Brasão - Câmara de São Paulo SECRETARIA DE REGISTRO PARLAMENTAR E REVISÃO - SGP.4
EQUIPE DE TAQUIGRAFIA E REVISÃO - SGP.41
NOTAS TAQUIGRÁFICAS
CÂMARA NA RUA DATA: 28/03/2026
 
2026-03-28 21687 Outros

MESTRE DE CERIMÔNIAS (Antônio Carlos Vieira Jr.) – Bom dia, senhoras e senhores.

Daremos início, neste momento, a mais um projeto Câmara na Rua. Antes, farei a minha autodescrição: sou Antônio Carlos Vieira Júnior, Mestre de Cerimônias da Câmara Municipal de São Paulo; homem branco de 1,72m de altura, olhos castanho-claros. Estou usando uma camiseta amarela com o texto: Câmara na Rua e também usando calça jeans preta. Estou falando do palco, do lado esquerdo de quem entra no teatro do CEU. O palco é central, o auditório em formato de “U” e, no centro, a Mesa Diretora, de onde os trabalhos serão conduzidos.

Senhoras e senhores, damos início à 1ª edição do projeto Câmara na Rua do ano de 2026, na zona Norte da cidade de São Paulo, no CEU Jaçanã, iniciativa inédita da Câmara Municipal de São Paulo, representando o Poder Legislativo Municipal, trazendo para mais próximo da população o projeto Câmara na Rua, promovendo sempre o diálogo aberto entre as demandas locais.

Informamos que esta sessão pública está sendo transmitida, ao vivo, pelo canal 8.3, da TV aberta digital; canal 2.4, multiprogramação da TV Cultura; e também pelo canal da Câmara Municipal de São Paulo, no YouTube, com cobertura pelas redes sociais oficiais do Legislativo Paulistano.

Neste momento, para a abertura oficial dos trabalhos, passo a palavra ao Presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Vereador Ricardo Teixeira. Registro que compõe a Mesa a nobre Vereadora Ana Carolina Oliveira.

O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira – UNIÃO) – Bom dia. Obrigado.

Quero chamar o Sr. Alexandre Pires, Subprefeito do Jaçanã, e o Sr. Magal, Subprefeito de Santana, para a Mesa. (Pausa) Estão me informando que o Subprefeito do Jaçanã teve uma prioridade e saiu. Vamos ver se o Magal, da Subprefeitura de Santana, ainda está por aqui. Já estão chamando-o.

Primeiro, deixa-me falar que eu sou o Ricardo Teixeira. Sou um homem branco, de cabelo branco, olhos castanhos e 67 anos de idade. Estou trajando uma camiseta vermelha, uma calça cinza e um tênis vermelho. Tenho um cavanhaque também, mais para branco. É isso.

Farei a abertura. Esta é a 1ª Sessão Pública Especial de 2026 do projeto Câmara na Rua. Na qualidade de Presidente da Câmara Municipal de São Paulo, declaro abertos os trabalhos da Tribuna Popular Local, da 1ª Sessão Pública Especial do projeto Câmara na Rua, de 2026, convocada para hoje, 28 de março de 2026. Esta sessão é regulamentada pelo Ato 1.701, de 2026, da Mesa Diretora.

O meu papel, hoje, é fazer a abertura dos trabalhos. Agora, passo a presidência desta sessão para a nobre Vereadora Ana Carolina Oliveira. E como temos dito desde o ano passado, hoje a voz é da população. É a população que vai passar para a Câmara as sugestões, as reclamações, as propostas, a sensação de como está o nosso mandato, o nosso trabalho aqui na região.

Então hoje a nobre Vereadora Ana Carolina Oliveira preside os trabalhos e vai ter ouvidos para os senhores, para que façam esse diálogo com a Vereadora. Eu vou passar até a cadeira da presidência para a Vereadora Ana Carolina Oliveira.

Desejo a todos um bom evento, sucesso para a Vereadora Ana Carolina e a Câmara na Rua começando 2026. Muito obrigado. (Palmas)

MESTRE DE CERIMÔNIAS (Antônio Carlos Vieira Jr.) – Senhoras e senhores, após a abertura oficial, queremos, neste momento, destacar e agradecer a presença das seguintes autoridades e personalidades que se apresentaram na recepção do nosso Cerimonial.: Alex José de Oliveira Marchiorato e Roberto Mendes, representando a Subprefeitura do Jaçanã; Dr. Ricardo Teixeira da Silva, Procurador Legislativo Adjunto da Câmara Municipal de São Paulo; Persio Tadao Soli, Secretário-Geral Administrativo da Câmara Municipal de São Paulo; Dr. Raimundo Batista, Secretário-Geral Parlamentar da Câmara Municipal de São Paulo; Joaquim Gomes Vidal, Diretor de Comunicação Externa, da Câmara Municipal de São Paulo; Sandra da Silva Mota Rocato, Gestora do CEU Jaçanã; Antônio Carlos Chiaretto, Vice-Superintendente da Distrital Norte, da Associação Comercial de São Paulo e representando o Vereador Paulo Frange.

Agradecemos também a presença das lideranças do Jaçanã: Diego Boy, do Coletivo Resistência; Elaine Cristina, do Jardim Cabuçu, Jaçanã; e professor Fernando, responsável pelo Grupo de Capoeira Sarandage. Parabéns pela apresentação. Também agradecemos a presença dos intérpretes de Libras.: Michael Lennon dos Santos e Rafael. E, dentro de instantes, teremos a presença dos Subprefeitos do Jaçanã e de Santana nesta sessão pública. (Palmas)

Senhoras e senhores, tem a palavra a Vereadora Ana Carolina Oliveira, Presidente da sessão pública.

- Assume a presidência a Sra. Ana Carolina Oliveira.

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira – PODE) – Bom dia, gente. Tudo bem?

- Manifestação do público.

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira – PODE) – Gostei, vocês estão animados; pelo menos, temos um cafezinho e o pessoal já acordou neste sabadão. É uma honra estar aqui e, em respeito às pessoas com deficiência, quero fazer a minha autodescrição. Eu sou uma mulher branca, baixa, bem baixa, de 1,53m. Tenho cabelos castanhos com mechas loiras abaixo do ombro, uso uma camiseta amarela escrita Câmara na Rua, uma calça bege e um tênis marrom. Eu tenho olhos castanhos, uso óculos de grau, na cor preta, e estou falando do centro do palco, de uma mesa com toalha preta.

Sejam todos muito bem-vindos. Eu estou me sentindo muito sozinha nesta Mesa, por isso, quero convidar, para compô-la, os Srs: Alexandre Pires, Subprefeito do Jaçanã; o meu amigo Magal, Subprefeito Santana/Tucuruvi, para se sentar ao meu lado; e a Gestora do CEU, Sandra. Assim, poderemos ouvir o pessoal. (Palmas) Sejam bem-vindos.

Mais uma vez, quero agradecer a presença de todos aqui, neste sábado de sol. E passo a explicar aos senhores, rapidamente, como funcionará esta parte da sessão. Ela ocorrerá no formato de tribuna popular local. As pessoas que se inscreveram poderão fazer o uso da palavra por 2 minutos, cada. Será seguida a ordem cronológica de inscrições.

Comunico aos senhores que esta sessão será transcrita no Diário Oficial da Cidade e está sendo transmitida, ao vivo, pela Rede Câmara SP. Também há transmissão no site e no canal do YouTube, da Câmara Municipal de São Paulo.

Agradecemos ao CEU Jaçanã, que gentilmente disponibilizou a sua estrutura para a realização da 9ª sessão do projeto Câmara na Rua, a primeira deste ano de 2026. E já começamos com tudo, Sandra.

Neste momento, vamos dar início à Tribuna Popular Local, com a participação dos munícipes inscritos.

A demanda de vocês vem, às vezes, um pouco maior do que esses 2 minutos e talvez vocês achem que esse tempo não seja suficiente, mas peço que respeitemos o tempo, para que todos possam falar. Sabemos que as demandas não são poucas, que as necessidades da região e do bairro não são poucas, e esperamos aqui também não só escutar algo como uma demanda, uma reclamação, mas que possamos trazer alguma ferramenta e alguma solução que encontremos juntos. E estamos aqui, neste debate, para ouvir, para entender e para que, em parceria com a composição desta Mesa, possamos encontrar uma solução e, como o Subprefeito Alexandre Baptista Pires falou no nosso podcast , o nosso Prefeito está sempre disposto a ouvir e a encontrar soluções. Como sabemos dos problemas, então precisamos ir atrás das soluções.

Então quero contar com a colaboração dos senhores para que, nesses dois minutos, possamos dar as respostas e irmos aos debates no final. Combinado? Chamo a primeira inscrita, a Sra. Marilim Puleo de Castro para falar.

A SRA. MARILIM PULEO DE CASTRO - Primeiramente, bom dia. Eu estou aqui pedindo para que coloquem aparelho de ginástica na minha rua, na rua José Fonseca Cavalcanti, travessa da rua Antonelo da Messina.

É só isso. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira - PODE) – Obrigada. A senhora já facilitou. Era para ser rápido, mas a senhora deixou tempo para alguém, mas não é acumulativo.

Eu quero chamar agora a Sra. Conceição Aparecida dos Santos.

A SRA. CONCEIÇÃO APARECIDA DOS SANTOS - Bom dia a todos. A minha fala, eu não sei se é uma reclamação, mas é sobre árvore plantada no interior da casa do munícipe. Então, o que acontece? Existe a Lei nº 17.794, de 2002, artigo 15, que diz o seguinte: o munícipe pode pedir que a Prefeitura faça avaliação técnica de cada árvore, por meio de engenheiros agrônomos do município. Eu tenho visto que, nessa solicitação, o munícipe tem de contratar um engenheiro agrônomo para fazer a remoção ou poda da árvore. Eu fiz um orçamento e esse valor chega de três mil a cinco mil reais. Pergunto: essa lei foi feita para quê? Para beneficiar o munícipe, e foi assinada pelos Vereadores. Então por que o munícipe, que já é pagador de impostos, impostos altos, é obrigado a pagar esse valor para fazer a remoção ou poda de uma árvore? Nós moramos num bairro, num distrito totalmente arborizado, junto da Serra da Cantareira, que é uma das maiores florestas urbanas do mundo. Existem muitas pessoas idosas com problemas de saúde, hipossuficientes, que não têm condição de pagar três, cinco mil reais para remover uma árvore. Então, se os Vereadores assinaram essa lei, essa lei está indo contra os munícipes, está favorecendo quem tem poder aquisitivo para pagar um agrônomo. E os que não têm, e os que são hipossuficientes? Vão esperar a casa ser derrubada? Há árvores com raízes agressivas, que entram debaixo e vão destruindo tudo.

Então, essa é uma cobrança que eu faço aos Vereadores: por que vocês assinaram uma lei que está desfavorecendo os munícipes?

Muito obrigada. (Palmas)

- Munícipe se manifesta fora do microfone.

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira - PODE) – Sim, e para você saber, estávamos conversando e acabei de falar exatamente sobre isso, do quanto é prejudicial não só para o munícipe, como também para a Prefeitura, porque as consequências são enormes.

Passo a palavra à Sra. Maria Madalena Figueiredo, que venha no seu tempo, venha com calma. Só para adiantar, a próxima inscrita é a Sra. Doralice Maia Cruz, por favor, já se prepare para falar.

A SRA. MARIA MADALENA FIGUEIREDO - Bom dia a todos e a todas, bom dia à Mesa, bom dia aos subprefeitos. Parabéns para a Câmara na Rua.

Sou da Associação Feliciartes, Jardim Fontális, sou liderança há quase 40 anos, e tenho muitas pautas, mas uma delas, e principalmente, é o apoio às professoras para crianças autista em salas de aula, porque essas professoras param de dar aula, várias vezes, para trocar as crianças, para ajudar as crianças. Eu moro perto de uma escola e, assim, temos reclamação todo dia, porque ou a criança ficou suja ou a professora para a aula prejudicando outros alunos.

A minha segunda pauta é sobre os idosos. Podem fazer pesquisa nos hospitais da região, há muitos idosos retendo os leitos, porque as famílias não os querem. E nós precisamos de mais ILPIs de retaguarda na região. E se os Vereadores não fizerem essa política pública, nós vamos movimentar para fazer na região.

E a questão da regularização fundiária é também muito importante para a gente. Já há uma lei das áreas de HIS que se recebe a escritura, mas está um pouco parada na nossa região, e nós precisamos disso. Eu sou conselheira de habitação e de saúde, e pelo que sei vai começar só no segundo semestre.

Também quanto a acessibilidade em todas as instâncias, mas principalmente no transporte; nós não temos acessibilidade, o ônibus é muito alto. Nos ônibus novos verdinhos, é maravilhoso, e nos ônibus velhos, que estão quebrando todo dia, para idosos e PCD, é muito difícil, fica alto para descer.

Muito obrigado a todos e a todas, e um bom dia. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira - PODE) – Bom dia, Vereador. O senhor nos dá a honra da sua presença na Mesa? Quero apresentar o Vereador Gilberto Nascimento. (Palmas)

Chamo agora a Sra. Doralice Maria Vieira da Cruz. E o próximo inscrito é o Sr. Siluan Isidoro da Silva. (Palmas)

A SRA. DORALICE MARIA VIEIRA DA CRUZ - Bom dia a todos. Eu moro na região da Vila Mazzei, Tucuruvi/Tremembé. Na região que eu moro, quando chove, alaga tudo, porque moro bem numa baixada, e o rio que transborda é em frente à minha casa. Nós mesmos, moradores, plantamos muitas árvores ao redor desse rio para conter a água, porque o muro de contenção está prometido desde a década de 60, segundo tenho conhecimento. Várias vezes fizemos essa solicitação, procuramos ajuda, unimos os moradores, mas nós não conseguimos ainda esse muro de arrimo. E agora a rua em que eu moro está afundando, eu acredito que seja devido às raízes das árvores, porque são aqueles fícus, são árvores gigantescas. Como nós não tínhamos conhecimento algum sobre plantio de árvores, escolhemos a pior possível, que é essa árvore, que é muito grande. Elas estão todas doentes porque uma está sufocando a outra. Elas foram plantadas muito próximas umas das outras e a rua está afundando, literalmente. Antes, passavam três carros na rua, agora passa só um e com dificuldade.

