Brasão - Câmara de São Paulo SECRETARIA DE REGISTRO PARLAMENTAR E REVISÃO - SGP.4
EQUIPE DE TAQUIGRAFIA E REVISÃO - SGP.41
NOTAS TAQUIGRÁFICAS
SESSÃO ORDINÁRIA DATA: 23/03/2021
 
2021-03-23 018 Sessão Ordinária

18ª SESSÃO ORDINÁRIA

23/03/2021

- Presidência do Sr. Milton Leite.

- Secretaria da Sra. Juliana Cardoso.

- À hora regimental, com o Sr. Milton Leite na presidência, feita a chamada, verifica-se haver número legal. Estiveram presentes durante a sessão os Srs. Adilson Amadeu, Alessandro Guedes, Alfredinho, André Santos, Antonio Donato, Arselino Tatto, Atílio Francisco, Aurélio Nomura, Camilo Cristófaro, Carlos Bezerra Jr., Celso Giannazi, Cris Monteiro, Danilo do Posto de Saúde, Delegado Palumbo, Dr. Sidney Cruz, Edir Sales, Eduardo Matarazzo Suplicy, Elaine do Quilombo Periférico, Eli Corrêa, Eliseu Gabriel, Ely Teruel, Erika Hilton, Fabio Riva, Faria de Sá, Felipe Becari, Fernando Holiday, George Hato, Gilberto Nascimento, Gilson Barreto, Isac Felix, Jair Tatto, Janaína Lima, João Jorge, Juliana Cardoso, Luana Alves, Marcelo Messias, Marlon Luz, Milton Ferreira, Paulo Frange, Professor Toninho Vespoli, Ricardo Teixeira, Rinaldi Digilio, Roberto Tripoli, Rodrigo Goulart, Rubinho Nunes, Rute Costa, Sandra Santana, Sandra Tadeu, Sansão Pereira, Senival Moura, Silvia da Bancada Feminista, Sonaira Fernandes, Thammy Miranda e Xexéu Tripoli .

- De acordo com o Precedente Regimental nº 02/2020, a sessão é realizada de forma híbrida, presencial e virtual.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Há número legal. Está aberta a sessão. Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.

Esta é a 18ª Sessão Ordinária, da 18ª Legislatura, convocada para hoje, dia 23 de março de 2021.

Sras. e Srs. Vereadores, debati no Colégio de Líderes e trago à colação do Plenário para o seguinte debate - vou tirar a máscara porque não há ninguém perto de mim, o mais próximo está a seis metros de distância, para que haja bom entendimento.

Hoje, encaminhei junto ao Colégio de Líderes e obviamente os Líderes não tiveram tempo suficiente ainda, mas o que seria? Para que a partir de amanhã façamos um debate da seguinte forma: estabelecer algumas prioridades das cinco milhões de doses de vacina que a cidade de São Paulo.

Os Líderes levarão ao conhecimento dos Srs. Vereadores, mas basicamente é o seguinte: funcionalismo público, que não passam de 140 mil; condutores de veículos urbanos, transportes urbanos, que não passam de 50 mil; e outras categorias que podemos atender.

Quando se fala em funcionalismo público quer dizer: CET, GCM, professor, assistente social, funcionários de subprefeituras, enfim, funcionalismo no todo como prioridade.

No universo de cinco milhões de vacinas, se utilizarmos 250 a 300 mil, estabelecendo as prioridades da Cidade, seria importante demais que ela volte a ser aberta o quanto antes.

Então, a partir de amanhã, faremos esse debate em cima do PL 189/2019, que trata do Hospital 9 de Julho. Faremos um substitutivo a esse projeto para a votação desse tema, mas não votaremos amanhã. Ele estará na pauta, mas faremos um debate exaustivo acerca desse projeto, porque já está em segunda discussão. Se nós votarmos, acho que ficaria prematuro sem um debate um pouco mais apurado, e concluirmos quais serão as prioridades da cidade de São Paulo.

Não estou decidindo quais as prioridades, estou pondo o tema sobre a mesa para que possamos debater com toda a Câmara. Será um substitutivo da Câmara, não é do Milton, não é do Vereador “a”, “b” ou “c”. Será um substitutivo da Câmara Municipal de São Paulo, a contribuição para as prioridades, para que, com o entendimento do Srs. Vereadores, a Cidade possa voltar à normalidade.

E, para tal, hoje, às 16h, o Sr. Secretário de Saúde estará ao vivo conosco para uma breve explanação e responder às perguntas acerca do momento em que a saúde atravessa na cidade de São Paulo.

O SR. FARIA DE SÁ (PP) - Pela ordem, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Logo em seguida eu lhe darei a palavra, Vereador Arnaldo, ainda não concluí. Só um instante, mas lhe darei a palavra.

Então, teremos a oportunidade de construirmos juntos essas prioridades e não quero fixar quem será ou não. É importante demais que iniciemos amanhã o debate para construirmos aquilo que é de comum para a Câmara de São Paulo e para a população. Esse será o debate.

Vereador Faria de Sá, há uma lista de inscrição de comunicados de Liderança.

O SR. FARIA DE SÁ (PP) - Pela ordem, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Vamos organizar os trabalhos aqui.

O SR. FABIO RIVA (PSDB) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, um minuto de silêncio.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Normalmente fazemos o minuto de silêncio ao final do Pequeno Expediente para que o plenário esteja povoado e, assim, outros solicitem também. Não tem problema, iremos garantir no interstício entre o Pequeno e o Grande Expediente.

- Falas simultâneas.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Vereador Faria de Sá, qual é a questão de ordem.

O SR. FARIA DE SÁ (PP) - (Pela ordem) - Presidente, não precisamos aprovar projeto para sair a antecipação dos feriados da semana subsequente?

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Eu não entendi, Vereador.

O SR. FARIA DE SÁ (PP) - (Pela ordem) - Nós não precisamos de uma lei para antecipação dos feriados para a semana que vem?

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Esse projeto de lei aprovamos na legislatura anterior. Em 22 de dezembro de 2020 foi aprovado, sob a minha presidência, a liberdade para o Executivo poder antecipar, há uma autorização Legislativa para tal. Então, não há problema algum. O Executivo tem autorização legislativa já concedida em 22 de dezembro de 2020.

O SR. DR. SIDNEY CRUZ (SOLIDARIEDADE) - Pela ordem!

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Qual é a questão de ordem, Vereador? Em seguida começaremos com os comunicados de Liderança, antes de adentrarmos ao Pequeno Expediente.

O SR. DR. SIDNEY CRUZ (SOLIDARIEDADE) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, quero me inscrever para um comunicado de Liderança, com a anuência dos Líderes do PP, Solidariedade e Podemos.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Está inscrito.

Tem a palavra, pela ordem, o nobre Vereador Adilson Amadeu.

O SR. ADILSON AMADEU (DEM) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, dentro do minuto de silêncio que os dos demais Colegas pedirão pelas vítimas da Covid-19, gostaria de pedir para o meu querido e grande amigo, Major Olímpio.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Vereador Adilson, nós faremos um minuto de silêncio ao término do Pequeno Expediente. Será minuto de silêncio para todas as pessoas solicitadas.

- Falas simultâneas.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Peço que desliguem seus microfones, por favor. Por gentileza, abram os seus microfones somente no momento de fala.

O SR. EDUARDO MATARAZZO SUPLICY (PT) - (Pela ordem) - Eu me inscrevi pela Liderança do PT.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Está inscrito pelo chat , Vereador, fique tranquilo.

A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - (Pela ordem) - Presidente, eu me inscrevi pela Liderança do PSOL.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Está inscrita também pelo chat a Vereadora Luana Alves, nenhum problema.

O SR. MARCELO MESSIAS (MDB) - Sr. Presidente, pela ordem!

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Vereador Marcelo Messias está inscrito, será concedida a palavra.

Só para esclarecer: ao término do Pequeno Expediente, nós faremos minuto de silêncio porque haverá mais pedidos. Então, faremos numa oportunidade única. Se fizéssemos ao início da sessão, teríamos de fazê-lo mais de uma vez. Perfeito?

Antes de adentrarmos no Pequeno Expediente, passemos aos comunicados de Liderança.

O SR. ELISEU GABRIEL (PSB) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, não era o contrário, os comunicados de Liderança não eram depois do Pequeno Expediente?

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Deixe-me esclarecer, Vereador: provavelmente às 16h adentraremos no debate com o Secretário da Saúde. E, no restante da sessão, faremos tranquilamente os comunicados, após a fala do Secretário, que deverá se estender por um tempo maior. Nós marcamos às 16h e o Pequeno Expediente será após a fala do Secretário. Teremos tempo, é tranquilo.

Tem a palavra, pela ordem, o nobre Vereador André Santos, para um comunicado de Liderança.

O SR. ANDRÉ SANTOS (REPUBLICANOS) - (Pela ordem) - Boa tarde, Sr. Presidente, boa tarde a todos. Pedimos a oportunidade de falar no comunicado de Liderança, mas é claro que no Colégio de Líderes já externamos a nossa alegria pelo posicionamento da presidência e levantamos um ponto que precisa ser discutido. Eu sei que a decisão a ser tomada não é fácil, porque tem a questão da logística e uma série de outras questões.

O risco de contaminação da Covid-19 tem aumentado na nossa cidade e já tomaram providências quanto às igrejas, alegando que aglomeram; tomaram providências em relação às praças, aos parques para evitar aglomeração, mas até agora não foi apresentado nenhum plano no que diz respeito ao transporte público, que hoje é a maior preocupação no sentido da contaminação.

Muitos ônibus têm andado superlotados, muitas rodoviárias têm estado cheias, lotadas, as pessoas encostando umas nas outras. É uma situação realmente preocupante.

Como eu comentei no início, não é uma decisão fácil a ser tomada, porque o número de pessoas que vão para o seu local de trabalho é muito alto, mas eu faço um apelo ao Executivo para que alguma coisa seja apresentada para diminuir essa questão de superlotação do transporte público.

Fica aqui, mais uma vez, minha fala em relação a isso. Agora só falta a questão do transporte público. Eu sei que não faltam esforços, mas apelo ao Líder do Governo, à Câmara para que levem a nossa orientação. Creio que não é só minha, mas também de todos os Vereadores, cada um representa uma grande camada da população da Cidade e hoje a grande preocupação chama-se transporte público, o transporte coletivo, a aglomeração intensa de pessoas.

Eu não estou fazendo uma crítica ao governo “a”, “b” ou “c”, não é isso, mas é uma reflexão que precisa ser analisada, é preciso apresentar alguma coisa. Pessoas vão morrer porque o transporte público, infelizmente, está permitindo que a multiplicação da contaminação aconteça.

O Governador de São Paulo apresentou no site do Governo que estava havendo uma higienização melhor dos ônibus, mas isso não é o suficiente. Enquanto não tiver condição de vacinar toda a população, é preciso fazer algo em relação ao transporte coletivo, porque hoje é o grande gerador de contaminação dentro da Cidade. Se não for tomado algum tipo de providência, com o surgimento de novas ondas da Covid-19, o problema pode se agravar ainda mais com a colaboração dessa aglomeração enorme, gigantesca que infelizmente ainda acontece no transporte público.

Muito obrigado. Fica aqui esta manifestação e o desejo de que algo seja feito em relação ao cuidado com a nossa população que pega transporte público todos os dias.

Obrigado, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Vereador, eu não sou Líder do Governo, mas respondo para V.Exa., porque é de domínio público.

A frota de ônibus de São Paulo está operando a 90%; 10% de funcionários não vão trabalhar porque estão afastados por problema de saúde, por Covid-19, outros problemas e por serem do grupo de risco. Na medida em que esses 10% vão voltando, vai-se ampliando.

Aglomeração nós tínhamos em dois terminais. Todos os ônibus dos terminais saem com passageiros sentados. Terminais Varginha, que era o principal, e Ângela foram resolvidos, reforçou-se a frota e os horários foram desconcentrados.

Agora foi feito um remanejamento de fato e todos os passageiros estão saindo sentados de todos os terminais. V.Exa. tem de entender que é transporte de massa, forma-se uma fila mesmo para subir ao ônibus, não tem outro jeito.

No transporte urbano municipal a situação hoje é essa. Todos os ônibus são higienizados diariamente. E uma curiosidade, Vereador, pode ser que V.Exa. tenha uma informação que eu não tenho. O maior índice de uso de máscaras é em ônibus, 100% dos passageiros usam máscara.

A imprensa tem batido e respeitamos a opinião deles, porém não estão olhando com olhar técnico, estão batendo por bater.

Tem a palavra a Vereadora Sandra Tadeu.

O SR. ANDRÉ SANTOS (REPUBLICANOS) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, só deixando claro que não apresentamos essa situação como uma crítica.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - A colaboração de V.Exa. é importante, construtiva.

O SR. ANDRÉ SANTOS (REPUBLICANOS) - (Pela ordem) - Eu sei que vocês estão trabalhando para melhorar essa questão, mas é uma realidade hoje que precisa ser avaliada pelo Executivo.

Obrigado.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - É avaliada. Já disse, não sou Líder do Governo, mas aquilo que é de domínio público, nós faremos uso até para melhor posicionar as informações do Governo.

Tem a palavra, para um comunicado de Liderança, a nobre Vereadora Sandra Tadeu.

A SRA. SANDRA TADEU (DEM) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, Srs. Vereadores, público que nos acompanha pela TV Câmara São Paulo e pelas redes sociais, primeiro quero parabenizar V.Exa., mesmo que seja projeto autorizativo, no qual serão contempladas várias categorias.

Espero que, dentre as categorias que serão contempladas, sejam incluídos os coveiros e as pessoas da limpeza urbana, os lixeiros. É algo inadmissível ver o pessoal que faz a coleta de lixo não dispor dos equipamentos corretos.

Em segundo lugar, já disse para alguns Vereadores que devemos comprar com nossas emendas ou com o fundo da Câmara. Ao invés de devolver para a Prefeitura, a Câmara Municipal faria uma ação para que possamos doar cestas básicas para as pessoas. Não adianta só o auxílio emergencial municipal, porque há muitas famílias fora do programa Bolsa Família e do auxílio emergencial federal e o municipal.

Portanto, faço um apelo a V.Exa., porque quando os políticos querem tomar uma atitude, acham uma saída. Não estamos no período eleitoral, por isso podemos tranquilamente fazer essas ações.

Eu sei que cada um faz a sua parte, mas o volume de pessoas que pede comida é muito grande. Eu sozinha não consigo fazer o atendimento a toda essa população. Por mais que se ajude, que se faça um trabalho, não se consegue dar conta. Faço esse apelo a V.Exa.

Mais uma vez, parabéns por essa atitude, porque há partidos que ficam falando mal dos Vereadores. Eu não vou mais admitir isso também, Sr. Presidente, porque em nenhum momento votamos contra os professores. Estamos questionando isso na Corregedoria. Eu me sinto lesada com isso, porque nós só estávamos seguindo uma logística que foi estipulada na prática das aplicações de vacina. Nós queremos vacinas para todos os brasileiros, para todos os paulistanos.

Muito obrigada, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra, para comunicado de Liderança, o nobre Vereador Eduardo Matarazzo Suplicy.

O SR. EDUARDO MATARAZZO SUPLICY (PT) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, Srs. Vereadores, público que nos acompanha pela TV Câmara São Paulo e pelas redes sociais, com todo respeito que sempre reservei ao Prefeito Bruno Covas, mesmo sendo de outra vertente política, considero crucial trazer um contraponto à discussão sobre o lockdown no Município de São Paulo.

Todos os dias, estamos observando ora estarrecidos, ora consternados os recordes nos números de vítimas da Covid-19. Só de ontem para hoje, o Estado de São Paulo registrou 1.021 mortes em 24 horas. Nunca é demais lembrar que cada um desses algarismos representa pessoas reais.

Como a história de um ano de pandemia já nos mostrou, o isolamento social é a medida mais eficaz para conter a disseminação do coronavírus e, agora, conforme alertam especialistas em saúde pública e cientistas que estão na linha de frente da luta contra o Covid-19, complementar ao processo de vacinação.

