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SECRETARIA DE REGISTRO PARLAMENTAR E REVISÃO - SGP.4
EQUIPE DE TAQUIGRAFIA E REVISÃO - SGP.41 NOTAS TAQUIGRÁFICAS |
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| 7ª Tribuna Popular Local | DATA: 01/11/2025 | |
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7ª TRIBUNA POPULAR LOCAL - CÂMARA NA RUA
01/11/2025
MESTRE DE CERIMÔNIAS – Tenham todos um bom dia. Todas e todos sejam muito bem-vindos, bem-vindas, a mais uma sessão pública especial do Projeto Câmara na Rua. Hoje, em sua sétima edição, sendo realizada no CEU Paraisópolis. Trata-se de iniciativa inédita da Câmara Municipal de São Paulo, representando o Poder Legislativo do Município, composto por 55 Vereadores, que traz mais próximo da população o Projeto Câmara na Rua ao promover um diálogo aberto sobre as demandas locais. Informamos que esta sessão pública está sendo transmitida ao vivo pelo canal 8.3 TV Aberta Digital; canal 2.4 multiprogramações da TV Cultura; canal Câmara São Paulo do YouTube e tem cobertura pelas redes sociais oficiais do legislativo paulistano. Convidamos para presidir esta sessão pública especial o Presidente da Câmara, nobre Vereador Ricardo Teixeira. Convidamos, para compor a Mesa, os Srs. Vereadores Isac Félix, 2º Vice-Presidente da Câmara Municipal de São Paulo; Silvinho Leite e Alessandro Guedes. Sejam muito bem-vindos, senhoras e senhores. Queremos também destacar e agradecer a presença do Subprefeito de Campo Limpo, Sr. Ricardo Bittar; dos secretários da Câmara Municipal: Dr. Raimundo Batista, Secretário-Geral Parlamentar; Sr. Pérsio Tadao Soli, Secretário-Geral Administrativo; Dr. Paulo Augusto Baccarin, Procurador-Geral Legislativo; Sr. Alessandro de Oliveira Braz, Chefe de Gabinete da Presidência. Agradecemos à gestora do CEU Paraisópolis, nossa anfitriã, que está recebendo o Câmara na Rua, a Sra. Lucilene Pereira da Silva. Senhoras e senhores, para fazer a abertura dos trabalhos, tem a palavra o Sr. Presidente, Vereador Ricardo Teixeira.
O SR. PRESIDENTE ( Ricardo Teixeira - UNIÃO ) – Bom dia a todos. Bom dia a todas. Na qualidade de Presidente da Câmara Municipal de São Paulo, declaro abertos os trabalhos a Tribuna Popular Local, da 7ª Sessão Pública Especial do Projeto Câmara na Rua, de 2025, convocada para hoje, 1º de novembro de 2025. Esta sessão é regulamentada pelo Ato 1.657/2025, da Mesa Diretora. Normalmente, como Presidente da Casa, eu abro a sessão e passo, imediatamente, para o Vereador que vai coordenar os trabalhos no dia. Hoje os trabalhos serão coordenados pelo Vereador Isac Félix, 2º Vice-Presidente da Casa. É uma honra passar a Presidência ao meu amigo e querido santista Isac Félix. Está com V.Exa. o trabalho. V.Exa. passa para a minha cadeira.
- Assume a presidência o Sr. Isac Félix.
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Bom dia a todos e a todas. Uma satisfação poder estar com vocês, nesta edição do Câmara na Rua. Quero cumprimentar meu Presidente, o Vereador Ricardo Teixeira; meu Colega Alessandro Guedes, Vereador de São Paulo, atuante no Distrito na zona Leste. Alessandro, é muito importante a sua presença aqui, como de todas as pessoas, mas com a sua presença nós podemos ver a seriedade com que leva o seu trabalho como Vereador na cidade de São Paulo, trabalhando muito na Câmara e sempre presente nas audiências públicas, participando, conhecendo os quatro cantos da cidade de São Paulo. Vereador é isso. Vereador Silvinho Leite, grande amigo; começamos juntos. Silvinho também sabe da nossa luta com as lideranças comunitárias nesta região, da zona Sul da cidade de São Paulo. Nascemos, Silvinho, no Arariba, periferia e, hoje, graças a Deus, chegamos aqui. Vou passar as explicações para vocês de como vai funcionar o nosso Câmara na Rua, como estão sendo realizadas as sessões do Projeto Câmaras na Rua. Então passo a explicar aos senhores como funciona essa parte da sessão. Ela ocorrerá no formato de Tribuna Popular Local. As pessoas que se inscreverem poderão fazer uso da palavra por dois minutos cada. Será seguida a ordem cronológica de inscrição. Seja bem-vinda, nobre Vereadora Janaina Paschoal, grande líder na Câmara Municipal de São Paulo. Comunico aos senhores que esta sessão está sendo transmitida ao vivo pela Rede Câmara São Paulo. Também temos a transmissão no site e no canal do YouTube da Câmara Municipal de São Paulo. Agradecemos ao CEO Paraisópolis, que gentilmente disponibilizou sua estrutura para realização da 7ª Sessão do Projeto Câmara na Rua. Neste momento, passo a palavra para os nobres Vereadores fazerem uma saudação. Depois vamos passar a ouvir os inscritos. Tem a palavra o nobre Vereador Alessandro Guedes.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) – Bom dia a todos. é um prazer estar aqui. Sou o Vereador Alessandro Guedes. Cumprimento o nosso Presidente da Câmara Municipal, Vereador Ricardo Teixeira, parabenizando-o por este projeto; cumprimento o Vereador Isac Félix, o nosso querido amigo da Câmara, Vereador do território, com Silvinho, nosso amigão que chegou na Câmara e está desenvolvendo um grande trabalho. Vereadora Professora Janaina Paschoal, também referência da Câmara. Este projeto é muito importante, porque temos a condição, além do trabalho legislativo do dia a dia, na Câmara Municipal, de vir ao território e abrir a palavra para que as pessoas possam falar, expor as suas queixas, suas reclamações, suas sugestões, seus elogios, para que possamos aprimorar nosso trabalho, não só internamente, como também na rua. Vereador não fica só dentro de gabinete, fica muito na rua. É só acompanhar as redes sociais de cada um. Entretanto, quando abrimos o microfone para as pessoas, sem dúvida nenhuma, vem coisa boa. Eu já tirei, Vereador Presidente Ricardo Teixeira, ideias para projetos de lei, ouvindo pessoas na tribuna. E foi relativo à proteção animal, Vereador Silvinho, que tem um trabalho na área. Então, sem dúvida nenhuma, esse contato é muito importante, pessoal. Eu sou da zona Leste, mas fiz questão de estar aqui porque o Vereador da zona Leste não é de Itaquera, é Vereador da cidade de São Paulo toda. Quando fazemos campanha pede apoio no território, falamos com as pessoas. Então, também temos que nos entregar para contribuir para aquela região melhorar. Vereador Isac, não se preocupe, nem o Vereador Silvinho, eu só tive 96 votos das duas zonas eleitorais. Minha meta é só dobrar, viu? E mesmo assim ainda vai continuar longe dos senhores, mas, sem dúvida nenhuma, pessoal, coloco-me à disposição também na Câmara para contribuir com o território, com o trabalho. Peço para que vocês conheçam a nossa atuação por meio das nossas redes sociais. Parabéns, bom evento. Parabéns, Presidente da Mesa, nobre Vereador Isac Félix. O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Tem a palavra o nobre Vereador Silvinho Leite.
O SR. SILVINHO LEITE (UNIÃO) - Bom dia a todos e todas. Primeiramente, queria, como sempre, agradecer a Deus pela oportunidade de poder estarmos juntos novamente. Parabenizo o Presidente Ricardo Teixeira, porque o Programa Câmara na Rua nos deu uma oportunidade, Vereador Isac, Vereador Alessandro Guedes, Vereadora Janaina, de estar mais próximos da comunidade. Isso mostra o respeito que a Câmara Municipal tem pelos munícipes; nós não medimos esforços para irmos às periferias. Muita gente às vezes fala: “ Mas a Câmara Municipal funciona só durante a semana, não é Vereador? Às vezes eu gostaria de ir até lá fazer uma demanda, mas não consigo acessar. Entramos nas redes sociais, mas não há retorno”. Agora, trazer a Câmara Municipal para as periferias, para as nossas comunidades, demonstra o respeito que temos, e queremos ouvir a comunidade. Eu, atualmente, hoje como Relator do PPA, vou fazer, além da Câmara na Rua, todas as audiências públicas, externas e internas, porque, se eu não ouvir a nossa comunidade, não vou conseguir fazer um bom trabalho. Depois vou traduzir essas demandas, ouvir os demais Vereadores e poder dar um resultado melhor. Então, é extremamente importante o Programa Câmara na Rua, assim como nós já estamos realizando as audiências públicas do orçamento de 2026 e do PPA 2026-2029. Agradeço, realmente, ao nosso grande amigo Alessandro Guedes. Apesar de ser da zona Leste, Vereador Alessandro, não há problema, pois V.Exa. é parceiro, estamos juntos. Foi o que V.Exa. falou: Vereador é da cidade inteira. Vereador Isac, nós militamos aqui juntos, lideranças, hoje tenho maior orgulho de tê-lo como Vereador e poder estar na Câmara Municipal também. Demorei um pouquinho, mas cheguei, estamos lá juntos agora. Vereadora Janaina, nossa professora, extremamente atuante, muito obrigado também pela presença. Mais uma vez, parabenizo o nosso Presidente Ricardo Teixeira pela oportunidade de podermos ouvir e vocês poderem nos ouvir. Uma coisa é certa, pessoal, nós não viemos aqui para mentir para ninguém. Resolver os problemas do mundo nós não vamos. Mas ouvir vocês e depois levar suas demandas e poder trabalhar melhor as demandas na Câmara Municipal, com certeza. Vamos fazer um trabalho muito melhor do que já vem sendo realizado hoje. Muito obrigado pela oportunidade. Obrigado ao nosso Procurador Baccarin, de quem o Isac já falou lá na abertura. Nosso Procurador teve uma representatividade muito boa com Paraisópolis. A Câmara Municipal acabou de ganhar uma ação recentemente no Ministério Público, e defendeu 1,7 bilhão de reais para fazer reurbanização, estruturar todo o Complexo Paraisópolis, que abrange o Complexo Paraisópolis, Porto Seguro, Panorama, Colombo e Real Parque. Gente, olha a importância disso. O Baccarin tem vindo em todas as nossas sessões do Câmara na Rua, nas audiências públicas. Muito obrigado pelo respeito. Parabéns pelo seu trabalho na Procuradoria da Casa, porque realmente esse feito vai mudar a história do Complexo Paraisópolis. No mais, pessoal, hoje temos que ouvir vocês. Estamos aqui para ouvi-los e poder fazer o nosso melhor. Que Deus os abençoe. Que seja uma tribuna do Câmara na Rua muito importante para todos. Muito obrigado e tenham um bom dia.
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Tem a palavra a nobre Vereadora Janaina Paschoal.
A SRA. JANAINA PASCHOAL (PP) – Bom dia a todos. Primeiramente, quero agradecer ao nosso Presidente Ricardo Teixeira pela oportunidade de nos colocar mais próximos da comunidade. Cumprimento os meus colegas Vereadores Alessandro Guedes e Silvinho Leite, aqui, ao lado, e, principalmente, o nosso anfitrião, Vereador Isac Félix, que é um amigo querido. Tive a oportunidade de conhecer sua família. Aproveito para parabenizar S.Exa. São muitas as pautas. Nós vamos ouvi-los. Vou anotar tudo com atenção, porque é um momento muito delicado e importante na Câmara, o do orçamento. Então, muitas das propostas que os senhores vão nos trazer podem se transformar em emendas no orçamento, ou seja, propostas para o Executivo destinar recursos. Quero falar de dois pontos, muito rapidamente. O primeiro ponto é sobre um projeto de lei que eu estou batalhando para aprovar na Câmara. Peço, por favor, que enviem e-mails respeitosos não só aos seus Vereadores, mas, principalmente, ao Prefeito e aos Secretários, porque é um projeto que eu acredito que vai revolucionar o futuro. Eu quero que a Prefeitura treine mulheres moradoras das periferias de São Paulo para trabalhar como cuidadoras de idosos. É claro que serão aquelas que desejarem. Ninguém vai ser obrigado. Também serão moradores dos bairros em que essas mulheres residem, para evitar que essas mulheres tenham de ficar se deslocando, abandonando seus filhos por muito tempo, e para evitar que nós continuemos tendo de construir equipamentos, e permitirá que as pessoas possam ser cuidadas nas suas casas. Eu tenho visitado os hospitais. As pessoas estão morando nos hospitais. São pessoas acamadas, não porque precisem de tratamento clínico – porque já têm alta –, mas porque não têm para onde ir. Às vezes, a pessoa até tem uma casa, mas não tem quem cuide dela lá, e não tem condição de contratar. Então, é um projeto importante. Eu preciso de apoio para nós o aprovarmos na Casa e na Prefeitura. O nosso Presidente, um espírito público ímpar, autorizou realizar na Câmara, a partir de segunda-feira, um curso para cuidadores. Eu até acredito que ainda haja vagas. Nós vamos ter um mês inteiro desse curso na Câmara. Então, são projetos que vão nos preparar como sociedade para um futuro próximo, que é um futuro de muitos idosos e de muitos idosos demenciados. Quero compartilhar com os senhores – se alguém quiser, na sequência, pode comentar – uma proposta de emenda que eu quero fazer, no orçamento. Já peço apoio do meu Colega que está coordenando o PPA. É o seguinte: a Prefeitura mandou o orçamento prevendo 80 milhões para construir Centros TEAs, que são centros para lidar com crianças e adolescentes autistas. É importante? É, mas só vieram dois milhões previstos para outras deficiências – eu até não sei se é correto falar “outras deficiências”, porque, hoje em dia, temos medo de falar e alguém dizer que estamos errando. Assim, é para deficiências neurológicas diversas. Eu tenho visitado equipamentos, tanto da Secretaria de Deficiência como da Secretaria de Saúde. Não há instituição de acolhimento de pessoas com paralisia cerebral ou com neuropatias graves que precisem ficar acolhidas. Por exemplo, se tivermos uma pessoa de 43 anos acamada, ela não pode ir para uma ILPI, porque ILPI é para idoso. Se a família não tiver condições de contratar alguém, nós não temos onde cuidar dessa pessoa. Então, eu quero emendar o orçamento para termos a mesma atenção. Eu não estou desmerecendo o sofrimento das famílias que enfrentam a questão autista, mas é para termos a mesma atenção do Poder Executivo para essas muitas deficiências neurológicas. Aí, se os senhores tiverem alguma situação e quiserem compartilhar nas falas, isso vai me ajudar a fazer essa emenda. Está bom? Deus abençoe a todos nós. Tenhamos uma excelente manhã de trabalho – manhã e começo de tarde, não é?
