Guaianases estão recebendo muito investimento. Antigamente, o que acontecia? Você via as dragas limpar aqueles rios, Ribeirão Itaquera ali, e ir até o Quinze; ficava meses, semana lá. Isso poderia ser... Como é que fala? Novamente fazer isso com o Rio Jacu. Então, por que isso parou? Antigamente a gente via, notava esse problema. Só falar que não tem a draga não é suficiente; explica, mas não justifica.

E pelo fato de estar recebendo vários investimentos, você não pode ficar com uma pinguela. Ali no Pinheiros você tem uma ponte desde o tempo dos índios de Guaianases. Eu moro lá há 60 anos e o que acontece? Não vêm essas melhorias, então nós estamos cobrando. Já estamos cobrando audiências públicas há muito tempo.

E parabéns à Vereadora que está aqui presente, porque essa mesa aqui era para estar repleta dos vereadores. Espero que os nossos vereadores estejam ouvindo. (Palmas)

A questão do CEU Jambeiro é uma empresa chamada Marcon, foram dez bilhões. Antes da reportagem, nós cobramos lá também.

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) – O que que foram dez milhões?

O SR. ZILDO A. DA SILVA - A obra lá, chama-se empresa Marcon.

- Manifestação fora do microfone.

O SR. ZILDO A. DA SILVA - Da piscina, e...

- Manifestação fora do microfone.

O SR. ZILDO A. DA SILVA - Só da piscina,... da reforma toda. E acontece o seguinte: em 2025 foi dado mais um prazo de três meses, e está nesse imbróglio jurídico.

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) - Quando começou? Quando ficou pronta?

O SR. ZILDO A. DA SILVA - Foi em julho de 2022, nós acompanhamos.

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) – Ficou pronta?

O SR. ZILDO A. DA SILVA – Não, ela começou a obra em 2022.

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) – Tudo bem. Ela ficou pronta quando?

O SR. ZILDO A. DA SILVA – Ah, não chegou a ficar pronta.

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) – Ah, não acabou a obra?

O SR. ZILDO A. DA SILVA - Em 2024 não choveu. Eles poderiam ter acabado essa obra, não fizeram, infelizmente. Essa empresa deveria chamar assim: Azar o Seu.

Era só isso. Obrigado. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE ( Dra. Sandra Tadeu - PL) - Ele não fez a obra?

Tem a palavra o Sr. Abenildo Alves.

O SR. ABENILDO ALVES – Boa tarde a todos. Boa tarde, Vereadora. Subprefeito Rafael, boa tarde.

Quero, primeiramente, agradecer à Vereadora Dra. Sandra Tadeu pelo apoio que ela tem dado a nós. Eu sou morador de Guaianases. Fiz alguns pedidos a ela, que tem nos atendido.

Convidei a Vereadora para ir até a UBS Jardim Bandeirantes e ela foi comigo e com minha esposa.

Nós estamos lutando pelo terreno do lado da Delegacia 68.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – E vamos reformar a sala de curativos.

O SR. ABENILDO ALVES – Isso. A Vereadora já vai mandar a emenda parlamentar dela para reformar uma sala de curativos da UBS de São Carlos. Nós fomos fazer a visita lá e ela abraçou essa causa conosco.

Nós estamos pedindo mais algumas demandas de Guaianases para a Vereadora Sandra Tadeu.

Quero também, Vereadora, falar para a senhora que eu pedi o recapeamento da rua Serra das Araras. Temos os ofícios já tem dois anos, e foram para a Secretaria. Na Secretaria, disseram que iriam fazer o orçamento e ainda não saiu a situação dessa rua. Está caótica a rua Serra das Araras. Nós queremos que a senhora dê uma atenção e, se for possível, cobrar na Secretaria sobre a pavimentação da rua Serra das Araras, em Guaianases.

Obrigado, Vereadora. A senhora tem sido realmente a Vereadora da Zona Leste. Que a senhora possa continuar esse grande trabalho.

Obrigado a todos. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – Está acabando, gente.

A próxima é a Dona Maria de Fátima Alves, depois a Dona Ana e também a Dona Maria Gorete de Oliveira, que está ali já.

Então, vamos lá.

Bom, tem a palavra a Sra. Maria de Fátima, eu já chamei a Ana, a Maria Gorete, a Conceição Lopes, a Maria Cecília e o último, o Sr. Antônio dos Santos.

A SRA. MARIA DE FÁTIMA ALVES MARTINS – Boa tarde a todos.