Não podemos descartar nenhuma alternativa que venha contribuir para frear a cada vez mais alarmante notificação de óbitos e o colapso de toda a rede de saúde. Compreendo que a ideia de fazer lockdown numa cidade grande e complexa como São Paulo assuste muitas pessoas, sobretudo aquelas realmente preocupadas com a dificuldade que tal medida impõe para a subsistência de todos e, em especial, aos grupos mais vulneráveis.

No entanto, chegou o momento de combater toda a sorte de informações desencontradas, mentiras e preconceitos que têm cercado a proposta de lockdown . A falsa dicotomia, criada pelo Presidente Jair Bolsonaro entre saúde e economia, tem tentado transformar o debate sobre o lockdown num confronto de posições acirradas, que produzem muito barulho e não resolvem nada.

Proponho, portanto, recolocar o debate do lockdown em terreno mais racional. Outros municípios do Estado de São Paulo têm adotado esse procedimento de maneira rigorosa, inclusive aumentando a fiscalização e impondo multa a quem burlar o que está determinado.

Quero também examinar de perto os resultados obtidos em Araraquara. Em 21 de fevereiro, o município de Araraquara decretou a restrição total de circulação de pessoas, debaixo de protestos de negacionistas e desconfiança de alguns setores da sociedade que consideravam inviável adotar essa medida. Foram seis dias de restrições muito rigorosas, seguidas de um processo de retomada lenta, gradual e responsável das atividades econômicas.

O boletim do Observatório Covid, da Fiocruz, de 16 de março, diz: “As medidas fizeram cair o número de novos casos confirmados de Covid-19 e a média móvel diária neste início de março. Entre 21 de fevereiro e 10 de março - 17 dias -, a média móvel diária de novos casos de Covid-19 caiu de 189,57 para 108, uma redução de 43,02%.” Esses dados foram divulgados em matéria publicada no G1, no dia 21 de março, a qual mostra que Araraquara está sem filas de espera para leitos de UTI há 13 dias.

Esses expressivos resultados deveriam estar nos servindo de modelo e refletirmos sobre as soluções para São Paulo, em que pesem as diferenças entre as duas cidades. Embora seja do conhecimento dos nobres Colegas, é preciso reiterar que São Paulo está vivendo uma situação extrema: com taxas de ocupação de leitos de UTI da ordem de 85% e de enfermaria em 75%, é preciso deter a propagação do vírus com medidas mais severas. Ainda que a preocupação com a economia seja compreensível, já temos dados que comprovam que esse não deve ser um impedimento para discutir o lockdown.

De acordo com importante estudo realizado em uma parceria entre a Unicamp e a Universidade do Texas, publicado em 17 de março de 2021 no periódico Plos One , os municípios do Estado de São Paulo que realizam o isolamento social de forma mais rigorosa não tiveram pior desempenho econômico.

Os resultados apontam, também, que a eficácia do isolamento social na contenção da pandemia é maior quando a política é articulada regionalmente, e não apenas em nível municipal. Já tentamos a solução dos feriados prolongados para diminuir a circulação na cidade de São Paulo, quando estávamos na fase de entender melhor a pandemia. Em maio do ano passado, a circulação de pessoas foi reduzida em média em 1,8 pontos percentuais.

Precisamos ter coragem de dar um passo além. As dificuldades de adotar uma medida como o lockdown podem e devem ser enfrentadas. O Rio de Janeiro, a segunda maior cidade do País, e Niterói, por exemplo, resolveram trabalhar em conjunto e fazer uma tentativa.

Precisamos abrir o diálogo, estudar as experiências bem-sucedidas e chegar a uma solução de bom senso que contemple os desafios e as peculiaridades de nossa cidade. No entanto, estou convencido de que, além de necessário, é possível encontrar uma saída para esse desafio histórico do povo brasileiro.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra o nobre Vereador Faria de Sá, para comunicado de Liderança.

O SR. FARIA DE SÁ (PP) - (Pela ordem) - Obrigado, Sr. Presidente. Quero cumprimentar V.Exa. por estar preocupado com a questão da saúde na cidade de São Paulo. Já elaborei algumas perguntas, as quais gostaria que o Secretario Edson Aparecido respondesse, onde chama os hospitais especiais para Covid-19, de hospitais catástrofe…

- Falha na transmiss ão. Registro prejudicado.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Nobre Vereador Arnaldo, V.Exa. elaborou as perguntas e terá oportunidade de fazê-las. É o primeiro inscrito para as perguntas ao Sr. Secretário; então, V.Exa. poderá fazê-lo diretamente ao Sr. Secretário hoje. Pode continuar, Vereador.

O SR. FARIA DE SÁ (PP) - (Pela ordem) - O.k ., Presidente, obrigado. Oportunamente vou querer esclarecer essa questão, como também quanto à segunda dose da vacina e à retomada do programa de máscaras, porque realmente estou muito preocupado com essa situação. Nós já temos um Presidente da República negacionista, que não ajuda em nada, só atrapalha, só complica, e estamos vendo em São Paulo, apesar de todo o empenho da Prefeitura e também do Governo do Estado, a situação que estamos vivendo: pandemia total, mas na verdade parece que estamos vivendo uma coisa natural. O Brasil é hoje o país que tem o maior número de mortes do mundo e a coisa continua sendo tratada como brincadeira. Foi demitido o Pazuello, mas não foi demitido, foi nomeado o novo...

A situação está muito complicada; então, queria deixar registrada a nossa posição. Não dá para aceitar que a crise alcance patamares que estão alcançando e, sem dúvida, está muito preocupante. Não adianta em São Paulo trabalharmos a favor da corrente, com tantos no Brasil trabalhando contra essa corrente. A situação é grave, é preocupante, é desesperadora e, portanto, quero que as pessoas que tenham a sua parcela de responsabilidade assumam e tomem providências. Vacina já.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra, pela ordem, o nobre Vereador Dr. Sidney Cruz.

O SR. DR. SIDNEY CRUZ (SOLIDARIEDADE) - (Pela ordem) - Muito obrigado, Presidente. Boa tarde a todos, primeiramente, quero parabenizar o Sr. Presidente e todos os nobres Vereadores e Vereadoras desta Casa pela iniciativa de inserirmos, mesmo que seja no projeto de lei permissivo, a discussão de quais seriam as outras categorias no rol de prioridades para receberem a vacina.

Presidente, na última quarta-feira, após votarmos o projeto do Fundeb - eu tinha alguns compromissos, não fiquei até o final da sessão -, ocorreu uma homenagem póstuma nesta Casa ao Desembargador Antônio Carlos Malheiros, falecido no último dia 21. Eu queria aproveitar, Presidente, como advogado, como ex-dirigente de Ordem da OAB - Subseção de Santo Amaro, deixar registrada minha sincera e singela homenagem ao Dr. Malheiros, um desembargador que ia muito além de um magistrado.

Eu tenho uma passagem como advogado, no ano de 2013, em que patrocinava a defesa de um jovem periférico na região do Grajaú, que estava na eminência de ser inserido no rol dos erros do Poder Judiciário. Eu me recordo, na ocasião, que procurei esta Casa, a Comissão de Direitos Humanos - coincidentemente é a Comissão a qual hoje me formalizaram como membro. Conversei com o Vereador Ítalo Cardoso, ex-Vereador, e narrei o que havia acontecido e S.Exa. sugeriu ligar para o Desembargador Malheiros, que fez questão de nos atender em seu apartamento. E, como bom magistrado, sempre estava disposto a ouvir e a julgar sem rancor no coração. Era uma pessoa muito simples que dispensava as pompas e os títulos quando podia. Era ativista de direitos humanos, era o Desembargador do diálogo do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, e vai fazer muita falta principalmente nesse momento que estamos atravessando, de tantas intolerâncias. Quero externar a minha solidariedade, os meus pêsames e os meus sentimentos aos familiares, aos amigos, aos colegas advogados que sentem sua falta e, com muita tristeza, fazem essa despedida do nobre professor e eterno advogado, porque ingressou na magistratura pelo quinto constitucional. Tinha um espírito de advogado e quero deixar registrado a todos, os familiares, à esposa, aos filhos, os meus sinceros sentimentos.

Muito obrigado.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra, pela ordem, a nobre Vereadora Luana Alves, para fazer um comunicado de Liderança.

A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, Srs. Vereadores e público presente, primeiramente eu gostaria de dar os meus pêsames para quem está sofrendo perdas familiares e de amigos para a Covid-19. Infelizmente vi a notícia que, no dia de hoje, o Estado de São Paulo, nas últimas 24 horas, registrou 1.021 pessoas falecidas de Covid-19. Esse é um número inédito, é um número que nunca havia sido registrado; e gostaria de reiterar que não existe kit Covid, não existe remédio milagroso. Isso tem piorado, na verdade, a letalidade da Covid-19. O que existe é isolamento social e vacinação.

Aliás, em relação à vacinação, gostaria de registrar a minha alegria absoluta - já falei hoje de manhã com o Sr. Presidente - não só minha, mas de toda a Bancada do PSOL, de ver avançar nesta Câmara a priorização da vacinação para funcionários públicos, professoras, professores, quadro de apoio, assistentes sociais, pessoal da limpeza urbana e da segurança urbana.

Quando falamos em cerca de 200 mil doses que seriam priorizadas para funcionários públicos, não estamos falando que o funcionário público, de alguma forma, é melhor do que os outros ou merece mais, por ser um cidadão de maior classe. Não, estamos reconhecendo que o funcionalismo público da cidade de São Paulo faz manter o serviço público; e hoje a população inteira precisa do serviço público. A escola tem que estar aberta, só que tem de ser com segurança sanitária. Por isso, é uma enorme vitória ver avançando na Câmara um projeto autorizativo para o Executivo priorizar esses funcionários públicos. Quem estuda na escola pública é o filho do pedreiro, do policial, do lixeiro, do desempregado, de quem está em casa.

Então, quando temos uma escola segura e nossa comunidade escolar vacinada, em especial, os que são mais idosos, estamos falando de uma vitória que é da Cidade inteira; estamos falando de uma movimentação econômica. Quando falamos de funcionalismo público que é vacinado, com prioridade, estamos falando sobre isso. O serviço da assistência social vai passar a funcionar plenamente.

Hoje temos 30 a 35% da assistência funcionando. V.Exas. sabem, nobres Vereadores, que a assistência é fundamental no momento de empobrecimento da população, que está sem renda. A assistência segura a barra na cidade de São Paulo, e é muito necessário que ela volte a funcionar 100% e para isso temos que dar essa resposta para os funcionários públicos, uma resposta, sim, de priorização, não por serem mais importantes que outros, mas por estarem cumprindo um papel chave na defesa da vida e na defesa das condições de vida decente para a população de São Paulo.

Então, fico muito feliz com essa vitória absoluta. Estava comentando hoje com o Presidente Milton Leite que não acho que a priorização da vacina de professor e de assistente social tem que ser uma pauta de partido “a” ou “b”. Para nós, é bom que ela seja abraçada pela Câmara, e nós, como um todo, consigamos dar uma resposta para os funcionários públicos, que hoje estão na linha de frente, nas escolas abertas, nos CRAS, nos CRESS e infelizmente estão se infectando a níveis terríveis. Então, fico muito contente por isso. Somos absolutamente favoráveis a esse projeto. Estamos muito contentos que seja abraçado, como um todo, pela Câmara.

Também espero muito que a Prefeitura consiga fazer, juntamente conosco, uma medida para de fato priorizar esses profissionais, tanto os da direita quanto os da indireta. O Sr. Presidente falou que isso é algo que conseguimos garantir na Câmara. Então, por exemplo, há muitos que são das indiretas, das conveniadas, mas que estão na linha de frente também; e, na minha visão, também têm que entrar nessa proposta que estamos fazendo. Não aumentaria o número de uma forma muito estrondosa. Seriam cerca de, no máximo, 250 mil pessoas, considerando transporte, educação, assistência, funerária, segurança urbana, e faria uma diferença gigantesca na vida dessas pessoas, na vida dos familiares e na vida da Cidade como um todo.

Então, essa é uma proposta para a Cidade inteira. Não é só para a categoria do funcionalismo. É para a categoria do funcionalismo, que atende a Cidade inteira. Então, ficamos muito felizes por isso. Gostaria de deixar isso registrado. Também gostaria de deixar registrado - não foi possível, na semana passada - que estamos muito aliviados pelo fato de São Paulo estar conseguindo tomar frente e adquirir as vacinas.

Infelizmente não conseguimos contar com o Ministério da Saúde, nem com o Governo Bolsonaro. Neste momento, não temos Ministro da Saúde. Então, não existe nem Ministério da Saúde para fazer aquisição de vacinas. É necessário que na maior cidade da América Latina consigamos dar o exemplo e, junto aos outros municípios, garantirmos a chegada das doses. Além disso, garantir que sejam executadas de uma forma inteligente, ou seja, que quem está na linha da frente e aqueles em alta circulação, pessoal de transportes, das escolas consigam ser vacinados prioritariamente.

Muito obrigada.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Obrigado, Vereadora. Próximo orador é o Vereador Adilson Amadeu, chefe dos taxistas.

Tem a palavra, pela ordem, o nobre Vereador Adilson Amadeu.

O SR. ADILSON AMADEU (DEM) - (Pela ordem) - Desculpe, Sr. Presidente, estava sem retorno, meu gabinete não tem acústica. Saudades, Presidente.

Eu acho que as matérias que V.Exa. está trazendo para a Câmara Municipal são importantíssimas. Eu fui o primeiro que apresentei minhas emendas a favor de uma profissão nobre, a dos taxistas. Não quero desmerecer nenhuma outra profissão.

Ouvi, hoje, a Vereadora Sandra Tadeu também falando dos coletores de lixo, dos varredores, enfim, há tantas profissões cujo pessoal precisa ser vacinado sim, até à frente de todos, pois merecem pelo trabalho que desempenham e que continuam fazendo. Com referência a todos esses profissionais que estão na linha de frente devo dizer que tenho, todos os dias, dobrado os joelhos e orado. São pessoas maravilhosas.

Meu querido Vereador Dr. Paulo Frange que, todos os dias, faz consultas, vive nos hospitais, nem sei como devemos agradecer a ele e a todo esse povo.

Vi uma matéria dos bancos, dos banqueiros, no Fantástico, e fiquei arrepiado, porque foram pedir apoio ao Ministro da Economia, para saber como ficará o País, para saber das vacinas. Nós, com muito pouco aqui, mexemos algumas coisas e conseguimos, com todos os colegas Vereadores, oferecer a emenda para que tenhamos condições de vacinar os que mais precisam.

Quando eu falo dos taxistas, falo de boca cheia! Sou apaixonado por essa área, amo essa profissão, que inclusive foi a profissão dos meus avós. Eu gostaria muito que essa classe fosse atendida, são 44 mil taxistas, mas tem o segundo motorista; então, no total são 75 mil profissionais. Temos um local, chegando a vacina, que podemos utilizar; temos Norte, Sul, Leste, Oeste, centro para poder atender todos esses profissionais.

Como eu vi a própria Vereadora Sandra Tadeu falando da cesta básica, vocês não imaginam o que esses profissionais de táxi estão passando. Hoje, eu rodei mais de 200 quilômetros na cidade de São Paulo, desde cedo, conversando com eles e também vejo a necessidade de receberem. Eles não estão tendo dinheiro nem para a gasolina.

Num passado recente, consegui com parceiros e amigos que dessem condições para que pudessem sair de casa para ganhar seu tostão. E, de novo, estão com falta de comida em casa. Pelo menos 80% deles estão enfrentando isso.

Então quero, sim, que inclua, por gentileza, pelo amor de Deus, a vacina para os profissionais taxistas. Aqueles que têm como profissão o táxi, que tenham condições de ser vacinados. E mais, vou anunciar de primeira mão, porque o Secretário de Saúde vai conversar conosco, que amigos meus de infância, donos da Universidade Uninove, estão doando, inauguram segunda-feira, o espaço com 200 leitos de UTI de graça para o Município.