Então, eu gostaria de reivindicar uma melhoria e, principalmente, um muro de arrimo.

Todas as travessas ao redor foram asfaltadas, menos a nossa. Não temos guia e nem asfalto.

Era isso. Muito obrigada.

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira - PODE) – Chamo agora o Sr. Siluan Isidoro da Silva.

A próxima pessoa a ser chamada é a Sra. Aline Torres.

O SR. SILUAN ISIDORO DA SILVA – Oi, gente, bom dia.

Meu nome é Siluan Isidoro. Cadê a minha comunidade? Quem está presente?

Eu estou aqui porque, há 10 anos, faço trabalho social no meu bairro. Eu cresci ali no Jardim Cabuçu e no Jardim Modelo, naquela região, e a gente sabe que, quem mora na divisa, sofre muito. Infelizmente, quem mora na divisa de São Paulo com Guarulhos sofre. Por quê? Eu moro ao lado do Ecoponto de Guarulhos, mas, se eu atravessar a pista, não posso descartar um armário em Guarulhos porque me pedem comprovante.

A gente tem três Ecopontos ali do ladinho do nosso bairro, só que são em Guarulhos, e, por isso a gente não pode ir lá. E, em São Paulo, não temos um Ecoponto próximo para a população descartar um armário ou alguma outra coisa.

Vemos que é muita escassez, não termos esse Ecoponto lá. Há espaço que dá para você acompanhar e ver.

Hoje, tem a horta do Sampa+Rural, da qual eu faço parte, e faço os trabalhos sociais no balneário. Eu consegui, neste ano, um espaço para fazer o social. E é isso.

Acho que nós estamos sofrendo muito com essa questão.

Outra coisa: ali na ponte da divisa de São Paulo com Guarulhos, no final da Timóteo Penteado, é um local sem iluminação. Ou seja, se um pai de família, um trabalhador ou alguém precisar passar às 22h, 23h, é muito escuro. Então, vemos que em Guarulhos, do ladinho, há iluminação, mas, se você atravessa a ponte, está sem iluminação total, zero iluminação.

Hoje eu estou aqui representando o meu bairro para pedir essa melhoria e que as autoridades deem atenção ao nosso bairro.

Agradeço a oportunidade.

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira) – Chamo agora a Sra. Aline Torres.

E a próxima é a Sra. Maria dos Anjos.

A SRA. ALINE TORRES – Bom dia a todos.

Eu me chamo Aline Torres, como já foi falado, e a minha reclamação é em relação à saúde pública, é em relação à nossa saúde.

Às vezes, precisamos de um atendimento no posto, na unidade básica, e temos que sair às 5h da manhã para pegar a primeira senha para conseguir uma vaga do dia.

Eu tenho filhos com problemas asmáticos, preciso ir ao posto pegar uma bombinha para asma ou o soro para inalação e, às vezes, não tem. Está faltando medicação nos postos, está faltando atendimento neles.

Muitos de nós temos que sair de casa às 4h30 da manhã, pegar o primeiro ônibus para estar às 5h na porta do posto para conseguir uma vaga do dia.

E, muitas das vezes, o que acontece é que a gente não consegue a vaga do dia, como já aconteceu comigo. Eu já passei horas e horas na porta do posto de saúde para conseguir a vaga para os meus filhos, que têm problema de asma e têm que passar periodicamente no posto para fazer vários exames, e não consegui a vaga do dia.

Eu saio cedo, madrugo na porta do posto e, ainda assim, às vezes, quando chega na minha hora de passar, eles falam para mim: “Mãezinha, tente novamente amanhã, porque as vagas de hoje acabaram”. E, no dia seguinte, tenho que, novamente, às 4h30 da manhã, pegar o ônibus para conseguir a vaga. E, muitas das vezes, eu saio frustrada.

É o posto UBS Parque Edu Chaves. Se eu vou nas outras UBS procurar o remédio, eu escuto dos atendentes que a medicação está em falta em todos os postos.

O que acontece se uma pessoa ficar sem esse remédio da asma? Podem acontecer problemas graves e eu posso precisar ir para a UPA com os meus filhos.

Eu agradeço por este momento.

Muito obrigada.

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira - PODE) – Chamo a Sra. Maria dos Anjos.

O próximo é o Sr. Edmilson Ferreira da Cruz.

A SRA. MARIA DOS ANJOS – A gente está na escola... Onde é a escola mesmo? Eu estou assim, gente, esqueço as coisas. Mas isso é normal.

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira - PODE) – No seu tempo. A senhora é superativa, superdançante.

A SRA. MARIA DOS ANJOS – A escola do Cabuçu é maravilhosa. Tem pilates e ginástica com pessoas honradas, pessoas que nos fazem nos sentir mais felizes ainda, porque essa escola é a nossa segunda casa. Então, dou os parabéns. Mas estamos precisando de um bebedouro, que não tem.

E eu vou avisar vocês que eu vou me candidatar. Vocês me apoiem, viu?

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira - PODE) – Eu te apoio, você já tem até o meu voto.

A SRA. MARIA DOS ANJOS – Obrigada a todos.

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira - PODE) – Cadê o maravilhoso do seu marido?

A SRA. MARIA DOS ANJOS – Amo vocês todos.

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira - PODE) – Gente, ela vai no Jardim Cabuçu dançar, ela e o marido dela. E o marido dela é o único homem no meio daquele tanto de mulher.

A SRA. MARIA DOS ANJOS – Eu sou viúva.

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira - PODE) – Ela não é aquela senhorinha que dança com o marido? Então eu confundi, desculpe.Mas ela é maravilhosa, a gente dança lá com os lenços. Cadê a nossa professora? Maravilhosa.

Eu chamo agora o Sr. Edmilson Ferreira.

O SR. EDMILSON FERREIRA – Bom dia. Tudo bem?

Agradeço a Deus por esta oportunidade.

Vou aproveitar a fala do irmão Siluan sobre o Ecoponto. Os moradores de rua jogam os lixos na rua e não colaboram para descartar no Ecoponto. Isso faz com que fique mais sujo ainda o lugar onde a gente mora.

A iluminação realmente está em uma situação muito precária.

A segurança também está precária. Nós precisamos de segurança onde nós moramos, para a gente poder ter liberdade de trabalhar, de sair. Não temos muita segurança onde a gente mora. Então temos que priorizar onde a gente mora para cuidar da onde a gente está.

Nós precisamos de segurança. Nós precisamos que a nossa rua esteja limpa todo o tempo. A gente olha para um lado, olha para o outro e vê que a cidade está cada vez mais suja. Eles não colaboram com a limpeza da rua. Então precisamos de ajuda para melhorar a condição da população.

Amém. É isso.

Eu agradeço a oportunidade. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira - PODE) – Eu chamo agora a Sra. Nerolande Cabalero Urea. Ela é deficiente visual, então vai falar do lugar dela.

A próxima é a Sra. Sirlene Souza Pereira.

A SRA. NEROLANDE CABALERO UREA – Olá, pessoal. Tudo bem com vocês?

Muito obrigada. Eu tenho pouco a falar. O principal é a acessibilidade. Há leis, programas, políticas públicas e tudo mais, mas a maioria das pessoas não tem acesso a tudo isso. Então, vejam bem: eu, como pessoa com deficiência visual, tenho dupla vulnerabilidade. Sou um pouco surda, além de idosa e cegueta. Então, a acessibilidade, para mim, fica muito mais difícil – não só para mim, mas para a maioria dos idosos. Há tantas leis, como a Lei Brasileira de Inclusão, o Novo Viver Sem Limite e a Lei do Idoso. Lei não falta; só falta nós termos acesso a isso.

Ou seja, as pessoas de ponta têm falhado. Pronto: falei.(Palmas)

A SRA. PRESIDENTE ( Ana Carolina Oliveira - PODE ) – Passo a palavra para a Sra. Sirlene Souza Pereira, e o próximo será o Sr. Rogério Silvério da Silva.

A SRA. SIRLENE SOUZA PEREIRA – Bom dia a todos. Cumprimento a Mesa e todos na pessoa do Alexandre, nosso Subprefeito.

Eu estou na área da saúde já há 24 anos. Nosso território é muito carente em assistência social. Defendo o CRAS. Nós precisamos de mais um CRAS. O Alexandre Pires abraçou uma causa, quando era Subprefeito da nossa região, para os idosos. Lembra-se disso, Alexandre? Nós temos, lá, no Tremembé, nosso atendimento para os idosos. Precisamos abrir um em Jaçanã/Tremembé e você pode ser o nosso apoiador para encontrar o espaço para a gente abrir o atendimento ao idoso nessa região. Faltam mais equipamentos de saúde. É preciso construir UBSs.

Uma das coisas que eu peço aos Vereadores é que respeitem as propostas das oficinas que foram feitas no dia 21, porque naquelas oficinas estavam todas as lideranças do território, que chegaram a uma conclusão e apontaram as demandas necessárias.

Eu vou falar de uma questão que algumas pessoas vão até abordar, aqui, ainda, mas este nosso CEU está sucateado. Nós estamos em uma área bem periférica. O CEU não tem elevador e está com uma quadra sem funcionar. Gente, as crianças do nosso território vinham para cá. Eles não têm para onde vir. A biqueira os está levando para lá. Nos últimos três ou cinco anos, tivemos muito assalto, muito roubo; alguém treinou essa molecada, porque o nosso espaço, que é público, deixou de fazer o trabalho dele.

É só isso. Muito obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE ( Ana Carolina Oliveira - PODE ) – Eu passo a palavra para o Sr. Rogério Silvério da Silva, e a próxima será a Sra. Luciana do Carmo.

O SR. ROGÉRIO SILVÉRIO DA SILVA – Bom dia a todos. Eu sou o Rogério. Faço parte do CEU. Eu faço academia. Faço musculação e tenho 70 anos. Eu venho aqui fazer musculação e, desde o dia 16 de fevereiro, estamos sem professor – e não existe nenhum substituto. Isso é uma vergonha. Você é obrigado a vir aqui. Se você faltar três vezes, você perde a sua vaga, mas você é obrigado a sair da sua casa e vir aqui – não só eu, mas várias pessoas. Então, desde 16 de fevereiro, estamos sem professor de musculação.

Por esses dias, fui usar o banheiro e ele estava com problema. Fui ali embaixo, na quadra. Disseram que o banheiro estava só para mulher: “Você pode somente ir lá, no fundo da secretaria.” Estamos com esta quadra inutilizada. Há quantos anos esta quadra está parada? Isso é uma vergonha. Você vai ao CEU do Jardim Joamar, no Tremembé, e é organizado. Fui beber água no bebedouro de inox ali. Está tudo verde, de sujeira.

Poxa, mas, onde está a administração disto? Não há administração, filhos. Isto é uma vergonha. Estão deixando essas crianças todas abandonadas. Essa quadra, aí, está há mais de três anos abandonada. Não há ninguém para ver.

Peço aos moradores que façam parte do conselho. Isso é muito importante. Venham ao conselho e façam parte dele. Nós temos voz ativa para falar. Entenderam?

Porém, por gentileza, deem uma solução à situação. O professor não aparece aqui nunca. Você chega aqui e não há aula. Passo, pego minha bicicleta e vou embora. Outros vêm de transporte coletivo. Há idosos. A gente já não quer sair de casa. Quando tem a oportunidade para fazer uma atividade, está aí. Desde o dia 16 de fevereiro não há academia para os idosos. Há um horário? Não há. Peço que a Vereadora veja com atenção a situação que nós estamos passando. Entenderam? Está bom?

Um dia, eu cheguei aqui e no banheiro a água estava vazando. Reclamei e colocaram uma fita zebrada, com a água vazando. Voltei e a água estava vazando. Onde está a manutenção? Sabem? Não há manutenção. Onde está a manutenção disto? Isto é pago. Isto não é de graça, não, pessoal. Olhem o tamanho disto, deste espaço. Toma tudo, aí. Ninguém quer fazer nada aqui. Querem fazer tudo em outro lugar.

Pessoal, obrigado. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE ( Ana Carolina Oliveira - PODE ) – Obrigada, Sr. Rogério. Eu passo a palavra para a Sra. Luciana do Carmo, e a próxima será a Sra. Silvani Nascimento Pereira.

A SRA. LUCIANA DO CARMO – Bom dia a todos. Obrigada pela oportunidade. Eu vou continuar falando do CEU, onde eu também frequento a academia. A gente está aqui sem um professor, que é o nosso professor, do nosso horário. Ele está de licença e agora a gente fica sabendo que ele pegou outra licença. Então, a gente vai ficar mais dois meses sem academia. Vão se somar três meses. Assim, a gente vem aqui e não é só para diversão, é saúde também. Fazer musculação é saúde para o corpo e para a cabeça, para todas as idades.

No CEU, realmente, os banheiros estão a desejar. A limpeza daqui está a desejar. Há teia de aranha na sala de musculação. A gente conta até as aranhas que há na sala.

- Manifestação do público.

A SRA. LUCIANA DO CARMO – Sim, elas estão musculosas. Enfim, a academia precisa de uma atenção; o CEU, todo ele também.

Agora eu vou mudar de assunto e vou falar do meu particular, que é referente ao meu bairro, a Vila Albertina. Há uma rua, dentre várias, que é a mais próxima da minha residência, que tem bares que tocam pagode e ficam o dia e a noite inteira. Ninguém dorme – só à base de remédio. Eu, já, por várias vezes, cheguei, no domingo à noite, e tive de descer três pontos antes, porque o ônibus não passava, devido às festas. Imaginem eu descer do ônibus, 9h30 da noite, três pontos antes, para poder andar por uma rua em que eu não estou acostumada, para chegar até a minha casa, porque há um baile de pagode, de funk , cheio de moto, cheio de gente, que fechou toda a rua. É a rua Antônio Joaquim de Oliveira.