Eu agradeço a oportunidade.

Obrigada à Vereadora e ao Subprefeito por estarem aqui. Precisávamos muito que todos os Vereadores estivessem presentes para escutar as demandas do nosso território, principalmente de Itaquera, porque são pessoas batalhadoras.

Mas eu vou rapidinho falar que nós precisamos cuidar desses homens. Ninguém falou aqui sobre os homens. Porque não é viável você ver 98% de homens na rua e as mulheres com a responsabilidade de levar as demandas das suas casas. Essa é uma.

A outra é que nós precisamos também reestruturar os idosos. Procurar espaço porque não tem como, hoje, o pessoal que está trabalhando, os mais jovens, sustentarem, muitas vezes, os idosos; e não tem como também os idosos se sustentarem, com o seu salário, esses que estão sem trabalho. Isso é um ponto que nós precisamos para Itaquera, para a zona Leste. Nós não somos pessoas desocupadas.

E tenho outra coisa para falar. Fiquei muito triste de ver tanto idoso aqui e não ser oferecido nenhuma alimentação para esses idosos. Pessoas que saíram 5h da manhã, muitas vezes. Nós vamos chegar em casa 15h. Isso é uma coisa que eu já estou com o pezinho lá, mas eu já fico aqui sabendo que nós vamos ser atendidos. Não que não seja para mim, mas para todos esses que estão aqui, que, muitas vezes, vêm de muito mais longe do que eu.

E tenho mais uma. Vou falar agora sobre Gualtar. Eu não vi ninguém aqui da Gualtar, do CEU de Aricanduva, principalmente aquele espaço da Gualtar para que ali venha desafogar a Avenida dos Latinos.

E tenho outra questão também... Não sei se já terminou o meu tempo.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – Da Gualtar não tem ainda porque a parte da educação, os professores, os técnicos acham que o projeto é construir uma passagem de um lado para o outro, porque ali sempre foi uma rua. Errado foi colocarem o CEU no lugar que era uma rua. Naquela época, talvez, a rua não fazia falta, mas hoje faz. E ninguém vai tirar o CEU. Simplesmente iríamos fazer algumas adaptações, como vários hospitais na cidade tem: passarelas de um lado para o outro. A própria São Francisco tem passagem de um lado para o outro. Se a gente ainda ouvisse que ia dificultar as crianças, mas não. Vai dificultar os estacionamentos de quem trabalha no CEU.

A SRA. MARIA DE FÁTIMA ALVES MARTINS – Isso é um absurdo.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – Eu estou Vereadora há 18 anos e há 18 anos eu estou brigando lá, mas eu acho que agora vai sair.

A SRA. MARIA DE FÁTIMA ALVES MARTINS – Eu espero.

Obrigada pela oportunidade.

Eu sei que passou o meu tempo aqui, mas nós precisamos muito falar sobre a saúde mental.

Gente, não dá mais para ficar pensando que a saúde mental é para um grau ou outro. É para todos. Por isso eu estou pedindo aqui o Caps, um hospital dia, para a nossa região, pois nós não temos. Ninguém fala sobre Santa Terezinha. Aí eu vim falar. Mas o Santa Terezinha, aquela UBS, tem que ser responsável por todos. Não tem condições de um trabalhador estar ali e conseguir ver tudo isso e ficar quieto. Eles mesmo adoecem.

Eu sou conselheira da saúde do Planalto, sou da UBS Santa Terezinha, do hospital, da UPA 26 de Agosto e do STS e ficou esquecido para todos.

Esse é um ponto que nós precisamos lutar.

Eu agradeço essa oportunidade de que todos estejamos juntos nesse espaço.

Obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – Obrigada.

Tem a palavra a próxima oradora, Dona Ana.

A SRA. ANA VEG – Me chamo Ana Veg e sou de Ponte Rasa.

Eu sou presidente do Amigos Futebol Clube, faço parte do Colegiado Fórum do Idoso de Ponte Rasa, sou suplente da UBS Três Marias e do CPM, e sou Coordenadora da Terceira Idade, inclusive um professor meu está aqui presente.

Bom, eu ia falar tanta coisa, mas todo mundo já falou. Então eu vou falar só o que necessito mesmo na Ponte Rasa.

O que precisamos urgente? Um CDI, uma URSI e um PAI. E o que acontece? Aqui eu tenho 30 demandas do pessoal do bairro de Ponte Rasa. Eu li, todas e todas falam sobre calçadas, só sobre calçadas. Então, é importante focar muito nisso.