E ainda tem Procurador que levanta pelo em ovo em cima desses abnegados que querem ajudar a população. Isso que me deixa indignado. Assim como fico indignado com os banqueiros na TV domingo, querendo aparecer, quando deveriam desenvolver um projeto para cortar todos os juros aplicados nesse um ano e meio! Não estou nem falando de dois ou três anos atrás. Esses banqueiros gulosos, que querem tirar a pele da população, que está mais do que no fundo do poço.

Então, Sr. Presidente, parabéns por todas as ações, os professores e todos os comissionados, a Guarda Civil Metropolitana. Pelo amor de Deus, incluam os taxistas! Se precisar das minhas emendas nos próximos quatro anos, Prefeito Bruno Covas, eu quero oferecer alimentação neste momento para os profissionais taxistas. É isso, porque 300 mil motoristas de aplicativos, que se dizem profissionais, se fazem em cima dos taxistas. Quando, há anos, eu falava nesta Casa para fazermos uma regulamentação, para fazermos alguma coisa que ajudasse os dois lados, ninguém quis saber, deram risada, porque acharam que este Vereador estava defendendo todos os profissionais taxistas. Estava e estou.

Para concluir, peço, pelo amor de Deus, que incluam os taxistas nesse projeto que estará, amanhã, depois ou na semana que vem nesta Casa.

Obrigado.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra, pela ordem, o nobre Vereador Marcelo Messias, para um comunicado de Liderança.

O SR. MARCELO MESSIAS (MDB) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, Srs. Vereadores, eu pedi a palavra para falar um pouquinho a respeito dos profissionais da saúde, principalmente os da odontologia, aproximadamente 32 mil na cidade de São Paulo, que não estão sendo vacinados, ao contrário dos dentistas dos municípios vizinhos.

Eu estou com uma relação que mostra a taxa de crescimento de óbitos entre esses profissionais na Cidade. Entre os que têm mais de 60 anos, houve um aumento de 94%; entre os que têm entre 40 e 49 anos, um aumento de 252%; entre os que têm entre 50 e 59 anos, um aumento de 172%.

Estou, portanto, solicitando que os cirurgiões-dentistas sejam vacinados porque é um profissional da saúde e eu não sei por que o Governo de São Paulo não os está tratando assim. Eu entendo que o dentista é, sim, um profissional da saúde, pois a saúde começa pela boca, e os profissionais dentistas com idade abaixo dos 55 anos foram os que mais vieram a óbito, um aumento de 252%. Dos que têm idade entre 40 e 44 anos, foram 6.437 dentistas; dos que têm de 45 a 49, 5.306 e, dos que têm de 50 a 54 anos, 4.499.

Essa classe, que compõe um quadro de 32 mil profissionais na Cidade, tem como trabalho estar em contato direto com a cavidade bucal. Com certeza, todos aqui têm conhecimento da cadeira odontológica e da caneta odontológica, popularmente chamada de motorzinho, que, quando em ação - e esse hoje é a maior parte do trabalho que está sendo feita na Cidade - vira um aerossol, que contamina toda a área e pode contaminar o profissional da odontologia, o seu familiar ou qualquer outra pessoa no seu entorno.

Eu queria, portanto, entender por que nós, Vereadores, e o Executivo não estamos tratando esse profissional como da saúde na cidade de São Paulo.

Fica o meu apelo para que V.Exa., Presidente Milton Leite, faça o Executivo, por meio do Secretário de Saúde Edson Aparecido, que já vem fazendo um grande trabalho, entender que realmente o cirurgião-dentista da cidade de São Paulo é um profissional da saúde, pois a saúde começa pela boca.

Eu estou estendendo essa reivindicação, Sr. Presidente, pois estou sendo muito cobrado através das redes sociais pelo fato de os profissionais da odontologia não estarem sendo considerados profissionais da saúde, diferentemente de outros profissionais, como o médico, que, quando vai fazer uma consulta, usa máscara e tem contato com um paciente de máscara. Assim também é com o fisioterapeuta, com o nutricionista, com o psicólogo e com o enfermeiro. Já os profissionais dentistas, apesar de usarem máscara, lidam com um paciente sem máscara e têm um contato direto com uma área extremamente carregada de bactérias e vírus.

Eu chamo a atenção de V.Exas., quando o Secretário Edson Aparecido vier participar dessa reunião, para reforçarem a intenção de ajudarmos esse profissional da saúde, a fim de se prevenir e não contaminar mais pessoas, porque podem ser também transmissoras desse vírus.

É só isso, Presidente.

Obrigado a todos.

O SR. PRESIDENTE ( Milton Leite - DEM ) - Não havendo mais comunicado de Liderança, vamos nos preparar para a entrada do Secretário Edson Aparecido.

Suspenderei a sessão para que façamos o contato e iniciemos a conversa com o Sr. Secretário Edson Aparecido. Peço aos Srs. Vereadores que fiquem posicionados.

Estão suspensos os trabalhos.

- Suspensão dos trabalhos.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Quero, de plano, agradecer a presença do Secretário Edson Aparecido, que entrou em contato conosco para trazer os esclarecimentos da situação da saúde na cidade de São Paulo. Fico muito feliz que, por iniciativa do Secretário Edson Aparecido e no diálogo com a Câmara Municipal de São Paulo, nós temos a oportunidade de manter um diálogo construtivo em favor da Cidade.

Então, peço aos Srs. Vereadores que continuem se inscrevendo pelo chat , para que possam fazer as perguntas no momento oportuno e se, porventura, elas não forem esclarecidas previamente na fala do Sr. Secretário.

Sr. Secretário de Saúde da cidade de São Paulo, boa tarde. V.Exa. é muito bem-vindo, no momento delicado que a Cidade passa. Em nome da Câmara Municipal de São Paulo agradeço a sua presença no Plenário virtual, com 54 Srs. Vereadores, dos 55, para ouvirmos V.Exa. acerca dos problemas da saúde na cidade de São Paulo. Abriremos o tempo que for necessário para que V.Exa. possa fazer uso da palavra, realizando uma explanação dos principais problemas e das soluções encaminhadas para a cidade de São Paulo. Gostaria que V.Exa. contemplasse, em sua fala, os cinco milhões de doses de vacina, qual a situação e os prazos.

Tem a palavra o Secretário Edson Aparecido dos Santos. Estou muito feliz por receber V.Exa. aqui. Agradeço, em nome das Sras. e dos Srs. Vereadores.

O SR. EDSON APARECIDO DOS SANTOS - Boa tarde, Presidente Milton Leite. Boa tarde a todos os Srs. Vereadores e Sras. Vereadoras. Meu sincero agradecimento por podermos, neste momento importante do País, de nosso Estado, em particular de nossa Capital, com os reflexos que todos os senhores têm acompanhado, dar os cenários sobre a pandemia em nossa cidade; as ações que temos feito e, obviamente, podermos responder algumas dúvidas e questionamentos também dos Srs. Vereadores.

Desde já, agradeço toda a solidariedade que a Câmara teve, ao longo do ano passado e também deste ano, com o Prefeito Bruno Covas e, em particular, com a saúde. A Câmara Municipal de São Paulo não mediu esforços, sob o ponto de vista legislativo e financeiro, com mudanças orçamentárias que pudessem fazer com que a Cidade se preparasse para enfrentar este momento agudo da saúde pública, que todo o nosso país está vivendo.

Eu vou rapidamente falar sobre os números; como nos encontramos neste momento; a perspectiva de novos leitos que temos pela frente; o que já estruturamos; a questão da vacina, que também aqui foi colocada; o cenário de insumos que, talvez, fosse importante também colocar para todos.

Eu queria pedir, Presidente, eu passei uma apresentação para a sua Assessoria, se puder passar na tela, vou explicando cada um dos gráficos.

- Orador passa a se referir a imagens compartilhadas virtualmente.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - O relatório ou a vacinação, Secretário, o senhor quer primeiro?

O SR. EDSON APARECIDO DOS SANTOS - Eu quero primeiro a vacinação. Eu quero primeiro a situação da Covid-19 em São Paulo.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Vacinação, é esse o tema? Boletim, Secretário?

O SR. EDSON APARECIDO DOS SANTOS - Não. Citação da Covid-19. Esse é depois. É a vacinação. Esse falo depois.

- Orador passa a se referir a imagens compartilhadas virtualmente.

O SR. EDSON APARECIDO DOS SANTOS - Pode passar, próxima tela. Aqui V.Exas. podem ver a situação dos nossos hospitais, hoje já atualizada. Pelo final da manhã estávamos com 91% dos leitos de UTI ocupados na Cidade, e 78% dos leitos de enfermaria.

No gráfico seguinte é importante os senhores notarem, a distribuição da pandemia desde o ano passado. Tivemos um pico no ano passado - dados brutos obviamente -, 4.321 casos na 23ª semana epidemiológica, em junho. Depois, no dia 10 de junho, a média móvel em sete dias foi de 2.855. Fomos controlando a doença na Cidade, atendíamos desde a Atenção Básica, passando pelas AMAs, UPAs, prontos atendimentos, prontos-socorros, até chegar à rede hospitalar.

Em outubro, novembro, tivemos essa queda muito acentuada, chegando a uma média de oito óbitos em sete dias. Tivemos um pico na primeira semana de janeiro evidenciando o que foi a movimentação das pessoas em dezembro. Aliás, já alertávamos em novembro o cuidado que as pessoas deveriam ter em dezembro com as festas natalinas, sobretudo, a população jovem. Então, tivemos os dados brutos, 4.182 casos, e em 10 de janeiro a média móvel de 3.003 casos. Ou seja, ultrapassamos o pico da pandemia em junho do ano passado.

Aqui já é a influência da P1 de Manaus, que já estava presente em todo o País, em todo o Estado de São Paulo e também na Capital. Tivemos um decréscimo, volta a crescer com o advento do Carnaval. E agora estamos com uma média móvel acentuada de 492 casos. Aqui os senhores veem a curva caindo, o vermelho, mas isso é por não termos recebido ainda as notificações. Isso tudo vai crescer. Na medida em que vão entrando as notificações isso tudo cresce. Estamos subindo ainda a montanha em termos de casos e internações.

O próximo gráfico vai mostrar para os senhores essa distribuição de casos. Vejam que, em janeiro, tivemos acumulados 21.813 casos em uma semana, superando aquele pior momento de junho do ano passado de 20.483 casos na semana. Agora, com a atualização dos números que vamos ter ainda de fevereiro e março, esses números vão crescer. Vamos ultrapassar seguramente as semanas epidemiológicas mais recentes ao número da primeira semana de janeiro.

O próximo gráfico mostra a distribuição dos óbitos. Em 2020, tivemos 134 óbitos, nos dados brutos a média móvel da 22ª semana epidemiológica, de junho, mas em maio foi a pior média móvel de mortes na Cidade. Depois foi caindo, caindo, caindo e chegamos, em novembro, a oito óbitos na média móvel de sete dias. Isso evidencia que o tratamento feito na Cidade foi eficaz, tanto sob o ponto de vista da redução de mobilidade das pessoas na Cidade, como o tratamento feito no sistema de saúde. São Paulo foi, em maio e junho, 60% da pandemia no país, de óbitos e casos. Hoje, São Paulo é 7% dos óbitos e 8% dos casos do Brasil, para ter uma ideia de como a doença se alastrou em todo o País.

Subimos o pico em março para uma média móvel de sete dias de 76 óbitos. Estamos, agora no dia 21, com 64 óbitos, mas esse número aumentará. Estão chegando as notificações e esse número deve aumentar.

Essa é a distribuição de óbitos confirmados pela semana epidemiológica, com o nosso sistema e com o sistema do Ministério. A letalidade ainda é muito alta nos idosos. Para vocês terem uma ideia, das pessoas internadas com mais de 75 anos, a letalidade é de 49%. Ou seja, 49% das pessoas com mais de 75 anos que vão para a UTI morrem. Esse é o quadro da letalidade.

Hoje temos um número de casos acentuados e de internações acentuadas do jovem adulto, entre 20 e 45 anos. Esse jovem está chegando no sistema de saúde também em condições muito graves, porque normalmente ele demora mais para procurar o sistema de saúde, por isso que estamos pedindo a todos, ao primeiro sintoma, que compareçam a uma unidade de saúde para poder ser acompanhado. Mas hoje o perfil do doente e do paciente nesta cepa é mais jovem. Isso acarreta um maior tempo de internação.

A viremia da primeira onda era de cinco dias e dessa segunda onda é de quase 10 dias, então temos menos giro de leitos e esse jovem é um paciente que precisa de uma carga de oxigênio muito maior do que a do idoso.

Nesse gráfico, são todos os internados de UTI e de enfermaria na média móvel de sete dias no nosso sistema: 2.391 pessoas. E ainda subindo, como eu disse, a curva.

No próximo gráfico, fazemos a separação: 1.205 leitos de UTI, 919 leitos de enfermaria; e isso já mudou esta semana. Nós abrimos mais 555 leitos na Capital; amanhã são novos 105 leitos só no Hospital da Cantareira, o 9º hospital que abrimos na Cidade nesse período, com um espaço bastante importante. Nós faríamos uma quantidade maior de leitos de enfermaria ali, mas vamos concentrar leitos de UTI.

Nós temos dois hospitais de catástrofe na Cidade. Um é o Hospital do Jabaquara, que é próximo ao Aeroporto de Congonhas. É um hospital de catástrofe, onde podem ser internadas 300 pessoas na UTI. Então, nós separamos os pacientes que não são de Covid-19 num andar e todo o resto do hospital virou Covid-19.

Outro hospital de catástrofe na Cidade é o Hospital de Itaquera, de onde retiramos todos os pacientes que não são Covid-19. Para vocês terem uma ideia, nós tiramos crianças que estavam em UTI, mães que teriam bebê, tiramos todo mundo e o hospital virou integralmente para tratar Covid-19, com mais de 250 leitos, exatamente para suportar a pressão nesse momento. É uma verdadeira operação de guerra, mas felizmente tudo deu certo até agora.

No próximo gráfico, vemos os três segmentos: o privado, o municipal e o estadual, que vinham caminhando meio que semelhantes até um determinado momento e, hoje, a rede privada está muito carregada também; mas os três, de certa forma, estão muito carregados. Estamos chegando a quase 14 mil leitos de Covid-19 na cidade de São Paulo.

O próximo está repetindo.

Aqui são as taxas de ocupação. O nosso também já chegou a 91%. Hoje, na Cidade, mais ou menos é isso: 90% dos leitos privados ocupados, 91% nosso da rede municipal e 95% do Estado na capital.

Se puder, então, voltar a apresentação a isso. Depois, eu queria fazer uma apresentação rápida da vacinação. Mas, se puder colocar já o gráfico da vacinação.

Hoje nós temos na cidade 1.349 leitos de UTI. E vamos abrir mais essa semana. E temos 1.222 leitos de enfermaria. Agora, numa parceria e numa cessão feita junto com uma universidade, o Prefeito Bruno deve anunciar mais 200 leitos de enfermaria para a próxima semana.

O momento hoje é um momento ainda de crescimento. Começamos a ver um pouco, talvez, o reflexo das medidas da fase vermelha de restrição e da emergencial. Tivemos que adotar essa antecipação dos feriados para reduzir o máximo possível a transmissão da doença, que está muito acelerada. A única maneira que temos de cortar isso é realmente as pessoas não se aglomerarem, não se juntarem.

A pressão, obviamente, é muito grande. Hoje, para vocês terem uma ideia, nós temos pessoas que estamos acompanhando - oxigenando ou com nebulização -em UBSs, em AMAs, em UPAs, em prontos-socorros, em HDs. Todo leito que pudemos estruturar para receber alguém para ter o primeiro acompanhamento, para poder começar a ser cuidado minimamente, até chegar o momento dela, eventualmente, de precisar de um leito mais sofisticado de enfermaria e de UTI, nós fizemos com os nossos HDs, enfim, com todas as estruturas que temos.

Nós fizemos, essa semana, uma compra importante de insumos, sobretudo, de medicamentos, o chamado kit intubação. Felizmente, já vínhamos com esse planejamento. Com isso, damos conta de atender todo mundo nesse momento. Todo o mercado, vocês sabem, está muito pressionado por esses insumos nesse momento, mas nós conseguimos fazer uma compra que está sendo entregue, dia sim, dia não, uma cota.