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Muito obrigado, Vereadora Janaina Paschoal . Além de ser professora na universidade de Direito, no Largo de São Francisco, S.Exa. é professora da Câmara Municipal de São Paulo. Todos os Vereadores fazem uma consulta a S.Exa. Agora, antes de apresentar um projeto, Presidente, a maioria dos Vereadores chega lá e diz: “Vereadora, peço um minuto da sua atenção, aqui”, e S.Exa. fica lá, dando aula para nós. Agradeço a sua presença aqui. A Vereadora Janaina Paschoal é uma pessoa que tem se dedicado muito às questões sociais de São Paulo e do Brasil. É uma grande surpresa, assim, como Colega, amiga nossa, lá, pelo fato de dar atenção para todos os Vereadores e se preocupar com todos os Colegas e com os projetos. Obrigado pela sua colaboração e ajuda, para nós, na Câmara Municipal. Eu estava até dando uma sugestão e temos de ver com o Sr. Baccarin se podemos fazer isso. Há essa ideia do Presidente. Aquele prédio da nossa Câmara Municipal nunca esteve tão aberto como nesta Legislatura, até para os Vereadores. Quando querem realizar algum evento, agora, há fila, mas é isso, aí. A Câmara tem de estar aberta, mesmo, para a população e para os Vereadores poderem convidar a fazer seus eventos as entidades sociais e as comunidades, ou seja, usar o prédio da Câmara. Então, Sr. Baccarin, eu estava conversando com o Presidente, dizendo que seria algo legal. Não sei se dá para ser neste ano, ainda, mas, no ano que vem, nós temos o Enem. Nós temos concurso público e, às vezes, o jovem da periferia não tem salas de aula. Não tem onde estudar. Às vezes, poderíamos preparar uma sala, na Câmara, e, aos sábados e domingos, aproveitar nossa professora. Aos sábados e domingos, poderíamos levar alguns Colegas para dar aula para esses jovens, prepará-los para o vestibular, para concurso público, para o Enem. Eu acho que seria uma marca na Câmara Municipal de São Paulo se nós tivéssemos espaço, principalmente nesses períodos, porque o jovem não tem condições de pagar um curso. Seria um cursinho popular na Câmara Municipal. Falei para o Presidente: “Vamos conversar com o Sr. Baccarin e com a Vereadora Janaina Paschoal , para tentar fazer na Câmara uma série de cursinhos populares.” Às vezes, Vereador Silvinho Leite, o pessoal não tem condições de pagar cursinho. Tem dificuldade de ter uma aula de reforço e se preparar para isso. Vai ser uma coisa legal na Câmara Municipal de São Paulo, Presidente.
MESTRE DE CERIMÔNIAS – Destacamos, também, e agradecemos a presença da Sra. Daniela Cristina Magalhães, representando a Coordenadoria dos CEUs. Também há as lideranças da região: Sr. Hugo Abraão, Presidente do Tamo Junto Paraisópolis; Sra. Maria Betânia, fundadora da União de Moradores de Paraisópolis, representando a UDMC; Sr. China, Vice-Presidente da União de Moradores de Paraisópolis; Sr. Geovan, Diretor da União de Moradores de Paraisópolis; Sr. Marcão, Conselheiro da Habitação; Sr. Ivanildo, da Favela do Colombo; Sra. Andrea, da UBS II Paraisópolis; Sra. Tatiana, do Projeto CAPS Álcool e Drogas; e Sr. Tales, do Conselho Participativo Campo Limpo. Infelizmente não pôde comparecer, mas a ginasta Daiane dos Santos tem um trabalho importante, o Projeto Brasileirinhos.
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Muito obrigado. Vamos passar, então, a ouvir os nossos colegas e amigos que vieram aqui, hoje, para conversar conosco. Nós vamos chamar o Sr. Rony Peterson Pinheiro. (Pausa) Vamos esperar o Sr. Rony chegar e vamos chamar o segundo orador, que é o Sr. João Mota dos Santos.
O SR. JOÃO MOTA DOS SANTOS – Bom dia a todas e a todos. O tema que eu gostaria de abordar é a questão da saúde. Nós temos Campo Limpo, Capão Redondo e Vila Andrade – e mais: Valo Velho. Não são três distritos. São quatro, mas, oficialmente, são três. Porém, a gente não tem hospital público em Campo Limpo. Nós temos dois em M’Boi Mirim. Os dois estão em M’Boi Mirim. Não é verdade? Um está lá, no fundão de M’Boi Mirim e outro está aqui, na divisa de Campo Limpo. Nós temos pessoas, hoje, passando por situação delicada dentro dos nossos PAs, nossos prontos atendimentos, porque as pessoas ficam lá, na fila de espera. Vai fazer um exame ou passou mal? Teve um infarto? Ele fica na fila da Cross, porque, lá, o hospital de ponta, que é o hospital de referência, é o de M’Boi Mirim. Então, o cara fica praticamente esperando para morrer. O que Campo Limpo tem de fazer? Nós temos 700 mil habitantes. Nós somos maiores do que muitas capitais, até. Então, Campo Limpo está fazendo um pedido aos nobres Vereadores e Vereadoras. Nós temos espaço. Aqui, há a Uniban fechada, que é um espaço gigantesco, mas também não adianta criar um negócio daquele tamanho e não ter funcionário. Tem que ter funcionário. Eu tenho visitado várias UBSs na região e vejo a luta desses companheiros e companheiras que estão lá, trabalhando. Então, é nesse sentido. Gostaria imensamente que os nobres Vereadores e Vereadoras pudessem dar uma atenção à questão de saúde em Campo Limpo. Obrigado.
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Obrigado, Sr. João Mota. Sr. Rony Peterson Pinheiro?
O SR. RONY PETERSON PINHEIRO DA SILVA – Primeiramente, bom dia à Mesa, aos Vereadores, à comunidade e a todos os cerimonialistas que estão aqui. Eu vim com umas 30 páginas para falar, mas já descobri que eu tinha três minutos e agora são dois. Então, eu vou procurar ser mais sucinto.
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Vai ter os três agora.
O SR. RONY PETERSON PINHEIRO DA SILVA – Então, eu vim aqui trazer uma preocupação. Eu sou daqui, de Paraisópolis. Eu já fui do extremo da zona Leste, ali, da região de Itaquera. Acredito muito no Vereador olho no olho, aquele que nós temos bem próximo, porque ali S.Exa. conhece a realidade. Por mais que a realidade possa ser parecida tanto a de Paraisópolis como a da Quinze de Novembro, lá na Zona Leste, elas têm as suas peculiaridades que são diferentes. Mas eu vim falar a respeito do CEI. Primeiro, parabenizar a Prefeitura pelo amplo empenho em colocar as crianças dentro da escola. E hoje a Prefeitura busca saber se esses profissionais que estão dentro da escola estão habilitados e fizeram uma prova para isso. Mas há uma preocupação. Existe uma lei municipal, uma lei estadual e uma lei federal que trata do mesmo assunto: sobre as crianças neurodivergentes. Eu tenho um bebê de três anos e meio, e dentro da sala são quatro crianças neurodivergentes, são 18 crianças no total. Eu pergunto: é possível um só professor dar conta de três neurodivergentes e os demais, ou seja, 15 crianças? Quando ele começa a contar uma história, os neurodivergentes saem. Mas, ao mesmo tempo, o que acontece? Onde está o assistente de sala que eles têm direito, um por neurodivergente? Porque a assistência do neurodivergente é muito diferente, tanto no processo da sua higiene pessoal, quanto no processo das suas necessidades básicas e de alimentação. E não existe. Quando eu questionei o CEI Monsenhor − eu faço parte da equipe lá, como conselheiro − sobre onde está esse profissional? A questão é: não tem. Não tem por quê? Porque a Diretoria Regional de Ensino do Butantã não determina que deva ter. Outra questão foi a de buscar quem é o responsável. É o Instituto Mundial, que fica lá no extremo da Zona Leste. Se não me engano, Guaianases. São quase 45 quilômetros daqui da Zona Sul. Como que conseguimos falar? Por um acaso, o presidente chama-se Ricardo. Tento falar com ele há dois anos. Não tem como falar. Seria bom que tivesse na Zona Sul, e tem na Zona Sul um instituto, que poderia cuidar e que ficasse mais próximo de nós. Porque nós não conseguimos. Como é que eu saio daqui, de cadeira de rodas, são 45 quilômetros, para ir conversar com o Ricardo lá? É difícil. Apesar de que o transporte está sendo adequado. Mas, hoje, nós não temos calçadas adequadas. E eu pedi na Prefeitura para fazerem a reforma de algumas acessibilidades. A resposta foi: vamos providenciar. Depois, quando cheguei lá, jogaram concreto e ficou tudo ondulado. E as outras que têm buraco, a Prefeitura mandou a resposta de que o fiscal passou e falou que está adequado. A praça está cheia de mato. O fiscal passou e disse que está adequado. O site da Prefeitura, quando nós tentamos o portal, quer dizer, o aplicativo 156, é complexo demais para você abrir. Eu duvido que alguém chegue aqui e fale assim: “Olha, eu dou uma hora para vocês tentarem abrir o pedido de acessibilidade em uma calçada pública de qualquer lugar”, se vocês conseguem. Eu abri mais de 50 pedidos. Todos são atendidos, são respondidos. Uma, eles chegaram e tamparam o buraco, e eu falei que tinha uma árvore no meio, não dava para passar. Eu tenho que descer, tenho que passar pela Giovanni inteira. Estou falando da Avenida Giovanni. Eu tenho que passar pela avenida, os ônibus vêm atrás, depois eu subo na outra calçada. Porque a calçada da praça da Prefeitura, que tem uma árvore que deveria fazer um contorno, eles foram lá e jogaram cimento. E a do outro lado, que é a Sabesp, que está cheia de buraco, eles foram lá e o fiscal falou que está ótimo. Teria que dar para esse fiscal uma cadeira de rodas para que ele passe nesses locais, para ele dar a aprovação. Não pode deixar o cara só olhar. Eu vou dizer para vocês, eu tive que chegar mais cedo, para tentar ver a acessibilidade. Aqui já temos a acessibilidade da rampa, mas há um degrau. E, para entrar aqui, já não tinha como. A equipe foi muito atenciosa, delicada, participativa e teve aquela empatia, não teve impaciência no processo em tentar trazer. “O senhor quer falar da tribuna ali de trás?” “Eu quero falar da tribuna.” Porque é para vocês, eu quero olho no olho. E eu tenho trabalhado muito nesse sentido. Então, a pergunta que fica é: onde estão os profissionais mencionados na lei federal, lei municipal e lei estadual para as crianças que são neurodivergentes e que estão ali na sala necessitando? Não há. E só para finalizar, as crianças do CEI, eu sei que os Vereadores estão na rua, é fácil você chegar, olhar e falar: está bonito. Mas tem que ter um olhar pedagógico, crítico. Olhar e dizer que a pintura está bonita é fácil. Se vocês olharem o CEI Monsenhor é lindo, a estrutura foi feita pela Prefeitura, é fantástica, tem elevador, tem rampa, tem tudo. Mas eu vou dizer para todos vocês o que muitos não sabem. As crianças estão no processo de pré-alfabetização. Elas fazem colagem, leitura, trabalhos de arquitetura, elas fazem tudo. Onde? No chão. Todas as crianças de quatro, cinco, perto de seis anos, não têm uma carteira, não têm uma cadeira em nenhuma das salas. E vocês podem percorrer todos os CEIs aqui da zona Sul para essas crianças. Se você vai no Colégio Americano, Colégio Santa Mer, Colégio Porto Seguro, as crianças têm carteira, tem aquela cadeira redonda. Ela é interativa entre os professores e as crianças. Mas nas CEIs da Prefeitura de São Paulo, da zona Sul, que eu visitei, a Lápis, a Monsenhor e a Corujinha, todas as crianças estão no chão. Dá dó. A Monsenhor eu precisei ficar um ano brigando para colocarem uma cortina, porque o meu filho e outras crianças tiveram insolação. E você faz a queixa na Prefeitura, que remete para a DRE. A DRE manda para você e fala que vai ter que fazer. E ninguém toma providência alguma. Era só para finalizar.
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Obrigado, Rony. Cleibe Almeida Ferreira. (Pausa) Eliece Ferreira dos Santos. Depois da Eliece, já é o Valdemir José Trindade. Se já puder ficar do lado, por favor. O Valdemir já é o próximo.
A SRA. ELIECE FERREIRA DOS SANTOS – Bom dia. Bom, vejo que temos os nobres Vereadores que são da causa animal. Eu tenho um animal em casa, inclusive ele está com câncer. O meu filhote de quatro patas está com câncer, precisa de cirurgia. Eu vou ter que pagar para isso. Porque o hospital público veterinário é bom, mas não tem internação. E vou dizer, o hospital veterinário do cachorro é melhor que o nosso. O atendimento é mais rápido. Mas não foi sobre isso que eu vim falar. Eu falei porque o assunto entrou em pauta. O João, que falou antes, falou sobre hospital. Foi justamente sobre isso que eu pensei. Porque ele falou do Campo Limpo, eu não entendo muito de regiões, a geografia é grande, o estado é grande. Mas eu concordo plenamente que devemos ter um hospital mais próximo de nós. A comunidade é grande. Todo e qualquer acidente que acontece vai para o Hospital do Campo Limpo. É muita demanda para pouca estrutura. E outra coisa que eu acho muito importante, o hospital certamente vai demorar. Se algum dia sair, eu espero que sim, espero estar viva para ser atendida lá. E que continue o bom atendimento do hospital público veterinário. Contudo, falta internação. E outra coisa que eu quero falar, que não é tão urgente quanto o hospital, é sobre a coleta de resíduos recicláveis. Na minha casa, eu separo lixo. Muita gente não separa. É o problema de muita gente. Eu tenho a minha consciência, eu separo. E eu gostaria de ter um local adequado para colocar o meu reciclado. Eu me sinto mal em ter que colocar uma caixinha de leite, uma garrafa no meu lixo orgânico. Esse lixo vai para a caçamba e levam para um aterro. Nesse aterro, há pessoas que vão lá catar resíduos. Nós sabemos disso. Então, eu acho muito importante, urgente, aqueles espaços, igual àqueles que temos no Ecoponto, aquelas coisas enormes, móveis, para colocar o lixo, colocar próximo às caçambas para nós, pessoas conscientes como eu, colocarem o lixo separado para não prejudicar as pessoas que vão lá no aterro coletar coisas ou, infelizmente, até mesmo comida para sobreviver. Muito obrigada. Era isso.
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Obrigado, querida. Valdemir José Trindade.
O SR. VALDEMIR JOSÉ TRINDADE – Bom dia, pessoal, Vereadores aqui presentes, nos representando. É muito legal ver a Câmara na Rua se aproximando da comunidade, mas vamos também cobrá-los para fazer para a nossa comunidade. Estou aqui representando 6 mil pessoas no aluguel social dentro da comunidade de Paraisópolis, que recebem 400 reais; outros, de 600 a 700 reais. Essas pessoas foram tiradas em 2010, e, até hoje, não têm a sua moradia digna. Vivem dentro de casa passando mal, muito mal. Todo ano, em dezembro, têm que mudar, porque o dono pediu a casa. E 400 reais não dá para pagar aluguel social dentro de Paraisópolis, o valor recebido deveria ser aumentado. De toda forma, ninguém quer aluguel social, queremos moradia digna e, também, mudar as pessoas de Paraisópolis. Sou nascido e criado em Paraisópolis e morar no Raposão não dá. Sabe o que acontecerá? As pessoas voltarão para a área de risco novamente e terão que morar ao lado próximo da nossa casa, onde Paraisópolis está bem estruturado, onde há creche, escola, banco, há tudo; mandar essas pessoas para o fundo do mundo, onde não há nada, apenas propaganda enganosa? Não queremos isso. Gostei do que a Vereadora Janaina falou. Meu pai ficou acamado e morreu, pois não havia estrutura. Na minha casa também não havia estrutura, a casa estava toda mofada e não havia como cuidar do meu pai. Então, deve-se cuidar dessas pessoas. Cuidar das pessoas que conseguem andar é fácil; quero ver cuidar das pessoas acamadas. Paraisópolis teve, sim, o centro de idoso, mas foi fechado. Onde está o centro de idoso de Paraisópolis? Vamos reabri-lo para cuidar dos idosos que estão acamados. Então, precisamos, sim, valorizar a saúde. Acabamos de ver o CAPS Infantil. Paraisópolis tem que ter o CAPS Infantil, cuidar das crianças. Isso é preciso, porque as mães não sabem nem como cuidar das crianças especiais e precisamos ajudar essas mães. Então, CAPS Infantil. A UBS II de Paraisópolis deve ser reconstruída. Há uma UBS, mas é alugada. O dinheiro que se está gastando com o aluguel poderia ser utilizado para construir a UBS. Em todas as UBS de Paraisópolis – vi aqui o rapaz cadeirante –, não há acesso para os cadeirantes. Vamos construir a UBS para cima, de modo que dê para construir elevador para o cadeirante ser bem atendido. Também quero falar aqui sobre habitação no terreno de Paraisópolis, que é o canteiro de obra, que existe lá para transformar o AMA em UPA. Já vi, sim, o AMA ser transformado em UPA para desafogar um pouco Campo Limpo. Vamos transformar o AMA Paraisópolis em UPA. É isso. (Palmas)
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Obrigado, Valdemir. O p róximo orador é Marcos Antonio Melo dos Santos e, após, Joana D'Arc, se quiser se posicionar também.