Mais uma coisa. Eu vou ser bem rápida, porque eu sei que não adianta ficar falando sempre a mesma coisa. O idoso não pode ser abandonado. A creche do idoso devolve a saúde e, com certeza, vai ter menos gastos para o Governo. Então, vamos investir no idoso, investir na ginástica, no Vem Dançar, no divertimento, na saúde. Por quê? Porque, com certeza, o Governo vai ter menos gastos com idoso.

É isso.

Obrigado pela bancada e pela atenção. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – Agora sim, tem a palavra a Sra. Maria Gorete de Oliveira.

A SRA. MARIA GORETE DE OLIVEIRA – Oi, gente. Boa tarde à Vereadora, ao Subprefeito e a toda plateia que está aqui hoje.

Eu sou a Gorete. Frequento o NCI Dandara há 10 anos e, nesses últimos anos, foi gritante. Foi não, está sendo. Estamos abandonados. A nossa unidade, quando chove, você pode abrir um guarda-chuva que você toma banho. Não funciona porque não tem condições de estar funcionando com chuva. Chamamos a gestora que toma conta.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – A senhora me desculpa. A senhora pode me falar da qual a região que a senhora está falando?

A SRA. MARIA GORETE DE OLIVEIRA – Cidade Tiradentes, NCI Dandara.

Então, assim, eu quero pedir encarecidamente para vocês. Temos uma frequência de uns 200 idosos e ficamos sem atividade nesses dias que chove. Está caindo aos pedaços. O quintal está cheio de mato, apareceu até cobra, se querem saber, até cobra. O maior perigo de picar alguém.

- Manifestação do público.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – Eu não estou rindo da senhora.

A SRA. MARIA GORETE DE OLIVEIRA – Eu estou falando a verdade.

Um vereador, na época que precisava de voto, foi lá. Eu não vou citar o nome, mas foi um que foi lá e falou que ia ajudar. Depois que ganhou, sumiu. Não apareceu mais.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) – Olha, vão ter eleições e vou falar uma coisa. Se você pergunta aqui, metade não sabe nem para quem votou para Vereador. Temos de ter uma cadernetinha e ficar marcando – principalmente nós, os idosos, temos de anotar para não esquecer. Aí, não vota de novo. Entendeu?

A SRA. MARIA GORETE DE OLIVEIRA – É isso mesmo, anotar, pois a memória já não está muito boa.

Então, quero falar para o Sr. Rafael, o Subprefeito, que é uma ONG que toma conta de lá. Eles recebem o dinheiro e não estão aplicando e cuidando.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Dona Maria, a senhora está falando que é uma ONG e a Prefeitura paga para essa ONG?

A SRA. MARIA GORETE DE OLIVEIRA – Sim, da reforma.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – E qual é essa ONG? Dandara?

A SRA. MARIA GORETE DE OLIVEIRA – Dandara. Eu não vou falar da pessoa, pois é com vocês ir atrás. Ela está recebendo o dinheiro e não está usando.

É só isso.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Está bom.

A SRA. MARIA GORETE DE OLIVEIRA – Eu quero que vocês deem um jeito na cobra, porque nós vamos ser picados.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Eu vou mandá-la para resolver a cobra.

A SRA. MARIA GORETE DE OLIVEIRA – Tchau. Obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – De nada, Sra. Maria. Eu agradeço. Sra. Conceição Lopes?

Gente, nós estamos rindo, mas o trabalho é sério. Damos um pouco de riso, porque, se não fôssemos rir um pouco, teríamos de sair daqui todo mundo chorando. A realidade é essa, mas a vida continua e temos de levar para frente.

Tem a palavra a Sra. Conceição Lopes. Desculpe.

A SRA. CONCEIÇÃO LOPES – Bom dia a essa plateia linda. Sra. Vereadora, Subprefeito, eu quero iniciar agradecendo a presença de vocês, demonstrando, assim, esse atendimento e essa atenção à zona Leste. Lamento a ausência e o desrespeito dos outros Vereadores, que lançam esse programa Câmara na Rua, mas não se dão ao trabalho de visitar a zona Leste, que tem 4 milhões de habitantes.

Eu sou uma das coordenadoras do Fórum Neide Duque – Mooca. Faço parte do Colegiado Leste. Nós vamos precisar trabalhar muito a questão da consciência política na votação e na cobrança dos nossos direitos.