Os nossos grandes hospitais, hoje, de Covid:

Brasilândia: 428 leitos de Covid-19. Não tem nenhum lugar no Brasil com uma dimensão desta natureza.

Parelheiros: 318 leitos, sendo quase 200 leitos de UTI em Parelheiros.

Bela Vista: também um hospital lotado, com 140 leitos.

Guarapiranga: abrimos agora mais 40 leitos.

Vamos abrir no 1º subsolo do Parelheiros mais 40 leitos de enfermaria.

Conseguimos, agora, o aluguel de 49 respiradores, que colocamos em Itaquera - chegaram sábado à noite - e foram instalados no final de semana.

Até uma coisa muito chata, porque tem quem sempre joga contra: o respirador chegou sábado, às 18h, fotografaram o respirador no chão, que iria ser instalado no domingo, e disseram que nós tínhamos equipamento jogado no chão do hospital. Para vocês terem uma ideia do tipo de pessoas espalhadas na nossa rede. Mas instalamos os respiradores, está tudo o.k .

Vou também já entrar num outro tema e depois posso esclarecer. Na última terça-feira, fomos procurados por uma das empresas que oferecem oxigênio na Cidade. Essa empresa detém 70% do mercado brasileiro de oxigênio na área hospitalar e nos colocaram que não tinham problema de entrega de oxigênio, eles tinham a molécula, o insumo. Eles não tinham mais logística para fazer uma entrega muito pulverizada.

O que fizemos em uma semana? Nós passamos a concentrar pacientes em algumas unidades. Também o Prefeito deve anunciar na quinta-feira, que fez toda uma readequação com outros fornecedores. Estamos comprando, inclusive, - o Prefeito vai anunciar - usinas de oxigênio.

Não tivemos um problema em Ermelino Matarazzo, onde durante o dia todo os nossos profissionais pediram a reposição de oxigênio desde às 11h. Quando chegou 18h, eles não tinham uma posição. Os nossos médicos tomaram uma posição muito correta e transferimos 10 pacientes para o Hospital de Itaquera. Depois, chegaram os cilindros e, às 21h, o tanque foi cheio novamente. Ninguém morreu nessa unidade por conta dessa operação. Tivemos dois óbitos de duas pessoas que durante o dia faleceram, porque estavam num quadro ruim.

Então, esse factoide que apareceu no jornal Agora e na Folha de S.Paulo é mentiroso, porque não houve essas três mortes. E, ontem, durante o abastecimento...

- Falas simultâneas no ambiente virtual.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Eu pediria que os Vereadores fechassem os microfones. O Secretário está fazendo uso da palavra. Por favor, atenção, fechem os microfones.

O SR. EDSON APARECIDO DOS SANTOS - Estávamos enchendo os tanques da UPA Tito Lopes e uma das válvulas se quebrou. O tanque já estava 80% carregado, o oxigênio começou a congelar e decidimos transferir quatro pacientes para o Hospital Tide Setúbal, que fica do outro lado da rua. Uma hora depois, não mais do que isso, foi consertado, terminamos de encher o tubo e não houve problema também com nenhum dos nossos pacientes, embora também tenham feito fake news , dizendo que três pessoas tinham falecido, mas isso não aconteceu.

Então, nós estamos contornando essa questão do oxigênio. Não há falta de oxigênio, há um problema de logística na entrega, que estamos superando. A Fiesp está nos ajudando. O Prefeito Bruno Covas falou com o Paulo Skaf e eu também, a indústria nos fornecerá cilindros, que vamos encher com oxigênio. Nós também estamos comprando mais cilindros, fora que estão finalizando esse processo das usinas. Então, exatamente para que não tenhamos nenhuma surpresa.

Para vocês terem uma ideia, um dos fornecedores nos fornecia 55 metros cúbicos por dia de oxigênio. Nós estamos quase a 200 metros cúbicos por dia. Enchíamos um tambor de uma UPA uma vez por semana. Nós estamos enchendo um tambor de uma UPA, algumas delas, três vezes por dia.

No tambor de oxigênio do M`Boi Mirim, nós passamos de 20 mil metros cúbicos para 40 mil metros cúbicos de oxigênio. E tem de repor todo dia, só que não entra carreta no M’Boi, são caminhões pequenos. Então, vocês imaginem qual é a logística, mas, estamos conseguindo.

A Secretaria fez uma carta agora que mandei para o Presidente da Câmara, Milton Leite; para o Procurador-Geral do Ministério Público, Dr. Sarrubbo; para a Defensoria Pública; para o Ministro da Saúde e, também para o Tribunal de Contas do Município, relatando os acontecimentos do último final de semana, os problemas que tivemos e colocando um pouco o quadro, em relação a essa questão do oxigênio na Cidade.

Para encerrar, a vacinação: nós estamos seguindo o PMI. Na Cidade já vacinamos 1.394.282 pessoas. Em primeira dose, 1.048.976; em segunda dose, 345.306 pessoas.

Além daqueles setores que estavam no PNI - idosos, profissionais de saúde e indígenas - avançamos vacinando os moradores de rua com mais de 60 anos, os profissionais de saúde autônomos, com mais de 55 anos. Agora, estamos vacinando os técnicos e motoristas de caminhão de oxigênio, que fazem a distribuição pela Cidade. Já vacinamos os técnicos de raio x e de tomografia, que fazem exame de Covid-19; os técnicos que coletam o PCR de sintomáticos respiratórios. Então, é um contingente bastante grande que vacinamos no Município. Nós não estamos adotando a estratégia de consumir a segunda dose da vacina, não tenho segurança para isso. Então, nós só iniciamos a vacinação de um grupo se tiver a segunda dose, não estamos usando a segunda dose para que seja a primeira dose. Queremos ter a garantia de que quem recebeu a primeira dose recebe a segunda dose.

Nós iniciamos, em função da medida adotada pelo Supremo Tribunal Federal da aprovação da lei no Senado Federal e da aprovação da lei da Câmara Municipal, negociações com quatro laboratórios para compra de vacinas. Para dois deles, fizemos um pedido inicial de intenção de compra. Nós temos procurado até não falar porque cada vez que falamos, que sai no noticiário, no momento seguinte dá algum tipo de problema. Mas nós já fizemos duas manifestações de compra de vacina para dois laboratórios e estamos negociando com mais dois.

Quais são os problemas em relação a isso? É ter muito claro que a lei aprovada pelo Senado permite que entes federados possam adquirir vacinas sem que tenha de ir ao Plano Nacional de Imunização. É para não acontecer o que aconteceu na Bahia, que comprou 9,5 milhões de doses da Sputnik, e o Ministério requisitou todas elas. O que entendemos e estamos tentando negociar é que o ente federado possa comprar, e a vacina fica conosco e seguimos o PNI, seguimos o roteiro de quem tem de ser vacinado. Dessa maneira, o Ministério não precisa nos mandar essas vacinas! Utiliza a vacina que ia mandar para cá para outra cidade. Dessa maneira, vamos adiantando a vacinação. Mas isso não está claro ainda. Esse é um problema.

A segunda coisa é que também estamos concentrando negociações com laboratórios que já tenham aprovação da Anvisa para ter mais segurança, porque há vacinas com a aprovação de laboratórios internacionais, mas que não tem ainda aprovação da Anvisa. Isso é um limitador. Particularmente, eu acho que, mais cedo ou mais tarde, diante do atual cenário, isso vai se abrir devido à terrível demanda que o País tem para vacinar em função do acréscimo de casos. Vejam que a Europa já está entrando na terceira onda, nós aqui estamos subindo a montanha da segunda, quer dizer, nós precisamos avançar com o processo de negociação de compra da vacina. Agora, há todos esses imbróglios no meio do caminho que precisam ser superados. Mas o Prefeito nos autorizou, com as autorizações dadas sob o ponto de vista legislativo, avançar nessa negociação, que não é fácil. Todos os laboratórios nos colocam que a prioridade de negociação internacional é com os planos nacionais de imunização. Ou seja, com o ministério da saúde dos países. Mas estamos muito esperançosos que esse cenário, logo mais, vai abrir em função da enorme pressão da sociedade brasileira pela vacinação. Isso pode nos ajudar muito.

Estamos terminando um estudo que mostra que dentre os idosos vacinados, com mais de 85 anos, houve uma queda muito acentuada nas internações e nos óbitos. Se esse estudo se confirmar, é um alento de que a vacina, cada vez mais, pode ser uma saída para enfrentar a pandemia da melhor maneira possível.

Quero agradecer mais uma vez, me desculpar por ter me alongado, mas acho que é o quadro das coisas. Hoje nós temos quase 40 hospitais privados por onde entram pacientes que às vezes não têm convênio, que entram também pelos hospitais privados, 40 hospitais solicitando vagas não-Covid-19 e Covid-19 para nós, no Município. Para vocês terem ideia de como está o estresse em todo o serviço de saúde hoje, no País, no Estado de São Paulo, na Cidade.

Era isso, Presidente Milton Leite. Estou à disposição para responder e tirar mais dúvidas que eventualmente haja.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Obrigado, Secretário.

O SR. ELISEU GABRIEL (PSB) - Parabéns, Edson.

O SR. EDSON APARECIDO DOS SANTOS - Obrigado.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Obrigado pela exposição.

Secretário, há uma lista de 14, eu incluído, que fariam três formulações pequenas. Peço aos Srs. Vereadores que formulem suas perguntas no tempo máximo de dois minutos, porque temos 14 inscritos. O Secretário vai observar todas as perguntas e responderá de uma única vez, senão vai virar um debate interminável.

Secretário, eu começo fazendo duas formulações rápidas.

O número de óbitos na cidade de São Paulo, só para que tenhamos uma referência, oscilava, dependendo do período do ano, de 280 a 300 pessoas/dia, 300 óbitos. Primeiro, como está a média/dia de óbitos na Cidade, independentemente da natureza do óbito? Nós tínhamos anteriormente à Covid-19 uma média de 280 a 300 óbitos/dia. Essa média deve ter variado. Por que estou fazendo essa pergunta, Secretário? Porque estou imaginando, na porta de saída da Covid-19, pós-vacina, o problema que V.Exa. vai enfrentar com as demais doenças e demais problemas de saúde da população. É uma média altíssima.

Segunda questão: a Câmara Municipal de São Paulo pretende votar a autorização legislativa da questão da prioridade das vacinas para algumas categorias na cidade de São Paulo, qual seja, funcionalismo público, professor, funcionalismo em geral, e uma outra categoria que as categorias entendam como legítimas de demanda, em particular aquelas que têm contato diário com a população, como motoristas de ônibus e assim por diante.

Considerando as cinco milhões de doses que o senhor pretende comprar na inicial, com uma única dose, nós fizemos cálculo aqui, não devem comprometer mais do que aproximadamente 300 mil, atendendo e permitindo que subprefeitura, o funcionalismo todo seja vacinado com os setores prioritários. Então, era algo que não mexe em cinco milhões de vacinas possíveis.

Sendo otimista, V.Exa., qual seria o prazo que teríamos com as negociações desenvolvidas, que se encontram em curso? Um prazo estimado para que o senhor consiga lograr isso nas cinco milhões de doses de vacina para a cidade de São Paulo.

Essas são as minhas perguntas. Eu passo ao primeiro inscrito, por dois minutos também - respeitei os dois minutos -, Arnaldo Faria de Sá. O Secretário responderá a todos ao final, de uma única vez.

Tem a palavra o Vereador Arnaldo Faria de Sá, por dois minutos.

O SR. FARIA DE SÁ (PP) - Primeiro, cumprimento o Secretário Edson Aparecido pelo brilhante trabalho que está fazendo. Eu só queria que nominasse os hospitais catástrofes. Acho que o Saboya, o Ermelino, o Itaquera e agora Vila Penteado são hospitais especiais, não podem ser catalogados como hospitais-catástrofes. Isso me preocupa muito.

Quero saber a respeito dos hospitais de campanha, a possibilidade de retomada dessa questão extremamente importante.

E também cumprimento o Secretário, porque aqui no Hospital de Vila Santa Catarina, num convênio com a Gerdau e com o Einstein, vai fazer uma ala especial para atendimento de Covid-19, extremamente importante, mostrando que a Secretaria de Saúde de São Paulo tem dado conta do recado, mais do que o próprio Ministério da Saúde, em Brasília. Não se sabe o que está acontecendo em Brasília.

Insisto, Secretário Edson Aparecido, na necessidade de uma campanha para o uso da máscara. Tem muitas pessoas andando sem máscara na Cidade. É preciso fazer uma campanha porque máscara é fundamental na questão de resolver.

Parabéns pela situação colocada em relação às primeira e segunda doses. Quem recebe a primeira dose tem a segunda garantida. Parabéns, Secretário Edson Aparecido. Sucesso!

Muito obrigado, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra a nobre Vereadora Sandra Tadeu. (Pausa) Tem a palavra a nobre Vereadora Janaína Lima.

A SRA. EDIR SALES (PSD) - Pela ordem, Sr. Presidente. Eu queria me inscrever.

- Falas simultâneas.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra a nobre Vereadora Sandra Tadeu. Vamos fazer a inscrição pelo chat . Eu observo por aqui, estão inscritos todos pelo chat para não interromper o Secretário.

Nobre Vereadora Sandra Tadeu. Sejamos objetivos, dois minutos. A próxima será a nobre Vereadora Janaína Lima.

A SRA. SANDRA TADEU (DEM) - Eu gostaria de saber qual é a base de dados desse inquérito sorológico acerca dos contaminados de Covid-19? Numa última coletiva sua, V.Exa. afirmou que tínhamos 25% da população da cidade de São Paulo contaminada. O que isso traz de benefício ao saber quem está contaminado?

Outra pergunta é a mesma coisa que o nobre Vereador Milton perguntou de zero a 10, qual é a chance real de comprar essas vacinas?

Essas são as minhas perguntas. Muito obrigada.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra a nobre Vereadora Janaína Lima.

A SRA. JANAÍNA LIMA (NOVO) - Obrigada, Sr. Presidente.

É uma honra estar aqui com o Secretário de Saúde Edson Aparecido. Gostaria de cumprimentá-lo pelo brilhante trabalho que vem conduzindo na cidade de São Paulo.

Eu gostaria de perguntar a V.Exa. como é que nós podemos ajudá-lo neste momento tão desafiador da nossa cidade? De que forma a Câmara Municipal pode ser ativa, no sentido de estender a mão neste momento tão difícil em que a carga do Executivo está tão grande. Nós queremos participar, estamos prestando toda a nossa solidariedade ao seu empenho, sua dedicação, cumprimentando o seu esforço, reconhecendo seu trabalho que não deixou a Cidade colapsar um segundo, agindo de forma responsável.

Nesse sentido, a vacina, todo o processo dos cilindros, os remédios para a intubação, como estão todos esses trâmites? Acho que essas são as três maiores dúvidas em torno do Executivo. De que forma que o Legislativo pode ser ativo e apoiá-lo?

Muito obrigada, Sr. Presidente. Essas são as minhas perguntas.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra o nobre Vereador Dr. Sidney Cruz.

O SR. DR. SIDNEY CRUZ (SOLIDARIEDADE) - Obrigado, Sr. Presidente, quero cumprimentar o Secretário Edson Aparecido, parabenizá-lo pelo brilhante trabalho que vem desenvolvendo e também o Prefeito Bruno Covas. Percebo que não estão medindo esforços para enfrentar os momentos tão difíceis que estamos passando.

Quero reforçar uma pergunta feita pelo nobre Vereador Faria de Sá com referência aos hospitais de campanha. Nós temos os hospitais de catástrofe, eu gostaria de saber se o Executivo tem intenção de reinstalar os hospitais de campanha. Essa é a minha única pergunta.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra o nobre Vereador Eduardo Matarazzo Suplicy.