O SR. MARCOS ANTONIO MELO DOS SANTOS – Bom dia à Mesa, aos Vereadores aqui presentes. A minha fala vai mais para um projeto de urbanização na comunidade de Paraisópolis que foi parado: a urbanização das vielas. Ele foi parado em 2010, 2012. Peço que os novos projetos que vierem para Paraisópolis venham urbanizar as vielas, e não somente as ruas e os lugares bonitos. Também peço para darem uma atenção para a parte de energia. Quando chove na comunidade, há muito problema – não somente na comunidade, mas na avenida Giovanni e na Vila Andrade inteira – porque acho que a rede está saturada e qualquer chuvinha causa problema na comunidade. É isso. Peço que os Vereadores fiquem atentos em todos os projetos da comunidade e que estejam mais próximos, acompanhando. É isso, a minha fala é essa. (Palmas)
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Obrigado, meu querido. O próximo é Joana D’arc dos Santos. (Pausa) Ivanildo de Oliveira Júnior e, depois, Janilton Jesus de Oliveira, se quiser se posicionar também aqui à frente.
O SR. IVANILDO DE OLIVEIRA JÚNIOR – Pessoal, bom dia a todos, aos nobres Vereadores – o Isac conheço há bastante tempo, Silvinho também. Estou muito feliz de estar aqui com vocês e com a comunidade. Queria, Presidente, dar só uma sugestão. Acho que como não há muitos inscritos, cada inscrito poderia ter três minutos. Para mim, é uma honra e uma alegria ter vocês aqui, estar perto de vocês e ter essa conversa olho no olho. Sou filho de nordestino, sempre gostei de conversar, olhar no olho das pessoas. Para mim, é muito bom, então, queria falar um pouco. Moro nessa região, cheguei aqui em 1989. Como moro na comunidade do Jardim Colombo, conheço todo o complexo de Paraisópolis. Andávamos nas vielas, como o Marcos acabou de falar, que eram todas de terra. Houve um período, no ano 2000, em que fizemos uma ação através de contribuição dos moradores e conseguimos concretar as ruas e as vielas. No ano de 2000, foi aprovado esse projeto de urbanização que acompanho desde o início. Foi constituído na gestão da Prefeita Marta.
- Orador exibe documento.
O SR. IVANILDO DE OLIVEIRA JÚNIOR – Tenho esse jornalzinho – na época em que foi estudado, foi-lhe dado o nome Bairro Programa Legal –, que já tem 25 anos. Esse materialzinho está guardado. E quando se pensou em discutir a questão do projeto de urbanização, três pontos importantes foram discutidos, que seriam: o estudo feito no ano de 2000, que seria primeiro a questão de escola, as demandas. Foi feita toda a selagem nos imóveis. Apenas para vocês verem: no censo do ano 2000, havia, em Paraisópolis, 37 mil pessoas; no Jardim Colombo, 6.072 pessoas; em Porto Seguro, 1.955 pessoas. Hoje não sei qual é o censo, mas tenho certeza, através da imprensa, que chega a mais de 100 mil pessoas. Quem é o Procurador aqui? É o Procurador que está ali? É bom estarmos aqui. Confesso para vocês que tenho os contratos dos recursos destinados ao complexo Paraisópolis e as duas áreas mais críticas seriam o córrego Antonico, que tem uma extensão de quase dois quilômetros; e o Colombo chegará a quase um quilômetro. Por que essas obras não foram executadas? Não foi falta de dinheiro, não. Tenho todos os contratos aqui, falou-se de quase 2 bilhões de reais. Só de urbanização já foi gasto quase um bilhão de reais. Então, espera aí, por que isso não foi executado? Então, quero deixar aqui, Procurador, a minha crítica. É do seu conhecimento que o Ministério Público está acompanhando toda essa questão. Nós temos que discutir melhor, porque o que tenho ouvido nas audiências no Poder Judiciário e no Ministério Público é que a comunidade não quer que essas obras sejam executadas, e isso não é verdade. Temos documento do ano de 2007, temos assembleia, andávamos todos na avenida Hebe Camargo, e a população foi toda pautada. Em primeiro lugar, você tem que desapropriar os terrenos, você vai remover as famílias. E qual foi a nossa preocupação, Vereadora? É como o colega colocou: aqui temos todos os aparatos do Poder Público e das entidades que atuam no território. Quando você tira uma família daqui, ela vai perder todo esse aparato. Desculpe, Vereador, dá tempo de colocar?
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Vá para a conclusão.
O SR. IVANILDO DE OLIVEIRA JÚNIOR – Estou muito preocupado. Vamos sentar. Acho que a comunidade está aqui para dar as mãos; mas não dá para continuar “tantos milhões...o Prefeito”. Com todo o respeito, houve um investimento maciço, esse espaço aqui não existia. Houve, sim, investimento do Poder Público, mas a parte principal...estamos ao lado do Palácio do Governo. Por favor, Vereador, quero pedir ajuda de vocês, porque não quero jogar só a responsabilidade no Prefeito e na Secretaria de Habitação, porque qual é a dificuldade, hoje, da Secretaria? Estamos sofrendo isso na pele. A Enel tem uma obra de urbanização que está judicializada. A Enel não quer vir executar, tirar um poste para o Poder Público poder executar uma obra. Que país é esse? Aonde chegamos? Então, gente, o Secretário não está aqui. Mas isso não é correto, porque lá atrás, quando se compôs isso aqui, a Eletropaulo participava, a comunidade participava e discutia, Sabesp participava, CDHU participava; hoje, ninguém quer participar, quer jogar tudo nas costas da Secretaria, mas o problema de esgoto não é só da Secretaria, é um problema de Sabesp, é um problema do Governo Federal, Estadual, Municipal, todo mundo aqui tem que dar o quê? Tem que dar as mãos; se não der as mãos não vamos resolver. Então, não foi falta, esse recurso tem que ser fiscalizado, tem que ter hoje a participação melhor da população, da comunidade e tem que acontecer isso; quando se pensou nisso, nesse projeto, foi com a participação de todo mundo: comunidade, Poder Público, que têm que se dar as mãos. Hoje, vemos esse distanciamento que tem o conselho gestor, que é lei, que foi constituído. É difícil, as coisas não acontecem, ninguém comparece a uma reunião, jogam a responsabilidade. Aí só aparecem aqui no território assistente social, diagonal, empresa; os órgãos responsáveis têm de estar.
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Conclusão , Ivanildo.
O SR. IVANILDO DE OLIVEIRA JÚNIOR – É isso que queria colocar para vocês. Muito obrigado, pessoal. (Palmas)
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Obrigado. Janilton Jesus de Oliveira. Depois, Raimundo José de Santana, se já puder se posicionar aqui.
O SR. JANILTON JESUS DE OLIVEIRA – Bom dia. Gostaria de agradecer a presença dos meus amigos Vereadores Silvinho Isac, Janaina e toda a Mesa. Na verdade, eu vim agradecer e não tenho muito o que questionar. Venho me colocar à disposição como diretor da União dos Moradores, tentando construir esse diálogo com o Poder Público e trazê-lo para dentro para que entenda essas demandas. Agradeço, também, ao nosso Prefeito por esse apoio e ao próprio Silvinho, que é precursor desse projeto de trazer o recurso para cá em nome do Milton Leite. A nossa comunidade agradece. Quero, se não houver nenhum problema, agradecer a meu Subprefeito Ricardo Bittar, que nos atende prontamente e é um equipamento que tem sido muito útil para a população. Então, quero dizer que estamos construindo uma história nova para Paraisópolis. Há coisas que ficaram para trás, que não nos competem mais, mas quem está à frente, hoje, liderando e coordenando as coisas é do diálogo, vem para conversar, quer que vocês entendam as demandas. Muitas das coisas faladas aqui estão dentro do projeto, sendo discutido com a Bete França, dentro da urbanização, com a Enel, a Sabesp. Esse tipo de situação está tudo sendo dentro do território. Então, da minha parte aqui, quero mandar um abraço para Marcia, também, para a Thaila. São duas pessoas guerreiras dentro de Paraisópolis. Desde o primeiro momento que chegamos, nos apoiaram. Queria enaltecer o trabalho delas. Estou agradecido.
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – O brigado, Janilton. Próximo é o Sr. Raimundo José de Santana.
O SR. RAIMUNDO JOSÉ DE SANTANA - Em primeiro lugar, pessoal, quero agradecer a Deus e a cada um de vocês marcando presença; aos nossos nobres Vereadores Silvinho, Isac Felix, ao nosso outro Vereador, à Janaina Paschoal e ao nosso Presidente da Câmara, Ricardo Teixeira. O Ivanildo já falou, o menino já falou, o China. Essas coisas foram maravilhosas para o povo da nossa região, que é o Complexo Novo Paraisópolis. Eu também sou representante da nossa Comunidade Jardim Colombo, e representando também o Clube Pequenino do Jockey, pedimos mais um esporte, um futebol para as nossas crianças, principalmente para aquelas que não têm muita condição financeira para comprar uma chuteira, um short, um meião, essa série de coisas. Que abramos mais espaço para essas crianças que mais necessitam. E sobre a Rua Clementino Breno, temos o problema da lotação, começando ali no cruzamento da Rua Geovania até descer no cemitério. Então, aquele trecho é um problema seriíssimo. Uma fiscalização da CET ou um quebra-molas para que aqueles carros deixem a rua mais limpa para a lotação passar e atender mais o nosso povão, pois é uma dificuldade quando um carro trava ali. Fica difícil. Obrigado a vocês todos. Bom final de semana. Que Deus traga paz no coração de todos e que todo mundo seja feliz.
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Obrigado, Sr. Raimundo. Próximo orador, Sr. Alexandre Herminio Sousa. Venha, meu filho. Próximo é o Sr. Teles Rios do CPM. CPM aqui trabalha.
O SR. ALEXANDRE HERMINIO SOUSA – Uns cinco minutos?
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Um e meio para você.
O SR. ALEXANDRE HERMINIO SOUSA – Está bom, obrigado, foi justo. Bom dia a todos e parabéns pela iniciativa, porque nos receber na Câmara é, entre aspas, fácil, porque vocês vão receber, na maioria das vezes, eleitores de vocês, não vão apanhar. Já aqui está aberto para todos que votaram ou não em vocês, então que vá para outras quebradas. Em cima da sua PEC... Parabéns, Dra. Janaina, as comunidades realmente têm muitos idosos, não têm quem cuidar. Infelizmente, os filhos, netos têm que trabalhar, e em cima disso eu sugiro o quê? Pote, porque todos os Vereadores têm potes, e em época de eleição distribuem potes, até por tupperware . Há pote pra caramba. Chega na comunidade, procura lá um parente que está desempregado. Você vai cuidar de quem você ama, você vai receber por isso. Fantástico. Quero dizer que a parceria com a Subprefeitura do Sr. Ricardo está legal com o CPM. A Márcia é pé na porta, e os 10 milhões é pouco para caramba. Campo Limpo, Paraisópolis, Vila Andrade e uma parte do Capão. Dez milhões não dão para nada. O nosso orçamento agora, votação popular, teve muitas demandas de 5 milhões, mas não passaram, porque, se fazemos aquela demanda de 5 milhões, e o resto da quebrada? Ia ficar desamparada. Então, lutem, lutem realmente para aumentar esses 10 milhões para pelo menos uns 50 milhões para nós. Aí Paraisópolis, Campo Limpo, Vila Andrade e Capão ficam legais. E é isso aí. A parceria está legal com a Subprefeitura do Campo Limpo, CPM presente e para cima deles. É nós!
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Obrigado, Sr. Alexandre. Nobre Vereador Silvinho, relator do orçamento, já está anotando aqui. Aumentar o CPM. Aí, Juninho, está anotando tudo. Nobre Vereador Alessandro Guedes colocou que é 10 por território, e para Vereador, é 5 para a cidade inteira.
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Tem a palavra o Sr. Teles Rios.
O SR. TELES RIOS - Bom dia a todos. Quero cumprimentar todas as autoridades presentes na pessoa do Presidente da Mesa, Vereador Isac Félix. Quero cumprimentar o nosso Sub, Ricardo Bittar. Eu represento o CPM, Conselho Participativo Municipal da região. São três territórios: Campo Limpo, Vila Andrade e Capão Redondo. Eu represento o povo pobre, preto, periférico e os 60+. Faço parte do fórum do hip hop MSP e vim sugerir que vocês executem política sociocultural. O que seria isso? Nas comunidades, temos o jovem que vai do nascimento até os 20 anos e os 60 mais, porque a outra faixa etária encontra-se na luta, trabalhando, estão em seus trabalhos e tudo mais. Então, a comunidade está servida dessas pessoas. Aquelas pessoas estão abandonadas. A própria Vereadora falou que tem um projeto. Eu vou ajudar a senhora; depois eu vou falar com a senhora que temos uma enfermeira especialista na área, e precisamos trazer para os jovens cultura, lazer e educação. Os jovens não têm mais ido para a escola, estão ficando no seu celular, querendo achar uma oportunidade de ganhar um tigrinho ou fazer um vídeo que vai estourar e viralizar ele. E aí o jovem está parado na esquina de olho na tela. Precisamos trazer cultura. O hip hop são 4 elementos: o break , o MC , o graffiti e o b-boy . Desses 4 elementos, se eles não virarem um hip hop , viram dançarinos de balé, começam a cantar, aprendem a frasear e a viver em comunidades. Temos que colocar secretarias das comunidades de esporte, temos que colocar para os 60+ que estão sendo abandonados, porque o jovem de hoje não liga mais para o velho, desculpem-me falar como velho, mas, infelizmente, ele enxerga como uma peça velha, não respeita mais o avô, não tem mais um convívio. Precisamos criar oficinas de arte. Por que lá no Norte o cara pega uma semente de árvore e transforma num produto de exportação? Por que nós não colocamos na comunidade essas coisas para os velhos, para as pessoas 60 mais para poder o jovenzinho ir lá e ajudar a vovó a colocar linha na agulha e ganhar um: “Muito obrigado, meu filho”. Então, esse convívio nós precisamos colocar. Precisamos de políticas socioculturais. Eu faço parte do CPM, faço parte do GT de cultura, tenho alguns projetos meus, temos projetos do nosso grupo. E se vocês quiserem nos convidar ou nos visitar, fiquem à vontade. Parabéns por essa atitude, por essa condição de colocar a população junto com vocês, porque parece uma coisa muito longe, parece que só vemos vocês na televisão ou na reportagem e nós gostaríamos de mudar a zona Sul, Campo Limpo, Vila Andrade, Paraisópolis e Capão Redondo. Nós gostaríamos de colocar na reportagem como bairros que realmente são de excelência. Muito obrigado. E é isso que eu tenho.