Eu tinha muitas demandas para colocar aqui, também, e nós trouxemos um documento para ser protocolado. Vamos depois gerar um SEI para ser acompanhado. Tem a assinatura de alguns idosos do fórum. Esse documento fala basicamente de alguns itens.

Eu vou citar o orçamento. Nós precisamos saber imediatamente para onde estão sendo desviadas as verbas que são dotação para a questão do idoso, principalmente esses últimos milhões que foram desviados para a questão do autódromo de Interlagos ou do Lollapalooza. Não nos interessa. Nós queremos a dotação de volta e queremos que o conselho tenha a oportunidade de fiscalizar e trabalhar com essa verba em prol dos idosos.

Na assistência social, nós temos a presença do sucateamento de alguns serviços. A legislação da assistência social é maravilhosa, muito bem escrita. Os serviços são pensados para quê? Para as questões de vida, para o envelhecimento. Porém, a Secretaria está sucateando e transformando serviços que eram para pessoas com autonomia em fakes de ILPI. Estão tentando colocar idosos acamados em serviços que não são para acamados. Então, nós precisamos da fiscalização do Legislativo para que os programas e os projetos que foram aprovados sejam efetivados enquanto aprovados.

Da saúde eu acho que foi o que falamos mais aqui e a nobre Vereadora é representante da Comissão. Já temos muitos problemas e estamos pedindo que seja feita uma fiscalização dessa situação de saúde.

Há a questão da mobilidade. Estamos, também, em toda a cidade, mas a Mooca é o segundo bairro mais antigo, com mais idosos na região da cidade. Sofre com as calçadas. Há de se pensar que, se o Poder Público e as grandes empresas consertassem as suas calçadas, 50% do trabalho já estaria feito. Então, antes de começar a multar o morador – pois a senhora falou da legislação...

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Eu falei da... Mas, mesmo ...

A SRA. CONCEIÇÃO LOPES – Eu entendo. Eu conheço.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – A própria Prefeitura, muitas vezes... Por falar em calçada, vou lhe reivindicar que da calçada do Parque do Carmo estão reclamando na minha rede.

A SRA. CONCEIÇÃO LOPES – Exato...

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Aí, é a Subprefeitura que tem de fazer a calçada.

A SRA. CONCEIÇÃO LOPES – Então, é o que eu estou trazendo aqui. Se o Poder Público, as empresas e o comércio cuidassem das suas calçadas, sobraria menos para os moradores. Aí, eu acho que a gente faz um trabalho de conscientização, mas vamos começar pelas calçadas do Poder Público, que são vergonhosas também.

Eu quero, assim, protocolar oficialmente o documento. Temos mais demandas de educação, de EJA durante o dia, mas digo, principalmente, que estamos aqui. Isso é prova de que o idoso é um cidadão, que vota, que pensa e que é um cidadão de direitos. Nós não vamos permitir que ninguém meta a mão no nosso dinheiro, no nosso orçamento, e queremos políticas públicas para as pessoas idosas desta cidade. Merecemos isso porque construímos a cidade. Então, eu o deixo nas suas mãos. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – A senhora pegou duas cópias?

A SRA. CONCEIÇÃO LOPES – Sim. A gente ia protocolar com a Comissão do Idoso, mas, infelizmente, eles não se fizeram presentes.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Pode deixar aqui, pois eu vou repassar. Vou deixar uma e a outra a senhora leva. A senhora me deu, não é?

Quanto ao CEU Jambeiro, já está marcado. Eu quero saber quem veio aqui para ir conosco lá – equipe, olhe aí –, para nós irmos à Secretaria de Educação, para falar sobre o CEU Jambeiro.

Agora, tem a palavra a Sra. Maria Cecília Sanches. Não está? Dona Maria Cecília? Está aí desde o começo. E o último é o Sr. Antônio dos Santos Almeida. O senhor pode se sentar ali. Pode começar. Obrigada.

A SRA. MARIA CECÍLIA DEODORO SANCHES – Eu iria até ter uma liberdade de convidar o Antônio para estar comigo, porque nós somos os derradeiros e somos do Colegiado Leste. Se a Mesa permitir – e a plateia também –, nós aqui fecharemos. Pode ser?

Antônio? Nós viemos aqui. Estamos juntos há 30 anos.

Eu gostaria, primeiramente , de pedir a permissão e fazer uma reflexão com todos vocês. Agradeço à Mesa e registro a ausência dos demais. Agradeço ao Subprefeito e a todos vocês.