O SR. EDUARDO MATARAZZO SUPLICY (PT) - Secretário Edson Aparecido, São Paulo é a cidade mais desenvolvida no País, hoje com 83% dos leitos de UTI ocupados. Na Grande São Paulo mais de 90%. Quais providências estão sendo tomadas para que pessoas não venham a falecer em São Paulo por falta de leitos com UTIs? Quantos são os leitos disponíveis, exclusivos, para Covid-19 até agora e a projeção de ocupação para o próximo período? Quais hospitais disporão de leitos de UTI exclusivos para Covid-19 na cidade de São Paulo? Estão sendo programados hospitais de campanha com UTI para Covid-19? A Prefeitura tem considerada a possibilidade de, efetivamente, realizar o lockdown ?

No hospital catástrofe, parece que a pessoa vai entrar em um hospital para morrer, algo ruim, alguma catástrofe. Sugiro um outro nome, lembrando ao Paulo Freire, Hospital Esperançar ou Esperança, de poder viver com boa saúde.

Obrigado, Sr. Presidente!

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra o nobre Vereador Fabio Riva.

O SR. FABIO RIVA (PSDB) - Sr. Presidente, grande Secretário Edson Aparecido, primeiro agradeço todo empenho de V.Exa. pela saúde da nossa cidade, junto ao Prefeito Bruno Covas. Sei o quanto V.Exas. têm virado, diuturnamente, para que possamos fazer os devidos atendimentos necessários aos nossos doentes, as pessoas que estão acometidas, principalmente, nesse momento difícil de pandemia.

Sr. S ecretário, gostaria apenas reforçar algumas questões em cima do que V.Exa. falou referente à questão dos oxigênios. Muito se fala que existe falta de oxigênio. Não é falta, mas sim de logística. É a entrega desse oxigênio para as unidades.

E ntão, gostaria que V.Exa. voltasse a se explicar um pouco sobre isso. É uma demanda que chega muitas vezes, através do que já foi falado aqui, as perguntas sobre hospital de campanha. Então, fico até contemplado nas minhas perguntas com algumas perguntas dos Srs. Vereadores que me antecederam.

M uito obrigado! Vamos trabalhar bastante para a Cidade. Conte com a Câmara Municipal. Temos ajudado a Secretaria de Saúde e o Prefeito Bruno Covas a superar esse desafio. Um desafio grande e a Cidade será exemplo mais uma vez.

Muito obrigado!

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra a nobre Vereadora Luana Alves.

A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - Boa tarde Sr. Secretário. Vou fazer algumas perguntas elaboradas pela Bancada do PSOL.

Primeira pergunta é relativa aos insumos. V.Exa. já colocou aqui a questão do oxigênio que, aparentemente, não foi um problema do estoque da White Martins e nem de nenhuma outra fornecedora, mas da logística. Queremos saber em relação a outros insumos necessários para o tratamento da Covid-19. O chamado o kit intubação, o medicamento que é relaxante muscular. Como está o estoque e se existe diferença entre os equipamentos de saúde na Cidade? Sei que existe uma diferença, por exemplo, entre os equipamentos do Centro com os equipamentos da periferia?

A segunda pergunta é em relação ao impacto da abertura das escolas no número de infecções e de óbitos na cidade São Paulo. Houve uma reunião na Comissão de Educação, onde o Sr. Secretário de Educação disse que não sabia precisar o número de infectados que vem, justamente, das escolas abertas e de ambientes que estão bastante contaminados por Covid-19. Gostaria de saber se V.Exa. tem esses dados? Se existe algum estudo de impacto da Secretaria de Saúde em relação as escolas abertas.

A terceira é em relação à vacina que V.Exa. já abordou aqui, mas gostaríamos de confirmar. Votamos a favor da autorização da Câmara, gostaríamos de saber como V.Exa. avalia a possibilidade de o Ministério da Saúde requisitar igual fez com a Bahia. Qual é a avaliação dentro da Secretaria da Saúde em relação a essa possibilidade?

Última pergunta é em rela ção aos leitos. Muitas pessoas falaram dos hospitais de campanha. Gostaria de abordar que existem alguns hospitais na Cidade que estão parcialmente fechados. Por exemplo, Hospital de Parelheiros, Sorocabana, Santa Cecília. Enfim, alguns hospitais que não estão totalmente reabertos. Gostaríamos de saber qual é o plano de abertura dos leitos. V.Exa. falou que na semana que vem vai abrir algumas dezenas de leitos de enfermaria em Parelheiros, se não me engano, mas eu gostaria que V.Exa. entregasse para nós um plano total das aberturas dos hospitais chamados Catástrofes, que estão nesse momento com seus leitos parcialmente fechados, e que serão reabertos nas próximas semanas.

Gostaríamos desse plano. Obrigada.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra o nobre Vereador Xexéu Tripoli.

O SR. XEXÉU TRIPOLI (PSDB) - Boa tarde a todos os Vereadores, ao Presidente Milton Leite, ao Secretário Edson Aparecido. Em primeiro lugar, eu gostaria de parabenizar o Secretário e o Prefeito Bruno Covas pela atuação proativa desde o primeiro dia da pandemia, desde o primeiro momento que soubemos que existia um vírus nesta cidade, por volta de março ou abril de 2020. E gostaria de convocar os Vereadores de todos os partidos, pois, no momento em que enxergamos tudo que a Secretaria vem fazendo em prol da questão da Covid-19, fazendo o possível e o impossível, foi a cidade que tomou as atitudes mais proativas nesse País inteiro, segurando uma barra enorme.

Então, que possamos elogiar em alguns momentos, porque muitas vezes, por questões partidárias, sempre ficamos cobrando, apenas cobrando, e um elogio nesse momento é muito importante para quem está segurando essa barra que o Secretário Edson Aparecido, o Prefeito Bruno Covas e todos os funcionários da Prefeitura estão segurando. É sempre importante lembrar do elogio, porque isso dá um gás a mais, uma força, dá um oxigênio a mais para quem está batalhando por todas essas pessoas com a Covid-19.

As minhas perguntas são as seguintes, Secretário, são duas: quantos leitos de UTI para atendimentos da Covid-19 nós tínhamos em abril de 2020 e quantos leitos temos hoje? A minha pergunta é clara para que todos fiquem sabendo o que foi construído nesse período, porque senão teremos sempre falta de leitos. Dizem que faltam, mas não faltam, porque acabamos suprindo o necessário dentro da margem de risco. Mas eu gostaria de saber esse número. E a outra pergunta, acho que a Vereadora Luana falou um pouquinho, mas eu queria uma pergunta mais direta. É sobre o Hospital Sorocabana. Se V.Exa. tem alguma previsão de reformas? Sabemos que ele acabou de ser passado para a municipalidade e gostaria de saber sobre o início das reformas do Sorocabana.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra o nobre Vereador Eli Corrêa.

O SR. ELI CORRÊA (DEM) - Boa tarde, Presidente Milton Leite; boa tarde, Secretário Edson Aparecido, cumprimento-o pelo seu trabalho frente à Secretaria da Saúde e agradeço pelas vezes que nós o procuramos para ser entrevistado em nosso programa e V.Exa. nunca se furtou, esclareceu todas as dúvidas que os nossos ouvintes tinham. Muito obrigado, Secretário.

A minha pergunta é a seguinte: ainda que com todo esse seu esforço, ainda que com todo o esforço do Prefeito Bruno Covas, da Secretaria de Saúde, as medidas que V.Exas. estão tomando não derem o resultado esperado, rezamos para que isso não aconteça, mas ainda que não dê os resultados esperados, V.Exas. teriam alguma medida a tomar mais forte do que essas que já estão sendo tomadas? Essa é a minha pergunta: caso essas decisões, essas medidas não surtirem o efeito que imaginamos, que desejamos e queremos, o que V.Exa., o Prefeito Bruno Covas, a Secretaria de Saúde teriam a fazer caso não alcancemos os resultados aguardados e esperados? Muito obrigado.

O SR. PRESIDENTE ( Milton Leite - DEM ) - Secretário, temos um bloco, um total de 20 inscritos, eu dividi em dois. Eu pediria que V.Exa. respondesse as perguntas até aqui, para que não nos tornemos repetitivos e todos inscritos se deem por satisfeitos e orientem as próximas perguntas. Queria que V.Exa. respondesse as perguntas formuladas, Secretário, assim facilita os trabalhos.

O SR. EDSON APARECIDO DOS SANTOS - Vou tentar ser rápido. Estou levantando, Presidente, a questão dos óbitos Covid-19 e não-Covid-19 mais precisos. Nós somos obrigados a cumprir o Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. A experiência que o Brasil, o SUS e a cidade de São Paulo têm em vacinação é muito grande. No ano passado, em 20 dias, nós vacinamos cinco milhões de pessoas contra o H1N1. Aliás, vamos começar a vacinar agora no começo de abril. Nós temos que vacinar cinco milhões de pessoas contra a gripe. Vai ser junto inclusive com a vacinação contra a Covid-19.

Então, nós temos que seguir o PNI. O Prefeito Bruno Covas fez uma solicitação ao Ministério da Saúde, para antecipar a vacinação dos professores. O Sr. Ministro chegou a concordar com a medida e anunciar. Ela não foi incluída ainda no Plano Nacional de Imunização, assim como também não temos as vacinas. Então, esse é um assunto que discutimos muito. Quer dizer, na medida em que houver mais vacinas, aceleramos a vacinação. Capacidade de vacinar e experiência, São Paulo tem. O problema realmente é essa redução de vacinas.

Ficou público que fizemos um pedido de compra de cinco milhões de doses para um dos laboratórios. Todas essas negociações com laboratórios são muito complexas, são contratos internacionais. Agora inclusive o Sr. Prefeito fez um novo decreto, colocando juntas a Secretaria de Governo, a Secretaria da Fazenda e a Procuradoria-Geral do Município, além da Saúde para trabalharem esse processo, porque são processos de importação muito complexos; mas temos a disponibilidade de boa parte do recurso, com tudo o que foi aprovado pela Câmara.

E estamos tentando esclarecer - já me reportando a uma pergunta que a Vereador Luana Alves também fez - para que haja mais esse entendimento. Vamos ver agora com o novo Ministro e, em havendo esse entendimento, esperamos que não aconteça o que aconteceu na Bahia. A Bahia comprou as vacinas, mas tiveram que ser entregues para o Ministério. Quer dizer, o que se está argumentando é que para os municípios e Governos que conseguirem adiantar a compra de vacinas, deixamos de utilizar a vacina do Ministério, que vai para outros cantos do País. Adiantamos a vacinação aqui e, na hora em que acabar esse lote, o Ministério volta a nos dar vacinas.

Então, estamos tentando ver isso. O Conasems está fazendo essa discussão também. Enfim, é uma questão com uma série de problemas. Nós temos categorias importantes, há os professores, os coletores de lixo da Cidade. Por exemplo, para os coletores de lixo hospitalares, nós pedimos para o Ministério liberar. São poucos, 200 pessoas, assim como sepultadores, veloristas e motoristas de carros funerários, porque esse pessoal está no dia a dia. Não há muito jeito de escapar disso.

Quanto aos hospitais de campanha, quando nós vimos, em março do ano passado, olhamos para a Europa e Ásia; e os casos quintuplicavam em uma semana. Então, nós olhamos para a nossa rede e vimos o seguinte: temos 19 hospitais, metade deles vamos transformar para receberem quem tem Covid-19, e a outra metade vai continuar tratando de todas as especialidades que há na Cidade, como tratamento oncológico e renal e acidentados; mas não eram suficientes. Então, precisávamos de uma estrutura muito maior, de um pulmão. Por isso, o Pacaembu recebia as pessoas que estavam saindo da doença. A pessoa já havia passado por um leito de UTI, mas precisava ainda de 10 dias para se recuperar. Não dava para ir para casa. Então, ia para o Pacaembu e o recuperávamos, para ele ir para casa. E o Anhembi recebia as pessoas que estavam entrando na doença. Por isso que fomos inclusive instalando os leitos. Instalávamos por bloco, com 300 leitos. Instalamos numa semana, encheu. Na segunda semana, abriram-se mais 300 leitos, em três dias encheu. Abrimos mais 300 leitos, em uma semana encheu de novo, e ali estava o pessoal que estava entrando na doença. São Paulo foi a primeira cidade do Brasil, uma das primeiras do mundo que mudou o protocolo da OMS. Quando uma pessoa chegava a uma unidade básica, nós não a mandávamos para casa, testávamos e falávamos: Vá para o hospital de campanha, para ser tratado. Isso era para a situação da pessoa não agravar.

Então, o hospital de campanha, naquele momento, foi importante por conta de que não tínhamos outras estruturas hospitalares. Durante esse ano passado, abrimos oito hospitais, e passamos a investir - Vereadores Arnaldo e Sidney, e acho que também a Vereadora Luana colocou essa questão -, passamos a investir em hospitais que ficariam para a Cidade. Eram estruturas definitivas, legados que ficariam para a Cidade. Até porque, nesses hospitais, eu consigo hoje pegar um andar inteiro e transformá-lo em UTI. Faço isso num hospital definitivo, mas num hospital de campanha não.

Por isso que a opção é, neste momento, em hospitais definitivos, porque é mais fácil utilizar o espaço, organizar melhor o fluxo hospitalar, o espaço clínico, a equipe de RH, enfim.

Vereador Suplicy, os dois hospitais de catástrofe foram construídos mesmo para catástrofes. O Jabaquara é do lado do aeroporto de Congonhas. É mesmo para algo assim: caiu um avião, fazem 300 UTIs em 24 horas, por isso ele recebe esse nome. Eu sei também, e V.Exa. tem razão, que o hospital hoje é a esperança da pessoa se salvar, mas, esses hospitais são chamados assim já há tempo. Itaquera e Jabaquara são chamados assim.

Ganhamos uma estrutura no M’ Boi Mirim, foram 100 leitos da Gerdau e da Ambev, agora ganhamos mais 40 leitos, como disse o Arnaldo, no Hospital Vila Santa Catarina, mas em 30 dias estarão prontos.

A Prefeitura tem feito campana contínua, aliás, nós só revertemos a transmissibilidade da doença, ano passado, quando saiu o decreto obrigando o uso da máscara. Foi quando mudamos o quadro. As pessoas precisam se convencer disso, sobretudo, os jovens.

O inquérito sorológico, Vereadora Sandra, é importante para podermos medir o grau de disseminação da doença na Cidade. Veja, eu sorteio uma família, uma pessoa, nos dados do Município; a equipe vai na casa dessa pessoa, na área da UBS, nos 96 distritos; portanto, eu tenho radiografia muito precisa da pandemia na Cidade, onde mais cresceu, onde não cresceu, quem ela está matando mais, se é a raça de cor preta ou parda, enfim, o inquérito apontou isso. Nós já sabíamos um pouco, mas o inquérito apontou.

E o inquérito mostrou ainda que estão morrendo mais pessoas que moram num cômodo onde há cinco ou mais indivíduos; está morrendo mais idosos com mais de 60 anos. Então, o inquérito é um teste com a pessoa.

E, agora, esse último inquérito que fizemos, foram dois, na verdade, e que nos mostraram que cerca de 30% da Cidade já teve contato com o vírus. Essa prevalência é muito importante, porque de alguma maneira somada com a vacinação vai nos dar um quadro de proteção. Assim: quem já teve contato com a doença, em maior ou menor grau, já tem certa proteção, digamos assim.

Outra mostra importante apontada pelo inquérito é que parcelas importantes da população são assintomáticas, como é o caso das crianças, que pegam a doença, mas não apresentam sintoma nenhum. Quer dizer, o inquérito teve essa importância, a base de dados são as residências, são cinco milhões na Cidade, na área das 468 Unidades Básicas de Saúde.

Vereadora Janaína e Vereadora Luana, como eu disse, nós conseguimos, nessa semana, ainda com essa pressão toda de escassez, fazer uma compra importante do chamado kit intubação, e também de medicamentos, como anabolizantes entre outros. É evidente que o mercado tem vários tipos, mas todos que compramos, aliás, só compramos aqueles liberados e aprovados pela Anvisa, administramos isso na Cidade toda. Claro que isso vai mudando conforme a situação, mas a qualidade administrada no Centro da Cidade é a mesma administrada na periferia. Todos são itens aprovados pela Anvisa.

Sobre o oxigênio, nos sentamos com todos os fornecedores essa semana, e não há falta de molécula, não há falta de oxigênio . O que há é um gargalo na logística. Por isso que vamos ajudar com cilindro, com caminhões da Prefeitura, concentrando mais o paciente, adquirindo usinas para que não tenhamos nenhum problema.