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – P róxima oradora, Sra. Rosangela Souza. Após ela, é o Alto Souza Junior. Pode se colocar à frente também
A SRA. ROSANGELA SOUZA - Bom dia a todos. Agradeço aqui pela excelente iniciativa. Parabéns a todos os envolvidos, isso deve acontecer sempre. Eu quero fazer só uma palavra rápida aqui. Valorize cada voto seu, mesmo que pouco, Alessandro, porque há muitos Vereadores que foram muito bem votados e deveriam estar sentados nesta Mesa. Fica a dica, Sr. Presidente Ricardo. Quero falar, pedir uma atenção especial para a maior Subprefeitura do município, com 700 mil habitantes. Muitas áreas R3, R4, áreas de risco, muitos domicílios em comunidades, uma demanda altíssima. Subprefeito aqui presente, Heron, Thaila, Marcia e se eu esqueci de mais alguém, peço desculpas. É uma equipe aqui que atua com uma demanda altíssima, forte. Temos uma parceria muito grande com o Conselho de entender essas demandas, de querer ajudar. Mas, os 68 milhões não dão conta, não é, Sr. Ricardo? É muito pouco. E eu queria também trazer para vocês três pontos que acho extremamente importantes, que são os projetos que temos, grandes projetos que estão parados, como o PIU Jurubatuba, que atende muito às áreas de R3, R4. Nosso plano de mapa de risco foi aprovado e agora vai começar a época de chuvas, os problemas vão começar novamente. Nós temos muitas áreas de risco, R3, R4. PIU Jurubatuba está aí aprovado, precisamos dar muito foco, Câmara. Estamos na semana do orçamento cidadão, do PPA. Precisamos da atenção especial da Câmara para esses grandes projetos. Nossas bacias, temos dois cadernos de drenagem importantíssimos. Nós temos muitos córregos aqui, muitas moradias e imagens de córregos. Esses problemas se acentuam muito agora, então eu chamo muito a atenção para a questão da habitação, margem de córregos, áreas de riscos, isso dá muita, muita demanda aqui, não é? E nós temos também um plano que foi aprovado no ano passado e precisamos colocar para implantar. Precisamos dessa força, áreas de R3, R4. O plano está pronto. Precisamos de foco, PUI Jurubatuba, cadernos de drenagem e áreas de risco R3, R4. Peço aqui para a Câmara que olhemos com muita atenção agora no orçamento. Precisamos de orçamento para o Campo Limpo para tratarmos dessas demandas que são urgentes e muito importantes. Agradeço a oportunidade. Obrigada.
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Tem a palavra o Sr. Alto Souza Junior.
O SR. ALTO SOUZA JUNIOR - Bom dia a todos. Quero parabenizar os nossos excelentes Vereadores aqui da Mesa. Tenho dois pontos que quero frisar, como alguns amigos colocaram com relação à saúde. Realmente, o Hospital Campo Limpo e o Hospital lá no Jardim Ângela não estão mais suportando a demanda daqui da região do Campo Limpo, como o nosso amigo João Mota, comentou. São quatro distritos: Capão Redondo, Campo Limpo, a Vila Andrade e uma parte grande ali do Valo Velho. Então, um hospital só, o do Campo Limpo, não tem como suportar toda a necessidade. Esse seria o primeiro ponto. O segundo ponto é com relação à canalização dos nossos córregos. Recebi várias demandas e também vários pedidos de amigos meus que não puderam comparecer. Esses pedidos têm a ver, principalmente, com a região do Jardim Maria Sampaio, e mais especificamente com a rua General Silva Braga, que fica próxima ao piscinão. É um trecho de mais ou menos 500 metros de córrego, o qual precisa de canalização. Precisamos dar atenção ali, justamente para fazer a canalização do córrego. Estamos situados meio que na divisa do Taboão da Serra com o Campo Limpo. Então peço especial atenção dos nossos amigos Vereadores, dos nossos Parlamentares, para que possamos frisar um pouco mais a necessidade da canalização daquele córrego. Isso é muito importante. Muito obrigado a vocês, e aos nossos nobres Vereadores. É isso aí. Bom dia.
- Manifestação na plateia.
O SR. PRESIDENTE (Isac Félix - PL) – Obrigado, Alto Souza. Próximo orador é o Hugo Viana da Silva. E, depois do Hugo, é o Alessandro de Lima Souza, a quem peço já ficar próximo.
O SR. HUGO VIANA SOUZA - Bom dia a todos. Gostaria de agradecer essa nobre iniciativa, muito importante para a escuta de todos, da população. Gostaria de trazer uma questão relacionada ao meio ambiente. Diante de todos os esforços da Prefeitura de São Paulo para a implementação de ecopontos e iniciativas como, por exemplo, coleta seletiva, que a própria Prefeitura afirma alcançar todas as ruas de São Paulo, devo dizer que, muitas vezes falta informação: considerando que temos um cenário na maior parte da Capital que é o grande número de descarte irregular de resíduos; há resíduos descartados de forma errada, mesmo nos locais que têm os PEVs, que são aqueles recipientes próprios para coleta; considerando que a Capital está promovendo a plantação de árvores, e esse ano vai conseguir fazer o plantio de 120 mil mudas de árvores, mas muitas dessas árvores também já estão sendo vandalizadas, pois também ali são colocados entulhos, além de que há entulhos em muitos locais de áreas públicas; considerando também que todo esse descaso, muitas vezes na relação do descarte irregular de resíduos ocasiona acúmulo e maior quantidade de pontos de enchente em toda a cidade de São Paulo; gostaria de fazer uma sugestão sobre a educação ambiental em São Paulo. Hoje temos alguns trabalhos relacionados à Secretaria de Limpeza Urbana, a Loga e a Ecourbis, que são as 2 gerenciadoras dos resíduos, as quais também fazem trabalhos de educação ambiental, a Umapaz, que está ali dentro da Coordenação de Educação Ambiental, além de outros trabalhos também de iniciativa da Prefeitura que, muitas vezes, a população não conhece. Então dar como sugestão e como fonte de recurso os grandes eventos como, por exemplo, o Carnaval. É uma festa com muitas iniciativas que são financiadas por empresas, as quais geram, na sua maioria, uma grande quantidade de resíduos nesses mesmos eventos e que, portanto, detêm um contrato em que, talvez, possam ser inseridas, via Câmara Municipal, formas que possam ser voltadas à educação ambiental. Fica essa minha sugestão. Agradeço a todos, agradeço à coordenação do CEU. Muito obrigado.
O SR. PRESIDENTE (Isac Félix – PL) – Obrigado, Hugão. Próximo é o Sr. Alessandro de Lima Souza. Em seguida é a Sra. Valderlucia Paz da Silva. Antes, nosso Presidente gostaria de fazer uso da palavra.
- Assume a presidência o Sr. Ricardo Teixeira.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira – UNIÃO) – Obrigado. Rapidinho, quero deixar um bom dia a todos. Infelizmente, preciso retirar-me. A agenda não é do Vereador, mas da Presidência. Este Vereador quer permanecer, mas o Presidente tem outras agendas que estão requerendo minha presença. Fico tranquilo porque tudo está sendo gravado e os Vereadores estão aptos e presentes para conduzir os trabalhos. Só para deixar um recado a todos: tudo que vocês falam e pedem é oficializado ao Sr. Prefeito. Portanto, nada ficará sem resposta para vocês. Fiquem com Deus, bom fim de semana e bom final do evento.
- Manifestação na plateia.
- Assume a presidência o Sr. Isac Félix.
O SR. PRESIDENTE (Isac Félix – PL) - Obrigado, Presidente. Por favor, Alessandro de Lima Souza. (Pausa) Próxima é Valderlucia Paz da Silva. Após a Valderlucia, será a Sra. Camila Santos da Conceição. Peço que fiquem próximas. Obrigado.
A SRA. VALDERLUCIA PAZ DA SILVA – Boa tarde a todos. Boa tarde não, bom dia. Moro aqui há 45 anos. Estou no aluguel social desde 2013. Tenho uma filha especial. Até hoje não me chamaram sobre a moradia. Assim, não vou dizer que não chamou. Fui chamada, sim, mas para morar na Reserva Raposo. Porém, se moro há 45 anos neste lugar, tenho uma filha especial, é muito difícil me mover e mover minha filha para a Reserva Raposo. Então, a minha vontade era de termos projeto para as crianças especiais em Paraisópolis, porque não tem nada para as crianças especiais. Nós mães de crianças especiais não temos apoio de nada. Não temos um apoio para nos dizer: “Tem um psiquiatra para vocês passarem, tem uma instituição para fazer reunião com vocês que pode explicar como cuidar das crianças”. Não temos apoio de nada em Paraisópolis, as mães especiais daqui. E nem as crianças têm. A minha filha participa de uma instituição, a Mamboloco, há 25 anos. A minha filha nunca participou de nada daqui. De nada. Daqui ela nunca teve apoio de nada. Até em um psiquiatra que tenha um cargo aqui, a minha filha não pode passar porque ela é de maior, ela tem 35 anos, e não pode passar, e também não tem acompanhamento no CAPS daqui Eu tive de pagar um exame esta semana, porque o órgão público, quando você vai fazer um exame, a pessoa já está morrendo. Minha filha estava muito doente e tive de pagar para fazer um exame dela. Estou em casa, ontem levei minha filha. O povo não entende o que é uma criança especial, só quem entende é a mãe de família; Gente, ajude as mães de família do Paraisópolis, mães que têm crianças especiais. Lutem, gente, não é fácil estar aqui falando. Não é fácil, eu sou analfabeta, não sei ler, mas digo uma coisa: é muito ruim, porque tudo o que a gente vai fazer é “não”. Vai num canto ali é “não”. Ali é “não”. Sobre a minha moradia, estou pagando 1,2 mil reais de aluguel. Eu e minha filha. Eu não posso trabalhar porque cuido dela, ela é autista, tem problema mental, ela tem 35 anos. Gente, queria um projeto para Paraisópolis que ajudasse as mães especiais e para as crianças especiais. Façam isso, não é fácil para a gente. Só ganhamos o benefício do Governo e há pessoas que acham que é muito. Pago 1,2 mil de aluguel, você acha o quê? Recebo 400 reais de aluguel social, e isso dá para quê? Gente, dá para quê? Me falem. Nós precisamos de apoio, principalmente porque temos crianças especiais. É isso que eu gostaria de vocês. Queria pedir uma resposta para nós, de Paraisópolis, repito, que temos crianças especiais. Eu não vejo luta. Não vejo. E eu participo das coisas, eu não vejo falar das crianças especiais. Há duas mães ali também e elas têm um projeto para crianças especiais. Elas estão lutando e eu não as conhecia. Vim conhecer elas hoje. Eu vim aqui, hoje, sem ninguém, só eu, sozinha, para falar sobre as crianças especiais de Paraisópolis. Eu queria sempre uma oportunidade, hoje eu estou aqui, estou falando por todas as mães. Muito obrigada.
- Manifestação na plateia.
O SR. PRESIDENTE (Isac Félix - PL) – Obrigado, querida. Sra. Camila Santos da Conceição.
A SRA. CAMILA SANTOS DA CONCEIÇÃO – Bom dia a todos. Sou Camila, sou mãe atípica, mãe de uma criança autista e hoje vim representar tantas famílias que vivem essa mesma realidade, uma realidade de amor, superação e, principalmente, de luta. Falar sobre o autismo é falar sobre respeito, inclusão e direitos. O autismo não é uma doença, não é algo que se cura, é uma forma diferente de ser, de sentir e de enxergar o mundo. Por isso, acredito, com todo o meu coração, que Paraisópolis precisa com urgência de um centro de apoio TEA, um espaço que acolha crianças, oriente as famílias, ofereça suporte emocional, terapêutico, informativo. Sabemos o quanto é difícil conseguir atendimento, um laudo, uma vaga na escola, uma terapia. Às vezes, o que deveria ser um direito acaba virando um fardo pesado. Isso especialmente para nós. Por essa razão, a importância desse centro. Seria mais que um prédio, seria um símbolo de respeito e dignidade, um ponto de apoio para as famílias que enfrentam, todos os dias, o desafio de criar um filho autista em meio à correria e à falta de estrutura. Queremos apenas o que já está garantido pela Lei 12.764/2012, a Lei Berenice Piana, que reconhece a pessoa autista como uma pessoa com deficiência, com direito à proteção social à saúde, à educação e à inclusão. Infelizmente, o que temos visto é o contrário. Hoje, muitas famílias estão sofrendo com bloqueios indevidos do benefício do INSS, mesmo tendo laudos e diagnósticos confirmados. Benefícios de crianças e pessoas autistas estão sendo cortados sob o argumento de que precisa ser reavaliada a deficiência, conforme o Decreto 11.999/2025, e a Portaria conjunta do INSS 33/2025. Isso tem deixado famílias inteiras sem renda, sem fé e sem segurança, com a sensação de que o Estado está duvidando da nossa luta, porque o autismo não tem cura. Não existe reavaliação que mude isso. O que precisa ser reavaliado é o olhar da política pública, para que passe a enxergar com mais humanidade essa causa. E é exatamente aí que o Centro TEA de Paraisópolis entra como algo extremamente importante. Ele seria um lugar de acolhimento, mas também de orientação – um espaço para ajudar as famílias a entenderem seus direitos, acompanharem seus processos, buscarem terapias e receberem apoio psicológico e emocional. Seria uma ponte entre a comunidade e o Poder Público. De coração aberto, faço esse pedido aos Vereadores aqui presentes, especialmente para o Vereador Silvinho Leite, para que abracem essa causa, olhem para Paraisópolis com um olhar de inclusão e ajudem a tirar esse sonho do papel. Precisamos muito do apoio de cada um de vocês. É um pedido especial ao Vereador Silvinho, que tem demonstrado compromisso com as pautas da comunidade e um olhar humano, tão necessário dentro da Câmara. Espero que vocês abracem essa causa conosco, que ajudem a dar voz às mães atípicas, às nossas crianças e adolescentes com autismo, e que nos apoiem na construção do Centro TEA de Paraisópolis, que será um marco de inclusão e cuidado social. Que cada Vereador e Vereadora aqui presente leve essa pauta para dentro da Câmara, para que esse projeto se torne real, com estrutura profissional e de vida, porque, quando o Poder Público se une à comunidade, quem ganha é o povo. O Centro TEA de Paraisópolis não é apenas uma obra, é uma mudança de olhar, uma mensagem de amor e respeito. Que cada criança autista saiba que tem um lugar especial aqui, um espaço de acolhimento e pertencimento, e que nós, mães atípicas, nunca deixaremos de lutar por essa causa. Muito obrigada, de coração, pela oportunidade de fala. (Palmas)
- Assume a presidência o Sr. Silvinho Leite.
O SR. PRESIDENTE (Silvinho Leite - UNIÃO) – Tem a palavra o Sr. Lourival.