O outro caso é o posto da UBS Osvaldo Marçal – Vila Albertina. Eu não tenho acesso à ginecologista. Eu peço encaminhamento para o clínico-geral e ele não passa para mim. Ele fala que é ele que vai sanar as minhas dúvidas.

Outra questão é o ônibus, que é a linha 1016, Cemitério do Horto – Center Norte. O ar-condicionado não funciona e, como não há janela, a gente vive numa sauna, dentro do ônibus. A gente chega até o metrô. Está 30° ou 33° e não há janela para abrir, para ventilar. A gente fica fechada. É a linha 1016. A gente fica sem o ar, porque o ar às vezes está marcando 33°. Não há janela. A gente fica em uma sauna e não adianta. Eu já fiz reclamação no site e não vejo resultado nenhum.

É isso, gente. Obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE ( Ana Carolina Oliveira - PODE ) – Muito obrigada. Eu passo a palavra para a Sra. Silvani Nascimento Pereira.

A SRA. SILVANI NASCIMENTO PEREIRA – Bom dia à Mesa. Bom dia a todas e a todos os presentes no plenário. Eu vou tocar numa questão. Eu sou Silvani, aqui da região. Sou do Movimento Nacional de Luta pela Moradia.

Como a questão da habitação é apenas um pilar, mas vem todo um complemento, que são as questões da saúde, do transporte e da educação, eu vou defender aqui uma proposta para nós, mulheres. A violência contra a mulher está aumentando dia após dia. Precisamos fazer esse combate sobre a violência contra a mulher. Para que isso aconteça e dê certo e diminua ou acabe definitivamente, precisamos de um elo. Qual é o elo? O Poder Público. Quais são? Poder Municipal, Estadual e Federal. Não adianta o Federal fazer algo que contemple e que derrube, que acabe essa questão da violência contra a mulher se os Governos Estadual e Municipal fecharem os olhos. Tem de ter um elo.

Nesse sentido, para combater a violência contra as mulheres, nós precisamos dialogar com todos: com os homens, com as crianças, com a família como um todo. Porque a criação da nossa época, se formos avaliar, já foi apenas no sentido da violência. Não podia fazer isso que apanhava. Não podia fazer aquilo outro que apanhava. Então, a nossa geração já tem uma informação equivocada de educação.

E para isso eu e o coletivo nos sentamos na oficina no sábado, dia 21, discutimos uma proposta de estar trazendo para o território Jaçanã/Tremembé uma Casa da Mulher em âmbito municipal, ou que seja Federal, mas que o município também esteja junto, porque a violência aumentou muito. Nós estamos tendo cinco mortes de mulheres por semana. Estou falando só na capital de São Paulo. Nossa região é muito periférica e nós precisamos fazer esse combate. Nós precisamos da ajuda dos homens. Não adianta nós mulheres fazermos palestras, discursos, oficinas de mulher para mulher. Temos que começar a fazer esse debate com vocês, homens também. E a família como um todo.

Obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira- PODE) - Muito obrigada, Sra. Silvani. Chamo o Sr. Luiz Carlos Donizete Golia.

O SR. LUIZ CARLOS DONIZETI GOLIA - Bom dia a todos. Sou Luiz, estou usando uma calça jeans azul, tênis azul, camisa vermelha do Movimento Nacional de Luta por Moradia. Tenho1,90 de altura. Estou com uma pulseirinha amarela no braço e sou Flamengo, graças a Deus. Solidarizo-me com as mulheres presentes. Nós temos a Casa Brasileira e seria legal os Vereadores estarem discutindo a Casa Municipal de Referência da Mulher na região.

A minha fala será breve também, na questão da Habitação, em que temos vários, problemas que vão surgindo no dia a dia: superfaturamento de obras, outras coisas e tal. O Sr. Prefeito – temos que falar - tem investigado sim, o Ministério Público tem acompanhado. Então, eu peço aos Srs. Vereadores esse cuidado. Eu queria que estivesse a Bancada toda de Vereadores aqui, seja da Situação, seja da Oposição, para estarmos conversando.

O Programa Pode Entrar é positivo, temos na Cohab uma lista grande de espera de pessoas que já estão inscritos na Cohab há muito tempo. E, nós na ponta não temos a informação, a transparência de como está se dando esse processo. A minha fala é essa. Peço aos nobres Vereadores que tomem um atento para isso encaminhar.

Outra coisa, nós homens - sobre a questão do feminicídio na região - temos um papel fundamental, seja na pelada de futebol, seja no jogo de sinuca, no baralho. Temos que conversar entre nós, porque não dá. Está demais. Cada dia é uma violência, é uma covardia. Hoje em dia acontece na Guarda Municipal, na Polícia Militar em alguns estados. Há muita coisa errada e nós, homens, temos o papel principal de conversar com nossos filhos homens desde o início, para que eles respeitem a coleguinha dentro da sala de aula também, porque para o filho o pai é sempre a figura maior. O pai é o herói. E nós temos que ser heróis nas boas atitudes. Então, fim ao feminicídio. É isso aí. Obrigado. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira – PODE) - Muito obrigada, Sr. Luiz. Chamo o Sr. Ivanildo do França.

O SR. IVANILDO DO FRANÇA - Bom dia. Sou Ivanildo França. Sou lá da zona Leste, Bairro do Cangaíba, região da Penha.

Primeiramente, quero fazer um agradecimento ao ex-Vereador, hoje Deputado Conte Lopes. Se não fosse ele, eu não teria trabalhado aqui no Jaçanã com Alexandre. Minha gratidão ao Conte. Gratidão a você, Alexandre, por ter trabalhado cinco anos aqui na Subprefeitura. Trabalhei, também, com o assessor Marquinhos, do Vereador Gilberto. Agradeço a atenção e o carinho da Daniela, do Sandro, Cleiton, Usir Carreira, finado Travalão - que Deus o tenha - Carvão, Sílvia Regina da imprensa, as meninas do RH. O meu pai, o João da Máquina, trabalhou aqui em 2010, naquela época. Deixa um abraço a todos vocês então.

Na segunda parte, quero deixar uma reivindicação antiga, na época do Alexandre – o Alexandre lembra disso - foi feito o Consultório de Rua para atender população em situação de rua. O que falta para complementar essa política pública é um serviço de abordagem das pessoas em situação de rua para Jaçanã/Tremembé. Quem atende o território aqui é a equipe do CREAS Vila Maria, que, aliás, atende com eficiência e competência. Então, o território precisa dessa política pública da assistência. O território não tem. Você está na divisa com Jaçanã/Tremembé, Vila Maria/Vila Guilherme, Santana/Tucuruvi, e de dois municípios: Guarulhos e Mairiporã. A região precisa. Converse com a Comissão de Direitos Humanos da Câmara sobre esse assunto que é muito importante.

E gratidão, Alexandre, a você, a toda sua equipe, com a minha pessoa. Muito obrigado. Deus abençoe vocês.

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira- PODE) – Chamo a Sra. Julia Alessandro Caetano.

A SRA. JÚLIA ALESSANDRO CAETANO - Bom dia. Vou ler o texto que eu escrevi para falar hoje.

Sou moradora do Tremembé e ocupo esta tribuna para denunciar o abandono institucional que mata mulheres em São Paulo, na zona Norte, principalmente.

Sabemos que o feminicídio aumentou 22% ano passado e hoje o que temos é um deserto, um abandono. Não temos uma Delegacia da Mulher, um Centro de Referência da Mulher. O prazo, ele não é suficiente para estar atendendo essas vítimas de violência.

Como aponta o jornal, A Verdade - que está em minhas mãos - o sistema capitalista vai precarizar e o Estado vai negar o socorro às vítimas de violência. Recebemos 20% a menos, o nosso salário é bem baixo, a média salarial da mulher é baixa. Isso é um descaso também.

E não é só segurança pública, mas também sobre a questão de retirar a UBS para colocar uma AMA. Isso é um absurdo. Uma armadilha orçamentária. A UBS é o coração da prevenção da nossa saúde. É possível colocar uma AMA junto, não precisaria tirar a UBS. Sabemos que isso é uma armadilha orçamentária, pois o orçamento diminuirá para se colocar algo para a população mais rapidamente, mas que não vai funcionar.

Esta Casa aprovou um orçamento recorde de 137 bilhões de reais em 2026. Por isso, queria fazer esta pergunta: para onde está indo esse orçamento? Porque não há nenhuma delegacia da mulher aqui, como falei, a questão da casa de referência. Também queria saber quando haverá esse tipo de processo aqui dentro.

Deixe-me ver se há mais alguma coisa. Acho que é isso.

Temos que lutar pelas mulheres, e não só responsabilizar a população, mas o Estado, porque este tem o dever de nos proteger. Não basta apenas o homem aprender sobre isso; há a questão institucional.

Então como uma mulher não sofrerá violência se tem que passar pelo Centro da cidade já tendo a violência nas mãos? Como vai fazer? Aqui em São Paulo é isso. Há um descaso referente às mulheres no nosso estado e na nossa zona principalmente. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE ( Ana Carolina Oliveira - PODE ) – Chamo o Sr. Enrique Marques. A próxima será a Sra. Artelina Coelho.

Se vocês puderem ficar mais próximos, estou narrando quem é o próximo para darmos continuidade. A próxima será a Sra. Artelina Coelho.

O SR. ENRIQUE MARQUES – Olá, bom dia a todos.

Eu me chamo Enrique. Muito bem. Para começar, quero trazer um dado para analisarmos. Apenas no ano de 2026, foi aprovado um total de 137 bilhões de reais para a Prefeitura, para toda a cidade. Para a educação, foram apenas 26,5 milhões de reais. Isso representa menos de 20% de todo o orçamento calculado. Esse é o valor pensado para as escolas municipais e para atendimentos especializados.

Quando se fala, principalmente, da questão de crianças e adultos autistas, houve a denúncia, no ano passado, de que a Prefeitura estaria deixando de contratar especialistas, principalmente pessoas focadas na área da psicopedagogia, para contratar estagiários que tinham apenas formação de ensino médio e 80 horas de especialização, o que, convenhamos, é ineficiente para qualquer atendimento, que dirá para uma situação tão precária como a que trata o autismo em nossa sociedade, quiçá na sociedade paulistana.

Por isso, trago algumas informações que já não são novidade para nós da periferia, mas espero que o Poder Público possa nos ouvir e se compadecer minimamente de nossas questões.

Há apenas um Centro de Atendimento próximo, que é na avenida Santos Dumont em Santana. Quase não há atendimento nas escolas municipais; o que existe é precário. No atendimento de transporte, os ônibus não são adaptados. Para aumentar as tarifas, são ágeis; para sucatear e retirar as linhas – o que está acontecendo na zona Leste, na zona Oeste e, recentemente, no Jardim Filhos da Terra – são ligeiros; mas quando precisamos do Atende+, das vans especializadas, demora-se mais de um ano para conseguir o atendimento. Quando se passam três dias de falta, há perda total.

Por último, a questão da conscientização. Quantos daqui são da periferia – Jardim Filhos da Terra, Jova Rural, Jardim Fontalis, Vila Albertina? – Pergunto se vocês ouviriam, no bairro de vocês, sobre o que aconteceria hoje se não fossem os grupos, os fóruns, os grupos organizados politicamente? (Palmas) Se não fossem por esses grupos, quase não haveria ninguém. Então as votações são feitas quando menos esperamos – já termino, perdão por passar o tempo.

Por isso, peço que a questão das crianças e dos jovens autistas seja levada a sério. Peço, por favor, que isso seja tratado na região e principalmente na periferia. Nós temos centros de cultura de referência, de quebrada, que vêm de resistência e que vêm resistindo há bastante tempo; mas nós não temos cuidado, não temos segurança. Não há apoio a mães que trabalham em escala 6X1, nesse sistema desgraçado, capitalista, em que não conseguem cuidar dos seus filhos. Ou matam os filhos ou se suicidam. Quanto tempo mais precisamos viver essa realidade?

Por isso, peço para não demolir os parques infantis, como já fizeram outras vezes. Peço que não retirem informação da população. Quando houver eventos como este, divulguem pelos carros de som. Agora haverá eleição para Presidente, a rua estará cheia de carros de som. Quantos carros de som, quantos panfletos, quantos cartazes foram levados para nós? Isso não vai acontecer com outras crianças autistas, com eventos no CEU Jaçanã e em outros CEUs. Há outros centros de atendimento e UBSs em que sempre falta remédio.

A SRA. PRESIDENTE ( Ana Carolina Oliveira - PODE ) – Enrique, apenas peço a sua conclusão, por gentileza.

O SR. ENRIQUE MARQUES – É a conclusão, mil perdões.

A SRA. PRESIDENTE ( Ana Carolina Oliveira - PODE ) – Muito obrigada.

O SR. ENRIQUE MARQUES – Nós que moramos na zona Norte precisamos ir ao Glicério, na Liberdade, para conseguir o suficiente de risperidona para um mês. O quanto precisamos dessa humilhação?

Nossos impostos nunca estão em falta. Para pagarmos a conta de luz para enriquecer a Itália com a Enel – que não é uma empresa brasileira, mas uma estatal italiana – isso temos que pagar em dia; mas os nossos impostos ficarão quanto tempo preenchendo os bolsos de funcionários que não estão preocupados com aqueles que os elegem? Muito obrigado. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE ( Ana Carolina Oliveira - PODE ) – Passo a palavra para a Sra. Artelina Coelho. A próxima será a Sra. Iara Maria Ferreira.

A SRA. ARTELINA COELHO – Bom dia a todos. Sou daqui do CEU do Jaçanã e o frequento há quase 16 anos. Sou umas das frequentadoras e estamos precisando de muita coisa. A nossa gestora está aqui, mas ela chegou agora. Estamos precisando demais, demais. O CEU está abandonado, não temos nada.

Precisamos de uma catraca na entrada para verificar as pessoas que ali entram e de camiseta para as pessoas que frequentam o CEU poderem ser identificadas, porque as coisas estão demais. Ninguém sabe quem entra, quem sai. Há problema com os banheiros, problema com a limpeza. Estamos passando por problemas em tudo. À noite, não há segurança. Há um farol na frente, e os idosos não podem passar, pois é perigoso, além de demorar para abrir e perdemos o horário de entrar.