Eu acho que hoje está sendo um momento, assim, muito especial para todos nós. Faço esta reflexão no seguinte sentido: nós vimos aqui a vida pulsante, a vida ativa e a vida intergeracional, pois estamos todos com várias idades.

Aí, eu faço um registro no seguinte sentido: o Colegiado Leste existe há 30 anos. Comemora, este ano, 30 anos. É um trabalho voluntário a que nós nos dedicamos. São vários profissionais. A gente tem um comitê técnico que atua também, e a gente se esmera em colocar o envelhecimento na pauta da cidade. Há 30 anos a gente vem fazendo isso. Tivemos algumas conquistas, mas ainda há muito a ser feito e acho que hoje foi um relato fiel da realidade que vem se enfrentando na cidade.

O Colegiado Leste acompanha o trabalho. Há 30 anos, a gente já falava da questão da gerontologia, do envelhecimento populacional, tentando fazer com que autoridades já pensassem a respeito disso, adotassem medidas, conversassem conosco, conversassem com o público idoso, como foi feito aqui, hoje. Agora, esse trabalho não está completo. Ele tem ainda de continuar e vai continuar por uma lógica tão simples, que vocês vão sentir isso no coração. É deixar um legado para as novas gerações.

O que essa comunidade idosa passou na cidade? As mulheres, principalmente as mulheres donas de casa, brigavam pelo postinho de saúde, pelo postinho de vacina, pela escola para a criança, pela creche. Hoje, elas se sentam conosco nos bancos para falar da participação cidadã para todo mundo. Com consciência, essa geração que esteve aqui, no palco, ao microfone, é uma geração altamente altruísta. Ela está pensando nela, mas ela quer deixar um futuro melhor para todos nós.

Então, eu agradeço imensamente, em nome do Colegiado Leste e do Antônio. Estamos juntos há 30 anos nesse trabalho. Agradeço a todos vocês.

- Manifestação fora do microfone.

A SRA. MARIA CECÍLIA DEODORO SANCHES – É brincadeira dele. Eu aprendo com ele.

Aí, eu quero citar os fóruns, nobre Vereadora. Os nossos fóruns são: Vila Prudente; Mooca – Neide Duque, muito representado; São Mateus; Itaquera; São Miguel; Guaianases; Cidade Tiradentes; Ermelino Matarazzo, Ponte Rasa e Vila Esperança, que o nosso caçulinha, nasceu ano passado. Agradeço a todos vocês. Agradeço à Mesa.

Isso, bem lembrado. Nós fazemos uma trilha de formação em cidadania, para o público 60 mais. Esse ano, em parceria com o CEU Carrão e com o Instituto Baccarelli, estaremos segunda-feira fazendo a trilha real no Parque Sampaio Moreira, para vermos quais pegadas que deixamos para o mundo. Essa é a reflexão.

E, para terminar, eu vou citar Norberto Nobbio, filósofo italiano, que diz assim - isso cabe para nós, como uma luva: “Os direitos não nascem todos de uma vez, e nem de uma vez por todas”. Então, é essa luta que representa aqui. Muito obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) – Tem a palavra o Sr. Antonio dos Santos Almeida.

O SR. ANTÔNIO DOS SANTOS ALMEIDA - Bom dia e boa tarde a todos. Estamos quase há quatro horas de espera.

Em primeiro lugar quero agradecer a Mesa, na pessoa da Sra. Presidente Vereadora Dra. Sandra Tadeu e do nosso Subprefeito.

Gostaríamos, que tivesse presente, no mínimo, cinco Vereadores. Cinco para compor essa Mesa, porque a nossa região Leste tem mais de cinco Vereadores. Tem ou não tem? Mais de cinco. Somente, a Vereadora e o Subprefeito, para ouvir quatro milhões de pessoas da região Leste. Eu não sei se a Vereadora, ao levar essa mensagem para a Câmara Municipal, os outros Colegas Vereadores vão acatar tudo aquilo que nós colocamos como reivindicação.

É, muito pouco para uma pessoa só ouvir tudo e enfrentar 54 Vereadores, dizer assim: Olha, deixa para lá. Uma andorinha não faz verão. Não faz. Mas ela anuncia e denuncia também...

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu- PL ) – E u não sabia dessa. Gostei.

O SR. ANTÔNIO DOS SANTOS ALMEIDA - Falhas existem em todos os lugares. Todos os lugares têm falhas: no campo religioso, no campo social. Porque faz parte do ser humano. Agora atender o ser humano, ouvir as suas reivindicações, são poucas pessoas que dão ouvido para o ser humano e principalmente para nós, idosos, principalmente.