O SR. LOURIVAL ZACARIAS ALVES – Bom dia, Mesa e todos os presentes. A minha indagação hoje é sobre dois programas que afetam diretamente a comunidade de Paraisópolis. Um deles é o problema da moradia. Temos muitos terrenos ociosos que até hoje vêm sendo destinados à iniciativa privada e não para a construção de moradias populares. Peço aos Srs. Vereadores que tenham um olhar carinhoso para essa questão. A outra questão é sobre o Parque Sanfona, que tem moradias que eram para ter sido entregues ainda no ano passado e, até hoje, não tivemos resultado. Os prédios estão prontos e, principalmente, as pessoas que pagam aluguel em Paraisópolis sofrem com valores altíssimos, enquanto esses apartamentos, que já deveriam estar ocupados desde o meio do ano passado, continuam fechados. É preciso verificar o que aconteceu e por que ainda não foram entregues. Também gostaria de pedir a criação de uma farmácia de alto custo aqui na região, para que a população possa se beneficiar sem precisar se deslocar até a Vila Mariana ou ao centro da cidade. Uma área tão grande como Campo Limpo, Santo Amaro e Paraisópolis não pode continuar sem esse tipo de serviço essencial. Peço que olhem com carinho para essa carência da população. Eu vou dividir a minha fala com a minha amiga Cleudimar, que tem uma pauta muito importante a apresentar. Muito obrigado e que Deus abençoe a todos grandemente. (Palmas)
O SR. PRESIDENTE (Silvinho Leite - UNIÃO) – Tem a palavra a Sra. Vitória.
A SRA. VITÓRIA DA SILVA – Bom dia a todos. Eu sou especial, uma pessoa com deficiência. Tenho uma doença rara chamada Síndrome de Williams. Eu vim lutar pelos meus direitos como pessoa com deficiência. (Palmas)
A SRA. MARIA CLEUDIMAR DA SILVA A paz do Senhor para todos! Represento a Associação Brasileira da Síndrome de Williams, uma das dez doenças raras do Brasil. Poucas pessoas conhecem essa condição, mas o número de casos tem crescido. Infelizmente, temos visto uma grande divisão entre as doenças raras no Brasil e em São Paulo, o que considero injusto. Não se deve criar divisões entre as causas, porque isso acaba interferindo no atendimento e no direito das pessoas com deficiência. A realidade é que os postos de saúde estão em situação precária. Quando a gente busca atendimento, muitos médicos questionam os laudos, que não são brincadeira. Ele deve ser emitido por um especialista. Paraisópolis tem cerca de 200 mil moradores, e eu duvido que os próprios diretores dos postos de saúde saibam quantas pessoas idosas ou com deficiência vivem aqui. O CRAS também enfrenta dificuldades, especialmente quando se trata de bloqueio do Benefício de Prestação Continuada. LOAS: é fácil bloquear, mas difícil desbloquear. E muitas vezes a culpa nem é das mães. Precisamos, sim, de um AMA Especialidades dentro de Paraisópolis. Há muitas mansões abandonadas que poderiam ser aproveitadas para isso, não apenas para atender idosos, mas também pessoas com deficiência e todos que precisam. Outra questão importante é o Bilhete Único. As mães levam os laudos médicos, e mesmo assim o benefício é negado. Se a doença não tem cura, o bilhete deve ser permanente. Estamos lutando por isso. A gente esteve recentemente no Ciclo de Conferências da Audiência Pública no Grajaú, onde fizemos três propostas de lei para tornar os laudos definitivos, evitando a humilhação de precisar renová-los a cada seis meses. Além disso, o Bilhete TOP, que é um direito da pessoa com deficiência, só pode ser feito em dois locais: Itapevi e Jabaquara. As pessoas levam o laudo e, muitas vezes em cadeira de rodas, recebem um “não” na cara. Até quando vamos aceitar isso? A inclusão social não está sendo respeitada – nem em São Paulo nem em lugar nenhum. Para o Governo, parece que uma pessoa com deficiência representa prejuízo. Quem recebe pelo LOAS é tratado como se fosse recebesse esmola. Isso precisa mudar. É direito da pessoa se aposentar quando chegar o tempo, sem perder o benefício. Ela não pediu para nascer com deficiência. Deus diz: “Para ter o Reino dos Céus, é preciso ser como uma criança”. Pureza sem arrogância, preconceito, ódio, inveja, maldade e egoísmo. Nos postos de saúde, muitos médicos, só de olhar na nossa cara, já dão o diagnóstico. Antes de dizermos que estamos com dor de cabeça, ele fala e dá o diagnóstico de dor de barriga. Denuncio aqui um caso de negligência que aconteceu no posto de saúde de Paraisópolis: o José Maria Lacerda morreu quando estava esperando para ser tratado, mas demoraram para atendê-lo. Inclusive o médico disse que, se ele tivesse feito o exame solicitado dois anos antes, não teria desenvolvido câncer e ido a óbito um mês depois. Se fosse meu pai, eu acho que eu teria movido o mundo. E é por isto que eu me preocupo: a Síndrome de Williams requer acompanhamento especializado, mas nem o CRAS nem o posto do bairro oferecem esse suporte. Muitas vezes nem para extrair um dente é possível – o paciente precisa ser internado no Hospital das Clínicas. Então, vamos mudar isso. Vamos oferecer especialidades médicas com urgência nos bairros mais carentes, como Paraisópolis e Capão Redondo. No AME Capão Redondo, por exemplo, não há sinalização adequada para atravessar a rua com uma criança com deficiência. É carro para todo lado. Há um mês, por um centímetro, um ônibus quase me atropelou. Isso não pode continuar. Sobre o posto do Pirajussara, para quem não conhece, merece nota dez, pois tem médicos especialistas que atendem muito bem. E por que Paraisópolis, um bairro tão grande e central, não tem o mesmo? O Brasil tem que se preparar porque, daqui a mais ou menos três anos, a maioria de nós já vai ter 60 anos ou mais. Um recado para o Prefeito e para os Vereadores presentes: muitos idosos que recebem o LOAS ou aposentadoria estão tendo o Leite Leve cortado. Por acaso que vou ter que pedir ao Presidente Lula para receber o leite, que é nosso direito? Quem toma medicamento forte, como as pessoas deficientes, as que têm pressão alta e problema nos rins, têm o organismo prejudicado. Então, vamos mudar, Isac, e levar o Leve Leite para pessoas idosas e pessoas com deficiência. Esse é o direito de todos nós. Vamos voltar o leite das crianças, como antigamente, em que elas recebiam até os 18 anos na Prefeitura. Por que tiraram? Hoje só se dá para as crianças de até seis anos, e depois se tira. E o problema sabe onde está, minha gente? A culpa é nossa, a culpa é das mães que se calam; e quem cala, consente. E você é responsável pelas atitudes da Prefeitura para vocês, pela ideia que vocês aplaudem e por não reclamarem seus direitos. Amanhã, você vai ter 60 anos, seu neto pode nascer com uma deficiência, daí você vai me procurar e perguntar: “Como você conseguiu? ” Eu consegui fora de São Paulo, eu consegui no centro os direitos dela, porque me tiraram muita coisa, e eu não vou deixar tirar. E aqui vou entregar na mão do Isac a petição completa sobre Bilhete Único para as crianças que estão na creche. Ora, não estão na creche? Não estão matriculados? Então, vamos fazer o bilhete especial da escola. Parem com essa de dizer que a mãe tem que pedir carona para ir e vir. Coloquem o bilhete para a criança e acabem com isso. E a moradia no canteiro de obra? Tem um terreno lá que tem uma planta e está feita na mão do Secretário da Habitação. Ele pode fazer, porque dá quase 500 moradias no canteiro de obra. E quem é o culpado de novo? São vocês, população, que estão no auxílio-aluguel, que não lutam pelos seus direitos, que não olham onde há terreno e onde estão as ZEIS. É direito de vocês não saírem daqui para morarem onde Judas perdeu as botas, e depois se arrependerem e voltarem para cá. Essa é a minha fala. Muito obrigada. E um bom dia para todos. (Palmas)
- Assume a presidência o Sr. Isac Félix.
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Obrigado.
O SR. SILVINHO LEITE (UNIÃO) – Pela ordem, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Pela ordem, Vereador Silvinho.
O SR. SILVINHO LEITE (UNIÃO) – Eu gostaria de anunciar a presença da nossa Exma. Dra. Juíza Federal do Trabalho, Dra. Mylene Ramos. Muito obrigado. (Palmas) É da Justiça Federal do Trabalho. Essa é outra guerreira periférica, Vereador. Veio da periferia também. Muito obrigado pela presença, Dra. Mylene. Se quiser fazer parte da nossa Mesa, por favor. (Palmas)
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix ) – Sinta-se à vontade no nosso meio, Rodrigo Santos.
O SR. RODRIGO SANTOS – Bom dia. Agradeço, primeiramente, pelo Câmara na Rua, uma baita oportunidade para conversar direto com os moradores. Bom, eu gostaria de passar aqui e tornar este problema público: o que vem acontecendo na rua Dr. José Carlos de Toledo Piza. É um problema grave que vem ocorrendo com diversos veículos estacionados em local proibido. Um tema que, consequentemente, uma zeladoria bem-feita poderia resolver isso. E isso impacta diretamente a vida de 1.200 unidades, já que é uma rua composta por diversos condomínios, e as pessoas não conseguem chegar à sua moradia, justamente porque a rua trava e ninguém consegue passar. A rua de cima, a Laerte Setúbal, é uma rua que acaba até passando ônibus e é um problema gravíssimo, porque também os ônibus não passam. E isso impacta toda a região. Além disso, como já foi colocado aqui por alguns outros moradores, o problema da eletricidade na região é algo que está se tornando absurdo. Quando você vai passar por algumas pessoas da Enel que estão fazendo a manutenção, é passado que o problema é da subprefeitura, que não poda as árvores. E um sempre fica jogando esse problema para o outro. E quem acaba pagando sempre são os moradores, que acabam permanecendo por longas horas sem eletricidade. Um outro ponto também muito latente: a questão das escolas. Nós temos duas escolas públicas no começo da José Carlos de Toledo Piza, e essas crianças acabam saindo, não há um controle, podem sofrer acidentes, podem ser atropeladas, porque o fluxo de carros, devido aos condomínios nessa região, é constante, contínuo. Então, é necessária, sim, uma readequação talvez de um fluxo, onde não há farol, não há nada. E isso é muito complicado. Então, eu gostaria de deixar registrado. Obrigado.
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Obrigado, Rodrigo. Próximo, Edvaldo Felisberto.
O SR. SANDRO – Sr. Presidente, apenas pegando o carona aqui com o Rodrigo, já que sou do morador da mesma região que ele, e acabei não conseguindo pegar a credencial, mas eu queria pedir a licença para o senhor apenas para explanar um grave problema que temos aqui. Bom, primeiramente, bom dia. Meu nome é Sandro, sou morador da região há um ano e meio e, nesse período, venho detectando muitos problemas, principalmente esses que o Rodrigo falou agora, porque sou morador do mesmo prédio que ele, mas moro no Parque Morumbi. Ora, se 50% dos problemas dos moradores de Paraisópolis forem resolvidos, a nossa humanidade, a nossa vizinhança, as nossas convivências serão muito boas, porque na medida em que eles estão sendo bem atendidos – no sentido de saúde, de transporte, de educação, de cultura –, nós, do entorno, também seremos afetados positivamente. É isso. O relato daquela senhora ali, perto do que eu vim reclamar aqui, perto do que ela falou ali agora, não é nada. Então, acho que o olhar que tem que ter a Câmara dos Vereadores é muito importante. É importante isso que vocês estão fazendo, mas não é só vocês que têm que fazer. Todos os Vereadores foram votados e todos têm que estar sentados na mesa, escutando a população. É isso que tem que ser feito. Todos eles, que seja em rodízio – não interessa que seja de Esquerda, de Direita, Centro-Direita, não quero saber. Agora, todos têm que estar sentados e ouvindo as demandas da população. Uma coisa que eu quero falar, principalmente porque meu filho estuda aqui, faz atividades no CEU, é que é muito bom, não tenho do que reclamar, apesar de ter ouvido reclamações de professores na questão de auxiliar de sala para crianças com deficiência. Em relação a esse aspecto, enfim, não tem essa pessoa para auxiliar e os professores não podem nem ir ao banheiro, porque não há uma pessoa com quem deixar as crianças na sala, um auxiliar, um professor auxiliar. Isso eu escuto dos professores do CEU. A estrutura é muito boa, tem ONGs que fazem projetos, Daiane dos Santos, meu filho faz judô, muitos estudam aqui. Agora, o que eu gostaria de falar realmente é sobre essa rua que chama Dr. Jose Augusto de Souza. Vocês estão em cima de um problema que não tem viabilidade de calçada, é uma mão única. Eu vi cadeirante outro dia, não acreditei. Eu vi uma menina subindo de cadeira de rodas elétrica sozinha e atrás dela um ônibus e as pessoas circulando na rua. Então, essa rua da frente é perigosa, onde passa muito carro, é mão dupla, não tem calçamento. Esses dias, destruíram um ferro velho, desabitaram um ferro velho. Então, é muito importante esse dinheiro dos títulos da Faria Lima, que tanto falam, que são três bilhões. Esse dinheiro é maravilhoso na nuvem, no imaginário. “Nossa, três bilhões de reais é muito bom”. Mas, assim que viabilizarem para a população de fato, para usufruírem desse recurso, será melhor ainda. Então, essa é a minha fala. Gostaria que realmente o problema dessa rua fosse solucionado para evitar tragédias que estão para acontecer. É só isso. Muito obrigado, uma boa tarde, um bom dia.
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Edvaldo Felisberto. O próximo é Alta Maria.
O SR. EDVALDO FELISBERTO – Bom dia, sou Edvaldo Felisberto, feliz até no nome, conhecido como Ed, nascido e ajudando a trazer melhorias para Paraisópolis. Então, fiz umas anotações. A primeira: implementação da pista de skate do CEU Paraisópolis. Ela já foi desenhada e tudo. O projeto foi construído, mas não foi implementado ainda. Acho que devido ao barulho, não sei o que aconteceu. A segunda é construir um planetário em Paraisópolis. A gente tem uma oficina em que caçamos asteroides. Fomos reconhecidos internacionalmente, com o Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação, mas falta o reconhecimento municipal. Encontramos asteroides, colocamos o nome do asteroide de CEU. Iríamos colocar o nome de CEU Parelheiros, devido ao planetário do CEU Parelheiros. Então, é melhor a gente trabalhar com o Campo Limpo e estarmos juntos. É o reconhecimento do coletivo pela programação espacial. A outra é combater as mudanças climáticas, construir um projeto para combater a poluição luminosa. As luzes de LED são um pouco fortes. Então, para a astronomia, para a física, esse setor em que a gente está há muito tempo, seria melhor haver uma melhoria nesse lado. Outra coisa: a gente ganhou uns certos computadores de universidades do mundo inteiro. Com esses computadores, vimos o que as pessoas chamam de Cratera de Parelheiros, causada por meteoro. O meteoro é minúsculo e asteroide, às vezes, é do tamanho de um ônibus. Então, a gente queria transformar em um projeto de lei e, em vez de chamar de Meteoro de Parelheiros, chamar de Asteroide de Parelheiros. A gente calculou, pegamos 2 milhões de anos mais 2.500, chegamos a 2025 com a visualização do asteroide, que foram dois: um foi para Mato Grosso, outro para Parelheiros. Isso tem que ser estudado, a sugestão é se estudar isso, sabe? Outra coisa é para a professora Janaina, sobre saúde. Eu participo de muitos Hackathons também, que trazem bastante conquista, dá para ajudar bastante. Uma delas é transformar a nova moeda, a NFT, para ajudar as pessoas a desentupir as veias, usando os NFTs e tendo uma troca de tecnologia financeira, uma nova moeda. Não pagando para elas terem saúde, mas para movimentar essa parte. Agora, não sei como isso será feito, é por isso que a gente está vindo aqui sugerir isso. E para finalizar, as mudanças climáticas. Acho que é só isso mesmo.