Outra questão é a limpeza no bairro. Não há calçada, coisa de reciclagem está demais. O que mais existe é assalto, não há segurança no CEU. Eu saio às 9h da noite, pois faço aula de dança do ventre. Quando saio, não há segurança. Saímos morrendo de medo de ser assaltada, de ser estuprada, porque há morador de rua.

Não há calçadas, gente do céu. Peço para que os Vereadores olhem as calçadas, pois até a entrada do bairro do Jova Rural não há entrada. Estamos sem entrada no bairro. O CIC Norte não está resolvendo nada. Há também muitas coisas de reciclagem, muito morador de rua.

Peço para vocês, Vereadores que estão aqui, que não venham apenas em época política, gente. Conhecemos vocês, sabemos quem vocês são. Não é apenas na hora da política que é para estar aqui conosco. Queremos vocês em contato conosco no dia a dia.

Ajudem a nossa gestora que chegou agora, a dona Sandra, a colaborar conosco, com as coisas da academia de que precisamos. Precisamos de muita coisa, muita coisa.

Obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE ( Ana Carolina Oliveira - PODE ) – Agora, chamo a Sra. Iara Maria Ferreira. A próxima será a Sra. Carmem Francisca de Lima.

A SRA. IARA MARIA FERREIRA – Bom dia a todos. Sou Iara e atuo há 42 anos na saúde da região. Queria cumprimentar a Mesa. E a felicidade...

A SRA. PRESIDENTE ( Ana Carolina Oliveira - PODE ) – Fale apenas um pouquinho mais perto do microfone. Isso.

A SRA. IARA MARIA FERREIRA – E tenho a felicidade de saber que a Mesa é composta por pessoas da região, que entendem o que estamos falando. Esperamos ser mais sensíveis a isso.

Como falei, atuo na área da saúde, como militante do SUS hoje. Uma questão importante – talvez algumas pessoas que não tenham familiaridade com isso achem uma coisa distante – é a nossa luta, dos Conselhos da região de Jaçanã-Tremembé, que é separar a supervisão de saúde de Santana. Queremos uma Supervisão de Saúde só da região, para estar mais próxima dos nossos problemas. Várias questões de saúde são mencionadas, justamente porque é muito difícil uma supervisão única para 800 mil habitantes. Precisamos de um olhar específico dos Vereadores, e, na época do orçamento, oficiamos esse pedido em todos os gabinetes e o que nos foi dito pela Gestão é que não há funcionário. Porém, sabemos ter 2,9 mil profissionais esperando para serem chamados do concurso público, o que resolveria essa questão.

Queria falar de 2 assuntos, das unidades. Por que as unidades estão tão cheias? É porque faltam unidades e precisamos construir novas. Há mais de 20 anos, a população do Jardim Cabuçu espera a construção de uma unidade de saúde. O terreno está lá, está faltando recurso para a construção, Srs. Vereadores, e isso está ao alcance dos senhores.

Essa população, além de ser mal atendida, acaba por ter de se valer de outras unidades da região, o que também sobrecarrega o atendimento nessas outras regiões, nas demais unidades ali. Precisamos focar na saúde como um todo e, claro, não só no nosso território.

Outra questão, e reclamamos muito, é que precisamos aprender a participar. Logo mais, nos próximos 3 meses, teremos eleições nos conselhos de saúde das unidades. Toda unidade de saúde tem um conselho, que é composto por 50% da população. Peço a cada um de vocês que vá na unidade da sua região e pergunte quando será a eleição. Participe. É uma vez por mês a reunião e vocês podem contribuir, pois passa a ver tudo que acontece com você, com seu vizinho e é lá o nosso espaço para construir um SUS melhor. Obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira – PODE) - Muito obrigada, Sra. Iara. Passo a palavra à Sra. Carmem Francisca de Lima. (Pausa) No seu tempo, Sra. Carmem. Já anuncio a próxima oradora, Sra. Tuany Alves.

A SRA. CARMEM FRANCISCA DE LIMA – Bom dia a todos. Bom dia à Mesa. Olha, a minha fala, hoje, o que tenho a dizer a vocês é bem importante.

Primeiro, quando cheguei, achei estranho e nunca aconteceu: a falta do café, pois a população gosta.

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- Manifestação na plateia.

A SRA. CARMEM FRANCISCA DE LIMA – Mas é verdade. Nunca faltou um café quando teve evento aqui, e hoje não teve um café? Isso é meio desagradável, entendeu?

O que eu quero, outra coisa, o que vou pedir, isso falei logo que cheguei: “Vou subir e vou falar”. Moro no Jardim das Pedras há 60 anos. A minha luta não é uma luta de pedir algo hoje e deixar para lá, o que acontece direto. Moro no bairro e não tem… o que tem lá é uma creche, um posto de saúde, e tem porque corri muito atrás. Gente, corri muito atrás daquele posto de saúde.

Lá tem bastante terreno, tem a Philomena Baylão, é um terrenão, enorme. Ganhamos um pedaço dele, um documento e estou, nesta reunião, hoje, pedindo para vocês olharem e ao nosso Subprefeito - que, aliás, já deu uma olhada nesse documento - para, desse modo, fazer o posto de saúde. O atual posto de saúde está num local alugado. Esse dinheiro do aluguel dá para fazer, para construir, não ficar todo mês pagando, o que não é barato. O aluguel não é barato, então, estão gastando dinheiro, assim, à toa, com tanta terra que temos. Para quê? Lá, onde moro, tem bastante terra.

Se os órgãos públicos e os Vereadores tiverem interesse, dá para construir muita coisa lá. Na Philomena Baylão dá para fazer o posto de saúde, dá para fazer um CEU, é um projeto do CEU. Vamos lá, gente.

Não vamos deixar morrer esse pedido, já estou cansada, toda vez venho nas reuniões falo do posto de saúde. E antes de fechar meus olhos, quero o posto de saúde lá. Em nome da população, e não de aluguel.

Está bom, gente? Estou com o documento, já entreguei um documento hoje; entreguei um agora. Agradeço a todos, aí, da Mesa, desculpem-me, mas olhem para nós, para os matos de lá também. Deem mais uma olhada. Vocês pensam que é fácil morar onde moramos? Não é fácil, é meio complicado, mas é onde podemos morar, só que vocês têm de nos ajudar para que nós ajudemos vocês. Se não, não podemos ajudar vocês. Se vocês não nos ajudarem, nós também não podemos ajudar vocês. Está bom? Obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira – PODE) - Obrigada, Sra. Carmem. Neste momento, passo a palavra à Sra. Tuany Alves, já anunciando a próxima oradora, a Sra. Maria Rosa dos Santos. (Pausa)

- Manifestação na plateia.

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira – PODE) - Vou reivindicar para o Presidente o próximo café, afinal, o povo só acorda depois do café, não é?

A SRA. TUANY ALVES - Bom dia a todos. Bom dia à Mesa. Eu sou mulher branca, cabelo preto, tenho mais ou menos 1,66 m, estou vestida com uma blusa branca do movimento que participo “Salve o Periférico”, saia azul e tênis branco. Sou membro do Conselho Participativo JT e, hoje, venho trazer algumas demandas da região.

Queria falar da zeladoria, pois enfrentamos sérios problemas como buracos em diversas vias, as quais estão há meses sem manutenção. Vou citar como exemplo e destacar o Chic Chic Kamia, a avenida Mário Lago, a rua Flor de Ouro, rua Jordão de Camargo, entre outras. É essencial a descentralização do serviço de tapa-buraco para as Subprefeituras e, principalmente, o aumento das equipes de zeladoria para maior agilidade nos serviços.

Quero falar também sobre a saúde, pois a região carece de estrutura; reforçamos a necessidade da implantação da UBS no Jardim Cabuçu, além do fortalecimento da rede com mais acesso a atendimento básico e especializados. Como exemplo cito as URSIs, a Rede Hora Certa, o CRAS, CREAS, NCI, entre outros.

Necessitamos de melhorias também na acessibilidade das calçadas e sinalizações dentro do território: semáforos e faixas.

Precisamos ainda de mais ecopontos no território do Tremembé, devido ao descarte irregular, que tem sido pauta de reclamações constantes na nossa região.

Por fim, precisamos melhorar o saneamento básico no território, como abastecimento de água, coleta de esgoto e infraestrutura. Bom dia a todos e obrigado. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira – PODE) - Muito obrigada, Tuany. Tem a palavra a Sra. Maria Rosa dos Santos e, em seguida, o próximo orador é o Sr. Fernando Oliveira Garcia.

A SRA. MARIA ROSA DOS SANTOS - Bom dia. Sou Maria Rosa dos Santos, moro na Vila Albertina, à rua Boiçucanga.

- Manifestação na plateia.

A SRA. MARIA ROSA DOS SANTOS - É Vila Albertina, rua Boiçucanga. É o seguinte: havia pedido à Subprefeitura Jaçanã, no mês dez de 2024, iluminação para a viela.

Então, quando foi agora há pouco, 2026, vimos que ainda não foi feito nada. Fui até o Jaçanã, onde me informaram que, ali, estava encerrada. Fiz um novo pedido: rua Boiçucanga, escadão, e tem outro, da rua Veloso da Fonseca. Gostaria que vocês verificassem, por favor, porque ali é muito escuro, é um escadão todo irregular que precisa de uma reforma. Preciso muito que deem uma atenção sobre isso. Afinal, por que “deu por encerrado” se o serviço não foi feito?

- Manifestação fora do microfone.

A SRA. MARIA ROSA DOS SANTOS - É Vila Albertina, rua Boiçucanga.

- Manifestação fora do microfone.

A SRA. MARIA ROSA DOS SANTOS – Boiçucanga. Vila Albertina. Meu pedido é de 8 de outubro de 2024. E refiz o pedido, um outro pedido, porque, como esse do escadão tinha sido encerrado, fiz dia 6 de fevereiro de 2026 esse outro pedido, igual e tem abaixo-assinado. Espero que os senhores deem uma forcinha para a gente.

Outro fato é o esgoto que está caindo na tubulação, então o que acontece? Esse escadão tem divisa com a minha casa, é um cheiro insuportável. Tenho um problema sério que é a bronquite. E, recentemente, sofri uma cirurgia de um tumor no pâncreas. Minha vida é isso mesmo: confusa. Então, tenho muitos problemas. Não durmo à noite, com crises de bronquite devido a esse mau cheiro. Gostaria que vocês dessem uma verificada, por favor.

Outra coisa, o muro está todo rachado, da Prefeitura, o qual já caiu há algum tempo, do escadão. Faz divisão com a minha casa. Queria que vocês dessem uma verificada, porque ele é muito alto. Se cair, lógico que atingirá a minha casa, como já aconteceu. Há 20 anos caiu com esse mesmo problema, e há várias rachaduras. Eu agradeço. Precisa também de uma reforma no escadão e, com urgência, colocar iluminação, que é muito perigoso.

Bom dia a todos e muito obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira – PODE) - Muito obrigada, Sra. Maria Rosa dos Santos. Eu passo a palavra ao Sr. Fernando Oliveira Garcia. E o próximo é o Salomão Kelner Ferreira Souza.

O SR. FERNANDO OLIVEIRA GARCIA – Bom dia a todos presentes e à Mesa também. Meu nome é Fernando, sou Professor de Educação Física.

Eu vim fazer uma reivindicação para o meu bairro. Então, sábado passado, algumas pessoas daqui tiveram uma reunião e nós juntamos as demandas dos territórios, conversamos e foi uma reunião proveitosa. Até gostaria de agradecer a vocês, porque a Câmara na Rua começa a dar voz para muitos, que podem reclamar do que é necessário.

No meu caso, é na parte de lazer e zeladoria. Na parte de zeladoria, temos a rua Teodoro Alba, na Zona Norte, que fica perto do Parque Mandaqui, no Jardim Harmonia. Há uma pista de skate e, na parte de trás, há uma rua que há anos possui um terreno vazio. E, nesse local, ocorre um monte de coisas que já foram citadas na Prefeitura.

Estive lá na quinta-feira e, novamente, na sexta-feira. Peguei o protocolo e fiz as reclamações, porque jogam lixo, há animais mortos e, então, falei na Subprefeitura para que pudessem dar uma acelerada nisso. É o seguinte: me falaram sobre o prazo de 24 horas.

Os cachorros e outros animais que estão mortos no local já estão fedendo faz tempo. Isso é questão de saúde pública. Fora os quadros de motos lá, de procedência duvidosa, que não posso falar que é furtado ou não, mas que jogaram lá. Então há essa parte aqui e, também, quando canalizaram o rio, fizeram uma parte que precisa podar as árvores, pois estão grandes e tampando a luz da rua.

Fica muito difícil conseguirmos nos deslocar. E, na parte esportiva, fazemos um evento há dez anos com campeonato de taco e carrinho de rolimã, fora a festa junina e outras demandas que precisamos do fechamento da rua. Desculpe até extrapolar um pouco o tempo, mas, toda vez que fazemos uma solicitação, vemos como é difícil para poder fechar a rua. E, quando conseguimos isso, disponibilizaram apenas um banheiro químico. Então fica difícil, porque o único meio que temos para tirar as crianças da rua e não adentrarem outros caminhos aqui é nas partes do lazer e da cultura ali, o que ajuda a toda a comunidade.

Afinal, toda vez que há algum evento, fazemos com a ajuda da comunidade. Só precisamos desta parte da demanda: de fechamento da rua e de uma estrutura para poder tocar os projetos que já têm mais de dez anos, pois já estão em andamento.

Então, obrigado pessoal que tem me escutado, e Vereadores. E parabéns pessoal com mais de 60 anos, porque, mesmo já tendo feito sua parte, também estão reivindicando. Obrigado.

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira – PODE) - Muito obrigada, Sr. Fernando Oliveira Garcia. Passo a palavra para o Sr. Salomão Kelner Ferreira Souza. E o próximo é o Sr. Nelson Ferreira Filho.