Ao Vereador Dr. Sidney, eu falei do hospital de campanha.

Ao Vereador Suplicy, eu respondo que, no ano passado, durante a pandemia, o Município tinha, ao longo de sua história, 575 leitos de UTI. Nós separamos esses leitos para continuarem cuidando de oncologia, de deficiente renal, de acidentado, e abrimos, até hoje, 1.349 leitos de UTI a mais na Cidade, que vão ficar para ela, e 1.222 leitos de enfermaria. Ou seja, do ano passado para cá, havia 570 e nós abrimos mais 2.571 leitos. A nossa ideia, portanto, é exatamente ficarmos com esses leitos.

Nós estamos abrindo um pouco os leitos numa previsão ainda de crescimento da pandemia, na ordem de 200 a 250 leitos de enfermaria e algo em torno de 180 a 200 leitos de UTI. Mas isso vem sendo administrado diariamente. Na condição atual, o Cantareira, por exemplo, está sendo inteiramente aberto. Já do Vermelhinho, na Vila Maria, estamos transferindo todo mundo que não é paciente de Covid-19; primeiramente foi a ala psiquiátrica e, depois, outra ala, a fim de que o hospital inteiro vire um hospital de Covid-19, e ele é importante por estar à beira da Marginal.

Quanto às outras medidas, Vereador Suplicy, eu acho que temos que esperar um pouco para fazermos uma avaliação até este final de semana do que foram as medidas emergenciais e do período de restrições da fase vermelha do Plano São Paulo; depois vêm os feriados.

O Prefeito Bruno Covas tem conversado com o Governador e tem conversado com outros prefeitos da região metropolitana, pois 1.700 ruas começam na Cidade e terminam em outra, e qualquer medida mais radical que venha a ser tomada precisará de articulação. Inclusive, em suas entrevistas, o Prefeito tem dito que todas as alternativas sempre foram colocadas em cima da mesa e, sempre que foi preciso estabelecer importantes definições, houve orientação da Vigilância Sanitária.

Sobe o kit , Vereadora Luana, eu já falei. Graças a Deus, conseguimos nesta semana esse provisionamento. Não que estivesse faltando, mas estava no limite. Com isso, agora acho que vamos conseguir ir bem. Nós temos hospitais, por exemplo, como o Parelheiros, que está inteiramente implantado, equipado com 318 leitos, e vamos abrir mais 40 no porão. Então, para V.Exa. ter uma ideia, onde tinha lugar para colocar leitos, nós colocamos.

Quanto ao Sorocabana, estamos esperando o Estado transferi-lo definitivamente para nós, pois finalmente o imbróglio jurídico foi resolvido. Evidentemente, ainda não dá para usá-lo na pandemia, e nós vamos ter que fazer um projeto executivo de uma obra importante para só depois colocar o hospital inteiro, se Deus quiser, para funcionar, pois, por enquanto, ele está funcionando só no térreo, com cerca de 75 leitos.

O Hospital Bela Vista está inteiramente ocupado por pacientes da Covid-19.

Em relação ao Santa Cecília, esse é um hospital particular que o Estado alugou. Nós até tentamos alugar esse hospital, mas o Estado chegou primeiro.

Em relação à questão da educação, São Paulo foi uma das poucas cidades do mundo que não tratou a educação como setor econômico, como aconteceu na Europa. Aqui, além dos inquéritos de adultos, nós fizemos os inquéritos infantis, de escolares, que mostraram que as crianças têm um grau de infecção viral também muito grande, sendo que 70% delas são assintomáticas, quer dizer, têm a doença, não sabem que têm e transmitem. 30% dessas crianças moram com idosos com mais de 60 anos, por isso São Paulo não abriu as aulas no ano passado. Depois, o cenário da pandemia mudou em outubro, novembro e dezembro. Houve, então, o nosso protocolo da Vigilância em 21 de janeiro e o retorno gradual com 35% da capacidade das escolas em fevereiro.

Fizemos, Vereadora, o acompanhamento das nossas unidades básicas de saúde e um dos critérios que estabelecemos - monitoramos 1,3 milhão de pessoas na Cidade. Temos hoje acumulados quase cinco milhões de ações comunitárias. A ação comunitária que estamos fazendo com as comunidades é muito importante no esclarecimento, na educação das pessoas sobre a importância do momento que estamos vivendo.

Na primeira semana, passamos a medir os surtos de síndrome gripal. O que é um surto de síndrome gripal? É quando no mesmo local duas ou mais pessoas têm sintomas de síndrome gripal, de gripe. Não significa que tem Covid-19. Depois, se evoluir, fazemos a testagem. Mas o surto foi um elemento para medirmos um pouco essa preocupação que V.Exa. colocou. Então, na semana de 14 a 20 de fevereiro, tivermos 203 notificações de síndrome gripal na rede municipal. Depois, de 21 a 27 de fevereiro, 246. Depois, subimos em 28 de fevereiro até 6 de março para 500 surtos. Depois, de 7 de março a 13 de março para 720 surtos de síndrome gripal.

Fomos notificando o tempo todo a Secretaria de Educação. Depois fomos acompanhando os surtos e tivemos um óbito de adulto nesse período que não está confirmado, não conseguimos pelo posicionamento saber se a pessoa teve ou não o surto dentro da rede. Então, o surto é uma maneira preliminar importante que temos de monitoramento, por isso que inclusive com o acirramento da doença, da pandemia, na Cidade, a Vigilância indicou ao Prefeito e ao Secretário de Educação, que suspenderam plenamente as aulas até o dia 5.

Então, temos que agora ver um pouco esses cenários, olhar, enxergar, ver os números. Isso muda todos os dias, mas esse é o quadro que V.Exa. tinha me pedido em relação ao que norteou o seu ponto de vista epidemiológico, a suspensão novamente das aulas nesse período.

Vereador Xexéu, o Sorocabana é um pouco o que já falei, que estamos aguardando ansiosamente o Estado nos passar o hospital definitivamente para licitarmos um projeto executivo e iniciarmos a obra naquele hospital que vai ficar conosco definitivamente.

Vereador Eli Correia, também um pouco já falei, precisamos medir. O ano passado, a medida do feriado deu resultado. No ápice da pandemia, antecipamos por uma semana os feriados e conseguimos reduzir a transmissibilidade da doença na Cidade. Acreditamos, precisamos acreditar e convencer as pessoas de que o feriado não é para passear, viajar, ir à praia. É para ficar em casa. E com isso conseguiremos fazer um corte importante na transmissão da doença nestes próximos dias.

O SR. PRESIDENTE ( Milton Leite - DEM ) - As inscrições estão encerradas. O próximo a fazer uso da palavra é o nobre Vereador André Santos.

O SR. ANDRÉ SANTOS (REPUBLICANOS) - Boa tarde a todos, Sr. Secretário. Gostaria de registrar a importância do seu trabalho e da sua equipe. Tenho certeza de que jamais haveria o sucesso como vem acontecendo em relação à saúde se não houvesse uma equipe eficiente.

E a primeira pergunta é essa: qual a mensagem que V.Exa., Secretário de Saúde, gostaria de deixar para aqueles que estão na linha de frente, ajudando-o na área da saúde, para que eles se mantenham animados e com a certeza da importância deles.

Segunda pergunta que gostaria de fazer é: o que V.Exa., Secretário de Saúde, tem a dizer para a população da cidade de São Paulo, que tem andado aflita e preocupada, a fim de que ela consiga, de alguma forma, recobrar ânimo, a força para continuar seguindo a vida, acreditando que vamos conseguir sair dessa juntos?

E a terceira e última pergunta é sobre a informação. Quais são os principais canais de acesso à informação e atendimento? E naqueles casos de urgência que realmente é uma coisa desesperadora, se existe algum outro canal para que as pessoas consigam entrar em contato para serem atendidas o mais rápido possível?

Muito obrigado e conte com as nossas orações também, por V.Exa. e por toda a sua equipe.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra a nobre Vereadora Sonaira Fernandes.

A SRA. SONAIRA FERNANDES (REPUBLICANOS) - Boa tarde, Secretário Edson. Eu desejo a V.Exa. boa sorte nesta missão, que Deus te abençoe e te ilumine à frente deste combate.

Secretário, só para esclarecimento, hoje, o Município de São Paulo não conta mais com os hospitais de campanha. Eles foram substituídos pelo hospital de catástrofe e pelo hospital definitivo. É isso? Sendo positivo, quais são os números desses hospitais e onde eles estão localizados?

Outra pergunta, Secretário, é sobre os efeitos do lockdown . V.Exa. tem dados que comprovam que nessas duas semanas, em decorrência do lockdown decretado, houve uma queda na procura dos leitos de UTI nos hospitais? Obrigada.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra o nobre Vereador Marcelo Messias.

O SR. MARCELO MESSIAS (MDB) - Boa tarde, Presidente. Cumprimento todos os Vereadores da Casa, o nosso Secretário Edson Aparecido. Quero parabenizá-lo, Secretário, pelo trabalho que V.Exa. tem feito pela Cidade. Aproveito a oportunidade para parabenizar toda a sua equipe da Secretaria e todos os profissionais da área da saúde, que estão na linha de frente. Eu sei que não é fácil, até porque não temos só a Covid-19 para tratar na Cidade. Quero parabenizar o Vice-Prefeito, porque sei que estão fazendo um esforço enorme para poder conter a pandemia de Covid-19 e todas as outras enfermidades que já existiam na cidade de São Paulo. Estão de parabéns, porque não é fácil o trabalho que estão fazendo.

As minhas perguntas são simples. Quantas vacinas nós temos hoje na rede municipal, que estarão disponíveis, na data de hoje, para vacinar a Cidade? Qual a capacidade diária de vacinação da rede municipal, da Secretaria Municipal de Saúde? E se já há uma previsão, se há uma ideia de quando teremos toda a cidade de São Paulo vacinada? Eu espero que seja breve, lógico. E, por fim, Secretário, que V.Exa. pense com muito carinho, eu sei que não depende só de V.Exa., mas fazer um esforço com o Executivo, para vacinar os dentistas que também estão na área da saúde, estão trabalhando diretamente na boca dos pacientes. Eu sei que não está como prioridade, mas peço que pense com carinho para que possam ser vacinados.

Obrigado e uma boa tarde.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra o nobre Vereador Thammy Miranda.

O SR. THAMMY MIRANDA (PL) - Boa tarde, Secretário, Sr. Presidente.

Hoje, estive em um ponto de drive-thru para levar uma tia minha para a vacinação, e obtive uma resposta de um funcionário de que infelizmente os 18 pontos de drive-thru estavam desativados durante a semana, porque, segundo matéria veiculada na internet, o Prefeito alega que 84% das pessoas de 72 a 74 anos já tinham sido imunizadas e que, em decorrência disso, não haveria necessidade de esses pontos funcionarem durante a semana.

Fica a minha pergunta: será que uma semana perdida de imunização, uma semana perdida de vacinação, já que atingimos 84% de pessoas vacinadas de 72 a 74 anos, não estaríamos perdendo tempo, perdendo vidas? Quero saber se de fato estão desativados esses pontos durante a semana, porque foi uma informação que obtive de um funcionário de um dos drives . Ele me falou que só voltariam a funcionar no dia 27, para a vacinação de pessoas de 69 a 71 anos.

Perguntei a esse funcionário se o problema seria falta de vacina para esses pontos estarem parados e ele falou que não, que foi uma decisão de esperar até o final de semana para que pudesse chegar à idade de 69 a 71. Gostaria de saber qual o sentido desses 18 pontos estarem parados, sendo que estamos vivendo no meio de um caos. Será que não seria o caso de anteciparmos, já que 18 pontos de drive-thru estão parados durante a semana? Por que não antecipar, sendo que o problema não é falta de vacina?

Muito obrigado.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Informo o Secretário Edson Aparecido que há 55 Vereadores presentes participando da sessão.

Tem a palavra a nobre Vereadora Cris Monteiro.

A SRA. CRIS MONTEIRO (NOVO) - Obrigada, Presidente; Secretário Edson Aparecido por estar aqui conosco, reforço um pouco a fala da minha Colega de Partido, Vereadora Janaína Lima.

Minha primeira pergunta: o que esta Casa pode fazer para ajudar V.Exa., sua equipe e a Prefeitura, colaborar para sairmos logo dessa situação?

Tenho algumas outras perguntas. Há um movimento, Unidos pela Vacina, lançado por alguns empresários e capitaneado pela Luiza Trajano, que está mapeando os municípios. A informação que tenho aqui, não sei se está correta, acho que São Paulo ainda não respondeu. Então, quero saber se vamos responder, se temos interesse em participar desse processo.

Outra coisa, falamos muito sobre os leitos, sobre as vacinas, os equipamentos, mas pelo que leio, precisamos de técnicos, médicos, enfermeiros e assistentes que possam manusear todo aquele equipamento. Não sei se essa é uma questão, pelo menos ainda não escutei se vamos ter falta desses técnicos.

Outra questão, corremos o risco de ficar sem vacina, por causa da demanda em outros locais e se cogitamos usar a segunda dose para vacinar as pessoas em primeira dose.

E por fim, fizemos uma conta baseados nessas projeções, em alguns dias teremos mais de 1.300 falecimentos. Isso poderia apontar para um certo colapso do nosso sistema.

Muito obrigada.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra o nobre Vereador Paulo Frange.

O SR. PAULO FRANGE (PTB) - Obrigado, Presidente; Secretário Edson Aparecido, mais uma vez faço coro com todos os meus Companheiros, o trabalho de V.Exa. realmente tem nos impressionado muito e é o Secretário da Saúde que toda a cidade deste país gostaria de ter, não tenha dúvida.

Minha pergunta é pequena, muito simples, mas é uma preocupação que não tenho resposta clara de nenhum lugar. Às vezes sai publicado numa ou noutra notinha de jornal que o hospital privado “a” ou “b” teve aumento de internação de crianças na pediatria com Covid-19. No mês passado internaram quatro, este mês internaram oito. Enfim, não há nada materializado na Cidade.

Minha pergunta: a Secretaria da Saúde tem o número de crianças que temos na pediatria internadas com Covid-19, porque muito se fala e não vemos essas crianças. E houve mudança do quadro com essa variante? Estamos tendo mudança no quadro ou isso tem sido esporádico? Esses números são colocados aleatoriamente, na verdade, não estamos encontrando esses casos como estão sendo publicados pela imprensa leiga.

Era só isso. E parabéns por não entrar nessa do “vamos usar a segunda dose”. Não acreditamos no fluxo de vacina que vem do Governo Federal em hipótese nenhuma. Acho que é um risco muito grande, por enquanto não. Por enquanto acho que V.Exa. está mais do que correto e é muito seguro. No máximo, usaria só as do Butantã, porque sobre essas temos pelo menos um conhecimento do que é produzido aqui.

Muito obrigado.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra o nobre Vereador George Hato.

O SR. GEORGE HATO (MDB) - Boa tarde a todos. Primeiro, quero registrar todo o meu respeito, a minha gratidão ao Secretário Edson Aparecido, à gestão do Prefeito Bruno Covas, do nosso Vice-Prefeito Ricardo Nunes. Quero perguntar ao Secretário se já tem uma previsão da chegada das cinco milhões de doses da vacina na cidade de São Paulo? Chega no mês que vem, Secretário? E também, se as nossas emendas ajudarão a pagar as cinco milhões de doses ou vamos adquirir mais doses com as nossas emendas parlamentares? Estive na segunda-feira com o Secretário da Casa Civil, o Tripoli, e protocolei 2,5 milhões das minhas emendas para a compra da vacina.

Também faço um apelo ao Secretário para que mude o nome do hospital de catástrofes para outro nome mais esperançoso, porque assusta os pacientes e familiares.

E reforço o pedido do nobre Vereador Marcelo Messias para priorizar também os dentistas na vacinação.

Obrigado.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra a nobre Vereadora Edir Sales.