O SR. PRESIDENTE (Isac Félix - PL) – Terminou seu tempo.
O SR. EDVALDO FELISBERTO DOS SANTOS – Obrigado. Valeu. (Palmas)
O SR. PRESIDENTE (Isac Félix - PL) – Alta Maria. (Pausa) Daniel Cristóvão. (Pausa) Não está presente. Tem a palavra André Meira. Depois, Maria Betânia Mendonça.
O SR. ANDRÉ MEIRA - Olá, bom dia a todos e todas. As minhas demandas como morador para os Vereadores já foram tocadas por alguns moradores, mas eu gostaria de reforçar a primeira questão, das quedas de energia na região, a questão do atendimento da Enel. Realmente, essa é a situação, porque basta uma pequena ventania e já ficamos sem luz. São Paulo teve a CPI no ano passado, mas o que nós não temos é um mínimo de transparência. O que nós temos são informações jogadas, como, por exemplo, a questão da saturação da rede, como o colega já comentou; mas, oficialmente, não temos nada. Recebemos no máximo uma mensagem falando assim: “Talvez à noite vocês ficarão sem energia”, uma coisa desse tipo, o que eu acho um desrespeito para quem está pagando regularmente suas taxas de energia, não é? A segunda questão é a da mobilidade na região. Como o colega já comentou, as ruas ao redor são estreitas, há o desrespeito às normas de trânsito e há falta de fiscalização. Já reclamei inclusive com a CET, eles não vêm até aqui embaixo. Seja o motivo que for, não há fiscalização. Por exemplo, essa rua – como já comentado -, vocês podem tirar relatórios do Waze e vão ver que ela é uma via principal, importante justamente para quem trabalha na Chácara Santo Antônio, Santo Amaro. Nós estamos tendo dificuldade para buscar nossos filhos na escola, para trabalhar por conta de que nós não temos uma estrutura viária adequada. Então, eu estou vindo reclamar, aproveitar a deixa dos colegas e cobrar dos Vereadores e da prefeitura os resultados da CPI do ano passado, cobrando transparência da Enel, porque os impactos são não só para a comunidade, para os moradores, mas também econômicos - há comerciantes perdendo seus estoques, deixando de trabalhar - e sociais. Em questão de saúde, por exemplo, pessoas que dependem de insulina, que têm seus frascos de insulina na geladeira, perdem o medicamento. Eu tenho um pai diabético, com quem acontece isso. Então, primeiro essa questão da energia. Peço apoio dos Vereadores e da Prefeitura para que cobrem no mínimo transparência da Enel e o que está acontecendo, para a gente saber a quem cobrar, porque é uma questão estrutural. E, em segundo lugar, a questão da mobilidade, aproveitando o que foi comentado - e agora tem uma desapropriação -, para melhorar pelo menos uma segunda via. Porque não é só comodidade, tem também o impacto econômico, pessoas que precisam trabalhar, precisam do seu transporte diário, porque ali passa ônibus, que muitas vezes ficam parados. Era isso. Muito obrigado. (Palmas)
O SR. PRESIDENTE (Isac Félix - PL) –. Muito obrigado. Próxima oradora, Maria Betânia. O Sr. Daniel apareceu, falará depois da Maria Betânia.
A SRA. MARIA BETÂNIA FERREIRA MENDONÇA – Parabenizo a Mesa e principalmente os moradores que se fizeram presentes. Eu sei que são poucos, mas esses poucos são de qualidade, porque senão não estariam aqui. Parabéns aos moradores presentes. Muitas das minhas observações já foram demandadas, mas eu quero reforçar, porque dois registros valem mais do que um. Quero parabenizar os Vereadores que votaram o Projeto Faria Lima, que foi uma luta constante desta comunidade. Muitas audiências públicas, muito chá de banco, mas saiu. Mesmo assim, ainda teve um processo por parte de uma camada da sociedade que não quer que esse dinheiro venha para cá; mas a prefeitura recorreu. Não estou falando a verdade, Vereador? A gente conseguiu, mas poderíamos ter conseguido mais; o valor podia ser maior, mas a gente tem que saber administrar o que entrou. As minhas demandas. Consultório na Rua. Conhecem? (Pausa) Não funciona. Precisamos aqui, precisamos na nossa região. Temos muito morador de rua. Paraisópolis nunca teve tanto morador de rua como agora. E não adianta tirar de um canto e jogar na rua, é preciso ter um projeto social para acolher a demanda desses moradores. São usuários, precisam de tratamentos, são doentes. Não são vagabundos, precisam ser cuidados como seres humanos; e a gente tem muito aqui. Coisa que eu nunca vi antes, depois da pandemia proliferou, e é uma pena, é de doer o coração. Então, vamos melhorar o Consultório na Rua e ter um projeto social para atender esses moradores. CAPS IJ, nós temos um lá no Campo Limpo, está saturado três vezes mais. A demanda é para 10, estão com 30 – esse é um exemplo só. Então, muitas crianças são encaminhadas para lá, e as mães não vão porque sair daqui para o Campo Limpo não tem condição. Em reunião na Supervisão, a gente pediu que fossem às escolas ver se as crianças estão com problema de autismo. Eles não vão, e sabem por quê? Porque, se forem, não tem para onde encaminhar. Então, deixam como está, deixam a escola sofrer, a professora sofrer, a mãe não ter direito, porque precisa de um neuropsiquiatra para dar o laudo, e nós não temos. O Poder Público não tem esse profissional para atender a essa demanda. Por isso que não tem os laudos até para as pessoas serem beneficiadas com ajuda de custo do Governo. Foi falado que a nossa UBS II, que está em uma casa, não tem acessibilidade nenhuma. Nós estamos lutando há anos também para isto, para que ela seja transferida para um lugar mais adequado. Outra questão. Na frente do AMA, do CAPS Adulto, Parque Paraisópolis e da UBS III não tem calçada, a rua está um caos. Eu já estive na subprefeitura, me mandaram procurar uma emenda parlamentar para resolver a questão. Eu acho que essa não é a alternativa, porque a situação é que tem cadeirantes que não conseguem ir para lá, porque o acesso está horrível. Uma rua que não deveria passar carro é mão dupla. Se vocês forem na frente do Parque Municipal de Paraisópolis - Lourival Clemente da Silva, a rua é estreitíssima, e o pessoal usa como mão dupla. É um absurdo. Então, a SPTrans tem que ir lá e tomar uma providência, Também tem a questão da iluminação pública, que já foi falada aqui, além dos altos custos, porque a gente nem tem e paga caro. Água e luz estão assim, uma coisa terrível. E os semáforos, na nossa comunidade, eles piscam mais do que os nossos olhos, porque só vivem quebrados. Você vai aqui na Avenida Hebe Camargo, só vive quebrado o semáforo. É em lugar que tem escola, que tem creche, onde que a pessoa precisa atravessar com segurança, e a gente não está tendo. A luta pela UPA é grande, porque a nossa é a do Campo Limpo e está saturada. Sai uma ambulância para levar um paciente, ela demora horas para voltar porque não tem um leito para tirar esse paciente para a ambulância poder voltar e atender a outras demandas. Então, precisamos de mais ambulâncias aqui também, porque a nossa ambulância é muito pouca para a demanda grande. Estamos em uma luta com o hospital, com abaixo-assinado e tudo, para o Hospital do Capão Redondo. Eu acho que já é de conhecimento de vocês essa demanda, para ver se desafoga o Campo limpo e a gente ter um equipamento com mais qualidade. Eu estive lá com um paciente com problema cardíaco, e o cardiologista quase ficou doido porque tinha três pacientes, e ele não sabia a quem socorrer primeiro. Quer dizer, morre por negligência, por falta de profissional. Quero parabenizar pelas outras demandas que foram levantadas, estão todos de parabéns. Espero que sejam não apenas ouvidas, porque é tão maravilhoso ser seu ouvinte, mas mais maravilhoso é ser executante. Nós executamos, fizemos para o bem, independente de sigla partidária, porque nós estamos aqui por uma causa humanitária. Obrigada. (Palmas)
O SR. PRESIDENTE (Isac Félix) – Obrigado, Maria Betânia. Tem a palavra Daniel Cristóvão. Depois, Deise Vieira Lima.
O SR. DANIEL CRISTÓVÃO – Ô, maravilha de Deus. Que benção, glória a Deus. Estou muito feliz de estar aqui. Dona Betânia, maravilhosa. Não só a Subprefeitura, como o Isac, todos os envolvidos já estão fazendo um movimento de recapeamento abençoado, que eu nunca vi em Paraisópolis. Fé em Deus que vai chegar até essa rua, que eu creio que já está por horas e minutos para várias ruas ou todas de Paraisópolis serem asfaltadas. Sou fundador do Instituto Favela Music. Acredito na transformação e da mudança através da arte, da cultura. Estou aqui para me colocar à disposição de cada um de vocês que se fazem presentes para que possamos construir algo em quatro mãos para dar acesso não só para os nossos jovens da favela específica de Paraisópolis, mas para os seres humanos que moram e residem nas favelas do nosso país. O Instituto Favela Music tem cinco anos de existência. Além de teatro, música, dança, festivais musicais que revelam, transformam, empoderam e remuneram os artistas das favelas, esse é um trabalho árduo não só do Daniel Cristóvão, mas de todo um time que está por trás. Eu vim pedir não só apoio, mas eu venho pedir para cada um de vocês fazer parte para que esse trabalho seja algo que não só aconteça em Paraisópolis. Estamos indo para a nossa 25ª edição de festivais que lá atrás revelaram Gil, Elza Soares, entre outros. A nossa ideia é fazer que esse aglomerado de criatividade não seja somente para revelar, mas seja o cuidado, o zelo e que cada um deles seja replicador de boas-novas, porque tivemos uma tragédia na nossa comunidade em que nove jovens de outras comunidades, que vieram buscar entretenimento e lazer aqui dentro, infelizmente, foram mortos, totalmente massacrados e pisoteados. Mas eu não quero e nem vim aqui dar essas notícias ou dividir esse assunto tão delicado. Eu vim aqui, de corpo e alma, me colocar à disposição, contar com o apoio de cada um de vocês que disponibilizaram o tempo de vocês para ouvir, não só o Daniel, mas os Danieis, os Josés, Marias, Joões. Eu e todo o nosso time do Favela Music nos colocamos à disposição e falo de corpo e alma, de coração aberto: conte com meu apoio, conte com a minha ajuda. Vamos trabalhar juntos, porque eu sei que ninguém faz nada sozinho. Obrigado.
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Obrigado, Daniel. Próximo oradora, Deise Vieira de Lima.
A SRA. DEISE VIEIRA DE LIMA – Olá a todos. Bom dia. Sou uma mãe atípica. Sou idealizadora do projeto Unida Pela Mesma Causa já há dois anos. Tenho um filho de 16 anos. Ele tem paralisia cerebral, retardo mental e autismo nível 3, não verbal. E le se encontra afastado já há um ano da escola - está no ensino médio - por falta de auxiliar e, pelo que eu fiquei sabendo, eu precisaria correr atrás dos direitos dele, ou seja, na Defensoria Pública. E o meu filho, hoje, se encontra na Bahia porque ele não tem o direito de estar dentro da sala de aula para não atrapalhar os colegas, não atrapalhar a professora. Então, hoje, eu estou aqui representando essas mães. Já ouvi as minhas amigas falando um pouco e não quero, não tenho muito a dizer. A única coisa que quero pedir a todos vocês é que nos enxerguem. Enxerguem essas crianças com um olhar hoje totalmente diferente. Olhem para nós de uma forma diferente. Sintam as nossas dores, os nossos obstáculos, que enfrentamos dia após dia, porque a nossa luta não é apenas um dia. A nossa luta não é apenas um momento, não, a nossa luta é diária. A nossas dores são diárias, porque os nossos direitos não temos. Então, por favor, hoje, eu venho pedir a todos com o coração aberto, com uma mãe cheia de feridas, de dores, de cansaço, porque realmente eu me encontro cansada. Mas como eu, tem várias mães, tem várias famílias da mesma forma e muitas não aguentam mais. Muitas mães encontram-se em casa com depressão, porque o fardo já está tão grande que a dor já tomou conta. Então, o hoje eu vim pedir para vocês: olhem para nós com um olhar totalmente diferente, nos mostrem o caminho, porque eu tenho certeza que nós, mães atípicas, vamos caminhar no caminho que vocês nos mostrarem. A gente vai trilhar, porque não vamos desistir. Os nossos filhos dependem de nós. Uma oportunidade hoje para a gente é um dia a mais de vida para os nossos filhos. Uma oportunidade hoje para a gente é uma esperança para os nossos filhos e é isso que eu peço para vocês. Queremos deixar de ser invisíveis. Está bom? Obrigada.
O SR. PRESIDENTE ( Isac Félix - PL ) – Obrigado. Próximo orador é Geovan Cleiton Souza de Oliveira.
O SR. GEOVAN CLEITON SOUZA DE OLIVEIRA – Bom dia a todos. Bom dia a Mesa. Quero agradecer a oportunidade de hoje. Quero agradecer, Janaina, Silvinho, Isac por estarem aqui hoje também. É muito importante para a gente. Isso significa também a importância que você dá ao seu trabalho. A Juíza, é isso? Está aqui hoje também. Bom, sou o Geovan, tenho 36 anos, sou nascido e criado no Paraisópolis, sou também da área da arquitetura no setor de urbanismo. Quero já aproveitar a fala e agradecer à Subprefeitura do Campo Limpo. Sou também uma das lideranças comunitárias, atuo na União dos Moradores de Paraisópolis. Eu quero agradecer ao Ricardo Bittar pela disposição de estar atuando e atender as nossas demandas. Paraisópolis, hoje, tem alguns problemas crônicos de descarte irregular de lixo. Então, a sua gestão nos ajuda muito. A Márcia também. Hoje, para se ter ideia, a gente tem um número de telefone da Márcia. A qualquer momento do dia a gente consegue ligar para ela e resolver essas demandas, que para a gente é muito importante. A gente sabe de todas as complexidades, sabe de todos os problemas causados, mas nessa parte de gestão e nos ajudar, nessa parte, a gente sabe dos nossos problemas também. Mas te agradeço pela disposição de conseguir nos ajudar. Eu queria abordar um tema também sobre as mudanças climáticas. A gente está falando hoje de um território, o Paraisópolis. A gente tem hoje, Vereador, uma dificuldade muito grande. A população do Paraisópolis no IBGE está subestimada. Isso, de causa prática, olhando, a gente precisa. Temos algumas entidades dentro do Paraisópolis que fizeram alguns levantamentos e identificou uma população a mais do que tem hoje nos registros. Então, as políticas públicas são criadas a partir da quantidade de pessoas que habitam na região. Então, a gente acredita que as políticas públicas hoje são deficitárias no Paraisópolis, justamente por essa sub demanda ou de população reduzida dentro do cenário. Então, a gente precisa hoje fazer um levantamento populacional do Paraisópolis, até para criar políticas públicas que de fato impactem as vidas das pessoas. Eu queria abordar também um tema das mudanças climáticas. A gente está vivendo mudanças nessa questão. Paraisópolis, também representado pela União dos Moradores, participou da pré COP junto com o Secretário de Turismo e a gente pôde levar algumas obras de arte que foram levadas do Paraisópolis, justamente para simbolizar essa questão. Então, a gente está falando de um território, Janaina, que tem, em comparação com o Morumbi, 9ºC mais quente nos picos de calor. Então, Paraisópolis é uma ilha de calor. Paraisópolis hoje tem 3% de área verde ou arborizada, enquanto o Morumbi tem 30% da sua área arborizada. Então, a gente precisa criar políticas públicas, porque as mudanças climáticas impactam muito mais e com mais rispidez, com mais extremos, nas periferias. Então, a gente quer hoje também, com a União dos Moradores, criar esse vínculo de diálogo entendendo como é que o território funciona, como é que o território se desenvolve e, a partir daí, analisando e enxergando nas conclusões de como que isso impacta, a gente tem que criar políticas públicas na área da moradia que englobem todas essas questões de mudanças climáticas também. Em um território com 9ºC mais quente, ele prejudica também na frequência das crianças na escola, a frequência das pessoas nos hospitais. Então, a gente precisa criar políticas públicas e criar esse diálogo a partir de dentro. A gente se coloca hoje nessa condição, como Daniel falou, de olhar de dentro e criar junto com o Poder Público, com diálogo, políticas públicas que consigam também atingir essa questão. Agradeço a oportunidade. (Palmas)
O SR. PRESIDENTE (Isac Félix - PL) – Muito obrigado. Há mais inscritos, gostaria de passar a palavra aos Vereadores, mas antes passo à Dra. Mylene Pereira Ramos, Juíza Federal do Trabalho, para uma saudação.