O SR. SALOMÃO KELNER FERREIRA SOUZA – Bom dia a todos e à Câmara Municipal de São Paulo. Sra. Ana Carolina Oliveira, minha filha e minha esposa te adoram e te acompanham faz tempo.

Srs. Vereadores, Subprefeitos, pessoal, o que trago é muito simples: é sobre o transporte público na região, que é precário. É difícil. Eu tenho dois carros, mas nem sempre ando de carro. O trânsito de São Paulo é muito grande. Então, o que que acontece? Às 4h30 da manhã, no primeiro sinal de saída de ônibus, é uma fila, juro a vocês. Dando nome aos bois: a empresa chama-se Sambaíba Transportes Urbanos Ltda. É inadmissível e inaceitável que uma empresa de porte como a Sambaíba atenda só a zona Norte. Desculpa, isso cheira a monopólio. São feitas reclamações e observações. Às vezes, a SPTrans vai lá, fiscaliza, então brota ônibus do buraco. Quando o carro vai embora, é motorista jogando baralho, 4h30 da manhã, sentados na praça. Eu tenho prova, um vídeo disso.

E eles desrespeitam o usuário, o pessoal. É triste: 45 minutos de atraso. Houve caso em que a senhora passou mal, nervosa, ia ao médico. Teve o princípio de infarto por nervosismo por esperar o ônibus. E isso ocorre no começo e no meio de semana, além de períodos de demanda alta. Não é 9h, 10h, porque o pessoal já foi.

Por favor, dê essa chance a nós. E também há os hospitais, em que falta atendimento, ou seja, médicos. A demanda nesta região aumentou demais, enquanto isso a parte dos serviços não acompanhou.

Muito obrigado e até mais. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira – PODE) – Muito obrigada, Sr. Salomão Kelner Ferreira Souza. E passo a palavra para o Sr. Nelson Ferreira Filho. E a próxima é a Sra. Aline Katia Ferreira de Melo.

O SR. NELSON FERREIRA FILHO – B oa noite a todos. Gostaria de começar cobrando uma resposta: tivemos uma dinâmica na semana passada, que foi uma oficina preparatória para este evento, em que foram apresentadas inúmeras propostas.

E o que será feito com essas propostas que foram apresentadas para a Escola do Parlamento, que faz parte do mesmo evento? Acho que todos que compareceram gostariam de saber se essas propostas vão ser entregues aos Vereadores. Se já foram entregues, qual o encaminhamento que será dado a essas propostas? É para que possamos saber, senão fica repetitivo pedir algo na semana passada e, depois, pedir o mesmo nesta semana.

Só para justificar isso, passou meio minuto do meu tempo. Então, gostaria que até fosse considerada a questão do tempo em função dessa questão de ordem.

E, aqui na região, em relação à prerrogativa do Parlamento, para não ter muitas demandas pontuais e, sim, direcionar até vocês, há a questão de equipamentos, até para fornecer como ferramentas aos seus gabinetes, de modo que façam o encaminhamento. Sobre a UBS Jardim Cabuçu, já foi mencionada umas três vezes na oficina, como sendo uma implantação de extrema necessidade. É mais uma questão de articulação, que já esteve bem próxima de acontecer, por meio da verba do Programa de Aceleração do Crescimento, PAC, mas essa verba acabou não sendo executada. Isso acaba sobrecarregando unidades que são próximas, sem contar com o grande empreendimento habitacional que está sendo realizado no local, onde é o Conjunto Habitacional Cohab Sonda II, que vai colapsar vários equipamentos públicos da nossa região. Então, é de extrema necessidade que os Vereadores presentes levem esse encaminhamento.

Fora isso, também precisamos de um centro de convivência para pessoas com deficiências e pessoas atípicas, com TEA e TDH, que não temos no território. E que esse centro venha acompanhado do acolhimento às mães e famílias atípicas, porque essas pessoas estão adoecendo também por falta de estrutura pública, pela falta de acolhimento, impedindo que possam cuidar melhor dos seus.

Temos também a proposta de um centro de especialidade, no Jardim Tremembé, que é uma demanda muito grande.

E mais uma questão também que vai bem ao encontro de vocês: a obra do Córrego da Paciência. Essa obra começou há muitos anos e, de acordo com o contrato, está muito atrasada, de modo que causa enchentes e alagamentos em várias ruas dentro da nossa região.

Seria isso, dentre várias outras coisas. Gostaríamos do quê? Que o Legislativo se fizesse mais presente na nossa região. Indo ao encontro com minha fala, é o que está acontecendo hoje. Temos 55 Vereadores, dos quais não tenho muita proximidade com nenhum, mas é questão de conhecer.

Obrigado ao Sr. Gilberto Nascimento e à Sra. Ana Carolina Oliveira. Também estava o Sr. Antonio Carlos Chiaretto, representando o Sr. Paulo Frange. Dos 55, nós temos três. Isso mostra a falta de representatividade e a falta de presença do Legislativo no nosso território, que é de extrema importância para que essas demandas avancem. Não adianta falarmos, se vocês não pegarem isso e fazerem acontecer. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira – PODE) – Com certeza, muito obrigada, Sr. Nelson Ferreira Filho. Passo a palavra à Sra. Aline Katia Ferreira de Melo. E a próxima é a Sra. Maria de Fátima Lemos da Costa Bernardino.

A SRA. ALINE KATIA FERREIRA DE MELO - Tenho um Instagram aqui, @jovayork, que tem algumas questões da região. Recebo muitas demandas de zeladoria relativas ao lixo, abandono de veículos, corte de mato, porque aqui temos uma região verde muito vasta e, nos últimos anos, temos muitas ocupações.

O número de moradores de população cresceu muito aqui nos últimos anos e os serviços não estão dando conta, não estão atendendo. A nossa UBS Jova Rural, é nova. Foi inaugurada em 2019 e não está dando conta da demanda. Você vai numa quarta-feira tentar um encaixe e isso começa a partir das 13h, mas você vai sair de lá às 18h ou 19h, que é o horário de fechamento.

A questão do transporte é uma questão muito delicada, porque implica nosso direito de ir e vir, seja em relação a estudos ou a vagas de trabalho. Na Vila Nova Galvão há linha da empresa Sambaíba, bem como no Jardim Filhos da Terra. Nós mesmos já tivemos uma linha da Sambaíba, que foi retirada.

O nosso ônibus 1702-10 Tietê era uma linha de veículos grandes, agora é uma linha de micro-ônibus, assim como a linha 1701-21 Tucuruvi e a 1701-10 Santana. Essas linhas já saem lotadas dos pontos iniciais nesses terminais. Então, se você estiver por aqui às 18h e você for nesse ponto próximo à Delegacia, você não consegue entrar em nenhum desses micro-ônibus que passam todos lotados. Eles passam de dez em dez minutos: desce um passageiro e sobe outro. Às vezes, passam direto ou param um pouco mais à frente. Quem tiver que descer, que desça, porque não vai caber todo mundo.

E as pessoas estão num nível de loucura a tal ponto de falarem assim: “Ah, está vazio. Ah, cabia.” É esperança de ir embora. Todo mundo está cansado do trabalho, da escola, de tudo, quer chegar logo em casa e não consegue.

Obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE ( Ana Carolina Oliveira - PODE ) – Passo a palavra para a Sra. Maria de Fátima Lemos. E o próximo será o Sr. Diego Bruno de Souza Siqueira.

A SRA. MARIA DE FÁTIMA LEMOS DA COSTA BERNARDINO − Bom dia a todos.

- Manifestação fora do microfone.

A SRA. PRESIDENTE ( Ana Carolina Oliveira - PODE ) – Perfeito. Vou passar a palavra para a próxima, apenas para darmos continuidade. E depois fazemos as respostas. Muito obrigada.

Tem a palavra, Fátima.

A SRA. MARIA DE FÁTIMA LEMOS DA COSTA BERNARDINO − Bom dia a todos. Meu nome é Fátima. Sou moradora do bairro Jova Rural já há 40 anos e, durante todo esse período, tenho acompanhado o processo de transformação do nosso bairro. A área tem sofrido muito, principalmente as áreas verdes, com a grave degradação que tem acontecido, seja por conta de situações de invasões ou de usuários de drogas.

O que ocorre é que nosso bairro está sofrendo muito por conta de várias demandas, agora cada vez mais acentuadas por conta das situações que vem atravessando. Falta segurança, falta zeladoria, bem como a questão dos transportes, de que foi bem falada aqui. De manhã, logo cedo, muitos moradores têm que pegar ônibus no contra fluxo, indo até o final da linha para poderem ter condições de pegar esse transporte, porque aqui embaixo, no Jova Rural, não conseguem pegar. Então, está-se precisando de uma atenção.

A impressão que se tem no bairro Jova Rural é que fomos esquecidos pelos poderes públicos, pelos gestores públicos. E nós somos cidadãos também, pertencemos a esta cidade. Merecemos um olhar de carinho, um olhar de respeito, porque queremos, muito mais que sobreviver, viver com dignidade, que é o que está faltando para a nossa área.

Precisamos muito da atenção do Poder Público, principalmente com relação à degradação que está acontecendo nas nossas áreas verdes. As pessoas já não têm mais um espaço para se exercitar, um espaço de lazer. Então, precisamos de praças, de parques, mas que sejam adequados − com boa infraestrutura e, principalmente, segurança, porque a nossa área está sofrendo muito com isso.

Muito obrigada a todos. Obrigada pela atenção. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE ( Ana Carolina Oliveira - PODE ) – Passo a palavra para o Sr. Diego Bruno de Souza. (Palmas) E o próximo é o Sr. Renato de Paula.

O Sr. Diego Souza trouxe a organizada dele. Quando eu crescer, vou ter uma dessa. Juntos podemos

O SR. DIEGO BRUNO DE SOUZA SIQUEIRA − Bom dia a todos. Bom dia à Mesa também.

Acho que muito maior que o ato é o legado que isso possa deixar. Temos feito nossa parte aqui e temos participado de audiências públicas. Temos contribuído, a população tem participado, mas infelizmente nada tem acontecido. Quem aqui já participou de audiência pública no teatro? E o que foi entregue? Isso é a carência de representatividade.

Então, isso é muito importante. Pedimos aos Parlamentares que o Câmara na Rua realmente se faça na rua, e que, além do papel que é redigido aqui, esses problemas possam ser solucionados. O Jaçanã/Tremembé tem uma extrema carência de todo tipo de questão de infraestrutura, de saúde, de projeto para espaços esportivos. Infelizmente, a Subprefeitura carrega um grande peso nas costas, pois está totalmente sobrecarregada.

Então, precisamos que vocês façam também o contato, que as Secretarias estejam presente aqui − a Secretaria de infraestrutura, a SMSUB, entre outras −, principalmente para poderem dar suporte à Subprefeitura, que, infelizmente, às vezes, sai como carrasco na frente da população, mas faz o que pode e da forma que dá para fazer.

Então, pedimos que vocês possam levar essas demandas − principalmente os territórios que representam os Vereadores Gilberto Nascimento e Ana Carolina −, e que os demais Parlamentares possam ser atuantes no nosso território.

Precisamos muito que o Jaçanã avança. Precisamos muito curar as feridas. O nosso povo sofre muito e a única solução é a confiança que é depositada em vocês. Então, esperamos que, dessa agenda que é feita aqui hoje, possamos ter um legado positivo para toda a nossa região.

Obrigado. Que Deus abençoe a todos. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE ( Ana Carolina Oliveira - PODE ) – Passo a palavra para o Sr. Renato de Paula. E a próxima será a Sra. Damaris Roberto.

O Renato não está? (Pausa) Então, passo a palavra para a Sra. Damaris Roberto. E depois será o Sr. Camilo Pirâmides.

A SRA. DAMARIS ROBERTO − Bom dia à Mesa. Bom dia a todos e a todas.

Sou Damaris Roberto, uma mulher negra de 66 anos, cinco meses e 20 dias. Estou vestindo um vestido azul royal , meu cabelo está à altura da nuca e é grisalho. Estou também com uma pulseira que brilha, porque gosto de brilho, bem como uso a pulseira amarela que me garante a fala nesta tribuna. E é a forma pela qual represento as pessoas idosas do nosso território.

Sou coordenadora do Fórum da Pessoa Idosa - Vila Maria, Vila Guilherme e Vila Medeiros, bem como do Coletivo da Pessoa Idosa da Zona Norte. E tem sido muito trabalhoso juntar as pessoas nesses grupos.

Não sou candidata a nada. Sou estudante, especialista e amante das políticas públicas. Também estive aqui sábado passado, onde nos garantiram que teríamos de três a cinco minutos de fala − quando nós mesmos levantamos que dois minutos, por conta da experiência nas audiências públicas, não seria m suficiente s . Então, me perdoem, não usarei apenas os cinco minutos, mas vou me estender um pouquinho mais.

O primeiro pedido é, sim, que seja dada atenção ao que nós construímos aqui no sábado passado, porque estávamos em um número maior de pessoas diretamente ligadas ao tema. Portanto, éramos porta-vozes dessas outras pessoas que aqui estão. Fizemos um documento que sabemos que já foi entregue a vocês. Assim, por favor, ali há bastante recorte de demandas, e acho que não cabe aqui, agora, apresentar outras ou entregar novas demandas, já que sabemos que aquelas já estão nas mãos dos senhores. Então, por gentileza, deem atenção ao que foi feito.

Vou realizar um ato aqui e gostaria também que a TV Câmara SP não o editasse, porque gostaria de protocolar os documentos. No entanto, achei que não deveria protocolá-los e entregá-los diretamente à Mesa, no meio dos outros — não que fossem extraviados —, mas acho que será muito simbólica a entrega desses documentos sobre a mesa. Vou entregá-los do jeito que estão, empacotados, justamente para diferenciá-los dos demais.

Também não disse que fui conselheira dos Direitos da Pessoa Idosa na última gestão, encerrada em dezembro do ano passado. Somos quatro conselheiros da zona Norte — dois titulares e dois suplentes — em um conselho deliberativo e paritário desde a última gestão, portanto com voz e poder de decisão.