A SRA. EDIR SALES (PSD) - Primeiro, eu gostaria de cumprimentar os 54 Vereadores que estão assistindo comigo a esse bate-papo tão importante com o nosso querido amigo Secretário Edson Aparecido.

Vou fazer uma observação: enquanto o Presidente Bolsonaro, num período de pandemia, trocou quatro vezes de Secretário, no período mais crítico que o País vive, o nosso Prefeito Bruno Covas mantém o Secretário Edson Aparecido desde o início do governo; e agora, com a sua reeleição, o Secretário também continuou. Portanto, quero parabenizar porque realmente, para continuar fazendo um trabalho tão importante durante tanto tempo, tem de ter muito talento, muita dedicação, muito amor ao próximo, muito comprometimento com as vidas. Parabenizo o Secretário e o Prefeito Bruno Covas.

Tenho acompanhado essa vacinação no drive-thru , inclusive tivemos a alegria de receber o Secretário Edson Aparecido, na Vila Prudente, na Igreja Boas Novas. Então, estamos acompanhando esse trabalho valoroso, glorioso para a cidade de São Paulo. É claro que isso não está sendo suficiente para evitar os óbitos que vêm acontecendo, infelizmente.

Eu quero saber, Secretário, se ainda há previsão de fazer hospitais de campanha, de aumentar o número de leitos, de aumentar o número de hospitais. E, para encerrar, gostaria de fazer um apelo a V.Exa. para inclusive dar prioridade aos GCMs, que são pessoas da linha de frente. Já foi falado também do serviço funerário, que parece já está sendo priorizado, o que é muito importante. Também queria pedir para que priorizassem os farmacêuticos.

Obrigada.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra a nobre Vereadora Juliana Cardoso. (Pausa) S.Exa. desiste.

Tem a palavra o nobre Vereador Celso Giannazi.

O SR. CELSO GIANNAZI (PSOL) - Boa tarde, Vereadoras e Vereadores. Cumprimento o Secretário Edson Aparecido por estar na Câmara Municipal num momento difícil que estamos vivendo, porque a sua fala é importante.

Fico feliz pelas notícias que o Secretário trouxe da reabertura do Hospital Sorocabana e do Hospital Santa Cecília, que já falamos no início da pandemia no ano passado.

Eu gostaria de saber o seguinte, Secretário: na semana passada, eu perguntei para o Secretário Padula, que esteve na Comissão de Educação, a respeito do número de óbitos da rede municipal de educação, para que possamos ter uma política eficiente e de acompanhamento, para ver se a escola está produzindo o número de óbitos significativo. O Secretário disse que era um problema da saúde, e que esses números estavam com a saúde. Agora, o Secretário da Saúde do Estado declarou publicamente que era contra a volta às aulas presenciais, por conta da estrutura das escolas e pelo movimento de pessoas - são milhares de pessoas, o que aumenta a circulação do vírus.

Gostaria de perguntar ao Secretário Edson Aparecido se temos esse controle do número de óbitos da rede municipal de educação e se o Secretário comunga com essa ideia do Secretário Estadual da Educação?

E a segunda pergunta, Sr. Secretário - que falou sobre as taxas de ocupação dos hospitais -, é sobre o Hospital do Servidor Público Municipal: como estamos lá, se foram criados mais leitos para os servidores públicos que estão sendo contaminados?

Obrigado, Secretário.

O SR. PRESIDENTE ( Milton Leite - DEM ) - O próximo é a nobre Vereadora Juliana Cardoso.

A SRA. JULIANA CARDOSO (PT) - Olá, Secretário. Boa tarde.

O Secretário está falando ao telefone. Pediu para esperar um pouquinho, Sr. Presidente.

O SR. CAMILO CRISTÓFARO (PSB) - Sr. Presidente, Camilo Cristófaro, se V.Exa. puder me inscrever, por favor.

O SR. PRESIDENTE ( Milton Leite - DEM ) - Aguardando o Secretário.

O SR. EDSON APARECIDO DOS SANTOS - Eu estou ouvindo aqui.

A SRA. JULIANA CARDOSO (PT) - Boa tarde, Secretário; todos os Vereadores e Vereadoras.

Eu queria fazer uma pergunta especificamente sobre a questão das gestantes.

Sr. Secretário, nós sabemos que há hospitais que estão lotados de pacientes de Covid-19 - como o Waldomiro de Paula, por exemplo, que faz atendimento na média de três gestantes, 20 partos por dia. E a gestante não têm mais a porta aberta do Waldomiro, entre outros hospitais que estão vinculados para gestantes. Então, queria saber como está sendo a organização da Secretaria para o acolhimento à gestante, para o encaminhamento e poder fazer o seu parto.

A outra pergunta é referente à questão de medicação. Acho que V.Exa. já deve ter falado aqui, mas eu queria entender melhor. Se falta e não tem no mercado, se a Secretaria já tem solicitado, já tem pedido esses medicamentos? E o que acontece nesse momento de pico em que precisamos, mas não tem?

Outra pergunta: vai faltar oxigênio? Todo mundo fica, hoje, principalmente na televisão falando muito isso. Qual é o impacto, hoje? Todos os hospitais municipais eu acho que estão lotados.

O SR. PRESIDENTE ( Milton Leite - DEM ) - Concluindo, nobre Vereadora. Há outros inscritos. O Secretário tem limite de tempo, nobre Vereadora.

A SRA. JULIANA CARDOSO (PT) - Sim, é somente a finalização desse.

Os hospitais do Estado foram fechados para pronto-socorro. Tudo isso leva receber esses pacientes no pronto-socorro de porta aberta. É isso que está gerando a falta de vagas em UTI e enfermagem, Secretário?

Era essa a minha pergunta. Em que pese estar no telefone, com certeza, respondendo alguma outra urgência, mas espero que esteja registrado pelas demais autoridades que o acompanham.

Obrigada.

O SR. EDSON APARECIDO DOS SANTOS - Vereadora Juliana, eu estava pegando um número que você pediu, e me deram aqui. Desculpe.

O SR. PRESIDENTE ( Milton Leite - DEM ) - As inscrições já se encerraram por conta do horário do Secretário, que está há uma hora e meia conosco. Evidentemente, a saúde da Cidade precisa dele, e ainda tem que responder as perguntas.

É o último inscrito, Vereador, por demanda do tempo do Sr. Secretário. Em outra oportunidade, o Sr. Secretário voltará.

Tem a palavra o nobre Vereador João Jorge; em seguida, o Secretário irá para as respostas.

O SR. MILTON FERREIRA (PODE) - Eu pedi inscrição, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE ( Milton Leite - DEM ) - Já havia encerrado, Sr. Vereador.

O SR. SANSÃO PEREIRA (REPUBLICANOS) - Eu também já pedi há um bom tempo. Então, não está saindo no chat .

O SR. PRESIDENTE ( Milton Leite - DEM ) - Nobre Vereador, já havia se encerrado. Eu gostaria de atender os 55 Vereadores. O Secretário está há uma hora e meia conosco. Por isso que eu pedi, no máximo, dois minutos para a pergunta.

Nobre Vereador João Jorge, por favor, para otimizar o tempo do Sr. Secretário.

O SR. JOÃO JORGE (PSDB) - Obrigado, Sr. Presidente, serei breve. Compreendo realmente, aliás o Secretário Edson Aparecido é um gigante. Além de tudo o que está fazendo, segurando essa onda junto com o Prefeito Bruno Covas, ainda tem tempo para nos responder.

Secretário Edson Aparecido, sobre a taxa de transmissão, a última informação que tivemos - isso para o Brasil todo -, do Imperial College , de Londres, é que estava em 1,23. Isso há oito dias. No Estado de São Paulo, estamos hoje no 17º dia em que iniciamos a fase vermelha e depois passamos para a fase emergencial, ou seja, estamos com 17 dias já nas mais altas restrições.

Nós temos a taxa de transmissão em São Paulo, algum número, alguma mexida? Temos alguma luz? Alguma esperança de que de 17 dias para cá deu uma mexida na taxa de transmissão ou ainda não, Secretário?

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Secretário, com a palavra, por favor.

O SR. MILTON FERREIRA (PODE) - Presidente Milton Leite, eu fiz a inscrição.

O SR. EDSON APARECIDO DOS SANTOS - Pedi desculpas à Vereadora Juliana e estava pegando até uma resposta para ela. Mas, vou falar.

Vereador André Santos, se nós temos de fazer um agradecimento, é ao SUS. Quem salvou o Brasil foi o SUS. Os profissionais de saúde, incansáveis, aliás, todos esgotados, com mais de 14 meses na linha de frente dessa pandemia, e não é só o esgotamento físico, mas o psicológico, o mental, o profissional, vendo cenas que são estarrecedoras.

Então, os nossos profissionais de saúde, sem dúvida nenhuma, são os gigantes dessa guerra. É o pessoal da infantaria, é aquela turma que está na frente, toma o tiro, todos os dias. Mas, o que salvou o Brasil foi o SUS. Se não fosse o SUS, o Brasil, seguramente, estaria numa situação muito pior.

Nós temos uma plataforma: esaudesp.prefeitura.sp.gov.br. Por essa plataforma as pessoas podem acionar e, também, são acompanhadas pelo sintomático respiratório. Nós fazemos o monitoramento com o Programa de Saúde da Família também dessas pessoas, porque é muito importante esse acompanhamento.

O sintomático respiratório: aparece um sintoma na unidade, testamos. Se for positivo, testamos a família para fazer esse isolamento, que é possível ser feito.

Vereadora Sonaira, quais foram os hospitais que substituíram os dois hospitais de campanha, o Anhembi e o Pacaembu? Foram o Guarapiranga, na zona Sul; Capela do Socorro, que agora ampliamos para ser eleito na Capela do Socorro; o Hospital de Santo Amaro; o Sorocabana, com 75 leitos; o Brasilândia, com 425 leitos; o Parelheiros, com 318 leitos; o Bela Vista, com 140 leitos; o Brigadeiro, com 120 leitos; e o Cantareira, com 105 leitos.

Vereadora, acho que no final dessa semana poderemos fazer uma avaliação mais precisa para ver se as medidas da fase vermelha e da fase emergencial surtiram efeitos na redução da transmissão da doença, em função de reduzir a presença das pessoas na rua.

Com certeza, no ano passado, a nossa vitória sobre a pandemia foi muito isso. Foi o sistema de saúde ter se preparado e as pessoas de forma consciente terem seguido as orientações sanitárias. Durante 42 dias, quase sete milhões de pessoas deixaram de circular, realmente cortamos a transmissão da doença na Cidade. Então, é muito importante acreditarmos que de novo possamos ter esse resultado e que isso nos auxilie a reduzir a pressão no sistema de saúde.

Marcelo, o número de vacinas. Para você ter uma ideia, o Município já recebeu 1.242.429 vacinas em primeira dose; 502.896 vacinas em segunda dose, que foi o total de vacinas que recebemos.

Você tem toda razão. Nós e os técnicos achamos, abrimos a vacinação para os profissionais de saúde acima de 60, depois acima de 55, e os dentistas. Mas os dentistas são muito vulneráveis, você tem toda razão. É importante que o Ministério dê uma orientação clara em relação aos dentistas, e nos ajudem também a fornecer as vacinas. Segundo o conselho, teríamos algo em torno de 30 mil dentistas a vacinar no Município. O George Hato também perguntou sobre isso.

Vereador Thammy, o que fazemos? Essas pessoas que estão no mega drive-thru são das unidades de saúde. Eu continuo vacinando na unidade de saúde, mas uma parte da equipe vai para o drive-thru, que é importante porque nos ajuda. Quando o contingente de vacinação é pequeno, e não está grande - nós vamos ver quando entrar mesmo a vacinação - quando é no segundo dia já vacinamos 90%. Então, não tem sentido eu deixar toda aquela equipe de saúde no drive-thru vacinando cinco, seis pessoas por dia. Pedimos que a pessoa vá à unidade básica de saúde e vacine lá. E esse profissional volta a atender na unidade básica. Quando abrirmos uma faixa etária, voltaremos e acionaremos o drive-thru de novo que em 48h vacina muitas pessoas. Embora a grande vacinação seja nas UBSs, é a UBS que vacina a grande massa da população, e nós não temos vacina, é contada. Quando abre a vacinação é em segunda dose. Para V.Exa. ter uma ideia, por que não podemos antecipar a vacinação de 69 a 71? Porque vou receber essa vacina na sexta-feira, às 8h, temos que distribuir em todos os 500 pontos de vacinação em 24h, nem isso, porque começo a vacinação no dia seguinte às 8h, tenho que distribuir. Para você ter uma ideia, vamos receber sexta-feira, eu vou receber 245.300 vacinas para a primeira dose de 69 a 71 anos. E vou receber 116.650 vacinas para a segunda dose de idosos de 77 a 79 anos. Então, eu não tenho vacina, ela chega num dia, distribuo para vacinar no outro, infelizmente. O que gostaria era ter uma montanha de vacinas porque conseguiríamos antecipar tudo. O Vereador mesmo nos pediu, encaminhamos para o Ministério da Saúde a questão dos coletores de lixo da Cidade, que é muito importante.

Vereadora Cris Monteiro, nós estamos nos inscrevendo na iniciativa da Luiza Trajano, também nos inscrevemos na do Itaú, mas não aconteceu nada. Vamos torcer para que dessa vez dê certo.

Por que agora é importante utilizarmos os hospitais que são definitivos? Porque, Vereadora, lá temos o profissional de saúde. Pegamos esse profissional, abrimos a ala, mudamos o fluxo do hospital e eu consigo atender um pouco mais de gente, e não precisamos estar o tempo todo, na hora que abre um leito, contratando profissional porque não tem mais, está muito escasso. Por isso, o hospital definitivo tem importância, é por causa disso.

Nós estamos fazendo de tudo para não ter colapso no sistema, para atender todo mundo que precisa ser tratado. Inclusive, V.Exa. falou e a Janaína também, é uma coisa que podem muito nos ajudar, porque a pessoa acha que tem colapso, não vai para o hospital, fica com medo.

E o que mais precisamos neste momento é que a pessoa não faça isso. O que mais precisamos neste momento é que a pessoa que tiver um sintoma procure uma unidade de saúde. Não vai procurar o hospital, porque não é a porta de entrada, mas procura UBS, AMA. Isso, V.Exas. são formadores de opinião, é importante na Cidade, precisa dizer isso para as pessoas o tempo inteiro.

Paulo, para se ter uma ideia, nós tivemos um aumento de internações da faixa etária, janeiro, fevereiro e março de 2021: de zero a quatro, total de internações, 213; em UTI, 74; intubadas, 11, de casos Covid-19 confirmados.

- Falha na transmissão. Registro prejudicado.

O SR. EDSON APARECIDO DOS SANTOS - Casos descartados para Covid-19, nós tivemos de zero a quatro anos, 478, sendo 181 em UTI; de cinco a nove anos, 36 internados no total, em UTI, 13, dois intubados. Descartados Covid-19, 20 internados, oito em UTI. De 10 a 14 anos, 36 internados também, 14 em UTI, zero intubados. Caso descartado para Covid-19, 14 internados, quatro em UTI. De 15 a 19 anos, 54 internados Covid-19, 14 em UTI, quatro intubados. Caso descartado de Covid-19, um internado, zero de UTI. Só para vocês terem uma ideia: de zero a quatro anos, em janeiro, fevereiro e março de 2020, nós tivemos 39 para 213 internados; intubados, 15, agora 74.

Para vocês terem uma ideia do aumento, viu, Paulo? Depois eu mando esse gráfico todo que temos, há aceleração também nas crianças.

Milton, voltando à pergunta, outros óbitos na Cidade, em janeiro, 5.212; fevereiro, 2.975; esse é o total. Só para contabilizar SRAG, 559 em janeiro, SRAG em fevereiro, 358.

George Hato, não temos previsão para a questão das vacinas. Nós estamos negociando, estamos correndo com a negociação, mas ainda não tem toda a clareza, todo o sistema. Estamos correndo com todas as possibilidades, a primeira que encaixar, se Deus quiser, compraremos.

Edir, não somos nós que definimos quem vai vacinar, é o Ministério da Saúde, é o Plano Nacional de Imunização. As categorias de segurança, que são os policiais, GCM, são depois das pessoas que têm comorbidades, que é o próximo grupo depois de profissionais de saúde e da faixa etária dos idosos.