A SRA. MYLENE PEREIRA RAMOS – Boa tarde, já é meio-dia, a todas, todos e todes. É uma alegria muito grande estar aqui participando com vocês desse projeto tão importante, que é o Câmara na Rua. Eu só posso agradecer, Vereador Silvinho, por estar junto, à frente, levando essas demandas, que são tão importantes, e esse diálogo da população com o Poder Público. Eu também sou daqui da periferia, como o Silvinho falou, de Campo Grande e conheço bem parte dos problemas que vocês expuseram, enquanto eu estive aqui. E só posso dizer que eu firmemente acredito que o caminho é esse. É um avanço importante ter um canal direto, como esse, com a Câmara Municipal e poder influenciar nas políticas públicas que são feitas para a gente. É isso, tem que vir de fora para dentro. Parabéns a todos que estão juntos e que compraram essa ideia. Parabéns à Câmara Municipal de São Paulo, a todos os Vereadores e Vereadoras que estão efetivamente levando esse projeto à frente. Muito obrigada. (Palmas)
O SR. PRESIDENTE (Isac Félix - PL) – Vamos ouvir a consideração também da nossa Vereadora Janaina Paschoal.
A SRA. JANAINA PASCHOAL (PP) - Muito obrigada. Cumprimento a nossa Magistrada, todos os Colegas aqui presentes e as pessoas que participaram falando, ouvindo. Com relação à queixa das calçadas, eu até anotei o nome das ruas, e essa é uma queixa, gente, que aparece em todos os eventos. Eu já conversei com o Secretário das Subprefeituras, já fui à SMUL, já falei em tudo quanto é evento que vocês possam imaginar pelo seguinte: o bairro pode ser muito rico, muito pobre, central, periférico, a queixa das calçadas aparece. E essa queixa não tem só a ver com a questão da conservação, da beleza, mas tem a ver com saúde, porque as pessoas caem – o tanto de gente que quebra o fêmur, a perna. Tem o problema da mobilidade, sobretudo para os cadeirantes. Então, eu estou chamando os meus Colegas para uma união, porque nós temos que rever essa regra de que a calçada é responsabilidade do munícipe. Nós precisamos rever essa regra. A calçada é a rua do pedestre e todos nós somos, antes de qualquer coisa, pedestres. Investe-se tanto em recapeamento, em asfalto, e eu não estou criticando, mas nós precisamos investir nas calçadas, até porque é difícil o munícipe cuidar do seu trecho. Como é que você combina com o vizinho, com todo mundo, para poder fazer a calçada, que tem integração, continuidade? Nós precisamos pensar, quem sabe, numa porcentagem do IPTU diretamente relacionada às calçadas. Eu sei que tem toda uma discussão jurídica se o imposto pode ter destinação precisa, mas vamos ter que rever, porque não é possível que um problema apareça em todo tipo de evento, em todo canto da cidade, e que não haja uma preocupação centralizada com isso. Eu não estou falando mal ou bem de quem quer que seja. É uma mudança de mentalidade. O senhor é o Subprefeito? O senhor já tem o orçamento, eu não tenho ideia de valores, eu sou uma Vereadora, como é que eu posso dizer, independente. Então tem hora que eu voto com o Governo e tem hora que eu não voto, e não é por ser contra. Eu votei no Prefeito, não é isso. Mas se o senhor tiver um orçamento e puder passar para o meu pessoal, que está aqui na frente, não sei qual é o tanto do valor, eu posso indicar. Se vão liberar o dinheiro, eu não sei, porque uma pessoa independente incomoda mais do que um oposicionista, porque ninguém sabe em qual caixinha colocar. Então esse é um ponto. Eu peço a ajuda dos Colegas, até os que estão há mais tempo. Podemos nos juntar e refletir sobre as calçadas, que é um problema sério. Uma outra questão, eu até peço ajuda aqui especificamente ao Vereador Alessandro, que é do partido do Governo Federal e do Ministro da Educação. Eu acredito, Vereador Alessandro, que nós precisamos fazer um diálogo sério sobre essa questão das crianças e adolescentes com deficiência, porque a orientação que prevalece, na origem, que é determinação do Ministério da Educação e isso vai ser reforçado, é de integrar as crianças nas salas regulares. Mas para quem é professor, e eu sei que isso é muito politicamente incorreto, que eu posso perder voto, mas para quem é professor é uma coisa nítida. Tem situações em que é possível e tem situações em que não é possível, porque mesmo o autismo, que é um espectro, tem casos muito diversos que a gente chama de autismo. Nos primeiros níveis, é possível estar na sala de aula; nos níveis mais elevados, não é possível. E o que acontece? Cria-se um discurso político de empurra, falta o assistente, a mãe tem que correr, ir à Defensoria, mas é uma questão de inviabilidade. E o que fizeram? Fecharam as APAEs ou escolas parecidas, que eram entidades voltadas para atender, para ensinar, para alfabetizar essas crianças dos níveis 3. Estão compreendendo? Então, é uma discussão que fica inviabilizada, porque é um tema tabu. Parece que quem fala isso é contra as famílias, é contra as crianças. Mas o que acontece hoje? Essas crianças não têm para onde ir e essas mães não têm para onde levar, porque virou politicamente correto fechar a APAE e dizer que todo mundo tem que estar na mesma sala. Essa é uma realidade. Eu peço ao colega Alessandro, principalmente por ter hoje uma proximidade maior com o Ministério, mas a todos os Colegas que ouçam as suas bases. Eu estou expondo um ponto de vista. As mães que vieram, não sei se ainda estão aqui, uma até se emocionou. Eu preciso dessa devolutiva, porque estou brigando nessa linha e tenho que entender. É isso o que a mãe quer? Porque eu acho assim: “ah, o meu filho está na escola regular”. Mas o que adianta se ele não está aprendendo nada lá? Não é melhor termos uma escola específica, que hoje não se pode mais falar em escola especial, para que essa criança seja atendida por uma equipe multidisciplinar, para ela estar com os coleguinhas, para essas mães terem acompanhamento? Nós precisamos disso. Eu fui ao Centro TEA, mas é longe. Mesmo que se construam 15, são muito grandes, as equipes são insuficientes, são escolas menores nos vários bairros, que era a ideia da APAE. Eu sei que vou apanhar muito pelo que estou falando aqui, mas eu acredito no que estou falando e se eventualmente as mães, que estão na luta diária, entenderem que eu estou errada, também quero ouvi-las. É isso, gente. Deus abençoe. Muito obrigada. (Palmas)
O SR. PRESIDENTE (Isac Félix - PL) – Agora vamos passar a palavra ao Vereador Alessandro Guedes. O Vereador Silvinho é o relator do orçamento, já notou tudo.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) – O Vereador Silvinho é o relator do orçamento, vai resolver tudo. Gente, de novo, bom dia, para quem chegou depois da minha apresentação. Eu sou Alessandro Guedes, Vereador, sou da Leste, mas o Vereador é da cidade. Fiz questão de estar aqui hoje para poder contribuir com o Câmara na Rua, que é um projeto importante criado pelo Vereador Ricardo Teixeira, mas também para poder ouvir a população, afinal de contas, eu disse, no princípio, todos os Vereadores ouviram, que eu tive ideia de projetos de lei participando do Câmara na Rua. E aqui, inclusive, surgiram outras. Tem pessoas aqui que se tivessem condições de ser Vereador, de ter a caneta para propor leis, ajudariam muito a nossa cidade, propondo leis mais justas para a população, principalmente as pessoas que falaram sobre a questão da deficiência, sobre o TEA. Enfim, anotei muita coisa, que eu vou levar para discutir internamente. Sobre a contribuição que a Vereadora Janaina, a nossa professora doutora, falou, vou até estudar, para entendermos melhor e possamos verdadeiramente contribuir com a cidade. Pessoal, o Vereador tem muitos limites. O nosso papel principal é fiscalizar o Executivo e propor leis, o regramento da nossa cidade. Tem um pouquinho de emenda parlamentar, menor que o CPM. O rapaz falou que são 10, que é pouco.
- Manifestação fora do microfone.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) – Então, 10, só para a região; e nós temos cinco para a cidade inteira.
- Manifestação fora do microfone.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) – É difícil sair ainda, é difícil sair. Às vezes, se você é Oposição, é independente, você é castigado, às vezes não sai, mas a luta que travamos e identificamos alguns problemas, vamos tentando fazer com essa ferramenta importante, que é a emenda. Inclusive, para atender projetos que tratam da deficiência, do autismo. Nesse sentido, é possível fazer projetos. Então, sem dúvida alguma, hoje eu saio daqui com a certeza de que a minha visita foi proveitosa, fique bastante sensibilizado com as falas. E uma das moças que se emocionou, uma mãe que nos falou: nos escutem, sintam o que estamos sentindo; outra mãe veio falar, e o filho ficou brincando, e quando ela falou, de verdade, apesar dos nossos limites, eu senti o que vocês transmitiram, e vou tentar transformar em energia para poder contribuir um pouco com a minha caixinha, com minhas condições para poder ajudar vocês. Está bom? Mais uma vez, convido seguirem as nossas redes sociais, para poder acompanhar o nosso trabalho: Vereador Alessandro Guedes. Obrigado. (Palmas)
O SR. PRESIDENTE (Isac Félix - PL) – Tem a palavra o Vereador Silvinho Leite.