Eu, vi nas redes sociais, arrumaram outro nome agora para o idoso – Nolt - não sei o que é isso. Eu só sei que o idoso acima de 60 anos, ele é idoso. Seja rico, seja de classe média, seja ele pobre e seja aquele que realmente não teve condições de ter uma casinha para morar. A grande luta dos idosos: moradia.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) - Sr. Antônio, concluindo.

O SR. ANTÔNIO DOS SANTOS ALMEIDA - Já estou concluindo. Desculpe de eu me exceder, mas a espera foi tanta, que sou 60 mais.

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL ) - Eu já estou enta mais.

O SR. ANTÔNIO DOS SANTOS ALMEIDA - Para finalizar. Esperamos que tudo aquilo que foi falado, a Vereadora tenha condições de conversar com seus Pares e que realmente a região Leste seja atendida. Eu não vou dizer 100%, mas se atender 80%, nós moradores da região Leste já estamos satisfeitos. Meu muito obrigado. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu PL ) - Quero falar para senhor e para todos, tudo que foi falado, a própria Câmara, mesmo eu como Vereadora e os nobres Vereadores, será feita uma indicação e vamos encaminhar ao Executivo para que tomem algumas providências. No caso não vamos ter, como o senhor mesmo disse: Ah, 80%. Não sei nem se é 80%, mas uma boa parte vamos reivindicar. Algumas pautas já estamos envolvidas: a questão do feminicídio, a questão da Comissão de Saúde do Idoso. Eu, não faço parte da Comissão do Idoso, mas vamos reivindicar.

Enfim, tudo será documentado. Nada aqui é brincadeira. Estamos, com mais de quatro horas de trabalho, mais do que isso, vou reivindicar nas próximas que tenha bolachinha. Ele acabou de falar que precisa dar alguma coisa para as pessoas comerem.

Podemos terminar? Eu queria dizer o seguinte, eu não sei vocês, mas da minha parte, eu sei que é um pouco cansativo, mas foi tão gostoso. Se todas as sessões de Câmara fossem desse jeito, seria muito bom. As pessoas com carinho, com respeito. Foi muito bom, eu adorei. Conheci muitas pessoas, trocamos energia, tristezas. Enfim.

E mais, falamos tanto em saúde mental, mas eu vou falar que foi uma bela sessão de terapia em grupo. Foi muito bom. Tanto para mim e para muitas pessoas presentes. Nós interagimos, rimos. Muitas vezes tínhamos que chorar, não choramos, mas gostaria de chorar.

É isso. Agradecer por demais a toda a equipe de funcionários da Rede Câmara, para que pudéssemos estar com essa interação. Vou levar também algumas reivindicações para o nosso presidente Ricardo Teixeira.

Vou falar uma coisa, não para defender, mas um alerta para nós, idosos. Precisamos tomar a vacina da Herpes zoster. Eu sei que é uma vacina cara. Cara demais. Eu já tomei a primeira dose, vou tomar a segunda. Temos que colocar essa vacina no SUS, para que possamos, já que nós, idosos, estamos chegando um pouco mais do que era o esperado, precisamos de suporte para nos manter de pé. Precisamos dessas novas políticas dentro do Sistema, que muita gente esquece disso. Eu estava, há anos para tomar a vacina, só tomei, porque conversando com o Presidente da Casa, ele falou: Sandra, a minha esposa tomou e eu não tomei. Você não tem ideia. Você sara das feridinhas e depois você fica com uma dor insuportável. Ele está há meses e está bem melhor, mas é algo terrível. Eu sei que é caro, mas quem puder, vá tomar. O pior é que são duas doses caras, mas temos que tomar.

Então, eu faço aqui minhas palavras, as palavras do nosso Presidente Ricardo Teixeira. Muito obrigada por vocês existirem. Muito obrigada por vocês terem vindo. Sem vocês não teria a reivindicação, Vereador, Subprefeito, não existiria nada.

Essa interação eu acho que vale a pena continuar com a Câmara na Rua. Vale a pena reivindicar algumas coisas. Eu, vou levar isso para o nosso Presidente, para que possamos incrementar mais algumas coisas.

Muito obrigada. E um bom final de semana a todos. Nada mais havendo a tratar, declaro encerrada a presente sessão. Muito obrigada, e vão todos na paz do nosso Senhor Jesus Cristo.

Estão encerrados nossos trabalhos.