Giannazi, como eu falei na resposta para a Vereadora Luana, eu passei os números, depois eu posso passar o boletim e os números dos surtos de síndrome gripal. Tivemos um óbito na rede. Eu acho assim, as crianças sofreram muito com esse um ano de não realização de aulas, mas obviamente a questão da saúde foi que determinou a não volta.

As escolas municipais, acho que também boa parte das escolas privadas, o Estado também fez um esforço enorme para preparar as escolas. No caso nosso, nós estabelecemos uma quantidade menor, a capacidade de 35% de aulas presenciais. O Prefeito comprou os laptops para as aulas on-line . Eu acho também que ficarmos, na questão das escolas, ad eternum sem voltar.

Vereador Giannazi, temos relatos das nossas equipes de saúde do que eles encontraram. Tanto é que os estudos que estamos fazendo com a USP das nove comorbidades no pós-pandemia, entre três deles, um deles é a saúde mental. Os relatos que se têm das crianças é algo estarrecedor. A sala de aula, tendo segurança obviamente, sendo monitorada, com capacidade reduzida, é um elemento de reencontro pedagógico e social dessa criança. Nós temos de avaliar o momento da pandemia e tomar decisão no momento adequado.

Essa pandemia, como é absolutamente desconhecida, costumamos dizer que cada dia ela tem uma fotografia. A fotografia da imagem humana é a da morte. Mas a forma como que se dissemina, como que transmite é muito acentuada.

Então, precisamos fazer essa avaliação um pouco mais à frente, precisa, em cima de dados epidemiológicos.

O SR. CELSO GIANNAZI (PSOL) - Desculpe, esse número não está correto. O de óbito, Secretário, há muito mais na rede municipal. Não quero interromper. Mas está errado.

O SR. EDSON APARECIDO DOS SANTOS - Não é por conta da volta às aulas. Acho que é outra coisa. Obviamente, uma parte dos professores está circulando. O que eu disse é o que registramos, nesse período de volta às aulas, de professor que frequentou, nós registramos uma morte. Esse é um dado que é registrado.

Pode ser que tenha mais pessoas, mas não em nos nossos registros que foi em função da volta às aulas. Não estou dizendo que não tenha, mas não foi em função da volta às aulas.

No HSPM, nós estamos abrindo mais 20 leitos de Covid-19, todos os leitos estão ocupados. Preciso confirmar a quantidade. Nós agora vamos abrir um pouco mais o hospital, porque estamos entregando, finalmente, o térreo e o primeiro andar do pronto-socorro novo. Isso vai nos abrir um espaço lá dentro. Mas o HSPM nós vamos abrir mais 20 leitos dentro do hospital para tratamento dos nossos funcionários.

Agora, com a abertura do pronto-socorro, ele não vai atender mais a população, só funcionário público. A UPA está ficando pronta, aquela do lado que estamos abrindo para atender a população.

Vereadora Juliana, quero, mais uma vez, pedir desculpas, o que eu estava falando aqui era para ter uma resposta para o seu questionamento. Não foi desatenção.

Nós transferimos, no caso de Itaquera, todas as gestantes para o Ermelino. Transferimos também os médicos e as incubadoras. Foi o pacote inteiro, temporariamente, até nós cuidarmos dessa situação de gravidade da Covid-19 no Itaquera. Como se sabe, o Ermelino tem uma estrutura antiga muito boa de maternidade, o Mãe Paulistana também foi desse jeito.

Os medicamentos, esses específicos para Covid-19, como falei na resposta para a Vereadora Luana, nós conseguimos. Estávamos trabalhando no limite. Graças a Deus, conseguimos fazer uma compra importante nesta semana. Então, estaremos resguardados, sobretudo com esse grau de transmissibilidade. Volto a dizer, nós ainda estamos subindo a montanha em casos de internações. Estamos muito atentos para que não aconteça isso.

O fechamento dos quatro hospitais do Estado na Cidade significou um aumento, uma demanda importante de 34 mil pessoas na nossa rede. Estamos negociando com o Estado uma forma de nos ajudarem a atender essa população que foi toda para nossa rede, para UBS, UPA. Nobre Vereadora Juliana Cardoso, o número exato são 34 mil pessoas. Até pedimos um recurso para o Estado para tentar ver se conseguimos contratar pessoal. A pressão, obviamente, é muito grande na rede.

Tudo que fizemos semana passada e nessa semana, o que as empresas nos disseram? O que abastecemos não vai ter problema. Vamos ter problema com o que vai abrir de novo. O que eu pretendia fazer? Íamos panejar para o oxigênio que teríamos dificuldade, para aquilo que vai abrir novamente. Com algumas empresas estamos conseguindo solucionar também o novo. Mas, especificamente, com uma delas foi essa a posição que nos passaram, que abasteceriam o que temos de demanda hoje, e que teriam dificuldade em abrir novas demandas. Por isso que fomos atrás de alternativas para não faltar e toda nossa mobilização é no sentido de que isso não aconteça. Nas reuniões de ontem, de hoje, de sexta-feira, do final de semana, nós conseguimos, graças a Deus, colocar em pé uma série de alternativas.

Nobre Vereador João, a transmissibilidade da doença aumentou barbaridade. Existe um dado do Estado de que teria chegado a 1,5. Isso significa que a pessoa transfere a doença para mais cinco. Último dado que teríamos é esse de 1,23. Por isso que, realmente, nós reduzirmos a mobilidade na Cidade nesse momento, derrubamos isso e, consequentemente, derruba muito a coisa.

Nobre Vereadora Cris, estamos cadastrando com a Luiza Trajano. Estamos terminando de responder, acredito que o último questionário. Vamos nos inscrever, sim, nessa iniciativa que é importante.

Sr. Presidente Milton Leite, basicamente, é isso. Muito obrigado!

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Agradeço ao Sr. Secretário, obviamente, fica o convite para, logo após a semana do feriado prolongado, ajustar mais uma data, porque é importante para a cidade de São Paulo. Peço desculpas aos Srs. Vereadores que não conseguiram fazer perguntas, a lista era grande. A próxima será logo após o feriado. Está feito o convite ao Sr. Secretario para que faça mais um complemento de atualização do comportamento da população neste interstício até lá. Sr. Secretário, fica aqui o agradecimento em nome da Câmara Municipal São Paulo. Quanto às perguntas não respondidas, Sr. Secretário, se tiver dúvida, pode enviar aos Srs. Vereadores, mas V.Exa. estará, seguramente, logo após o feriado prolongado, na Câmara.

Muito obrigado Sr. Secretário. Foi fantástico! Parabéns pelo trabalho.

Vamos voltar à sessão ordinária.

- Suspensos, os trabalhos são reabertos sob a presidência do Sr. Milton Leite.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - De ofício, adio o Pequeno e Grande Expedientes.

Passemos a Prolongamento do Expediente.

PROLONGAMENTO DO EXPEDIENTE

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Requeiro sejam considerados lidos os papéis. A votos. Os Srs. Vereadores favoráveis permaneçam como estão; os contrários, ou aqueles que desejarem verificação nominal de votação, manifestem-se agora. (Pausa) Aprovada a leitura.

Neste momento, peço aos Srs. Vereadores que solicitaram um minuto de silêncio, que se manifestem.

Tem a palavra, pela ordem, o nobre Vereador Gilson Barreto.

O SR. GILSON BARRETO (PSDB) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, quero pedir um minuto de silêncio, para que fique registrado nos Anais dessa Casa, pelo falecimento por Covid-19 da Sra. Amélia Silva, mãe do Presidente do Diretório Municipal de São Paulo, do Fernandão, Fernando Alfredo. E também do Sérgio Contier, um amigo que foi gerente de banco na década de 70, 74. A partir dessa data, ele sempre acompanhou a minha trajetória nas áreas sociais e também na política. Ultimamente estava me ajudando, mas veio a falecer nesse fim de semana, o amigo Sérgio Contier. Ele nos deixou com muita tristeza, não só para mim, como para toda a minha assessoria, uma pessoa do bem. Externamos nossas condolências, não só à família da Amélia, mas também do Sérgio Contier.

O SR. RINALDI DIGILIO (PSL) - Questão de ordem, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Eu vou fazer um minuto de silêncio, Vereador Digilio, é requerimento de minuto de silêncio, Vereador?

O SR. RINALDI DIGILIO (PSL) - (Pela ordem) - Sim, eu gostaria de consultar a Casa se nesse minuto de silêncio, em vez de fazermos um minuto de silêncio, poderíamos colocar um minuto de um dos homenageados tocando um solo de guitarra que, inclusive, já mandei o vídeo para a Casa, em homenagem, rompendo esse silêncio de tantas mortes na cidade de São Paulo. Queria consultar a Casa se eu poderia fazer isso?

O SR. PRESIDENTE ( Milton Leite - DEM ) - Vereador, eu não conheço. Um minuto de silêncio é um minuto de silêncio. Pessoalmente, não tenho nenhum óbice.

O SR. RINALDI DIGILIO (PSL) - (Pela ordem) - É uma homenagem musical, porque ele não era do silêncio, ele era da música.

O SR. PRESIDENTE ( Milton Leite - DEM ) - Vereador, eu proporia o seguinte: façamos um minuto de silêncio e depois eu passo a música dele. Está bom assim, Vereador?

O SR. RINALDI DIGILIO (PSL) - (Pela ordem) - Tudo bem, então. Eu gostaria, primeiramente, nesse minuto de silêncio de homenagear a Mercedes Stoque, que foi uma senhora que manteve o “fica em casa”. Ela ficou em casa todo o tempo e costurava máscaras e fez uma grande doação. Ela também doava alimentos para quem precisava e era uma ovelha de nossa igreja, acabou padecendo por meio dessa terrível enfermidade, o coronavírus, essa semana. Também eu queria fazer um minuto de silêncio em homenagem a um grande cantor da música gospel no Brasil, o Irmão Lázaro, que também infelizmente faleceu em decorrência da Covid-19. Mais uma pessoa, um amigo de infância, embora estivéssemos distantes, mas é o pastor Nelson Loleto Júnior, um grande e amado pastor, que infelizmente também partiu essa semana por causa da Covid-19. Mais duas pessoas: a Diaconisa Marlene partiu essa semana por causa do câncer, uma batalha que ela perdeu; por último, Senador Major Olímpio, do meu partido. Eu queria incluir essas cinco pessoas no minuto de silêncio e dizer que tombaram nessa terra, mas se levantaram na glória. E a palavra de Deus diz: “Preciosa é a morte dos santos à vista do Senhor”. Então, fica a minha homenagem a esses cinco guerreiros que foram combativos nessa pandemia.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra, pela ordem, o nobre Vereador Eli Corrêa.

O SR. ELI CORRÊA (DEM) - (Pela ordem) - Presidente, ontem me comprometi com os meus ouvintes que, na sessão de hoje, eu homenagearia aqueles que perderam suas vidas por causa do coronavírus. Muitas pessoas, muitos ouvintes, mais que ouvintes, amigos, deixaram nesta Casa alguns nomes para que pudesse homenageá-los: Mário Álvaro Damasceno, da Cidade Tiradentes; Valdomiro Galvani, de Vila Barros, em Guarulhos; Rita Francisco, de Itaquera, sua cunhada, sua mãe e dois filhos perderam a vida, três pessoas somente numa semana; Fabiana Moreira da Cruz, do Jardim Ângela; Jorge Lourenço, do Jardim Maria Sampaio; Telma Rodrigues, de Vila Alpina; Jean Miguel de Souza, de Carapicuíba; Renan Ribeiro Cardoso, de Recanto Vila de Sol e José Paulo Rossita Ribeiro, de Parelheiros. Fiz uma promessa, Sr. Presidente, que neta Câmara, neste plenário, eu renderia uma homenagem singela, mas cheia de amor, a essas vidas que pereceram agora nesse último final de semana.

Obrigado, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra, pela ordem, a nobre Vereadora Sandra Santana.

A SRA. SANDRA SANTANA (PSDB) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, gostaria de pedir também que colocássemos, nesse minuto de silêncio, três pessoas muito próximas a mim, que me deixaram neste final de semana: o Sr. João Hélio, que trabalhou comigo na Subprefeitura Freguesia-Brasilândia, um jovem senhor de 59 anos, vítima da Covid-19; Tião, querido comerciante da Freguesia do Ó, dono do Bar do Tião, na Avenida Ministro Petrônio Portela, um comerciante antigo da região, que lutou bravamente contra o câncer durante quase três anos; e Joelma, minha assessora. Ela nos deixou sábado, de uma forma muito precoce, numa luta gigante também contra um câncer, que a levou em dois meses. Eu não divulguei isso nos nossos grupos. Meu coração estava muito apertado, mas a Joelma era uma líder comunitária, da comunidade do Iraque, na Brasilândia. É a primeira vez, ao longo de 20 anos, que ela cuida da comunidade. Ela ocupava um cargo na Câmara Municipal e deixa um trabalho incrível e uma saudade imensa. Então, eu gostaria de incluir, além dos nomes que os Colegas colocaram, mais essas três pessoas que fazem parte da minha vida ainda e da minha história.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra, pela ordem, o nobre Vereador Rinaldi Digilio.

O SR. RINALDI DIGILIO (PSL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, neste minuto de silêncio, falo de um servidor desta Casa. Hoje, eu acabei de retornar do seu funeral. É o Sr. Alexandre Mariano, um pastor, um guitarrista e um grande líder, que hoje está nos braços do Senhor. Eu queria acrescentar seu nome nesse minuto de silêncio.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra, pela ordem, o nobre Vereador Dr. Sidney Cruz.

O SR. DR. SIDNEY CRUZ (SOLIDARIEDADE) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, falo da Vera Lúcia Santos, uma funcionária. Por muitos anos, atendeu aos trabalhadores desempregados no posto de atendimento ao trabalhador no Campo Limpo.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Tem a palavra, pela ordem, a nobre Vereadora Luana Alves.

A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, muito brevemente, gostaria de acrescentar duas pessoas, Srs. Cláudio Eustáquio, um metalúrgico, pai de duas pessoas militantes dos trabalhadores da luta socialista; e José Rodrigues Parreira Filho. São dois pais de família e dois homens amorosos, que infelizmente perderam a vida para a Covid-19. Os dois tinham menos de 65 anos, muito antes do tempo.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Nobres Vereadores, vejam a gravidade em que estamos, o número de pessoas falecidas, que nos deixaram para a Covid-19. Nunca houve tantas pessoas homenageadas.

Façamos um minuto de silêncio.

- Minuto de silêncio.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Lembro aos Srs. Vereadores que amanhã faremos o debate sobre a inclusão dos profissionais de saúde, conforme abordado no Colégio de Líderes. As negociações hão de continuar, para a autorização legislativa. Como é autorização legislativa, autorizativo, nós prosseguiremos com o projeto.

Peço que seja exibida a apresentação musical solicitada pelo Vereador Rinaldi Digilio, por um minuto e, logo após, encerraremos a sessão.

- Apresentação musical.

O SR. RINALDI DIGILIO (PSL) - (Pela ordem) - Obrigado, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Milton Leite - DEM) - Que Deus receba todas essas almas citadas, com nossa homenagem de um minuto de silêncio. Realmente é um momento doloroso.

Não gostaria de encerrar os trabalhos sempre nessa condição, com um minuto de silêncio, com tantas almas perdidas da forma que está ocorrendo. A música até nos acalenta, obrigado Vereador.

Eu passei por essa doença, quase fui para o outro lado, como se diz, mas Deus me deu uma nova oportunidade.

Por acordo de Lideranças, vou encerrar a presente sessão.

Convoco os Srs. Vereadores para a próxima sessão ordinária, com a Ordem do Dia a ser publicada.

Relembro que já estão convocadas cinco sessões extraordinárias, com início logo após a ordinária de amanhã, assim como mais cinco sessões extraordinárias para os cinco minutos de quinta-feira, dia 25 de março, todas com a Ordem do Dia a ser publicada.

Tenham todos uma boa tarde.

Estão encerrados os trabalhos.