O SR. SILVINHO LEITE (UNIÃO) - Boa tarde a todos. É só um esclarecimento, o relator do orçamento, da LOA, é o Vereador Marcelo Messias, e nós vamos pegar no pé dele, não é isso, Vereadores? Eu sou o relator do PPA, que também não vai ser fácil, estou falando de quatro anos. Na LOA são 135 bilhões de reais, e no PPA, quatro anos, praticamente são 690 bilhões de reais. Então, vai dar ainda para discutirmos muito, realizaremos muitas audiências públicas , para realmente fazer um plano de trabalho muito bom. Mas eu quero aproveitar para agradecer a presença da minha amiga, da nossa Exma. Juíza Federal, Dra. Milena Ramos, uma guerreira periférica. É muito importante a senhora hoje estar aqui. Para vocês saberem, ela hoje não reside mais em São Paulo, reside na Alemanha, está aqui a passeio, e ainda teve um tempinho para nos visitar, porque achou extremamente importante o Câmara Na Rua na periferia. Muito obrigado, doutora, mais uma vez, a senhora agrega ainda mais o nosso Câmara Na Rua. Vamos lá, sendo bem objetivo, pessoal, o Sr. João Mota, e outras pessoas a quem vou passar a palavra, falou sobre hospital público na região de Campo Limpo. Para quem conheceu - e o Vereador Isac sabe disso e muitos de vocês também – o Hospital Piratininga era terrível, demorou para termos um hospital no Campo Limpo e Capão Redondo. Nós vamos brigar bravamente por isso. E outra, eu estava vendo, Vereador Isac, existe a possibilidade de aproveitarmos duas situações para atender essa demanda. Nós temos dois grandes projetos, um deles, a Câmara acabou de ganhar com a Operação Urbana Faria Lima, estamos falando de 1,7 bilhão de reais. Então, acho que cabe no orçamento pensarmos, de repente, num hospital, e em várias situações. Junto com isso, e V.Exa. também brigou junto comigo, falando sobre o metrô Jardim Ângela, que vai passar na divisa do Campo Limpo, Capão Redondo e M’Boi Mirim. Nós temos então duas grandes obras, que nós podemos tentar discutir e implementar algumas coisas. Eu acho que o hospital é uma delas, poderíamos pensar nessa possibilidade, e V.Exa. e os demais Vereadores poderiam nos ajudar, porque não seria só a Prefeitura, seria a Prefeitura, o Estado, que está com duas obras grandes aqui, e nós também, por que não, nos unirmos para tentar atender a comunidade. Eu acho que seria um ganho para todos. Em termos do hospital, acho que é uma briga boa, nós vamos tentar. Quanto às mães atípicas, às famílias atípicas, sempre terão todo meu respeito. Uma das primeiras coisas que fiz, assim que assumi meu mandato, fui à Sorocaba e lá, com o nosso Prefeito, conheci o projeto Cidade do Autista. Quem não teve a possibilidade de conhecer, vá, porque nós já entregamos este ano dois Centros TEAs, um com o Prefeito Ricardo Nunes, outro com o nosso Governador. Só que como a Vereadora falou e os demais falaram, são distantes, e o próximo a ser construído e entregue é próximo daqui, mas ainda não vai atender, é na Vila Sônia. Mais recentemente vocês leram no jornal, o Prefeito está entrando em discussão para desapropriar o Banespa, e trazer os Centro TEA da zona Sul para o Clube Atlético Banespa, na Avenida Santo Amaro. Então, as coisas estão acontecendo muito devagar, é pouco, mas nós temos de pensar o seguinte: já não somos mais invisíveis. E quando não somos mais invisíveis é porque eu tenho um grupo de atendimento, que vocês conhecem. Atendemos hoje 620 mães, essas mães trouxeram a discussão à Câmara e vários Vereadores participam, o que para nós é importante. Votamos agora vários projetos importantes na Câmara, e com o nosso Prefeito, com o nosso Presidente da Casa, acabamos de inaugurar a nossa Sala Azul, uma sala de descompressão para as crianças, para as famílias neurodivergentes, e foi um marco na Câmara Municipal de São Paulo, vocês realmente já estão sendo assistidos. Eu sei que é devagar, não é fácil. E um grande problema é o que a nossa Vereadora Santa Tadeu falou, porque nós estamos brigando em relação a como laudar. Uma mãe acabou de falar sobre essa dificuldade, sobre o desrespeito que há com os laudos emitidos pelas UBSs. Logo que eu assumi meu mandato, eu tive uma reunião com o Secretário Zamarco, da saúde, e com o Secretário Padula, da educação, porque eu entendo que não dá para deixarmos nossas crianças dentro das creches com pessoas que não estão preparadas. O pedagogo, o professor, não foram preparados para assistir uma criança neurodivergente ou uma criança PCD. Então, é ruim quando cobramos desse professor esse tipo de atendimento, porque não é fácil para a própria família, imaginem para quem não está preparado, e ter estagiários como apoio nessas salas não resolve o problema. Nós estamos com um problema realmente muito sério, temos de ter mais equipes multidisciplinares para esse atendimento, para que aquela mãe, que foi uma das últimas a falar, não tenha o seu filho fora da sala de aula. Eu não sei se ela está aqui, acho que já mandou o seu filho para a Bahia, mas não é tirando seu filho daqui que vai resolver o problema, nós temos de resolver esse problema aqui em São Paulo. Então vocês fiquem muito tranquilos, eu tenho certeza de que a Câmara Municipal de São Paulo, os demais 54 Vereadores, assim como eu, nós vamos brigar muito pela causa dos neurodivergente, também pela causa dos idosos. Para terem uma ideia, em todas as edições do Câmara Na Rua aparecem, em todas as audiências públicas e na discussão do PPA e da LOA. Então, eu tenho certeza, assim como o nosso Vereador Alessandro Guedes se sentiu sensibilizado, todos os Vereadores se sentirão sensibilizados, porque não é fala de uma única mãe, ela fala em nome de mais de 2 milhões de mães que estão passando por isso. Hoje, no Brasil, o número do neurodivergentes aumentou muito, a cidade não estava preparada, nós temos de preparar a cidade. Nós fomos eleitos Vereadores justamente para cuidar dos problemas da cidade, e esse é um problema seríssimo, assim como o abandono do idoso. Nós temos uma senhorinha que acompanha todas as audiências públicas, a Dona Olga, e qual é a discussão? Hoje, nós temos muitos idosos que moram sozinhos, que estão abandonados, há idosos que estão morando em UBS, há idoso que está morando em hospital porque não tem a quem recorrer, a família largou lá e sumiu, mudou de endereço. Esse é um problema social, um problema nosso. A Câmara Municipal não pode simplesmente virar a cara para esse problema. Vamos, sim, discutir na Câmara Municipal. Vamos levar o problema para a LOA, para o PPA, dar condições para que possa atender essas famílias, atender aquelas crianças que estão em abrigo. Acabamos de votar na Câmara uma lei sobre adoção, a Frente Parlamentar da Adoção, não dá para crianças ficarem largadas, como se fossem um objeto, estamos falando de pessoas. Nós estamos falando daquelas pessoas que nem sequer são adotadas, o negro, o obeso, o neurodivergente, o PCD, todo mundo quer um branquinho de olho azul, clarinho, e os demais vão virando um problema social, e não é um problema só do município, é um problema do Estado, do Governo Federal, de todos. E nós temos de trazer à discussão, nós vamos resolver esse problema. Então, fica aqui uma dica, quem não foi, deve ir porque eu vou discutir a Cidade do Autista. Vou discutir com os nossos secretários a Cidade do Autista, que tem todo um tratamento, uma área verde diferenciada para os neurodivergentes. Detalhe, a Cidade do Autista tem um espaço para as famílias, que é o famoso cuidado para quem cuida, porque uma mãe acabou de dizer que está cansada, mas não vai desistir. Qual mãe desiste do seu filho? Nenhuma. Não importa o tamanho do problema, é o seu filho, não importa se ele é neurodivergente, se é PCD, se é um usuário de droga, ela é mãe, e a mãe não abandona seu filho, e a Câmara Municipal também não vai abandonar esses filhos, vocês podem ter certeza disso. Eu sei que não tenho procuração para falar em nome dos 55 vereadores, mas conhecendo a Câmara como conheço, eu tenho certeza de que teremos apoio. A Câmara tem essa visão, vai atender a essas famílias, os idosos, essas crianças, as mulheres em situação de violência doméstica. É humanamente inaceitável, hoje continuarmos vendo na televisão, a cada dia: matou duas, matou três, matou cinco, esse número só cresce. Não dá para aceitar, nós não podemos simplesmente nos calar. Nós conseguimos criar na Câmara Municipal a Procuradoria da Mulher, outro marco na história da Câmara Municipal. São ideias boas que estão chegando, e independentemente da bandeira partidária, porque nós temos Vereadores de partidos diferentes com um único objetivo, atender a comunidade, procurando fazer o seu melhor. Quinta-feira agora acabamos de instalar a Procuradoria da Criança e do Adolescente na Câmara Municipal, não existia. Sempre foi dito que a Câmara é a Câmara do Povo, e realmente está se tornando a Câmara do Povo. Estamos mudando a chavinha, estamos mudando esse marco. Nós queremos que vocês realmente sejam acolhidos na Câmara Municipal, seja no gabinete deste Vereador, dos demais Vereadores, eu tenho certeza de que terão uma acolhida diferenciada, muito grande. Resolver todos os problemas nós não vamos, os problemas do mundo são muitos, mas nós vamos fazer a diferença. As demais demandas: acessibilidade, calçada são problemas da cidade. Já teve uma época de ata só de calçada; não resolveu. Temos que criar políticas públicas novamente, ver de que forma que vamos resolver. Não é só o Subprefeito Bittar, calçada não é um problema que dá para você resolver. Só que acessibilidade é um problema da cidade e nós temos que discutir isso. Nós falamos do Governo do Ricardo Nunes, um Governo acessível, de inclusão. Que inclusão é essa que o cadeirante acabou de dizer que não consegue andar numa calçada? Então, não adianta nós fazermos discurso, nós temos de ser de mais ação, mais ativos, e nós vamos trabalhar em cima disso. Enel e Sabesp, não vou nem falar nada, porque só se matarmos esse pessoal. Mas nós vamos dar um jeito. É verdade, gente, Enel e Sabesp eu prefiro não falar. Acho que outro caso importante, para não alongar, para deixar o Vereador Isac concluir, é descarte irregular de lixo, entulho e bagulho. Por incrível que pareça, eu e esse nobre Vereador fizemos um podcast recentemente para falar sobre isso na Câmara Municipal, um debate. Porque não dá para dizer que a culpa é só do Governo. O lixo não cai da chuva. Gostaria de contar com vocês, com toda a comunidade, que nos ajudem. Como o Vereador Alessandro Guedes falou aqui, tragam esses projetos para que possamos melhorar cada comunidade. E de onde surgiu essa ideia nossa? Para vocês verem, foi também de uma tragédia. Nós tivemos um garoto, vocês sabem, que infelizmente, na chuva de fevereiro, foi arrastado, caiu dentro no córrego, e até hoje, infelizmente, não achamos mais esse garoto. Fizemos busca geral. Numa das buscas que o Vereador estava acompanhando com o Corpo de Bombeiros, com o pessoal do Campo Limpo, com a Márcia, o Bittar e alguns outros Vereadores, o que nós estávamos observando naquele momento? A quantidade de material, quadro de moto, veículo, sofá. É inadmissível. Tudo isso faz com que, na hora da enchente, volte; o córrego vai estar obstruído, a água vai voltar, vai encher as casas, o pessoal vai perder tudo. De quem é a culpa? “Ah, os políticos. “ Não. Os políticos têm um pouco de culpa? Têm. Só que têm trabalhado muito em córregos, em drenagens, em canalização, em grandes piscinões. Só que, se a comunidade ajudar, fizer a sua parte também, a coisa fica fácil para todo mundo. O que nós costumamos dizer: tem um piano enorme - que é o problema do lixo, do entulho, do bagulho -, meia dúzia carrega para muitos tocarem. Está certo? Está errado. Nós temos de inverter essa parábola, milhões têm de carregar para meia dúzia tocar, fica fácil para todo mundo. Só que nós temos que trabalhar em conjunto. O problema do lixo, do entulho, do bagulho em São Paulo é um problema muito grave. Nós temos o Cata Bagulho, que não dá conta, com os agentes de saúde. Se as famílias puderem ajudar mais, como a senhora falou, que às vezes ela faz a seleta de lixo dela, mas depois passa o lixeiro, pega o lixo, joga no local comum. Está errado, então, nós temos que fiscalizar. E a Câmara é isso, é o órgão fiscalizador, entendeu?
- Manifestação fora do microfone.
O SR. SILVINHO LEITE (UNIÃO) – Ah, não tem onde jogar. Mas deixa eu falar uma coisa para a senhora: a caçamba em si não ajuda. Na minha região, os dias da coleta seletiva são terça e quinta. Eu não sei se aqui também é no mesmo dia, Márcia. Aqui também, a coleta seletiva na região é de terça e quinta.
- Manifestação fora do microfone.
O SR. SILVINHO LEITE (UNIÃO) – E tem um site também. Então, esse dia é o de colocar o lixo seletivo. Tem gente que põe no mesmo dia, põe o lixo comum, daí não vira, pessoal. Então nós precisamos nos ajudar também, entendeu? Então fica a dica para que possamos trabalhar juntos. Quanto às obras paralisadas, eu acredito que, com a grande vitória da nossa Câmara Municipal, da Procuradoria, 1,7 bilhão é muito dinheiro. Só que Complexo Paraisópolis, Porto Seguro, Colombo, Panorama e Real Parque são muito grandes, então nós temos de discutir juntos os projetos, onde nós vamos gastar esse dinheiro, para não gastar errado. E temos que ouvir realmente de vocês, para poder distribuir melhor esse cobertor. Vai ficar faltando coisa? Vai ficar faltando coisa, mas que falte o mínimo possível. Eu sempre digo o seguinte: o nosso fator é não errar. É difícil? É, mas errar menos. Mas como é que nós erramos menos? Ouvindo vocês, e podemos construir uma cidade mais justa, mais acessível para todos e mais inclusiva. O que eu digo sempre, Vereador Isac Félix: é uma parceria nossa, de todos os Vereadores. Juntos nós somos o quê, pessoal? Mais fortes. E a quebrada tem voz e a voz aqui hoje são vocês. Meu muito obrigado e uma boa tarde a todos. (Palmas)
O SR. PRESIDENTE (Isac Félix – PL) - Gente, quero agradecer a todos vocês; agradecer à Dra. Mylene Ramos pela participação, é um prazer ter senhora conosco; ao Vereador Alessandro Guedes, meu grande amigo, trabalhador demais; ao nosso Vereador Silvinho Leite que está sendo uma revelação boa na Câmara - era para estar lá antes, eu o queria bem antes -, S.Exa. chegou agora, mas está sendo um bom aluno da professora Janaina. Calma, aluno da professora Janaina. Agradeço à nossa professora, Vereadora Janaina Paschoal. Essa mulher trabalha, vocês não imaginam a dedicação de S.Exa. na Câmara Municipal de São Paulo. Também agradeço a todos os funcionários da Subprefeitura do Campo Limpo e da Prefeitura de São Paulo. Agradeço à nossa Lucilene Pereira da Silva, gestora do CEU, que cedeu este espaço, deu um atendimento para nós. Agradeço aos nossos intérpretes de libras, Laís Batista e Thiago Batista. Quero dizer para vocês, que a Câmara Municipal não é só os Vereadores, a Câmara Municipal é os funcionários, os assessores, mas principalmente aqueles funcionários que dão suporte para nós; são os procuradores, é o pessoal da mídia. São funcionários que, quando os Vereadores tiveram a ideia de trabalhar no fim de semana, não fecharam a cara, eles não ficaram: “Ah, mas o Presidente ou a Mesa da Câmara estão querendo inventar para a gente trabalhar agora, uma vez por mês”. Não. Numa boa, aceitaram, então a Câmara na Rua existe por causa desses servidores que também deixam seus lares e vêm com os Vereadores para nos ajudar. Então, eu gostaria de pedir uma salva de palmas para toda a equipe da Câmara da Rua, que tem se dedicado, aos GCMs também, a todos os funcionários que fazem parte dessa equipe. (Palmas) E agora também gostaria de dizer para vocês o seguinte: Para encerrar, agradeço ao nosso Prefeito Ricardo Nunes, que está aqui e queria falar. O Prefeito Ricardo Nunes, antes de ser Prefeito, tinha o cabelo preto. É que que S.Exa. pinta o cabelo. Você veio para a Subprefeitura de Campo Limpo, ficou a cabeça toda branca, em três anos que você está aqui. O Prefeito Ricardo Nunes é um parceirão, é um homem que não mede esforços, S.Exa. e toda a sua equipe, agora com o Dr. Vitor na chefia de gabinete. É, o Prefeito pinta a cabeça. Pode ver que, quando vai a algum evento, S.Exa. põe um boné porque, se chover, sai toda aquela tinta. Ele sabe que eu falo isso com ele. Mas, quero dizer que para nós é uma satisfação poder trabalhar junto da população. Quem cuida de pessoas tem de estar no meio das pessoas, tem de estar com as pessoas. E, Vivi, eu não sei se é você, mas você pode fazer, e deixa os outros 50 e poucos Vereadores ficarem chateados comigo, bravos, porque eles sabem que eu sou galo bravo lá na Câmara, quando eu tenho que falar, eu falo. Faz um videozinho com todos os depoimentos das pessoas, em todas as sete edições da Câmara Na Rua, a cobrança da população aos Vereadores da Câmara Municipal de São Paulo, e manda para todos eles. Em São Miguel, olhem o que estão falando dos V ereadores. (Palmas) Campo Limpo, olhem o que falaram dos Vereadores; lá na Capela, olhem o que falaram. Pega só esses flashes . Janaina Paschoal, e eu disse, na outra sessão da Câmara na Rua, que sou um Vereador que nasci na periferia, minha vida toda foi pautada trabalhando, cuidando, fui presidente de sociedade amigos de bairro. Eu, Alex, Silvinho, Mota e outros aqui sabem disso, quem nos acompanha, nós amassamos barro. Nós sabemos do sofrimento dessas mães. Eu estou no Hospital do Campo Limpo, eu estou no Hospital Guarapiranga, eu vou para cima porque eu sei da necessidade. O Vereador Silvinho Leite contou uma história muito bonita da senhora aqui. Eu vou pedir licença só para abordar, para o pessoal. Hoje ela é juíza por causa da injustiça que fizeram com o pai dela. Ela foi estudar o caso da aposentadoria de seu pai, para poder defendê-lo. Temos advogados na periferia que se formam para defender causas sociais. Então parabéns, doutora. Deus sabe o que faz. Por isso a senhora se formou e foi cuidar do povo também, por causa de uma dor que essa mãe está sentindo. Então é muito fácil, e eu tenho ficado muito preocupado, Vereador Alessandro Guedes, com essa política do nosso país. Hoje é um país rico, nós temos tudo, mas nós não temos políticos sérios, não temos pessoas que pensam na população, que pensam no Brasil, que pensa no estado, que pensam no município. Hoje se faz um vídeo, nós estamos aqui, talvez a audiência disso não dê muitas visualizações. Mas o cara que está na casa dele agora, fazendo videozinho, político em casa fazendo videozinho, e a população cai nesse barulho. Gente, não pode acontecer isso. Nós precisamos mudar essa política no nosso país. Nada contra artista, contra pagodeiro, contra YouTube, contra influencer, nada disso. Mas, para cuidar de gente, tem de conhecer gente e tem de gostar de gente. Essa é a minha fala. Muito obrigado. (Palmas) Nada mais havendo a tratar, declaro encerrada a presente sessão. Deus abençoe todos. Bom final de semana. Logo, no Parque Arariba, tem um grande evento gospel - vem louvar -, vai ter vários cantores gospel agora à tarde e à noite também. Deus abençoe todos. Obrigado.
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