E o que decidimos, então, em relação à pessoa idosa? Entregar à Mesa a Resolução nº 08/CMI de 2025. O que há nesta resolução? Todas as demandas levantadas na Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, realizada no ano passado. Ela está compilada aqui e também inclui — sei que vocês têm acesso, mas achei necessário entregar para facilitar — a publicação no Diário Oficial da Cidade , com todas as diretrizes e demandas de que a população idosa necessita, não apenas na zona Norte, mas em toda a cidade de São Paulo.

Essa é uma forma de garantir que sejamos atendidos e que essas demandas sejam observadas. O Diário Oficial da Cidade que trouxe aqui é do dia 28 de novembro de 2025. Há também o do dia 5 de novembro de 2025, no qual constam as Resoluções nº 06 e nº 07 do CMI — CMI, gente, é o Conselho Municipal da Pessoa Idosa, desculpem.

Precisamos, sim, de: ILPI, CRAS, CREAS, Programa PAI e muitas outras coisas para a pessoa idosa, mas tudo está aqui. Então, por gentileza — serei redundante, mas é necessário —, prestem atenção.

Outra coisa que trago é a Agenda Social para a Pessoa Idosa — PPA 26//29.

A SRA. PRESIDENTE ( Ana Carolina Oliveira - PODE ) – Sra. Damaris, eu só peço que a senhora conclua, em respeito às outras pessoas.

A SRA. DAMARIS ROBERTO – Eu vou concluir já, já. É a única oportunidade de fala que nós temos, então, por favor. Nós não vamos encontrar vocês novamente. Eu não vou levantar novamente às 6h da manhã, deixar minha família, meus afazeres e meu lazer para pensar políticas públicas para o meu território, para a zona Norte e para a cidade de São Paulo, chegar aqui e não poder falar. (Palmas)

Então, com todo respeito, ao pedir um pouco mais de tempo, não estou desrespeitando a nossa população; muito pelo contrário, estamos lutando por respeito e por direitos.

Aqui está, vejam, o Plano Intersetorial de Políticas Públicas para o Envelhecimento. Já houve um plano que foi extinto em 2024; portanto, está na hora de pensarmos em outro. Isso também consta no documento que vou entregar a vocês.

Por favor — e, dona Sandra, vou falar especificamente com a senhora —, também faço parte do grupo de idosos 60+, da USP Leste. Lá trabalhamos a educação para o envelhecimento.

Nesta semana, em uma de nossas aulas, foi dito da necessidade de trabalhar esse tema desde a primeira infância. E quero dizer à senhora que eu, Damaris, estudante da USP e articuladora no território norte, vou procurá-la para que possamos pensar, como resultado desta reunião, em uma forma de promover a educação para o envelhecimento e, assim, dar legitimidade ao selo de Cidade Amiga da Pessoa Idosa, que a nossa cidade possui.

Por favor, me receba.

Obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE ( Ana Carolina Oliveira - PODE ) – Muito obrigada, Sra. Damaris. Eu chamo o Sr. Camilo Pirâmides e o próximo é o Sr. Roberto Mendes.

A SRA. DAMARIS ROBERTO – Dona Sandra, desculpe-me, eu fui corrigida e eu acho que houve um equívoco na minha correção. A senhora é a gestora do CEU Jaçanã. Então, eu falei para a pessoa certa. Dona Sandra, eu vou procurá-la como cidadã paulistana.

Obrigada. (Palmas)

O SR. CAMILO PIRÂMIDES – Bom dia a todos, à Mesa, ao Subprefeito do Jaçanã/Tremembé. Acho que tudo o que foi dito neste momento de representatividade da Câmara Municipal de São Paulo fala de orçamento. A cidade de São Paulo completou 472 anos. E, ano após ano, percebemos que ela continua pelo caminho errado.

Precisamos descentralizar o orçamento participativo da cidade de São Paulo. As nossas divisas de município estão completamente abandonadas. Fala-se aqui em todas as Secretarias — Saúde, Educação, Habitação —, mas sem recurso não conseguimos solução. Essa foi a proposta que apresentamos no último Plano Diretor: a descentralização do investimento que a cidade realiza. Porque ele começa lá na Sé e não chega à nossa periferia. As demandas estão aí.

A periferia está completamente abandonada. Não temos zeladoria. As ruas estão totalmente sem condições de tráfego. Nossas vias são ruins. Temos aqui o CEU Jaçanã; todas as manhãs fico cerca de dez minutos tentando acessar a avenida Mário Lago e não consigo.

Isso, senhores representantes da Câmara Municipal, demonstra como é primordial descentralizar o orçamento de cada ano. Sem recursos, nossas Subprefeituras não têm condições de atender às demandas que a região carece e às necessidades do dia a dia.

A primeira coisa que precisamos garantir é uma cidade onde todos tenham direitos. A nossa cidade de São Paulo deve ser, acima de tudo, uma cidade limpa, linda e saudável. Porque uma cidade limpa, linda e saudável não adoece.

Muito obrigado. Um bom dia a todos. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE ( Ana Carolina Oliveira - PODE ) – Eu passo a palavra ao Sr. Roberto Mendes e o próximo é o Sr. Diego Tárcito.

- Manifestação fora do microfone.

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira - PODE) – Se a senhora quiser, eu lhe dou o microfone, Sra. Damaris. Pode falar.

A SRA. DAMARIS ROBERTO – Eu só quero passar a seguinte informação para a Mesa: esse mesmo jogo de documentos que nós entregamos para vocês hoje foi protocolado na audiência pública e na Secretaria de Planejamento. Portanto, são vocês e mais eles que vão conseguir dar andamento a isso.

Muito obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira - PODE) – Muito obrigada, Sra. Damaris.

Passo a palavra ao Sr. Roberto Mendes.

O SR. ROBERTO MENDES – Quero agradecer por esta oportunidade que os senhores estão nos dando. Somos uma comunidade. Todos chegaram aqui com as suas demandas, com as suas dificuldades. Mas o que nós temos que entender também é que existem pessoas que estão querendo olhar para a nossa região.

Não é do nosso hábito querer brigar e, neste momento, nosso objetivo é lutar pela nossa comunidade, que é carente. Precisamos que todas as áreas sejam olhadas de uma forma diferente. O único problema que nós temos na nossa região é que olham apenas para alguns lados, e para o lado social, que nós precisamos muito nas nossas comunidades.

Eu sou do bairro Jardim Fontalis, porém falo por todas as comunidades, porque sabemos que todas passam por essa adversidade, por essas dificuldades, e precisamos que olhem para nós de uma forma diferente, com respeito. Hoje em dia, as pessoas não olham mais para a gente com respeito, mas sim como voto, como número. E nós não estamos aqui para ser número; queremos ser habitantes.

Na nossa região do Jaçanã/Tremembé, temos 350 mil pessoas. São muitas pessoas que passam por dificuldades. Então, o nosso papel como líderes é direcionar, divulgar – e há muitos líderes aqui – e agradecer as oportunidades que estamos tendo.

Hoje estamos tendo um apoio muito grande da Subprefeitura na região do Jardim Fontalis. Sofremos ali por um tempo – uns dois anos atrás – com demandas que tínhamos e não conseguíamos atender. Agora conseguimos.

O Sandro foi nos visitar no Jardim Cabuçu, está olhando para a nossa região. A gente agradece a vereança, agradece a todos vocês. Que Deus abençoe. Amém. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira - PODE) – Amém.

Passo a palavra ao senhor Ariovaldo José Cândido.

O SR. ARIOVALDO JOSÉ CÂNDIDO – Bom dia a todos. Bom dia, comunidade.

Quero tributar todo o agradecimento aos Vereadores e às autoridades aqui presentes. É difícil ser líder comunitário, não é fácil. Precisamos dos Vereadores para andar lado a lado conosco. A gente não quer “Vereador Copa do Mundo”, que só aparece aqui de quatro em quatro anos.

Fiquei satisfeitíssimo com a Vereadora Carol, que foi lá e nos deu atenção; assim como o Vereador Gilberto também nos deu atenção. O pessoal da Subprefeitura vem nos dando atenção, e isso prova que a comunidade não está esquecida.

A cada um de vocês que acordou cedo, deixou seus afazeres, também tributo o meu agradecimento. Não adianta as pessoas ficarem falando do Vereador e não compreenderem o que é política.

Outra coisa também: a gente tem que parar de ser corrupto. De chegar, no dia da eleição, um cara e oferecer 50 reais para votar em tal pessoa. E a pessoa, que não tem em quem votar, aceita. Depois sofre durante quatro anos.

Porém, o que acontece é que o líder comunitário está lá presente durante esses quatro anos. Depois vêm pedir favor a ele para ajudar nisso e naquilo, e ele fala: ”Vai lá pedir para o seu candidato, que nem vai aparecer mais aqui na comunidade”.

A nossa região do Jardim Modelo/Cabuçu precisa de muita coisa. Precisamos olhar para os polos esportivos. Precisamos de uma lombada na frente do balneário, porque é um perigo para as mulheres que vão levar as crianças na creche.

Pegando um gancho do que já foi dito, também é necessário um posto de saúde lá. Quando a gente precisa, tem que ir no do Jaçanã, no do Edu Chaves ou no da Vila Galvão, em Guarulhos, divisa com São Paulo. A gente precisa desse respaldo.

Estou no balneário há 43 anos. Não sei o que aconteceu com a Prefeitura, que antes fornecia lanche e suco. Estou falando isso porque a criança vai fazer esporte sem se alimentar, sem ter tomado café e acaba passando mal. Tem gente que vai fazer ginástica lá sem se alimentar e não tem nenhum respaldo. Isso precisa voltar. Não é uma coisa difícil para a Prefeitura.

Também fico muito feliz porque hoje está sendo inaugurado o Centro Esportivo Thomaz Mazzoni. Quando eu queria fazer esporte, eu tinha que ir no Centro Olímpico. Hoje temos um centro na nossa região.

O esporte forma o cidadão, resgata crianças e muita gente. Por muito tempo, o esporte ficou largado aqui no Jaçanã. Não sei o que aconteceu para acabarem com os Jogos da Cidade.

Agradeço pela oportunidade. Este pouco tempo me deixou desabafar algumas coisas. Muito obrigado a todos. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira - PODE) – Muito obrigada, Sr. Ari.

Tem a palavra a Sra. Priscila Santos de Araújo.

A SRA. PRISCILA SANTOS DE ARAÚJO – Olá. “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados”.

Eu vim lutar por justiça. Todos nós somos povo de Deus. Todos nós somos trabalhadores que pagamos impostos altíssimos – e com orgulho – para chegar aqui e falar: “Queremos que os impostos sejam revertidos não para a corrupção, mas verdadeiramente para o povo”. Queremos transporte de qualidade, e não essa palhaçada de “ou vocês querem essa linha ou essa outra”. “Querem van, se conformem”. “Parem de reclamar”.

Eu pago imposto, eu trabalho. Se os trabalhadores pararem, essa cidade para. E não venham falar que falta orçamento público. É a cidade mais cara da América Latina, a mais rica – e sou eu que sustento isso daqui.

A minha mãe está há mais de um ano esperando o Atende para o meu irmão autista. Eu estou aqui porque eu sou uma trabalhadora da escala 6x1 e pego ônibus sucateado, fico 1 hora e 15 minutos esperando, e não tem ônibus. Que palhaçada é essa que está acontecendo? Aí, chegam os políticos, colocam uma piscina de bolinha na rua e falam: “Se vocês querem mais, têm que votar em mim”.

Eu não quero mais migalha. A política é para colocar aqueles que não têm voz, aqueles que não têm direito no centro do debate. E o que nós estamos vendo são políticos atacando nosso transporte, a nossa saúde, a nossa educação, e ainda falam que nós, moradores da periferia, somos bichos. Por isso, nós estamos no estado em que estamos, com rivalidade entre bairros.

Ao contrário: nós temos que nos unir, começando pela reunião dos Conselhos Municipais. E a reunião tem que ser na periferia, não lá no Tremembé, onde o morador do Filhos da Terra não consegue ir, onde o morador que trabalha na escala 6x1 não consegue ir. Os moradores do Filhos da Terra que trabalham no comércio, no shopping , na farmácia não conseguem vir porque estão trabalhando. Respeitem os trabalhadores, respeitem os moradores, porque somos nós que fazemos essa cidade acontecer. Se você quer ser candidato, se você, político que está aqui, quer entregar migalhas para nós, não terá o nosso voto. E os Vereadores que não apareceram aqui não terão nossos votos. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira - PODE) – Próxima inscrita, Sra. Cristiane Bezerra.

A SRA. CRISTIANE BEZERRA - Bom dia a todos. Bom dia à Mesa. Parabéns por algumas pessoas da minha comunidade que estão presentes, fico feliz em vê-los, todos vocês e alguns movimentos sociais também.

Eu queria reforçar todas essas ações, todas as demandas que foram colocadas, que são demandas antigas de vários e vários anos. Em todas as conferências e audiências públicas, a gente não vê solução, não vê resultado; ou seja, só passam adiante. Vamos ver se daqui para frente vai acontecer alguma coisa.

Já foi repetido várias vezes em anos anteriores, e vamos repetir quantas vezes forem necessárias até sair do papel: queremos nossa UBS Jardim Cabuçu, que é uma demanda de mais de 30 anos. Em outras regiões já conseguiram e já estão pedindo ampliação, e a nossa demanda nem saiu do papel. Isso é falta de interesse político-partidário, porque existe terreno, o espaço já tem. Já disseram que veio uma verba, e há briga, conflito entre Prefeitura e União. Então, a gente quer, sim, nossa UBS Jardim Cabuçu para poder sanar problemas de saúde, como o que a minha vizinha Aline colocou.

Outra coisa: somos uma comunidade esquecida, somos do outro lado da Fernão Dias. Nós pedimos o olhar do Poder Público. A Subprefeitura Jaçanã-Tremembé faz o que pode, mas várias coisas não estão nas mãos deles. Sou conselheira participativa municipal de São Paulo no Jaçanã-Tremembé. Várias demandas, que alguns colegas fizeram hoje, já foram levadas pelo conselho, mas a gente não vê resposta – nem “sim”, nem “não”, nem “talvez”.

Outra coisa. No projeto consta uma espécie de anel viário interligando o lado de lá do Jardim Cabuçu à outra parte do Jardim Modelo, integrando uma parte do Edu Chaves. Está no papel esse projeto, que não sai há vários anos, desde quando foi duplicada a Fernão Dias. Porque, para a gente ir para a nossa casa, temos que passar por dentro de Guarulhos para poder entrar em São Paulo. Então, verba tem, falta interesse político.

É triste ver que são as pessoas que fazem trabalho social lá que acabam sanando as necessidades sociais e esportivas, porque tudo lá é periferia. De todas as pessoas que estão presentes hoje, 90% são da periferia. Eu não me sinto representada por esta Mesa hoje, porque não tem nenhum parlamentar que seja da nossa região de Jaçanã-Tremembé. A gente precisa de pessoas que nos representem, que estejam lá para nos representar. Virem aqui em reuniões políticas de quatro em quatro anos, como disse o Ari, não precisamos. Precisamos de representatividade, e não só da presença física hoje. Temos várias lideranças, estamos em vários movimentos sociais, estamos na área da saúde, estamos em vários tipos de conselho, mas nós precisamos de alguém que nos represente.

Outra coisa também é a questão que o nosso colega Nelson colocou sobre a varrição de rua que não temos na periferia. Quem varre e limpa as ruas são os próprios moradores. O meu vizinho Roberto Cocó, presente, paga uma pessoa para limpar o entorno de onde a gente mora, porque as pessoas fazem descarte irregular. Como morador e cidadão, é ele que limpa, ele paga pessoas para limparem e colocar faixa na região.

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira - PODE) – O bairro é Jardim Cabuçu?

A SRA. CRISTIANE BEZERRA – Isso. Ele coloca faixa, fala com as pessoas, faz vídeos e posta no grupo, mas isso é o mesmo que nada. Ele passou 15 dias trabalhando fora, chegou quinta-feira à noite e ontem ele já pagou para as pessoas saírem limpando. Se vocês forem lá, verão que está tudo limpinho, mas foi um morador que pagou para limparem.

Essas demandas antigas são coisas simples e básicas, como saúde e saneamento. Falta manutenção dos equipamentos públicos, que não tem. As nossas praças foram inauguradas em 2008, e até hoje nunca teve manutenção, estão todas obsoletas. As crianças não têm onde brincar.

Então, o bairro precisa de um olhar. Não há quem olhe por nós. Por isso, eu não me sinto representada. Nós precisamos de representatividade no Legislativo, pessoas de responsabilidade. Precisamos de um parlamentar nosso, da nossa região nos representando lá, porque juntos nós somos fortes e juntos nós podemos muito mais. Nossa região precisa de representatividade. Precisamos de um representante nosso no Legislativo, de preferência que seja das comunidades, e não das áreas nobres do Jaçanã-Tremembé, Santana, Vila Maria. Porque tem, sim, representante da Vila Maria, mas que não nos representa e que não está presente hoje. Então, precisamos de representantes da nossa comunidade, que não existem no Legislativo, para olharem por nós. Muito obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira - PODE) – Próxima inscrita, Sra. Irani Aparecida Pereira.

A SRA. IRANI APARECIDA PEREIRA Queria fazer uma questão de ordem antes de iniciar minha fala. A gente foi convocada pelo Câmara na Rua para estar aqui em uma oficina que antecederia o dia de hoje. Eu não vi na oficina nem 10% do que a gente tem aqui hoje, e, que ótimo, estamos lotados, maravilha. Só que quando a gente vai ver as camisetas doadas e organizadas pelos senhores políticos que aqui estão, elas quase competem com a camiseta da Câmara – e eu nunca vi tanta gente da Câmara no evento. Eu estou falando de 40 anos de atuação na política pública de São Paulo.

Perdão, não me apresentei. Sou Irani Dias, promotora legal popular do Recorte de Violência contra a Mulher e Habitação dessa região. Trabalho há 40 anos coletando as demandas da região, sou muito atuante no território. Não vou me estender no meu currículo, porque acho que ninguém está interessado nisso.

Quero falar de habitação. Estamos vendo muitos prédios sendo construídos na nossa região pelo Programa Pode Entrar, mas para pessoas de outros territórios virem para o nosso quintal. Isso é uma afronta ao povo que mora aqui. Isso é ridículo, porque o edital prevê o atendimento das pessoas do entorno do empreendimento, tem como critério o atendimento das demandas da nossa região. Porém, essas pessoas atendem os requisitos, mas não são chamadas.

Então, quero pedir ao pessoal, que pretende coletar votos aqui no nosso curral, que respeite a população local e defenda, na Secretaria de Habitação e na Cohab, que os moradores do território sejam de fato atendidos, porque não estão sendo.

Eu estou no movimento de moradia há muitos anos, sempre respeitei todos os critérios da burocracia e não estou vendo o meu povo ser atendido. Pelo contrário, vimos aqui no Tucuruvi, o Habita Tucuruvi, trazer o pessoal do Boi Malhado, lá da Cachoeirinha para morar na nossa casa. E, agora, eles estão vendendo os apartamentos a 70, 50, 80 mil reais. Isso é uma afronta a nossa luta, ao nosso território. Então, por favor, respeitem a nossa inteligência.

Muito obrigada.

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira – PODE) – Muito obrigada, Sra. Irani. Nós encerramos as manifestações dos munícipes, e passo a palavra aos Srs. Vereadores e demais autoridades presentes. Passo a palavra para o Subprefeito Alexandre Pires.

O SR. ALEXANDRE BAPTISTA PIRES - Boa tarde a todos e a todas. Quero saudar o Gilberto Nascimento, Ana Carolina. Para quem não sabe, o Gilberto Nascimento é da zona Norte, mora em Santana, é atuante na região do Jaçanã, Tremembé. Sempre foi, desde a minha época como Subprefeito, em 2017 e 2020, na época do Bruno Covas, o Gilberto Nascimento sempre foi atuante. Ana Carolina foi eleita na região também, a maioria dos votos da Ana Carolina foi na região, na zona Norte também. Foi moradora da zona Norte, não sei se é...

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira – PODE) – Sou moradora.

O SR. ALEXANDRE BAPTISTA PIRES - É moradora ainda da zona Norte e tem uma representatividade sim, no Jaçanã, Tremembé, tanto em Santana, Tucuruvi também, Vila Maria e Vila Guilherme. Então são pessoas que representam a região da zona Norte, como em geral da cidade de São Paulo.

Quero saudar a gestora do CEU também, muito obrigado por ter cedido o espaço aqui para a gente; meu irmão, amigo Magal Guerra, Subprefeito Santana/Tucuruvi. Vou fazer um breve resumo, acho que é importante, dentro do que foi colocado, uma iniciativa excelente do nosso Presidente da Câmara Municipal, Ricardo Teixeira, de trazer esse debate do Legislativo, essa união do Legislativo com o Executivo, para poder ouvir todas as demandas. E mais que isso, procurar solucionar através de ações e recursos principalmente.

Então, por exemplo, o que já foi falado pela Conceição, referente à poda interna, é um assunto muito importante. Hoje nós não temos a questão da poda interna, a Subprefeitura não pode fazer a poda interna e nem emitir o laudo. O que acontece? O munícipe contrata um engenheiro agrônomo, um biólogo, faz esse laudo, entra com a documentação e a Subprefeitura dá autorização para poder fazer a poda interna.

O que a Conceição menciona é que a Subprefeitura poderia fazer o laudo interno direto. Já poderia dar o laudo pronto para que a pessoa possa podar a sua árvore, contratar uma empresa e poder podar a sua árvore. Também passei para a Vereadora Ana Carolina uma coisa que é muito importante, que cada solicitação demora, às vezes, para a Subprefeitura fazer a poda, por quê? Porque ela tem dez dias após a publicação do laudo para poder podar, porque é uma lei que tem de publicidade. Então nós estamos tentando, com o apoio da Câmara, é fundamental reduzir esse tempo de publicidade pelo menos para três dias, para que possamos ter mais agilidade para poder podar mais rápido também.

Outra coisa, finalizando esse trecho de poda, é a poda Enel. Também, na nossa região, estamos muito no pé da Enel. Então, a Enel está fazendo em todas as árvores que estão embaixo de fiação. Então há um trabalho constante nisso daí, estamos acompanhando, inclusive, as demandas da Enel para poder também dar essa resposta imediata para a população, porque queda de árvore é muito sério, isso é segurança. Então sempre prezamos muito essa questão.

Então, tem muito o que se fazer. Eu voltei à gestão, fui convidado pelo Prefeito Ricardo Nunes em novembro, tive o prazer de reassumir a Subprefeitura de Jaçanã/Tremembé, a qual fiquei 2017/2020, na gestão do Bruno Covas, como eu falei. E estamos aqui com diversos problemas para solucionar também.

Então, inclusive, a questão da zeladoria, Vereadora, que queria mencionar rapidinho também para não estender muito. Nós entramos com revisão de plano com a SELIMP, porque nós temos uma região com 64,5 quilômetros quadrados de extensão. Então é muito importante que tenhamos mais equipes de corte de mato, de capina, de roçada, com a SELIMP. E já estamos em tratativas também, eles já estão olhando com carinho isso. E o Prefeito não está medindo esforços para poder ajudar a gente a suprir essa necessidade, que muito temos para resolver aqui na região.

Então é, mais ou menos, um resuminho. Há vários pontos que foram questionados e queria mais é me colocar à disposição e da minha equipe também. Nós estamos diariamente atendendo as pessoas, fazendo visitas, há muita coisa para a gente fazer.

Quero saldar as lideranças locais, Diego Boy também tem sido um parceiro, tem ajudado, o próprio pessoal do Salto Periférico, também tem sido muito parceiro, nos ajudado bastante nisso daí. E os moradores que contribuem, porque acredito, eu divido em duas vertentes, tem aquelas pessoas que nos procuram querendo resolver o problema. E tem aquelas outras que procuram querendo muitas vezes criar onda, e assim é muito fácil, Jaçanã abandonado, está bom, me mostra onde está abandonado, vamos tentar solucionar, porque o Prefeito Ricardo Nunes é bem claro nas coisas, atendimento, problema nós temos, não podemos ter negligência.

Então onde houver problema, nós vamos estar lá tentando solucionar, tentando conversar, porque quem nos procura, é atendido. Então, eu me coloco à disposição e coloco toda a nossa equipe da Subprefeitura à disposição para poder atender o melhor possível a nossa população de Jaçanã/Tremembé. Está bom pessoal.

Muito obrigado, e tenham uma ótima tarde. Valeu.

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira – PODE) – Você quer falar, Magal?

Passo a palavra para o nosso Subprefeito de Santana/Tucuruvi, Magal Guerra.

O SR. MAGAL GUERRA – Boa tarde, gente, tudo bem? Em primeiro lugar, queria agradecer ao Vereador Gilberto Nascimento, ao meu Secretário Fabricio Cobra e ao nosso Prefeito Ricardo Nunes, pela oportunidade de estar à frente da Subprefeitura Santana/Tucuruvi. Queria cumprimentar toda a mesa, Ana, obrigado pelo convite; Sandra, boa gestão; meu amigo e vizinho, que hoje é o anfitrião. Hoje eu caí de paraquedas, de bico, mas é um prazer estar participando dessa primeira sessão pública.

Cumprimento também o Diego Boy, todo o Salto Periférico, todos os amigos. E quero dizer que a parte de gestão da Subprefeitura é bem complexa em vários sentidos. Essa parte de poda que a senhora falou, a gente fica às vezes um pouco vendido na mão dos engenheiros agrônomos que existem dentro da Prefeitura. E a gente depende deles, porque a gente não tem capacidade técnica, às vezes, para analisar se aquela árvore é sadia ou não.

Dentro dessa visão, o Prefeito viu que a gente estava um pouco engessado. Então, o Prefeito lançou um decreto há dez dias, que agora os engenheiros das equipes das empresas contratadas vão poder laudar essas árvores que estão nas calçadas. Isso vai agilizar muito o serviço da Subprefeitura, porque vai dar mais rapidez a todo esse processo que o Alexandre acabou de citar.

E eu queria também, agora, só tocar em um ponto, para quem não me conhece, eu sou o Magal Guerra, sou nascido e criado na Av. Guapira, são 57 anos de Jaçanã e Tremembé, o Alexandre sabe disso muito bem, então eu conheço muito bem a região.

Acho que o Nelsinho e outras pessoas tocaram num ponto muito importante. São 55 Vereadores, gente, na zona Norte temos oito Vereadores eleitos, não pelos votos do bairro, e sim pelas suas causas. Quantos Vereadores estão aqui? Gilberto Nascimento e Ana Carolina, então vamos prestar bastante atenção nisso, que é muito importante. Aqui é uma região muito importante, deveriam estar presentes todos os Vereadores, para a gente poder brigar pelo nosso bairro. Então estão aqui Gilberto Nascimento e Ana Carolina.

Abraço, valeu.

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira – PODE) – Obrigada.

Tem a palavra o nobre Vereador Gilberto Nascimento.

O SR. GILBERTO NASCIMENTO (PSD) - Boa tarde. Quero agradecer todos que ficaram até o final, que é importante aqueles que vieram e trouxeram as suas demandas, suas necessidades, também entenderem o posicionamento dos Vereadores dos Subprefeitos. Peço perdão de ter chegado um pouco mais tarde, eu estava na inauguração do novo centro olímpico da zona Norte, a maior obra de esportes dos últimos anos na cidade, o Thomaz Mazzoni, onde o Sr. Prefeito estava presente.

Queria, primeiro, parabenizar e já vou respondendo alguns questionamentos. Foi questionado por que tanta gente de amarelo aqui. Sim, porque é a estrutura da Câmara e isso demonstra que o nosso Presidente está preocupado em dar o suporte, e não somente aos mandatos dos Vereadores, mas principalmente à população.

Quando toda essa estrutura da Câmara vem aqui não é só para fazer imagem por fazer. É porque isso nos fortalece, mesmo que nós estejamos em dois participativos, trabalhando, isso nos auxilia na hora que pegarmos a demanda e tivermos que criar algum projeto, alguma legislação, para mostrar isso também para outros Vereadores, que nem sequer são da zona Norte, por exemplo. Nós podemos mostrar esse peso, essa potencialidade e essa necessidade que temos na nossa região.

Então, nós saímos daqui fortalecidos como pessoas, moradores da região. Eu sou morador do Jardim São Paulo, já fui do Tremembé, Santana, e agora estou no Jardim São Paulo, e o meu mandato é mais conectado com essas regiões. Saímos daqui com algumas demandas e o nosso papel é continuar ouvindo vocês, é o Vereador ouvir cada um de vocês que falaram, como a Carminha, para levar e cobrar mais na saúde, como nos postos de saúde, nos medicamentos.

Foi falado da questão do orçamento. O orçamento é uma previsibilidade. Nós imaginamos que, mês que vem, vamos receber, por exemplo, 5 milhões, mas pode ser que nem todo mundo pague os impostos e nós recebermos 3 milhões. Então, não é exatamente o que as pessoas, às vezes, imaginam: que é um dinheiro certinho, como um salário todo mês. Não é assim que funciona. Por isso que em algumas políticas, nós temos esse vai e vem de possibilidade.

Como o Alexandre falou, há necessidade de mais equipes. Haverá mês em que vamos conseguir contratar mais equipes, e outro mês que não vamos conseguir contratar mais equipes. Essa é a realidade, não dá para tampar o sol com a peneira. Nós estamos aqui, junto com vocês, de peito aberto, para responder exatamente o que acontece.

Da mesma forma que eu falei da zeladoria, acho importante cobrarmos, sim, as empresas que prestam serviço no transporte, que foi uma das principais cobranças aqui, não só as linhas, mas também as condições.

Quero cumprimentar a Sra. Sandra, gestora do CEU. Fizeram vários questionamentos aqui, e o nosso papel será qual? Questionar o Secretário da pasta para poder fortalecer o papel da Sandra na região. Então, tanto o meu mandato quanto da Vereadora Ana Carolina, também eu posso falar dos demais, faremos isso.

A Câmara está na rua. Esse é um projeto novo para nós podermos estar mais próximos da população e ouvir vocês.

Muito obrigado. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira – PODE) – Tem a palavra a Sra. Sandra, gestora do CEU Jaçanã.

A SRA. SANDRA DA SILVA MOTA ROCATO – Boa tarde a todos. Quero cumprimentar, em especial, a população do Jaçanã presente; a Vereadora Ana Carolina; o Subprefeito Alexandre; o Subprefeito Magal, que estou conhecendo hoje; o Vereador Gilberto Nascimento.

Um adendo: eu gostaria que usássemos esse espaço mais vezes, com essa finalidade de acolher a população e acolher as demandas do nosso território.

Também sou moradora da zona Norte, moro no Parque Novo Mundo. Cheguei recentemente no CEU Jaçanã e estamos em um CEU com todas essas demandas apontadas. Não estou de braços cruzados, estamos correndo atrás para que este espaço seja um espaço ocupado pelo território, promovendo educação, cultura, esporte, lazer e saúde; que a saúde está ligada ao esporte. Então, espero que, muito em breve, nós possamos falar de um novo CEU, de um novo espaço, de uma referência no nosso território.

Eu não sei se a Sra. Damaris ainda está presente. Aproveito para pedir para a Sra. Cris passar o meu contato para Damaris, que vou recebê-la com todo o prazer, assim como eu trabalho com as portas abertas a toda a população e a toda a comunidade do Jaçanã/Tremembé. Eu sou servidora pública, eu estou a serviço da população. Esse é o meu papel no CEU Jaçanã.

Agradeço à minha equipe e à Câmara Municipal, ao Presidente Ricardo Teixeira e ao nosso Prefeito Ricardo Nunes, que promove essas ações e faz com que nós possamos receber a representatividade do Poder Público no nosso território. Isso é muito importante. Obrigada, Vereadora Ana, mais uma vez, pela oportunidade. Estou à disposição.

Hoje tive o prazer de conhecer o Sr. Diego, para estreitar esse laço com o CEU. Estou também estreitando laços com o Sr. Ricardo, do Cabuçu. Isso faz com que o CEU cumpra seu papel social, que é de acolhimento ao território.

Obrigada. (Palmas)

A SRA. PRESIDENTE (Ana Carolina Oliveira – PODE) – Obrigada. Eu quero fazer alguns relatos diferentes do que a munícipe passou. Nós somos compostos de uma mesa 100% zona Norte, nenhum de nós saiu de outro lugar. Sou nascida no Edu Chaves, criada próximo à avenida Júlio Buono, rua José de Almeida, e hoje sou moradora da Vila Leonor.

Eu brinco que se eu pegar uma tirolesa, eu caio dentro da Subprefeitura, porque a minha janela é quase dentro da Subprefeitura. Então, sou zona Norte, nascida, criada e continuo morando, não saí daqui. Nós sabemos de todas essas demandas, nós conhecemos a região e não estamos distantes.

A população fala que somos igual Copa do Mundo, porque campanha só pode fazer de quatro em quatro anos, infelizmente. Mas eu posso dizer por mim e acredito também no Vereador Gilberto, acompanho muito o seu trabalho, estamos em todos os lugares. A diferença é que, na campanha, chega um monte de gente, chega um monte de faixa junto, e eu não sei se souberam que, 15 dias atrás, eu estive aqui no CEU Jaçanã, num evento para mulheres; e poucos souberam.

Então, quando a população passa a acompanhar, e não apenas votar, mas acompanhar o trabalho da Câmara Municipal, acompanhar o trabalho do seu Vereador, isso faz toda a diferença. Acredito que muitas das pessoas que vieram falar e trazer sua demanda já até foram embora e não vão escutar uma resposta nossa, da Subprefeitura, da demanda do CEU.

Quando eu cheguei e quando a Sra. Sandra chegou, esse CEU realmente estava sucateado, nós tínhamos demanda, nós tínhamos um CEU abandonado, um CEU mal gerido. E quando algo é mal gerido, isso gera respostas como a demanda que chegou: falta de equipamento, falta de estrutura, teia de aranha, bebedouro. São coisas triviais, mas isso tudo foi feito por má gestão.

Nós estamos tentando transformar isso. E, inclusive, tenho acompanhado o trabalho da Vereadora Sandra, que tem resistência no território. Isso porque, quando se encontram pessoas que não querem o mesmo trabalho, o mesmo propósito, você tem que ser resistência.

Eu mesma, hoje, várias vezes, olhei para a Vereadora Sandra e falei: “Aguente firme, porque não está sendo fácil”.

Quando temos professores licenciados emendando uma licença na outra – infelizmente, vou ter que expor –, e a pessoa está andando por aí, vivendo normalmente, como todos vocês, é uma vergonha. E essa foi uma demanda que eu mesma levei ao nosso Prefeito, porque eu sei que o nosso Prefeito não admite e não quer esse tipo de postura na sua gestão. Só que ele não consegue estar em todos os lugares. E nós precisamos ver a dor e ser esses olhos.

Vocês chegam trazendo demandas. E muitos talvez não façam ideia do nosso trabalho, da nossa luta, do quanto temos que diariamente brigar por uma poda, o quanto diariamente temos que brigar para tirar uma árvore apodrecida, tirar uma calçada, ajustar coisas, trabalho que talvez uma pessoa veja, e as outras não. E nós fazemos, sim, esse trabalho, apesar de acharem que nós somos de lugares aos quais não pertencemos.

Como a Vereadora Sandra falou, nós temos também o Ricardo, o nosso gestor do Balneário Jardim Cabuçu, cujo trabalho é para transformar aquele lugar que estava abandonado.

Na semana passada, em parceria com a nossa Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, levamos equipamentos para as idosas que precisavam de uma nova estrutura, colchonete, pesos. Talvez pequenas coisas para alguns sejam muitas coisas para outros.

Nós, obviamente, sabemos que não temos uma cidade perfeita; estamos muito longe disso. Mas, se eu faço a minha parte como munícipe, como cidadã também de uma cidade, reclamo do abandono do lixo, da falta de ecoponto. Inclusive, você se esqueceu de falar sobre esse ponto: excesso de lixo. Mas, para que tenha excesso de lixo, temos alguém que jogou esse lixo. Essa é uma consciência que tem que vir de dentro das nossas casas. Isso tem que acontecer.

Nós, obviamente, temos que trazer a nossa demanda, a nossa reclamação, o nosso ponto, mas temos que olhar e cobrar a população que está no nosso bairro. E, ao tocar no tema, falar assim: “Cara, não dá para você jogar um armário no meio da rua. Vai vir uma chuva, vai alagar e vai estragar tudo.”

Sabemos que estamos do nosso lado da dor, sabemos do nosso papel, que é cobrar o Prefeito. E não pensem que nós, como Base do Prefeito, estamos só elogiando o trabalho. Nós cobramos. Eu mesma já tive vários embates sobre demanda que eu levava ao Prefeito, e ele atendia. Ele entende. E é óbvio, eu repito: estamos muito aquém.

Quando as pessoas falam: “Eu me surpreendi com a quantidade de camisetas amarelas”, saibam que, por trás de toda estrutura que acontece na Câmara Municipal, por trás deste evento, por trás do evento da semana passada, temos pessoas engajadas, cujo dia não é de trabalho, mas que estão disponíveis, num sábado, até sabe Deus que hora, para montar e desmontar a estrutura. E nós, em vez de apontarmos o dedo, temos que valorizar também o trabalho que está acontecendo aqui e nos unirmos na soma.

Temos quantas lideranças, quantas pessoas? Assim como a Sra. Damaris defende a demanda dela da pessoa idosa – que nós vamos olhar –, temos tantas outras pessoas que demandam. Um olhou para o transporte, outro olhou para a saúde, outro olhou para a educação. Cada um olha para o seu ponto, mas precisamos olhar em conjunto. É o que foi falado aqui: juntos, somos mais fortes; sozinho, ninguém faz nada.

Eu não faço nada sozinha na Câmara Municipal de São Paulo. Eu posso apresentar o melhor projeto do mundo. Se eu não tiver 28 pessoas que me apoiem, eu não sou ninguém.

A Vereadora Sandra, se não tiver uma população ativa dentro do CEU, que olhe, que trabalhe junto, que, como a Sra. Damaris, fale: “Olha, eu quero que você olhe para isso”, e outro que olhe para a criança, outro que olhe para o idoso, ela não vai fazer nada sozinha. Nós precisamos, sim, criticar, mas fazer uma crítica construtiva, para que possamos construir e fazer um trabalho juntos.

Quero dizer a vocês que todas as demandas serão transcritas, publicadas no Diário Oficial da Cidade e posteriormente encaminhadas aos órgãos. Nós temos esse compromisso.

Em algumas demandas, é mais fácil de atuar, mais simples: conseguir um lanche para as nossas crianças do Jardim Cabuçu, conseguir um bebedouro, conseguir uma poda. Isso, sim, vai ser mais tranquilo. Mas é óbvio que a demanda do transporte é algo muito maior do que a nossa competência como Vereador. E isso precisa ser entendido.

Eu entendo e respeito quando falam que não tem parlamentares que os representem. Está tudo bem. Só que a responsabilidade é entender quem te representa, quem vai fazer isso por você pelos quatro anos.

Não adianta pegar um panfletinho por 50 reais, como um munícipe disse aqui, e votar. E os quatro anos? É sua responsabilidade. É nossa responsabilidade. É minha também. Hoje eu estou parlamentar, mas ontem eu era munícipe, ontem eu era uma cidadã que cobrava as demandas do meu município. E temos que olhar tudo isso com responsabilidade.

Eu quero que vocês saibam que nós iremos olhar com carinho, porque somos da zona Norte. E o sucesso da zona Norte, o resultado da zona Norte, é o nosso resultado.

Não é fácil? Não, não é fácil. Sairemos daqui com muitas demandas e com muitos boletins de ocorrência para serem tratados, que nós não gostaríamos de ter ouvido, é óbvio. Mas vamos atuar com pulso firme. E vamos dar respostas. Talvez as respostas cheguem para alguns, mas não cheguem para outros. Mas saibam do nosso esforço. É isso que nós queremos que vocês entendam.

Não é fácil ser parlamentar. Eu mesma falei para a Vereadora Sandra: “Sandra, se eu fosse você, eu acho que já teria desistido há muito tempo”.

E quantas pessoas perguntam para mim: “E aí, como é que é a política? Você já pensou algum dia em desistir?” Todo dia. Mas se eu, que quero a transformação, não ocupar este lugar, alguém, que eu não quero, vai ocupar; alguém que eu não quero, que não faça do jeito que eu acho certo, vai ocupar. Então precisamos trazer as demandas e dores, sim. E nós, como Vereadores, temos o nosso papel de ver a dor, de cobrar a Prefeitura. E eu sei que quem está aqui cobra.

E repito: apesar de ser uma indicação do Prefeito Ricardo Nunes, não é passar a mão na cabeça do Prefeito. Uma indicação não é passar a mão, é poder ter diálogo, é poder debater, é poder falar: “Prefeito, aqui não está legal. Aqui, é preciso de um olhar e uma atuação maior”. Eu quero que vocês entendam que esse é nosso papel.

Desculpem até por eu me estender um pouco mais, porque temos tantas demandas e precisamos falar, mas precisamos também deixar o nosso recado.

Eu tenho certeza de que o nosso Presidente Ricardo Teixeira, que, infelizmente, por um problema de saúde, não pôde ficar, falaria o mesmo.

Agradeço mais uma vez a todas as pessoas que ficaram até quase uma hora da tarde – porque chegamos antes das nove da manhã. E expresso o meu respeito por todos que falaram, por todos que trouxeram a sua dor.

Nós olharemos com respeito e com carinho. E as respostas serão dadas.

As respostas que puderem ser dadas em curto prazo vão ser dadas. Quanto às demais, vamos levá-las para que sejam tratadas de forma ampla.

Quero dizer o meu muito obrigado por este dia.

Nada mais havendo a tratar, declaro encerrada esta sessão.